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29 de dezembro de 2014

Curtas: Legends, Jane Eyre

Título: Legends
Criadores: Howard Gordon, Jeffrey Nachmanoff, Mark Bomback
Atores: Sean Bean, Ali Larter, Tina Majorino

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Nos últimos tempos tenho tentado não ver só coisas porque gosto de olhar para os atores *cough* mas há atores e atores, não é verdade, e sendo que o Sean Bean é, muito provavelmente, a crush mais antiga que tenho, deve ser óbvio neste momento que faço os possíveis para ver todos os projetos em que ele entra. Devagarinho verei tudo. :D

Ora bem, posto isto devo dizer que parti com poucas esperanças que esta série fosse algo de muito bom, parecendo um banal procedural e estando eu um pouco farta deste género. Mas e não é que até gostei?! O Sean é de facto o que mais se destaca nesta série, estando muito além dos restantes atores, sobretudo de Ali Larter, mas posso ser só eu a achá-la por demais irritante, no entanto também a equipa por detrás dos argumentos destes 10 episódio está de parabéns por não caírem na cena do "um caso por episódio". Sim, de acordo com o AXN eu sou tramática e foi com gosto que vi casos passarem de um episódio para o outro e tendo todos os episódios, uns mais do que outros é certo, dado algum tipo de contributo para a grande questão sobre a qual a série se debruça... será Martin Odum mais uma legend?

De resto, é uma série mediana, com muitos acasos convenientes, e com uma reta final bem mais apelativa do que estaria à espera, deixando-me curiosa quanto a uma segunda temporada.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Na verdade é capaz de ser mais um emprestado e pouco se perde com isso, mas tem Sean Bean...

Título: Jane Eyre
Realizador: Susanna White
Adaptação do livro Jane Eyre de Charlotte Brontë por Sandy Welch
Atores: Ruth Wilson, Toby Stephens

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Depois da leitura, tinha de vir o visionamento de pelo menos uma adaptação. Como será lógico, e porque sou fã das séries da BBC, tinha de começar por esta. Quando soube que era adaptado pela mesma pessoa que pegou no texto da Elizabeth Gaskell e fez a maravilha que é o "North and South" fiquei com ainda mais expectativas, mas infelizmente não me satisfez por aí além.

Jane é uma personagem difícil de encarnar. Apesar da sua aparente placidez, por dentro é uma jovem cheia de vida e genica. Eu diria quase que Jane é como que um Jon Snow (mas que sabe muito :P) e que aqui acaba por acontecer o mesmo que acontece aquela personagem na série "Game of Thrones", fica aquém da original. Ruth Wilson tenta mas não chega lá, não é a minha Jane.

Já Toby Stephens é mais o meu Rochester mas não sei, a relação de ambos, apesar de bem conseguida, não parece ter correspondido à que li. Não sei como explicar melhor. Também não fiquei fã das diferenças em relação ao livro, nomeadamente a cena da cigana. e sobretudo do ritmo da história, coisas que achei bem conseguidas na adaptação do livro de Gaskell e que esperava gostar aqui.

É injusto avaliar a mini-série com base no livro mas, apesar do seu esforço, faltou-lhe algo que torna o livro brilhante. Ainda assim é uma boa série mas não ficou a ser das minhas favoritas.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

10 de dezembro de 2014

Interstellar

Realizador: Christopher Nolan
Escritores: Jonathan Nolan, Christopher Nolan
Atores: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Não sou adepta deste tipo de coisas, porque acho que não dá para discutir coisas sem recurso a falar no que acontece e quem lê sobre algo que não viu ou leu tem de ter isso em conta. Mas seguem-se spoilers, não digam que não avisei.

Eu devia ter mais confiança no meu instinto. Tanto o teaser como o trailer não me puxaram como a outros (já que quanto mais penso nos filmes do Batman, sobretudo no último, parece que menos gosto) mas eu garanto, eu entendo o fascínio dos filmes do Nolan, a sério! E acho que os temas que aborda são pertinentes, sim. Mas no que toca à suspensão da descrença e finais ele, a meu ver, exagera. Ok, talvez não aconteça sempre mas com este foi a segunda vez, e seguida, que não consegui evitar pensar que queria ir embora da sala de cinema chegando a um determinado momento do filme. :/ Mas vamos por partes...

Gostei do mundo apocalíptico que aqui é apresentado, sobretudo por me parecer bastante credível. E não me refiro só aos problemas com as plantações e tempestades de pó, o retrocesso científico e a colocação em dúvida de avanços, conquistas ou conhecimentos tecnológicos também me pareceu algo que pode vir a acontecer. Muito basicamente, o início e a premissa pareceram-me, durante a primeira parte do filme, bastante interessantes de seguir, no entanto, o modo como descobrem a NASA e a espécie de "destino" que faz com que haja "coincidências" fez germinar em mim a semente da dúvida (eu sei, pareço um poeta :P). Comecei a imaginar que caminhos a história poderia tomar e cheguei-me a virar para o meu irmão e dizer, quando eles finalmente partem, "ele é o fantasma da filha". No entanto, enquanto a semente da dúvida crescia, os meus sentidos, nomeadamente a visão, iam ficando fascinados com imensidão do espaço e o seu silêncio sepulcral, com o wormhole e os novos mundos que dava a conhecer e com o gigantesco buraco negro de aspeto fenomenal.

Realmente em termos visuais este filme esmerou-se e é uma pena que tal não se tenha alastrado às personagens que, tirando Cooper (Matthew McConaughey), Murph (Jessica Chastain) e Dr Mann (Matt Damon e surpresa!!! não estava à espera de o ver aqui), pouco interesse têm. Vai havendo algum conflito, é certo, e a parte com o Mann foi, talvez, a minha preferida pelas questões que aborda (e sim, eu às vezes sou meio aluada e não tinha percebido a cena do nome Mann, só depois de ver este vídeo xD ). A certa altura até achei que os robots tinham mais profundidade que as personagens, mas pronto.

Perante isto tudo, eu até estava a engolir a coisa, apesar da semente da dúvida e de alguns conceitos científicos, como a teoria da relatividade, me fazerem alguma confusão. Fui sendo capaz de suspender a descrença e maravilhar-me com tudo o resto. Até que entram no buraco negro e começo a perceber que o que eu tinha dito ao meu irmão está prestes a desenrolar-se à minha frente mas com um detalhe que eu, apesar de imaginar, não queria. *suspira e revira os olhinhos* Tive exatamente a mesma reação que ao ver o símbolo do Batman em chamas no terceiro filme, mas se ali pensei "com a cidade em perigo e ele perde tempo a desenhar um morcego em gasolina para lhe chegar fogo e mostrar que está de volta? Não há nada de mais útil para fazer como salvar pessoas?!" aqui pensei "o amor é capaz de fazer alguém sobreviver e guiá-lo através de um buraco negro?!" Eu não duvido que o amor é um poder do caraças, sobretudo quando falamos de laços familiares como os que unem pais e filhos (vide Harry Potter), mas eu traço o meu limite na sobrevivência pelo amor em pleno espaço interestelar! Enfim, só queria vir-me embora porque, a partir dali para a frente, perdi qualquer interesse que tinha no filme.

