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4 de julho de 2014

Game of Thrones (3)

Criado por: David Benioff, D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Peter Dinklage, Emilia Clarke, Pedro Pascal e tantos outros meu Deus

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: quarta, e já falei sobre primeira aqui e sobre a segunda e terceira aqui.

Opinião: Continua a notar-se as fragilidades narrativas, ainda para mais quando aparentemente algumas linhas apanharam os livros e agora é preciso "inventar" um pouco, salvo seja que a coisa deve à mesma de passar pelo autor, para continuar a chamar a tenção para o perigo que se esconde para lá da muralha.

Mas houve desenvolvimentos interessantes para quem ainda não leu todos os livros, como eu, e OMD a personagem que desde sempre exerceu fascínio sobre mim apesar de nunca o ter encontrado nos livros (culpo os castings de fãs quando comecei a ler os livros porque acharam que a personagem podia ser o Rufus Sewell e pronto, tenho uma ligeira pancada pelo senhor) entrou de rompante, arrebatou-me e partiu-me o coração. *vai chorar ali para o canto* Nada que já não estivesse à espera, que quando quero spoilo-me à grande e à francesa, mas meu Deus ele realmente chegou, viu e venceu! Ok, quer dizer, venceu em conquistar o público, não venceu quem devia ter vencido porque enfim... :( Falo claro de Pedro Pascal e o seu Oberyn. <3 Não fiquei triste por não ser o Rufus porque o Pedro foi mesmo magnífico, tudo o que eu esperava e ainda mais. A sério, o casting continua a ser o melhor, tirando o Jon Snow se bem que nos últimos 2 episódios nem está muito mal.

Em termos da história, como disse, notam-se as fragilidades sobretudo em tudo o que não se passa em Porto Real. A Muralha para mim é uma seca e ter todo um episódio lá não me fez mudar de opinião. Meeren também está a tornar-se aborrecido, mesmo com o romance impossível entre Missandei e Grey Worm, que me fez revirar olhinhos. A linha do Stannis também não tem grande interesse, a não ser que a Red Woman apareça, mas pode ser que agora a coisa aqueça. A linha do Bran... nem sei o que pensar pois tem pouco tempo de antena mas quando tem é boa, ou pelo menos eu interesso-me, mas também gosto nos livros. E já que falei numa criança Stark, OMD a Arya e a Sansa são fenomenais. Arya a ficar rija é de meter medo e a Sansa femme fatale é de passar a ter cuidado. Talvez tenha sido uma transição demasiado rápida mas nota-se que toda e qualquer inocência que ela pudesse ter se foi, com o constante abuso a que tem sido votada. Parece que percebeu que ser boazinha não a leva a lado nenhum e então é melhor jogar como os crescidos. Sim, a idade da inocência parece ter acabado para as duas e aguardo ansiosamente pelo futuro que as espera.

Apesar de pelo menos 3 cenas chave, que já sabia que aí vinham, devo confessar que a que envolve Tyrion não teve o impacto em mim que eu esperava, talvez precisamente por saber que ela aí vinha. As outras duas... Bem, a primeira deixou-me estupidamente satisfeita, melhor só o vídeo de 10 minutos de estalos do Tyrion à personagem de que vocês sabem de que estou a falar. :D A outra, como disse anteriormente, partiu-me o coração, mas a luta é exatamente o que eu tinha imaginado. Sim, eu não o encontrei nos livros mas li as partes dele por essa internet fora. Enfim, ninguém está a salvo em Westeros.

Acho que já nem vale a pensa dizer que vou atirar-me aos livros, nos anos anteriores não tem resultado, mas cá espero a próxima temporada.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. 

27 de dezembro de 2013

Game of Thrones (2)

Criado por: David Benioff, D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Peter Dinklage, Emilia Clarke, Michelle Fairley e tantos outros meu Deus

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde vi: não me recordo de quando comecei a ver, talvez no verão, e acabei a 25 de novembro.

Temporada: segunda e terceira, e falei da primeira aqui.

Opinião: Se achei a primeira temporada fantástica, o mesmo não posso dizer destas duas. Não foram más, quer dizer os nonos episódios são fantásticos em todas as temporadas, mas não me deixaram tão empolgada como isso. Para dizer a verdade, enquanto a primeira temporada tinha-me a ver os episódios TODOS de seguida, demorei meses a ver estas duas. Talvez o problema tenha sido meu, talvez seja do Martin que não acaba a história pois estive a reler o livro no início do ano e diga-se que não fiquei entusiasmada para ler os outros porque sei que tenho de esperar pela publicação dos livros que faltam, duvido que seja da história ou até do casting, apesar de se começar a notar algumas fragilidades na transposição de alguns POV para o ecrã... *desabafa* You know nothing Jon Snow, and you are SO BORING! *fim do desabafo*

