8 de junho de 2011

GTD - Fazer Bem as Coisas: a arte de fazer acontecer

Autor: David Allen
Género: gestão (não ficção)
Editora: Actual Editora | Nº de páginas: 293

Resumo (do site Goodreads): Pela primeira vez editado em Portugal este bestseller internacional irá revolucionar a sua forma de trabalhar e de se organizar. O famoso método Getting Things Done (GTD), de David Allen já deu provas da sua eficácia ao nível da organização pessoal, eficiência, criatividade e os seus resultados, quer no trabalho como na vida pessoal.

David Allen, um orientador experiente e consultor em gestão, partilha estes seus métodos para o ajudar a atingir um melhor desempenho, sem
stress.

A fórmula de Allen é simples: a nossa produtividade é directamente proporcional à nossa capacidade de relaxar. Só quando as nossas mentes estão claras e os nossos pensamentos organizados é que podemos alcançar resultados eficazes e libertar o nosso potencial criativo. A partir de princípios básicos e truques comprovados, este livro pode transformar a sua forma de trabalhar e viver, mostrando-lhe como entrar no ritmo sem se desgastar.


Opinião: Comecei em Maio uma formação cujo um dos módulos consistia em “Gestão do Tempo”. O nome do módulo, como a formadora fez questão de apontar, é enganador já que o tempo não pode ser gerido. Ele é constante, todos temos o mesmo tempo e não podemos reaver o tempo perdido, logo não gerimos o tempo mas a nós próprios e ao que fazemos com ele. Até aí pouco me tinha debruçado sobre tal temática, sempre achei que trabalhava melhor sobre a pressão dos prazos na faculdade, mas na vida profissional trabalhar sobre pressão constante é realmente um stress com que tenho dificuldade em lidar e causa-me problemas físicos. Sendo assim decidi aprofundar e conhecer outras técnicas de gestão, até para desenvolvimento pessoal (um dos meus objectivos para este ano era ser mais pró-activa, o que estou a conseguir fazer com relativo sucesso! YAY me!), daí que tenha pegado neste livro depois de ouvir sobretudo a Tchetcha a falar bem desta técnica GTD (Get Things Done).

O mais engraçado foi constatar que em certa medida já o faço, elaboro listas semanais de coisas por fazer, mas sem dúvida de que há espaço para melhorar e o método apresentado consegue ser bem mais organizado, ainda que algo trabalhoso a início. Na verdade, o meu problema nem se prende tanto com a organização, com “Qual a próxima acção?” a executar para levar para a frente um projecto em curso, mas sobretudo com a pouca vontade/motivação que tenho para fazer as coisas. O autor centra-se um pouco no objectivo final, no porque é que estamos a fazer isto, pois bem, eu praticamente imagino todos os meus projectos acabados, com tudo a correr bem, um pouco ao contrário da imagem da mente pessimista que David Allen apresenta, o que leva a que eu não tenha a verdadeira noção do tempo que algumas actividades realmente me tomam e daí desesperar quando percebo que, em vez de estar de papo para o ar, devia de ter estado a fazer alguma coisa de útil.

Não duvido da eficácia deste método e consigo ver alguns méritos pois para além de organizar a nossa vida, seja a nível profissional como pessoal, parece também dar um boost motivacional. Está claro que para tal é preciso mudar alguns hábitos, é preciso realmente perceber como as coisas são feitas e como se processam tendo em conta todos os factores que podem influenciar um projecto, desde o tempo, material, contactos com outros... Pode dar a ideia de que sou parva, mas a verdade é que só abri os olhos para algumas coisas ao ler este livro. Às vezes é preciso alguém, uma formação ou um livro, para chamar a atenção para as coisas óbvias. :P

Planeio colocar este método em prática, ou pelo menos adaptá-lo às minhas necessidades, que felizmente não são aquelas que servem de exemplo, já que são mencionados gestores de topo e fusões de empresas. Mas como disse, implica mudança de hábitos o que é sempre um pouco difícil. Para tal deve-se organizar o escritório (o meu é um caos e gosto dele assim já que sou daquelas que encontra a ordem no caos :P ), tirar dois dias para implementar este método e fazer a recolha dos “assuntos” pendentes, o que também está difícil e há momentos em que parece que nem tempo para respirar tenho, processar esses “assuntos” de modo a perceber que acções é que são precisas para então organizar as acções elaborando várias listas e por fim rever todo o processo para dar conta de pontas soltas e processar novos “assuntos” que entretanto tenham surgido. Agora agradecia tempo era para implementar isto. Talvez em férias.