E depois a cena do cubo numa outra dimensão e como teria sido construído por humanos... ok, aqui o problema pode ser só meu, que não consigo imaginar o tempo como algo que não seja uma linha contínua e por isso não vejo como pode alguém no futuro ter construído aquela dimensão para o Cooper comunicar com a filha no passado, se a ação do Cooper é fundamental para que haja um futuro. Só numa linha paralela que se intercepta mas a intercepção não fará com que um futuro deixe de existir? Enfim, não sei se isto fará sentido, mas o desenho para explicar também não sairia melhor. :P

Tudo isto para dizer que sim, visualmente é fenomenal mas tal como o terceiro filme do Batman há demasiada coincidência e o terceiro ato, chamemos-lhe assim, ultrapassa o meu limite da suspension of disbelief. Se calhar já é ser mórbida mas ao menos que o Cooper morresse depois de comunicar com a filha, porque não esqueçamos que... ele atravessa um buraco negro! Isto fez-me pensar que o Nolan só consegue fazer finais felizes (quase tanto como o Baz Luhrman só sabe fazer finais tristes), apesar de dar a ilusão de finais abertos, em que qualquer coisa pode acontecer. Mas agora, para mim, essa abertura soa a falso, o que me leva a questionar o "Inception", que para mim é, até ao momento do que pude ver do Nolan, o seu melhor filme. Tendo em conta uma certa teoria relacionada com o totem do personagem do Leonardo DiCaprio e agora o meu sentimento em relação aos seus finais, temo que o desfecho também seja um "falso aberto". :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto mas sobretudo pelos visuais, porque quando o filme entra na sua recta final eu estava era a querer sair da sala e pedir o meu dinheiro de volta. Já agora, aproveito para deixar outra opinião que li aqui.

25 de novembro de 2014

Curtas: Enough Said, Frank

Título: Enough Said
Realizador: Nicole Holofcener
Escritor: Nicole Holofcener
Atores: Julia Louis-Dreyfus, James Gandolfini,

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Depois de "Gone Girl", este foi o filme fofinho de que precisava. Não conhecia, foi o mano que aconselhou apesar de saber que não vou muito à bola com a Julia Louis-Dreyfus. Não gosto de "Seinfeld" nem da personagem que aí interpreta, assim como também era um tormento vê-la em "The New Adventures of Old Christine", mas tentei ignorar a minha pouca simpatia que nutro por ela e ver o filme. Acabou por compensar pois foi uma boa surpresa.

Também não gostei por aí além da personagem dela mas a coisa aqui funciona, sobretudo por causa de algumas atitudes que toma quando percebe que o mundo é muito pequeno. É certo que a posição dela não é fácil, pelo menos não lhe invejo a situação, e leva-nos a questionar o que aconteceria se estivéssemos nos seus sapatos. Daríamos ouvidos ao que nos dizem sobre outra pessoa? Ou tomaríamos a nossa própria relação com essa pessoa em conta em detrimento do que possamos ouvir? Ou até tomar as duas em conta, balançando-as? De certo modo, acho que é uma "ginástica" que já fazemos todos os dias, pelo que é uma questão pertinente e aqui muito bem explorada.

É também uma história de segundas oportunidades, coisa que venho aperceber-me gosto bastante (sim, sei que já devia ter percebido com Persuasão :P ), muito fofa, com um romance bem desenvolvido sendo que os dois protagonistas terem uma boa química também ajuda.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Frank
Realizador: Lenny Abrahamson
Escritores: Jon Ronson, Peter Straughan
Atores: Michael Fassbender, Domhnall Gleeson, Maggie Gyllenhaal

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Se me dissessem que alguém com uma cabeça de papel machê poderia ser tão carismático e levado a sério, o mais certo era rir-me. E de facto, tal como um dos protagonistas deste filme, não deixei de achar a personagem de Frank, a início, alvo de chacota. Ri-me tanto da premissa do filme como da personagem, mas com o decorrer da história a nossa visão muda e a sua inocência, a sua compaixão e amizade que mostra por todos aqueles que se atravessam no seu caminho, acabam por fazer-nos esquecer o bizarro daquela cabeça. De tal modo que bizarro foi ver Frank com a cara do Fassbender. E não sabem como dizer isto é estranho porque estamos a falar do Fassbender! Tipo, a minha lista é Tom Hiddleston e logo atrás... Michael Fassbender! Mas a sério, o Frank sem aquela cabeça de papel machê enorme simplesmente não era o Frank.

No geral, gostei bastante do filme. Achei o Fassbender genial no uso que faz da voz e dos seus movimentos para se expressar e o resto do elenco também faz um bom trabalho. É um filme engraçado, com momentos bizarros mas nem por isso deixa de fazer-nos pensar sobre o que é realmente importante, chamar a atenção para doenças do foro mental e valorizar o que nos torna únicos, nem que seja a nossa excentricidade.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

4 de novembro de 2014

Em Parte Incerta

Realizador: David Fincher
Adaptação do livro Gone Girl de Gillian Flynn pela própria
Atores: Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Era um dos filmes que mais aguardava e para o qual mais expectativas tinha, não só por adaptar um dos livros que mais mexeu comigo no ano passado, mas porque a cada notícia via a minha visão passar para o ecrã. Só não me tinha apercebido que o Neil Patrick Harris (Barney!) entrava, já que a dada altura preferi ignorar as notícias para esfriar o entusiamo, mas apesar de não corresponder à ideia que tinha do Desi acabou por ser uma excelente escolha e fazer um ótimo trabalho.

Como várias adaptações que tenho visto, não será melhor que o original mas nem por isso deixa de ser uma boa obra em si mesma. A meu ver, acaba por ser uma excelente adaptação mesmo que alguns temas não tenham sido tão explorados como no livro, como acontece com a relação familiar do Nick e até a história do Punch and Judy, que levam a conhecer mais as personagens com que estamos a lidar. Limites de tempo acabam por ter coisas destas, mas não me parece ter estragado a coisa, e melhor que ninguém a Gillian Flynn soube ver o que da sua história seria o essencial. Não foi por aqueles temas terem sido aprofundados que o filme deixou de ter o aspecto doentio da obra original. Tanto teve que o meu irmão saiu de lá chocado. xD

David Fincher é um dos nossos realizadores de eleição e só por isso o meu irmão queria ver o filme. Quando percebeu que eu tinha lido o livro, tentou tirar-me o que eu sabia, um pouco como fazemos com As Crónicas de Gelo e Fogo, já que o meu irmão não lê e não se importa com spoilers, quer é saber o que acontece mesmo quando lhe digo que ainda não li os livros todos. No entanto, se o spoilo em "A Guerra dos Tronos", e spoilo-me de livre vontade porque digamos eu também preciso de saber o que acontece, com "Gone Girl" remeti-me ao silêncio dizendo-lhe apenas "vais gostar de ir às escuras e vais querer ver uma comédia romântica depois do filme para voltar a acreditar no amor". Perante a última parte o meu irmão ria-se... mas ri melhor quem ri por último e a cara chocada do meu irmão no meio do cinema numa determinada cena é das coisas que vou guardar com mais carinho na memória. Assim como ele a dar-me razão no final do filme e dizer que realmente precisava de ver algo fofinho para voltar a acreditar no amor. :D *huge grin* Geralmente é ao contrário, eu é que lhe dou razão e ele NUNCA me dá ouvidos, mas I won this time! \o/ :D

O elenco pareceu-me muito bem conseguido, não me recordo de quem tinha pensado para Nick (e se ainda não viram as escolhas do SLNB para o casting, não sabem o que perderam xD ) mas assim que vi o nome do Ben Affleck e o trailer, sobretudo o sorriso parvo que dá vontade de lhe dar um murro na cara, soube que era o meu Nick. Quanto à Rosamund Pike só a conhecia como Jane Bennett (só depois me lembrei que ela entrou num filme do Bond mas é normal que me tenha esquecido porque é mesmo fraquinho) que é um amor de pessoa, pelo que aqui me surpreendeu pela positiva, ainda que na primeira parte não a tenha sentido como vítima. Mas a verdade é que mesmo durante a leitura nunca senti a Amy como vítima, sempre me pareceu que algo não batia bem, e voltou a acontecer no filme por isso não tenho nada a apontar. No entanto, no filme fez mais sentido a Amy ser enganada e ir parar aos braços do Desi (no livro pareceu-me completamente out of character) e o final continua a mesma coisa perturbadora, ficando até mais patente a relação doentia de ambos e como ambos trazem ao de cima o melhor mas sobretudo o pior do outro.