Começa a notar-se, ou pelo menos é mais notório para mim agora, como a imensidão de personagens e linhas de narrativas ameaça fragilizar a obra. Acho esplêndido o trabalho do autor e nos livros, até onde li, a coisa está muito bem conseguida, mas em televisão sobressai muito mais como certas linhas têm pouco destaque ou avançam tão pouco apesar de poderem vir a desempenhar dos maiores papéis na história de Westeros. A parte de Bran por exemplo, parece-me subaproveitada, a de Jon, mas realmente talvez nos livros também não sejam linhas assim tão mexidas como isso, mas são das que gosto mais e custa vê-las aqui com tão pouco destaque. Já as intrigas de King's Landing acabam por se destacar pela positiva. :) Mas apesar de tudo isto, acho que seria difícil fazer melhor.

Como disse, os nonos episódios estão fenomenais. A batalha de Blackwater é TAL E QUAL a tinha imaginado, mas com mais azeite/óleo a ferver! \o/ E o nono da terceira temporada é tão... poético, para quem gosta de coisas macabras e tenha mentes retorcidas. :D Ainda não me tinha deparado com tal acontecimentos nos livros mas é engraçado como a música começa a tocar e pensei logo "isto não vai acabar bem". Ainda temi que certa coisa não acontecesse a certa pessoa mas estava eu a queixar-me e zás! E eu toda feliz. Sim, posso ter algum problema. E a Dany... gosto tanto da Dany e dos seus dragões. <3

Apesar dos meus problemas com a série ela merece um grande high five por conquistar não leitores como o meu irmão. É engraçado pois tentei convencê-lo a ver a primeira temporada mas teve de vir um amigo para começar a ver. É um ultraje não confiar nos gostos da mana e depois vai e vê tudo de seguida achando-se grande fã... Bah! Apetece-me vingar-me lendo os livros todos e spoilando-o, mas acho que ele não se importaria porque já me pergunta se sei o que vai acontecer. Mas eu devia realmente de me atirar aos livros. Acontecimentos como o The Rains of Castamere devem ter todo um outro impacto.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Apesar do meu problema com a série, sobretudo sentir que há linhas de história mal aproveitadas ou que não têm o destaque que eu gostaria, não deixa de ser uma belíssima adaptação, bastante fiel, pelo que me dá a perceber, à obra original.

3 de abril de 2012

Game of Thrones

Criado por: David Benioff e D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Sean Bean, Lena Headey, Peter Dinklage 
Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira, mas a segunda estreou no passado domingo, nos Estados Unidos. Este texto foi escrito ainda o ano passado, mas não a cheguei a publicar por aqui, por isso esqueçam a última frase... E fica a nota de que não, não cheguei a atirar-me aos livros.

Opinião: Fantástica, é a única palavra que me vem à cabeça para descrever esta série onde, a meu ver, muita coisa poderia correr mal. Há quem diga que George R.R. Martin é o Tolkien americano, tenho alguma tendência a concordar com essa opinião, já que ambos constroem mundos fenomenais e com uma backstory interessante (por vezes talvez mais interessante que os acontecimentos que seguimos). Mas penso que a comparação acaba aí e mesmo assim Tolkien sai a ganhar porque ele não se limita a criar o mundo e a mitologia, criou também línguas, algo de que Martin não se pode gabar até porque o dothraki foi desenvolvido de propósito para a série. Mas nada disso interessa agora. O que há a reter é que se apenas Peter Jackson foi capaz de pegar nos livros de Tolkien e adaptá-los, somente David Benioff e D.B. Weiss podiam fazer o mesmo com os livros de Martin.

Li os livros há uns anitos, apenas os volumes 1 e 2 originais (4 volumes na edição portuguesa), e pensei ter esquecido muita coisa, no entanto ao ver a série dei conta de como a história se encontrava tão bem preservada na minha mente. Sim, esqueci-me de alguns detalhes e houve cenas em que fiquei “é verdade, não me lembrava que isto era assim” mas, do que me lembro, a história está toda lá. Talvez um pouco condensada é certo, com a omissão de algumas personagens ou diálogos, e com alguns factos e cenas que me parecem eram revelados ou confirmados em volumes mais à frente, mas o essencial está lá e, no que a adaptações diz respeito, está bastante fiel (o que não se pode dizer de "True Blood", por exemplo). Há muitas cenas que são praticamente tal e qual as tinha imaginado, diálogos que são retirados do livro ipsis verbis. As novas cenas, criadas de propósito para a série, não me parecem assim tantas e servem, sobretudo, para explorar personagens e dar mais informação sobre a história e o mundo em que nos encontramos.