Vale o dinheiro gasto: Fui buscar este exemplar à biblioteca mas penso que será uma óptima aquisição. Parece-me um livro de referência na técnica organizacional e a cada leitura parece, o próprio autor o diz (com certeza a tentar “vender” o seu produto :P ), que alguns detalhes ganham outro valor ou dimensão. Afinal de contas não somos seres perfeitos nem somos todos iguais, pelo que um método pode funcionar para um e não para outro, mas um exemplo que não me tenha chamado a atenção antes, pode ser exactamente o que faz falta para o meu funcionar na perfeição e levar-me a ser mais produtiva, e tudo sem stresses.

12 comentários:

slayra disse...

Não vou muito à bola com livros de auto-ajuda, mas ainda bem que este te conseguiu ajudar. Espero que o teu ambiente de trabalho melhore com as tuas novas técnicas de organização e "gestão" de tempo. :)

tchetcha disse...

Yay, que bom, mais uma convertida! Quando li "Pode dar a ideia de que sou parva, mas a verdade é que só abri os olhos para algumas coisas ao ler este livro." pensei logo: ah grande verdade, comigo foi igual.
Pessoalmente, o hábito que me despertou para a eficácia do método GTD foi mesmo a regra dos 2 minutos: se achar que algo demora menos de dois minutos, faço-o imediatamente. Quando a coloquei em prática a 1ª vez foi incrível a quantidade de coisas que fiz numa manhã.
A minha maior dificuldade com o método tem sido em arranjar um sistema de confiança. Algo que ande sempre comigo, que possa aceder em qualquer lado, onde possa "despejar" o que estou a pensar. Agora ando na fase do moleskine que anda sempre comigo: vou despejando a info, revejo-a, contextualizo-a e tento fazer o que ali está. Já falhei várias vezes mas a partir do momento em que percebi que o método está na cabeça e não fora de nós (num software ou num filofax) não tenho receio de falhar o método.
Vais ver que, nos próximos tempos, vais compreender melhor ainda aquilo que aprendeste com o livro. :)

WhiteLady3 disse...

A regra dos 2 minutos foi realmente uma daquelas que fez uma luzinha acender-se! É estúpido mas enfim... Quanto ao anotar, já há muito que tentava fazer isso, mas nunca tinha os materiais comigo. Era exasperante ter ideias para o blog ou excelentes frases para uma crítica e pensar "tenho de me lembrar disto quando estiver a escrever" e depois NADA! Agora ando sempre com a minha agenda ou o telemóvel, se bem que neste último é mais chato escrever. Mas mesmo assim perco muitas ideias, porque queria separar campos profissional e pessoal, o que percebi agora que é um erro. Desde que tenha o material (seja a agenda, o telemóvel ou o GoogleDocs) posso escrever e depois rever.

Cat SaDiablo disse...

Gostei muito de ler este texto. Preciso urgentemente de me organizar para rentabilizar o tempo. Procrastinação suprema é um dos meus maiores defeitos funcionais =\ (sim, acabei de inventar o termo :P)

Vou pensar em ler algo do género...

tchetcha disse...

Algo do género, é mesmo este livro. Acredita, já tive formação em Gestão do Tempo e tanta coisa mais e para mim, em termos de resultados, este GTD é que é. Se quiseres empresto-te.

Cat SaDiablo disse...

Quero! *.*

(olhó avacalhamento do post da Whitelady!)

WhiteLady3 disse...

LOL Estão à vontade. :D Não impede que uma pessoa procrastine (oh para mim a fazer zapping porque não me apetece ir arrumar a casa :P ) mas contribui para que uma pessoa lá faça o que tem a fazer para não ficar com um peso na mente. :P

Cat SaDiablo disse...

Sim, mas falando por mim, muitas vezes a procrastinação surge quando tenho muita coisa para fazer, e nem sem por onde começar. Quando mais acumula, mais se agrava o sentimento de ser inundada por coisas pra fazer!
Não sei se me faço entender =\
Dicas como essa dos 2 min parecem-me óptimas!

tchetcha disse...

Fazes sim e acredita, é exactamente isso que o livro aborda.

Cat SaDiablo disse...

Fico com cada vez mais vontade de ler esse livro!

WhiteLady3 disse...

Quando começas a processar o que tens por fazer, percebes que há coisas mais prioritárias e outras que podes adiar, ou então apercebeste que não as podes fazer porque estás dependente de outras coisas. Aí vês então o que podes fazer realmente (e achei interessante o facto de as listas terem de conter verbos de acção e objectivos concretos e mensuráveis) e sentes-te motivada a fazer coisas.

Eu ainda estou a tentar implementar, ainda tenho que fazer a recolha de tudo o que está na minha mente, mas há coisas que já estou a resolver...

tchetcha disse...

Se quiseres um dia trocar ideias ao vivo e a cores, é só dizeres.

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