Concluindo, é uma belíssima adaptação do livro, na medida em que está fiel e entende-se que nem tudo possa estar lá, mas a mensagem é passada e é, muito provavelmente, dos melhores filmes que vi este ano.

Veredito: Para ter na estante.

22 de outubro de 2014

Curtas: Iron Man, Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book]

Título: Iron Man
Realizador: Jon Favreau
Baseado nas comics da Marvel por Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway
Atores: Robert Downey Jr., Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Ok, isto já vai tarde mas a minha ideia era ver os dois primeiros filmes e falar um pouco sobre eles. No entanto, como ainda não vi o segundo vamos ficar-nos apenas pelo primeiro.

Pareceu-me um bom filme de ação, ainda que muitíssimo previsível, nomeadamente no que toca ao vilão. A sério, mal aparece numa cena e uma pessoa descobre logo, pelo que o twist acabou por ser completamente irrelevante. Algumas stunts também me pareceram demasiado irrealistas, na medida em que duvido que fosse possível o Tony Stark sobreviver sem qualquer tipo de mazelas mesmo tendo virado um super-herói.

No entanto, o mais interessante de seguir foi mesmo a change of heart (ah!) que se dá na personagem principal e que o Robert Downey Jr. encarnou na perfeição. O homem nasceu para este papel! A mudança é subtil, dando-se em termos de ideais e não de carácter o que tornou a coisa muito realista, tendo em conta tudo pelo que o Tony passa.

Fica a curiosidade para ver os restantes filmes, até porque há os "Avengers" que já vi, mas continuo sem vontade de pegar nas comics do Homem de Ferro. X-Men, Homem-Aranha, Thor, pode ser mas acho que o Tony não será para mim.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book]
Autor: Anna Elliott
Ficção | Género: fantasia
Editora: - | Ano: 2010 | Formato: e-book | Nº de páginas: 78 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: em 2011 estava disponível no site da autora e penso que continua.

Quando e porque peguei nele: já tinha tentado pegar nele no ano passado, sem grande sucesso, e voltei à carga este ano pela terceira vez, depois de uma outra tentativa entretanto e do sucesso com Jane Eyre cuja leitura também só à terceira é que foi.

Sinopse

Opinião: Este é um pequeno conto que se centra em Morgana e Merlin mas o seu maior ponto de interesse, para mim, acabou por ser o facto de se debruçar sobre uma parte do mito arturiano que não conhecia, os dragões de Dinas Ffareon. Achei muito interessante o modo como tal mito foi usado, muito credível na medida em que mostra a mentalidade da época na forma como Merlin passa a ser o feiticeiro que conjura dragões.

No entanto, a história em si pouco interesse tem, mostrando uma relação entre as personagens que talvez poderia ser mais trabalhada mas que acaba por resultar nesta situação. As visões de Morgana pouco mais vêm acrescentar ou pouco trazem de novo a uma história já tão explorada.

Não sinto qualquer curiosidade em saber mais e por isso não penso investir no resto da série, de que este conto é uma prequela. O único ponto de interesse parece ser a história centrar-se em Tristão e Isolda, que não sei como se relacionam com o mito de Artur por conhecer pouco ou nada da sua história original. Talvez me debruce primeiro sobre a história deles e logo vejo se valerá a pena ler os livros desta série.

Veredito: Foi gratuito e pouco se perde com isso.

16 de setembro de 2014

Under the Skin

Realizador: Jonathan Glazer
Baseado no livro Under the Skin de Michel Faber por Walter Campbell e Jonathan Glazer
Atores: Scarlett Johansson

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Estranho. É a única palavra que me vem à cabeça para definir este filme. Nem sequer consigo falar sobre o desconforto que senti a ver o filme porque estranho acaba por também tomar conta dessa emoção. Foi um desconforto estranho. :/

Não haja dúvidas, a imagem é belíssima e a Scarlett parece-me excecional no papel, é uma atriz que de filme para filme me vem a surpreender. A banda sonora também me pareceu muito bem conseguida, contribuindo para o estranhíssimo sentimento de desconforto que o filme provoca, sobretudo por ser pautado por tantos momentos de silêncio. A sério, o silêncio é quase uma constante na minha vida e este não foi o primeiro filme escasso em diálogos que vi, mas aqui o silêncio perturbou-me, não consigo dizer porquê.

Neste filme seguimos uma mulher aliénigena que vai conduzindo pela Escócia fora e aborda homens sós, ou de quem ninguém daria pela falta, para um propósio que não é bem definido apesar de nos ser apresentado. Apercebemo-nos de que ela seguirá uma qualquer missão e que só isso lhe interessará, e que não sente qualquer empatia para com os outros, como mostra a cena da praia que chocou-me, confesso. No entanto, acaba por encontrar por acaso alguém que, apesar de ser humano, também não parece pertencer à Humanidade, sendo marginalizado, o que a leva a questionar também a sua pertença. Com isto, ela passa de predador a presa.

E o filme, muito resumidamente é isto mas é tão mais, mas não consigo mesmo falar de forma coerente sobre ele, sobre o desconforto e estranheza que provocou, mas há quem o tenha feito melhor que eu aqui e aqui. Gostaria de recomendar o filme mas não me parece ser para todos. A mim, garanto, deixou-me com vontade de o rever (ou ler o livro), apesar de ter consciência que não é uma segunda revisão do filme que me vai fazê-lo compreender ou deixar de sentir a estranheza, mas acho que é por isso mesmo que é um bom filme. Nem tudo tem de ser explicado.

Isto faz sentido? Não? Se calhar também não é para fazer. :/ 

Veredito: Vale o dinheiro gasto? Nem eu sei bem.

10 de setembro de 2014

O Resgate do Soldado Ryan

Realizador: Steven Spielberg
Escritor: Robert Rodat
Atores: Tom Hanks, Edward Burns, Matt Damon

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Adoro (e dizer isto soa-me sempre mal) ver coisas que se passem ou se debrucem sobre a 2.ª Guerra Mundial. Nunca li muito mas em termos cinematográficos e televisivos tem dado origem a muita coisa boa. No entanto, coisas há que surgem e retratam a época mas que pouca ou nenhuma curiosidade tenho em ver e este filme era uma dessas coisas. Sim, acho que já disse por diversas vezes e volto a repetir, por vezes apetece-me esbofetear o meu "eu" passado.