Mas uma boa história pode ser prejudicada por vários factores, como o casting, mas neste caso nem isso acontece. O casting está perfeito! Para começar, escolheram logo um dos meus atores preferidos para fazer de Ned. Aliás, ao ler o livro só Sean Bean me vinha à cabeça e quando ouvi que ele ia fazer o papel penso que os meus guinchos e squees de fã histérica terão sido ouvidos nos confins do universo. Lena Headey para Cersei também me pareceu apropriado, apesar de as cabeleiras não a favorecerem, Mark Addy era o “meu” Robert e Peter Dinklage o “meu” Tyrion. Mas tenho de ressalvar as atuações de Aiden Gillen (penso que os meus squees também foram audíveis quando soube que ele seria o Mindinho) e Conleth Hill (que não conhecia mas que é um perfeito Varys) que, na minha humilde opinião, roubaram praticamente todas as cenas em que entraram e que, quando juntos, fizeram alguns dos pontos altos da série.

Mais uma vez, achei fantástica. Adorei seguir as personagens, que se nota crescerem durante estes 10 episódios, sendo talvez Dany e Robb os personagens com crescimento mais vísivel (apesar de Sansa também ganhar algum backbone no último episódio); visitar os vários pontos de Westeros e fiquei fascinada com a capacidade de mostrarem diferentes locais e pessoas, com o Norte a ser mais agreste e ter um aspeto quase de vikings (sem os barcos... por enquanto, julgo eu), enquanto o Sul quase que se assemelhava ao Mediterrâneo. Imagino o trabalho que deve ter estado por detrás de tudo isso e faz-me lembrar LotR, onde também conseguiram dar um cunho distinto a todos os locais e pessoas que aí habitavam. Era possível distinguir entre Rohirrim e Gondor, tal como aqui é possível distinguir acampamentos Stark e Lannister, entre Winterfell e King’s Landing.

O único senão da série é mesmo ter de esperar quase um ano pela continuação, mas entretanto sou capaz de me atirar aos livros.

Veredito: Para ter na estante. Esta série, há semelhança dos livros, será para rever.

8 de junho de 2008

O Despertar da Magia (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 4)

Autor: George R. R. Martin
Género: Fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 415
Nota: 5/5

Resumo (da capa): A guerra pelo trono dos Sete Reinos continua e a batalha pela capital de Porto Real é a mais sanguinária alguma vez vista. A frota de Stannis Baratheon vê-se encurralada em frente à cidade enquanto barcos carregados de fogovivo são enviados contra ela. Os sobreviventes conseguem levar o combate até às muralhas da cidade e todos os sitiados terão de lutar, incluindo Tyrion Lannister. Quando os exércitos dos Tywin e dos Tyrell chegam, um dos lados será definitivamente esmagado. Mas num mundo de traições constantes, quem será que eles irão apoiar?

No Norte, os Stark estão entre a espada e a parede. Várias das suas fortalezas são atacados pelos temíveis homens de ferro e até o castelo de Winterfell é conquistado pelo traidor Theon Greyjoy. Bran e Rickon conseguem fugir, acompanhados por Hodor e alguns companheiros, mas que futuro terão duas crianças numa terra ameaçada pelo Inverno?

Para lá da Muralha, Jon oferece-se para acompanhar um grupo de batedores enviado para encontrar os selvagens, enquanto a principal força da Patrulha da Noite se fortifica junto às montanhas. Mas as coisas correm mal e Jon terá de escolher entre a morte... ou a traição aos seus irmãos!

Mais uma vez, George R.R. Martin consegue manter-nos agarrados até à última página. Personagens que amamos são mortas sem dó nem piedade, personagens que odiamos conseguem conquistar o nosso coração. De Arya a Sansa, de Robb a Daenerys, todas terão um papel fulcral neste fabuloso quarto volume de
As Crónicas de Gelo e Fogo.

Opinião: Em pouco difere da primeira parte do segundo volume no original. Seguimos sobretudo o desenrolar da guerra civil em Westeros. Mas nota-se algo mais. Algo está diferente. Surge um outro componente fantástico para juntar aos dragões e aos zombies (os Outros), surge a magia. Achei que o título para este volume foi bem escolhido.

Penso que não há muito a dizer. Apesar de escassos, os capítulos dedicados a Jon (a linha de história da Muralha) e a Daenerys, são muito interessantes. Acho estas duas linhas de história bem mais interessantes que a da guerra civil, mas entendo que tenham menos destaque. Enquanto a guerra civil toca a vida da maior parte das personagens, Jon e Daenerys encontram-se quase sempre sós na narrativa. Não há outros personagens, ou melhor, outros pontos de vista que passem pelo mesmo que eles, se bem que no caso de Jon a coisa pode mudar de figura.