Para começar tenho de falar do meu... eu não diria ódio porque não conheço o senhor, pelo que é mais um "não ir à bola com a cara" do Tom Hanks. Não consigo explicar porquê, há simplesmente pessoas com quem não consigo simpatizar e ele é uma dessas pessoas, pelo que o facto de ser um dos protagonistas tirou qualquer vontade (que como disse nunca foi muita) de ver o filme no passado. Mas o meu irmão, como guru de muita coisa que tem qualidade (vês, eu até falo bem de ti :D), lá me obrigou a ver o filme quando percebeu que vivia debaixo do mesmo teto com alguém, aparentemente tida por ele, herege. :D E sim, agradeço-lhe o ter-me obrigado a ver porque, Tom Hanks à parte, este é um épico filme de guerra. Nem que o filme fosse apenas os 20 minutos iniciais! Aquilo é uma cena brutal e um dos melhores retratos (parece-me) de uma batalha. Aquilo é cruel, um autêntico massacre e perante imagens como esta pergunto-me constantemente como é que raio esta gente não parece aprender? Como é que volta e meia há conflitos e se permite que coisas destas aconteçam? Como é que se dá tão pouco valor à vida humana? Enfim...

A premissa parece-me um pouco irrealista, apesar de a entender e até considerar nobre tal ato, mas como os personagens não pude deixar de questionar se um deles valia assim tantos homens. Mas tirando isso, ou até por causa disso, este é um muito bom filme e junto-me ao coro do pessoal que não entende como é que o "Shakespeare in Love" ganhou o Óscar de Melhor Filme. Adoro o filme e curiosamente tem outro ator com o qual não simpatizo, o Joseph Fiennes, mas é de longe um filme inferior, mesmo só considerando os tais vinte e pouco minutos iniciais.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

3 de setembro de 2014

Guardians of the Galaxy

Realizador: James Gunn
Baseado na comic Guardians of the Galaxy de Dan Abnett e Andy Lanning por James Gunn e Nicole Perlman
Atores: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: "I am Groot!" Tenho de dizer mais alguma coisa? Talvez seja melhor, não é?

Então, para começar e ao contrário de outros filmes baseados em comics da Marvel, não conhecia esta equipa de super-heróis. Não que conheça muito todos os outros mas ao menos conhecia as personagens e nalguns casos vi mesmo as versões animadas, como o Homem-Aranha e X-Men. No entanto, tenho acompanhado mais ao menos este Marvel Cinematic Universe (ainda tenho filmes para ver mas estou familiarizada com o arco) e por isso tinha algumas expetativas para o filme, que felizmente foram alcançadas.

Parece-me que conseguiram fazer uma boa apresentação das personagens, tendo em conta que o filme tem cerca de duas horas, são 5 os elementos desta equipa e que há uma história que precisa de ser desenvolvida e outras personagens precisam de ser exploradas. Com isto acabou por sofrer o vilão, mas o Lee Pace consegue, no pouco tempo que tem de antena, ser um pouco mais carismático que o Christopher Eccleston, que foi o último que vi, ainda que não tão bom como o Tom Hiddleston (e sim, isto foi só para mencionar o Tom <3 até porque alguém com muito tempo livre entre as mãos parece ter feito um filme centrado no Loki \o/ já tenho que ver este fim de semana se o vídeo se aguentar até lá!).

Mas se o vilão sofre com a caracterização, sobressaem os Guardiões que têm uma química bastante interessante e engraçada de seguir, sobretudo os criados com efeitos CGI. Adorei o Rocket e não fosse pelo riso nem teria acreditado que era a voz do Bradley Cooper que lhe dá vida (mas vai daí eu sou um pouco dura de ouvido), mas nada bate o Groot. A sério, alguém me responda como é que "I am Groot!" pode querer dizer tanta coisa porque raios, a certa altura até eu o percebia! Foi mesmo a personagem que mais me surpreendeu e fiquei rendida ao Baby Groot e ao grooting. xD

A nível de enredo, parece revelar mais um bocado do que está para vir, que pode ser mesmo a Infinity Gauntlet, que diga-se nunca li a história mas já estou farta de ler sobre ela. Sim, que isto das comics é confuso de se entrar, o comboio já vai tão avançado que o melhor é mesmo apanhar um autocarro, pelo que me vou ficando por séries de livros e deixo os quadradinhos para algum dia, mais tarde... Já agora, o que é que aconteceu ao aether? Está noutro lado?

Já agora, '80s rules, Kevin Bacon é de facto um herói e quero a "Awesome Mix"! Este filme é feito de coisas tão boas e tão hilariante! xD Como diria o Thor "another!"

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

29 de agosto de 2014

Filmes para TV

Tenho reparado que nos últimos meses a Fox Life tem exibido muitos filmes. Como não conhecia nenhum dos títulos e me pareciam ser baseados em "casos verídicos" tenho que confessar que a curiosidade não era muita, ainda menos quando vi que eram filmes para televisão, que sinceramente nunca me pareceram muito apelativos porque têm demasiado drama e as atuações, parece-me, não costumam ser das melhores. :/ No entanto, recentemente fui apanhando alguns do início e lá me pus a ver.

Primeiro vi "Deadly Obsession" e devo dizer que não fiquei nada impressionada. Até tem um tema interessante e que, infelizmente, faz tantas vezes notícia nos telejornais, mas a maneira como foi tratado foi tão aborrecida que dava por mim frequentemente distraída. As atuações não ajudam e tipo, largar a arma no final e ninguém, nem o polícia, se dignar a afastar a arma do gajo? Que raio?! *revira olhinhos*

Depois veio o especial Nora Roberts. Ainda pensei em ver todos mas a curiosidade não era muita, no entanto consegui apanhar três filmes do início (okay, na verdade apenas dois, o segundo que vi já ia a meio). Quer dizer, já tive oportunidade de ler a autora e não fiquei propriamente bem surpreendida, mas como os filmes até pareciam contar com atores que não desgosto de ver, lá me sujeitei.

"Carolina Moon", que é a adaptação de Lua de Sangue em português, até tinha uma premissa interessante. Infelizmente depressa descambou quando percebi que a Tory tinha saído da cidade com 10-12 anos e voltou ao fim de 18 anos. E, como não podia deixar de ser, dá de caras com a sua primeira paixão, e há borboletas e coraçãozinhos porque é o seu primeiro e único amor, e ao fim de 3 semanas já pensam em casar. Claro... porque em 18 anos uma pessoa não muda, mesmo que se tenha um poder que a leva a ver das piores coisas que se podem fazer a crianças ou a qualquer outra pessoa, e se pode conhecer *verdadeiramente* alguém em 3 semanas! *revira olhinhos* Além disso, foi-me difícil levar Oliver Hudson a sério porque estou habituada a vê-lo como o palhaço de "Regras do Jogo", e a Claire Forlani continua a não me convencer como atriz. Então porque raio tento ver coisas com ela? Não faço ideia... esperança que melhore? Ou então são os olhos. Meu Deus aqueles olhos! Morro de inveja por aqueles olhos.

Depois apanhei cerca de uma hora ou 45 minutos de "Montana Sky", que corresponde a Os Céus de Montana, mas foi fácil acompanhar a história que, parece-me, não podia ser mais aborrecida. Além disso dei pelo menos com um erro de continuidade gritante, onde uma das protagonistas tenta salvar o namorado de outra e num shot não tem luvas, depois já tem, e depois está a calçá-las. xD Adorei a atriz principal, Ashley Williams, em "Foi Assim que Aconteceu" (foi das melhores personagens que namoraram com o Ted, o primeiro encontro é de sonho <3) e tinha curiosidade em vê-la noutras coisas, mas aqui não me convenceu.

Por fim, vi o filme "Tribute", adaptação do livro editado por cá com o título Começar de Novo, e que me surpreendeu. O romance pareceu-me bastante credível ainda que a passagem do tempo só seja perceptível muito tenuemente pelas alterações que se vão fazendo na casa que Cilla restaura. As atuações também não são más mas o enredo, como não podia deixar de ser, é bastante previsível, mesmo com a parte do mistério, e muito semelhante aos livros que li da autora. A sério, quando o filme começou eu ia gritando "ahah! há um autor! e a gaja muda-se, okay não é para casa dele mas é vizinha e ele é um autor em busca de inspiração!" Três livros e a história é basicamente a mesma. O_o

Confirma-se então a visão que eu tinha dos filmes para televisão, são mesmo fraquinhos, mas haja esperança que as coisas melhorem. Acredito que muito se deva aos orçamentos mais reduzidos, não tanto à escolha de histórias se bem que algumas sejam demasiado dramáticas e lamechas para o meu gosto, e é impressão minha ou por vezes falta algum brilho nas atuações? Mas enfim, as séries televisivas estão a ficar cada vez melhor, pode ser que o mesmo aconteça aos filmes.

27 de agosto de 2014

Curtas: Papuça e Dentuça; Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons #5); Silver Shadows (Bloodlines, #5)

Título: Papuça e Dentuça
Diretor: Art Stevens, Ted Berman, Richard Rich
Baseado, muito livremente, no livro The Fox and the Wound de Daniel P. Mannix
Vozes: Mickey Rooney, Kurt Russell, Pearl Bailey

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Eu sei que um filme da Disney não me diz muito quando não me lembro de o ter visto ou até me lembro de o ter visto mas não me lembro de nada da história, como neste caso. Sabia que o tinha visto mas lembrar-me de alguma coisa? Népias.

Na verdade este é realmente um filme esquecível. Não há músicas nem falas memoráveis, e parece que lhe falta algo. Nunca me convenceu a suposta amizade entre ambos porque acabam por não interagir assim tanto como isso. Parece-me que talvez um maior foco na relação entre o Tod e a dona fosse melhor, pelo menos pareceu-me mais credível e a cena em que ele é abandonado partiu-me o coração e fez-me chorar como uma Madalena arrependida.

Talvez apele mais a crianças.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 336 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 28 de julho a 1 de agosto, porque é Julia Quinn! <3

Opinião: A sério, é sempre um prazer regressar a esta série e sobretudo a um dos livros que mais gostei aquando da primeira leitura. A segunda também não foi má, foi mesmo tão boa como a primeira, porque já não me lembrava assim de tantos detalhes. Abençoada memória de peixinho dourado. :P Não há como não adorar a interação entre as personagens, sobretudo quando os restantes Bridgerton entram em cena para salvarem a honra da irmã. xD

Mais uma vez, pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi por ocasião da minha primeira leitura, mas (há sempre um mas) desta feita a atitude da Eloise pareceu-me demasiado precipitada e mesmo estúpida, temo, tendo em conta todo o cerimonial da época, o que me vai um pouco contra a personagem. Mas também, se assim não fosse a história não teria tanta piada, não é verdade? E não haveria a cena com os homens todos a ficarem amigos sobre uma noite de bebedeira, certo? E o Colin com fome... *suspira enquanto sussurra "Colin! <3"*

Veredito: Para ter na estante.

Título: Silver Shadows (Bloodlines, #5)
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. Até podia dizer que é um guilty pleasure, mas sinceramente não me sinto culpada por gostar. :P

Quando e porque peguei nele: li-o de 1 a 4 de agosto, porque o livro anterior tinha acabado numa situação bastante intrigante e eu queria ver como a coisa se resolvia.

Opinião: Há semelhança do livro anterior, contamos com dois pontos de vista, o de Sydney, a protagonista, e o de Adrian, a sua cara-metade. Percebe-se melhor a escolha pelos dois pontos de vista, quando até ao terceiro volume só tínhamos a visão de Sydney, pelos acontecimentos que têm lugar, uma vez que ela acaba raptada. Neste livro seguimos então o que acontece pós-rapto, o que Sydney tem de suportar e, através de Adrian, os esforços para a recuperarem.

Apesar de adorar o Adrian, era com muita pena que deixava Sydney e a sua luta contra os seus captores. A sua linha de história era a mais interessante, enquanto que Adrian parecia perdido. Ok, eu até entendo, por causa do seu poder e tal, mas ainda assim era com alguma frustração que lia os seus capítulos. Também senti falta da interação entre ambos mas diga-se que uma vez juntos, meu Deus... *suspira* E não é um bom suspiro de "aww, tão juntos e tão fofos!", não... é um suspiro de "mas porquê?" Assim que Sydney é libertada segue-se um rol de más decisões. Isto não é a minha Sydney! E a cena do *big spoiler que OMD porquê?* enquanto fogem?! Nope, não gostei. Percebo o potencial que a coisa tem para a continuação e que ela tenha mudado porque a sua vida foi ameaçada, mas aquilo não é a minha Sydney!

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Mas fico à espera do (espero eu) último volume.

23 de agosto de 2014

Monty Python Live (mostly)

Foi um prazer enorme ver no cinema, quase ao vivo, este grupo de comediantes. Sobretudo porque por pouco ficava sem bilhetes. Andei eu e o meu irmão praticamente 15 dias a pensar "não podemos esquecer dos Monty Python, não nos podemos esquecer dos Monty Python!" e o que fizeram os nossos cérebros? Pois que se esqueceram dos Monty Python... e só nos lembrámos no próprio dia, pela manhã. Já não havia bilhetes em Lisboa pelo que alargámos a busca ao Montijo e... tcharan! Eis que ainda havia lugares!

É verdade que não sou tão fã como outros, como o meu irmão por exemplo, mas adoro muitos dos seus sketches e filmes, pelo que foi um prazer imenso poder vê-los mesmo que não estivesse no O2 Arena. Entre sketches ao vivo, como "Dead Parrot", e gravados, como o jogo de futebol entre os filósofos gregos e alemães, houve muito riso e cantorias. xD Ainda para mais teve convidados especiais como o Eddie Izzard! *guinchinhos* Podia ter sido melhor aproveitado mas OMD! *mais guinchinhos* Mas ainda sonho com um "Cake or death" e a "Spanish Inquisition" a saltar do meio do nada.

Claro que o DVD vem parar direitinho cá a casa, assim que sair.

22 de agosto de 2014

Curtas: Scott Pilgrim vs. the World, Wild Wild West

Título: Scott Pilgrim vs. the World
Diretor: Edgar Wright
Baseado na série de comics Scott Pilgrim de Bryan Lee O'Malley por Edgar Wright e Michael Bacall
Atores: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Acho que tenho um problema com o Michael Cera. Não faço ideia do que seja mas sinto que não o consigo levar a sério. Não que neste filme a sua personagem seja para levar a sério, mas nunca consegui gostar dele e por isso não fui capaz de simpatizar com a sua personagem. Gostei bem mais dos ex-namorados vilãos, até porque um deles é o Chris Evans. Tipo... como?! COMO?! *lança mãos aos céus enquanto brada a plenos pulmões* E só para deixar um exemplo do senhor...

You're welcome!!!