As novas personagens introduzidas, nomeadamente Melisandre e os cranogmanos, são também muito interessantes e pode-se antever algumas surpresas. O próximo capítulo promete.

3 de junho de 2008

A Fúria dos Reis (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 3)

Autor: George R. R. Martin
Género: Fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 478
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.

No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.

O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...

O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!


Opinião: Continuamos a seguir as várias histórias, com especial destaque para a guerra civil. Novas personagens são apresentadas e outras ganham importância, havendo capítulos que lhes são dedicados. Uma boa continuação mas que não avança assim tanto como isso. Quando começa realmente a aquecer o livro acaba. Entende-se que a editora tenha desejado cortar o segundo volume original neste preciso local, mas é como tirar o doce a uma criança. É malvado! :P O que vale é que já tenho o próximo volume cá em casa e vou lê-lo de seguida!

26 de maio de 2008

A Muralha de Gelo (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 2)

Autor: George R. R. Martin
Género: Fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 414
Nota: 5/5

Resumo (da capa): Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade…

Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior que a própria morte…

Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus dos palácios e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. Terá sido um acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí!

George R.R. Martin prova porque é o maior escritor de fantasia da actualidade. Com a sua imaginação poderosa, a sua escrita inteligente e as suas personagens cativantes, volta a deixar o leitor rendido e a ansiar por mais. Se gosta de um romance histórico épico, de um thriller arrepiante, de uma aventura emocionante, de uma fantasia credível e, em suma, de uma grande leitura… então este livro é para si.


Opinião: Nota-se claramente que este segundo volume é o final do primeiro livro original. Não sei o porquê da escolha da editora em dividir os livros em dois volumes, mas enfim lá terão as suas razões.

Se no primeiro volume é-nos apresentado os protagonistas, cada um deles com um capítulo que lhe é dedicado por o seguir no decorrer da acção, e o ambiente em que estão inseridos, neste segundo volume começa a acção propriamente dita. As três linhas de história encontram-se mais vincadas e desenrolam-se a uma velocidade impressionante, sem perderem no entanto o elo que as liga.

Temos então a guerra civil entre as várias Casas dos Sete Reinos. Esta é a linha de história que mais detém a narrativa, não só devido aos muitos protagonistas envolvidos, mas também por dar-nos a conhecer a história deste continente (os Sete Reinos, a sua unificação) e apresentar-nos a política (ligações entre as casas e as motivações de cada personagem) de forma bastante credível.

Existe depois a história de Daenerys,
“filha de dragões, noiva de dragões, mãe de dragões,”
a única sobrevivente da casa Targaryen que unificou e reinou os Sete Reinos antes de ser destronada. Tem dos capítulos mais interessantes e é uma das componentes fantásticas da história.

Por fim, temos a Muralha. Esta é a parte menos explorada até ao momento, na minha opinião, mas podemos antever que terá grande importância. Detém também a sua componente fantástica ao mostrar-nos os Outros e os seus poderes.

Sendo este o primeiro (se tivermos em conta os livros na sua versão original) livro de uma série, não posso deixar de tentar perceber e adivinhar o que vem aí. Acho curioso a saga chamar-se Crónicas de Gelo e Fogo e as componentes fantásticas deste livro serem compostas por esses dois elementos: Gelo, por parte dos Outros, seres frios, gelados, criaturas do Inverno; e Fogo, dos dragões, símbolo da única Casa que conseguiu unir os Sete Reinos, e eventualmente a única arma que poderá ser manejada durante o Inverno que se aproxima. Não consigo deixar de pensar que no final, será uma batalha entre Outros e Dragões, com os Sete Reinos pelo meio.

Uma saga para acompanhar. Aconselho-a sobretudo a quem gostou dos livros de Tolkien. Apesar de diferentes, Martin e Tolkien souberam arrebatar-me e querer saber mais sobre o mundo que inventaram.

9 de maio de 2008

A Guerra dos Tronos (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 1)

Autor: George R. R. Martin
Género: Fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 400
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da soberana. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard apercebe-se que também a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.


Opinião: Terminado este livro só posso dizer, onde está o próximo? Agarrou-me do princípio ao fim, mesmo que a maneira de contar a história seja diferente do que estou habituada. Cada capítulo é contado seguindo um diferente personagem, o que à primeira vista pareceria um pouco confuso. Mas não o é. O autor tem uma grande capacidade de desenvolver as mais diferentes personagens, bem como a linha de história destes, o que faz com que o leitor não se perca. O leitor sabe exactamente onde está (mesmo com três linhas de história, que acabam por se complementar), com quem está e o que pode esperar daquele capítulo.

Ainda é cedo para tecer uma crítica mais aprofundada, mas considero-me rendida a esta série.

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