Confesso que não conhecia a comic antes de se falar no filme, e se nunca tive vontade de a ler, não foi depois de ver o filme que mudei de opinião. Sem conhecimento de causa, parece-me uma boa adaptação, o essencial para conhecer as personagens e a história, não preciso de aprofundar nada. Devo dizer, no entanto, que gostei do aspeto "video-jogo" das lutas com os ex-namorados até chegar ao boss, que achei um bocadinho fraquinho.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

Título: Wild Wild West
Diretor: Barry Sonnenfeld
Baseado numa série de televisão com o mesmo nome por S. S. Wilson, Brent Maddock, Jeffrey Price e Peter S. Seaman
Atores: Will Smith, Kevin Kline, Kenneth Branagh

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Oh God, why?! é a primeira coisa que me vem à cabeça quando agora penso neste filme. Estive anos... ANOS para ver este filme e não consigo descrever o quão desapontada fiquei. E já ia com expetativas baixas, porque já sabia o que esperar em termos de enredo por coisas que tinha lido/ouvido e mesmo por excertos que tinha visto. Mas não contava com as atuações de meter dó do Kevin Kline e do Kenneth Branagh que são só dois atores que adoro ver!

É prevísivel, algumas situações são irreais (tipo demasiadas coincidências e tal) mas esperava que ao menos as atuações fossem de nível, que fizessem o trabalho decente a que estou habituada, mas pareceu algo como "isto é um autêntico trainwreck, deixa cá só ganhar a massa e pôr-me daqui para fora". Eu entendo que se faça filmes mais leves, divertidos, só porque se pode (tipo "Zombieland"), mas nem as piadas tiveram graça! O_o

Salva-se o aspeto visual da coisa porque... steampunk! \o/

Veredito: Com tanta coisa e tinha de ver isto.

8 de agosto de 2014

Curtas: As Bonecas Russas, Um Azar do Caraças

Título: As Bonecas Russas
Diretor: Cédric Klapisch
Escritor: Cédric Klapisch
Atores: Romain Duris, Kelly Reilly, Audrey Tautou

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Mais um filme francês, dois no espaço de um mês! Algo de estranho se passa comigo. :P Não gostei tanto como de "Um Longo Domingo de Noivado" mas também são filmes completamente diferentes. Se um lida com a guerra e o amor durante uma guerra, neste parece que o amor é uma guerra (aliás, já diz a música love is a battlefield), ou melhor crescer é uma guerra.

Demorei um pouco a entrar no espírito da coisa porque não simpatizei com personagem principal, sobretudo pela forma como tratava as mulheres. Felizmente cresce, para além de ter coisas deliciosas como a parte do "dar música" aos restantes (opá, tão hilariante!), mas o que acaba por ter interesse ou pelo menos mais me interessou foi a perspetiva de vida de alguém que chega aos 30. Nesse nível consegui identificar-me com o protagonista mesmo sem passar por algumas das experiências que ele passa. Mas a desilusão, a incerteza de ter feito as escolhas corretas? Yep. Same here. Acaba por se debruçar sobre as expetativas criadas, no que queremos, de enfrentar realmente a vida e perceber que sonhos e expetativas nem sempre se concretizam, que os próprios objetivos mudam enquanto a vida nos vai acontecendo.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Um Azar do Caraças
Diretor: Judd Apatow
Escritor: Judd Apatow
Atores: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Foi curioso ter visto este filme pouco depois, cerca de duas semanas depois, do anterior pois pareceu-me que acabam por estar ligados pelo mesmo tema - o crescimento chegando à idade adulta e tendo de tomar responsabilidades.

Este nunca foi um filme que tivesse curiosidade de ver mas acabou por surpreender por mostrar então um crescimento, diria salutar, da personagem desempenhada pelo Seth Rogen. Infelizmente pareceu-me que veio um pouco tarde de mais no filme. De resto tem o que já esperava e o porquê de eu não ter qualquer curiosidade em ver o filme: humor brejeiro que pouco ou nada faz por mim; um grupo de amigos que, sinceramente, acho medonho; e as atitudes infantis dos mesmos amigos e protagonista.

Veredito: Com tanta coisa e tinha de ver isto.

16 de julho de 2014

Blue Jasmine

Realizador: Woody Allen
Escritor: Woody Allen
Atores: Cate Blanchett, Alec Baldwin, Sally Hawkins

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Finalmente, um filme do Woody Allen que vejo do princípio ao fim! Também diga-se que até agora só tinha visto, ou melhor tentei ver, o "Scoop" que me aborreceu de sobremaneira apesar de ter atores que gosto de ver como a Scarlett Johansson e o Hugh Jackman.

Este filmes tem também atores, ou melhor atrizes, que gosto de ver mas até acho que se o filme tivesse unicamente a Cate Blanchett, o resultado seria o mesmo pois ela está simplesmente fenomenal e não dá sequer a possibilidade de os outros brilharem por si. Ela é o filme. Claro que nada disto é surpreendente, esta senhora é das maiores estrelas e das que mais gosto dá ver no cinema, mas penso que só neste filme reparei na importância de um supporting cast e de como este e o seu trabalho ainda fazem a estrela brilhar mais. Não sei se dá para entender o que estou a dizer. Não é que o trabalho dos restantes seja mau e ela brilhe na mediocridade, eles com as suas magníficas representações ajudam a que ela se destaque ainda mais.

Não sei se o Woody Allen só faz personagens neuróticas, mas aqui está outro exemplo já que Jasmine é capaz de falar sem parar, muitas vezes sozinha, sobre os seus problemas e a sua vida. Encontramos esta personagem depois de um percalço na sua vida e com o desenrolar da história vamos compreendendo o que a levou aquele momento, ao mesmo tempo que a vemos tentar adaptar-se à sua nova condição.

O enredo não surpreende e sinceramente acho que só existe para a Cate brilhar. Apesar da reviravolta, digamos assim, que apesar de tudo antecipei, me levar a querer odiar a personagem, simplesmente não consegui. Sim, é narcisista e aparentemente sem qualquer tipo de emenda mas só consegui sentir pena. Senti que era alguém que precisava de algum tipo de ajuda, talvez médica, para sair do seu mundo, pois a sua loucura parece acabar por ser uma espécie de defesa para enfrentar a realidade, nomeadamente a realidade que não é tão perfeita como imaginou e para a qual pensa que não terá nascido para pertencer.

Um bom filme que vive de interpretações. Que tem em Cate a sua maior e mais brilhante estrela, mas em boa companhia de Sally Hawkins que, como já disse antes, é sempre bom ver.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

15 de julho de 2014

Um Longo Domingo de Noivado

Diretor: Jean-Pierre Jeunet
Adaptação de Un long dimanche de fiançailles de Sébastien Japrisot por Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Atores: Audrey Tatou, Gaspard Ulliel

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Vezes há em que os filmes vêm tão bem cotados, como de resto acontece com os livros, que é impossível não ter expectativas elevadas. E então deixamos o tempo passar e dizemos para nós que aquilo pode não prestar, se é francês é uma seca... Enfim, tentamos enganar-nos e é assim que algumas pérolas nos passam ao lado. Era o que ia acontecendo com esta.

Passando 100 anos sobre a Primeira Guerra Mundial, eis que resolvi então ver este filme que em nada me dececionou, pois se ia apenas à procura de uma história de amor, encontrei muito mais. É para mim, sobretudo, uma história de guerra, de quão horrível foi a Primeira Grande Guerra, em que era preferível infligirem-se feridas, mutilarem-se mesmo, por modo a fugir à carnificina das trincheiras. Neste caso, um grupo de soldados acaba condenado à morte por tal tentativa de mutilação, numa altura em que a deserção por tal meio já era mais que muita e os homens para combater escasseavam, e são enviados para a frente da batalha, para a "terra de ninguém". Um desses soldados é Manech (Ulliel), noivo de Mathilde (Tatou) que recusa perder a esperança e procura saber o que de facto lhe aconteceu. Assim, vai seguindo variadas pistas e descobrindo também os destinos dos restantes condenados.

A maneira como a história atual se intercala com o passado está bem conseguida e adorei ver a consequência dos mais diversos atos, sobretudo de pequenos gestos, e de como têm (tanto) impacto na vida dos restantes, o que em certa medida me recordou a batalha de Waterloo de Os Miseráveis. É interessante também ver como as várias linhas de história se cruzam, pois se Mathilde procura o noivo, outros procuram vingança, como Tina Lombardi (Cotillard) que a serve de forma fantástica! Mas isto sou eu que gosto de histórias de vingança. :D

Com atuações bastante boas e uma belíssima história, só posso recomendar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

8 de julho de 2014

Curtas: Submarine, The Social Network

Título: Submarine
Diretor: Richard Ayoade
Adaptação de Submarine de Joe Dunthorne por Richard Ayoade
Atores: Craig Roberts, Yasmine Page, Sally Hawkins

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: O meu irmão recomendou-me este filme e apesar de lhe estar grata, é um belíssimo filme, não deixei de ficar com uma sensação de dejá-vu.

O filme é uma coming of age story e segue Oliver Tate (Craig Roberts), um rapaz peculiar que para passar o tempo imagina como é que os seus colegas reagiriam caso ele morresse. Algo iludido, não deixa de, no entanto, atrair para si a atenção da rapariga de que gosta (e algo pirómana) e começar uma relação com ela. Mas a coisa não é um mar de rosas e a sua relação passa por problemas enquanto se envolve demasiado na tentativa de salvar o casamentos dos seus próprios pais.

Se a história peca por parecer que pouco ou nada tem de novo, não há muito que a destaque de outras do género, neste filme sobressai sobretudo a atuação, tanto dos elementos jovens como adultos. Craig Roberts foi uma surpresa, talvez não tanto nos diálogos mas a sua voz off, quase como um diário, estava magnífico. Yasmine Page foi outra surpresa, a sua Jordana até me pareceu mais bem conseguida que Oliver. Já nos adultos, começa a ser uma delícia ver Sally Hawkins. A banda sonora também me pareceu bem conseguida, acompanhando e dando alguma cor às cenas sem se sobrepor.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: The Social Network
Diretor: David Fincher
Adaptação de The Accidental Billionaires de Ben Mezrich por Aaron Sorkin
Atores: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Armie Hammer

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Tenho de me confessar surpreendida pelo filme. Pouco ou nada esperava de um filme sobre o Facebook, pois não é das minhas redes sociais de eleição, apesar de lhe reconhecer valor na medida em que consegue jntar pessoas que há muito tempo não se falavam e que estudaram juntas ou eram amigas antes de a vida, como tantas vezes faz, as afastar. Mas dizia, pouco nada esperava porque também pouco ou nada sabia da história da sua fundação ou de quem estava por trás. Quer dizer, conhecia, de ouvir falar que era dos mais jovens milionários, Mark Zuckerberg e já tinha ouvido que havia alguma polémica em torno de roubo de ideias, mas nunca acompanhei a coisa.

Posto isto, não sei em que medida ou até que ponto é verídico, tanto a história como a representação das personagens mas apeteceu-me esbofetear algumas, sobretudo o próprio Zuckerberg. As atuações pareceram-me todas muito bem conseguidas mas Jesse Eisenberg destaca-se no papel principal. Sinto que preciso de descobrir mais deste ator, nem que seja para ver como se sai fora do personagem "nerd neurótico", já que em certa medida lembrou-me a sua prestação no "Zombieland". :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

4 de julho de 2014

Game of Thrones (3)

Criado por: David Benioff, D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Peter Dinklage, Emilia Clarke, Pedro Pascal e tantos outros meu Deus

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: quarta, e já falei sobre primeira aqui e sobre a segunda e terceira aqui.

Opinião: Continua a notar-se as fragilidades narrativas, ainda para mais quando aparentemente algumas linhas apanharam os livros e agora é preciso "inventar" um pouco, salvo seja que a coisa deve à mesma de passar pelo autor, para continuar a chamar a tenção para o perigo que se esconde para lá da muralha.

Mas houve desenvolvimentos interessantes para quem ainda não leu todos os livros, como eu, e OMD a personagem que desde sempre exerceu fascínio sobre mim apesar de nunca o ter encontrado nos livros (culpo os castings de fãs quando comecei a ler os livros porque acharam que a personagem podia ser o Rufus Sewell e pronto, tenho uma ligeira pancada pelo senhor) entrou de rompante, arrebatou-me e partiu-me o coração. *vai chorar ali para o canto* Nada que já não estivesse à espera, que quando quero spoilo-me à grande e à francesa, mas meu Deus ele realmente chegou, viu e venceu! Ok, quer dizer, venceu em conquistar o público, não venceu quem devia ter vencido porque enfim... :( Falo claro de Pedro Pascal e o seu Oberyn. <3 Não fiquei triste por não ser o Rufus porque o Pedro foi mesmo magnífico, tudo o que eu esperava e ainda mais. A sério, o casting continua a ser o melhor, tirando o Jon Snow se bem que nos últimos 2 episódios nem está muito mal.

Em termos da história, como disse, notam-se as fragilidades sobretudo em tudo o que não se passa em Porto Real. A Muralha para mim é uma seca e ter todo um episódio lá não me fez mudar de opinião. Meeren também está a tornar-se aborrecido, mesmo com o romance impossível entre Missandei e Grey Worm, que me fez revirar olhinhos. A linha do Stannis também não tem grande interesse, a não ser que a Red Woman apareça, mas pode ser que agora a coisa aqueça. A linha do Bran... nem sei o que pensar pois tem pouco tempo de antena mas quando tem é boa, ou pelo menos eu interesso-me, mas também gosto nos livros. E já que falei numa criança Stark, OMD a Arya e a Sansa são fenomenais. Arya a ficar rija é de meter medo e a Sansa femme fatale é de passar a ter cuidado. Talvez tenha sido uma transição demasiado rápida mas nota-se que toda e qualquer inocência que ela pudesse ter se foi, com o constante abuso a que tem sido votada. Parece que percebeu que ser boazinha não a leva a lado nenhum e então é melhor jogar como os crescidos. Sim, a idade da inocência parece ter acabado para as duas e aguardo ansiosamente pelo futuro que as espera.

Apesar de pelo menos 3 cenas chave, que já sabia que aí vinham, devo confessar que a que envolve Tyrion não teve o impacto em mim que eu esperava, talvez precisamente por saber que ela aí vinha. As outras duas... Bem, a primeira deixou-me estupidamente satisfeita, melhor só o vídeo de 10 minutos de estalos do Tyrion à personagem de que vocês sabem de que estou a falar. :D A outra, como disse anteriormente, partiu-me o coração, mas a luta é exatamente o que eu tinha imaginado. Sim, eu não o encontrei nos livros mas li as partes dele por essa internet fora. Enfim, ninguém está a salvo em Westeros.

Acho que já nem vale a pensa dizer que vou atirar-me aos livros, nos anos anteriores não tem resultado, mas cá espero a próxima temporada.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. 

23 de junho de 2014

Cosmos: a spacetime odyssey

Diretores: Brannon Braga, Bill Pope, Ann Druyan
Narrador: Neil deGrasse Tyson

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: penso que não se aplicará, mas pronto espero que seja a primeira de muitas. :)

Opinião: Desde pequena que os astros me fascinam. Lembro-me de ler tudo quanto conseguia colocar a mão em cima. Enquanto sonhava ser arqueóloga, queria também ser astrónoma e lembro-me de que apesar de pouco ou nada me lembrar do Cosmos antigo, do qual tenho os VHS e fascículos de uma coleção, achava fascinante como Carl Sagan conseguia explicar as coisas de modo a que uma miúda como eu compreendesse. Mas vai daí, acho que é mais fácil entender e, sobretudo, imaginar as coisas quando se é mais novo, pois tudo parece possível. Com o passar dos anos o entusiasmo manteve-se apesar de ter percebido que o meu caminho não passava pelas ciências naturais ou exatas mas pelas sociais. No entanto, poder ter uma outra vez a perspetiva do cosmos, deixou-me em pulgas ainda que receosa. Carl Sagan é insubstituível e apesar do meu irmão adorar e só dizer boas coisas do Neil deGrasse Tyson, estaria à altura. O Carl Sagan era, e continua a ser, para mim o expoente de que só quem sabe muito sobre um tema complexo o consegue explicar de forma simples, conseguiria Neil deGrasse Tyson fazer o mesmo?

Sim. É verdade que senti alguma dificuldade com as fórmulas matemáticas e leis físicas (mas lá está, foi também por aí que percebi que estas ciências não eram para mim, por isso é um mal que vem de trás) mas a forma como explicava estava bem amanhada e gostei que fossem feitas "viagens ao passado" dando a conhecer personagens importantes no desenvolvimento científico ao longo dos séculos. Surpreendeu-me algumas teorias, nomeadamente a do nosso universo poder estar num buraco negro, de o Big Bang ter sido a explosão de uma estrela e a ideia de um buraco negro ter todo um universo contido em si, com outros buracos negros que podem ter outros universos. Não deixa de me fascinar o quão pequenos somos e o quão insignificantes em todo o universo e no entanto fazemos tão grande estardalhaço por coisas como inveja. E só um aparte, tenho que deixar isto aqui porque achei fenomenal. xD

Mas voltando à série, achei que tinha um forte pendor ecologista, não que esteja a criticar, penso que é realmente necessário mostrar que há outras alternativas aos combustíveis fósseis de que estamos tão dependentes e que podem levar a consequências devastadoras, alterações atmosféricas que se deram no passado e com as quais devíamos aprender (mas se há coisa que estudar ciências sociais me mostrou é que a história é cíclica e cometem-se os mesmos erros que têm as mesmas consequências, porque mesmo catástrofes naturais não podendo ser evitadas, podem ser minimizadas com alguma preparação ou cuidado). É verdade então que urge a mudança para energias mais limpas e gratuitas, até porque o sol é de todos, sempre foi fonte de energia e só se esgotará daqui a muito, muito tempo. Para além disto, também achei que bateu muitas vezes na teoria evolucionista. Mais uma vez não tenho nada contra, mas achei-o demasiado preachy. Percebo que nestas duas situações o problema é meu, não sou propriamente o alvo, não preciso que me "vendam" ou "martelem" tais ideias vezes sem conta, mas não deixou de aborrecer um pouco. :/

O saldo é sem dúvida positivo, de tal forma que já lhe sinto a falta. Costumava ver aos domingos no National Geographic e de repente parece que fiquei sem ter como passar o serão de domingo. Acho que tenho de arranjar uma varanda para poder sentar-me lá fora a olhar para as estrelas, na companhia de um bom livro. Talvez até do Sagan...

Veredito: Para ter na estante.

28 de maio de 2014

Inglourious Basterds

Realizador: Quentin Tarantino
Escritor: Quentin Tarantino
Atores: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, e tantos outros...

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Tarantino... demorei a descobrir-te mas OMD eu curvo-me a teus pés! Tu entendes-me! Tu dás-me sangue a rodos! Oh como eu quero ver tudo e mais alguma coisa que tenhas feito!

Ok, aquilo talvez tenha sido demais mas a sério, só me apetece bater-me a mim própria por nunca ter visto mais filmes deste realizador antes. Vi o "Kill Bill" um pouco aos bochechos, e não vamos falar do trauma do "Pulp Fiction", mas o "Django Libertado" foi dos melhores filmes que vi o ano passado e este "Inglourious Basterds" pode ser dos melhores filmes que vi este ano. Sim, tem violência e sangue, o que só por si faz com que o tenha em grande estima, mas é tão mais que isso!

Vê-se o amor que Tarantino tem ao cinema, com a sétima arte a ser um dos pontos centrais do enredo. Relembra que muitas vezes o cinema é usado como propaganda política, com filmes a enfatizarem momentos da história e passando a mensagem que governos (geralmente ditatoriais) pretendem transmitir ao seu público, mas que também pode ser uma arma contra o mesmo sistema, se bem que nem sempre como aqui é mostrado, trancando toda a gente numa sala para explodi-la. :P

Há também cuidado no delinear das personagens. Os heróis não são cavaleiros em armaduras galantes mas, tal como vilões, não vêem meios para chegar a um fim, pois o fim é o que verdadeiramente interessa e há que lutar fogo com fogo. Adorei o grupo dos Basterds, de onde se destaca o Brad Pitt e Til Schweiger. E é impressão minha ou andava ali um dos donos do "Rex, o Cão Polícia"? xD E o Fassy... *suspira* Mas quem brilha e ofusca os demais é, sem dúvida, Christoph Waltz com o seu Hans Landa. Era suposto eu torcer por esta personagem ou odiá-la? Porque eu não consegui odiá-la quando é tão carismática! Mesmo tendo plena consciência do que estava ali a fazer, pois com ele não se dá o caso (assustador) de não pensar porque se "está a cumprir ordens", ele tem perfeita noção do seu papel naquele regime, adorei-o! Talvez seja essa veracidade, a frontalidade, que me tenha conquistado, o que sinceramente me leva a ter medo do que isto possa dizer da minha pessoa. O_o

Também gostei de ver Daniel Brühl, que acho sempre fenomenal no que quer que entre (e só vi 3 filmes com ele), e fiquei agradavelmente surpreendida com Mélanie Laurent, que não conhecia de todo mas adorei a intensidade da sua Shosanna. Para dizer a verdade, adorei tudo e todos. Acho que toda a gente envolvida fez um trabalho excecional pelo que nem sequer me importei com o facto de não ser historicamente correto, até porque de outro modo não haveria aquele final. :D Sim, a História pode ser sacrificada em prol de um bom enredo, seja para entretenimento ou exploração dos vários "e se..." que a História possa suscitar.

Venha mais Tarantino!

Veredito: Vale o dinheiro gasto. É daquelas coisas, parece que chego tarde à festa mas fico rendida à mesma. Tive um início de relação com Tarantino algo meh, com o trauma do "Pulp Fiction" e um episódio do "CSI" que soube a pouco, mas nestes últimos 2 anos ele convenceu-me.

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