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15 de outubro de 2014

Quando não estou a ler (15)

Eu ainda hei de escrever sobre Paris (ou então não :P), a minha primeira viagem de avião e a primeira vez que saí de Portugal, mas por agora fiquemo-nos pela terceira expedição para fora deste retângulo à beira-mar plantado.

Desta vez não foi preciso apanhar avião já que o salto foi até aqui ao lado, ao país de nuestros hermanos, para conhecer uma cidade pela qual ansiava desde que frequentei a universidade. Tenho de começar por dizer que sou aquela estudante de arqueologia rara, que pouco se deixava fascinar pela grandes civilizações antigas que não a grega. Claro que tinha curiosidade, e ainda tenho, sobre egípcios por exemplo, mas nunca pensei seriamente em fazer da Egiptologia a minha carreira. E o mesmo se poderia dizer dos romanos… até que me dei de caras com a cerâmica sigillata (nunca pensei que fofinho pudesse descrever cerâmica, mas a sigillata é fofinha *Carla tem noção de que é agora que vai ser internada*) e a espectacularidade dos aquedutos e outras das suas construções. Posto isto, claro que só poderia querer ir a Mérida! E felizmente tive agora essa oportunidade.

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Vista da Alcazába sobre o Guadiana,
com as pontes à direita
A viagem começou pela tarde, já que ainda tive de ir trabalhar de manhã, e depois do que pareceu uma eternidade lá chegámos, eu e o meu irmão (que tirou todas as fotos que ilustram este post, porque ele sem dúvida tira melhores fotos que eu), ao destino. Aproveitámos que os dias ainda são longos, embora chuvosos, para ficar a conhecer um pouco a cidade e tirámos logo uma série de coisas da nossa lista de coisas a ver. Começámos pela Alcazába que tem vestígios de época romana, muçulmana e renascentista, assim como uma vista fenomenal sobre o Guadiana e duas das suas pontes, a romana e a moderna chamada Lusitânia. Seguidamente dirigimo-nos à ponte romana e ficámos pasmados pela quantidade de pessoas que andava pela rua, sobretudo a passear cães. A sério, pudemos constatar que quase toda a gente tem cão, adoram comer pipas, não devem fazer refeições porque estão sempre a petiscar e adoram estar na rua. Pelo menos a Plaza de España estava sempre cheia de gente de todas as idades, sobretudo à noite.

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Templo de Diana
Continuámos o nosso passeio e pareceu difícil não dar com ruínas em quase todos os cantos. Demos uma vista de olhos ao Templo de Diana, que tal como o nosso devia ser dedicado ao culto imperial, e reaproveitado posteriormente por visigodos e muçulmanos, passámos pelo templo do Fóro e pelo Arco de Trajano, e ainda antes de acabar a noite passámos pela ponte Lusitânia. Uma nota, pareceu-me tudo muito bem conservado e as estátuas em todos os complexos pareceram tratar-se de réplicas, estando as originais no Museo Nacional de Arte Romano (MNAR).

O dia seguinte começou pela fresca, com uma visita ao, pareceu-me, o maior complexo de ruínas da cidade. Falo claro do complexo do Teatro e Anfiteatro e o que mais tinha curiosidade de ver. As expetativas não saíram goradas.

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No Teatro a vista para a plateia
O Teatro pareceu-me muito bem conservado e achei muito bom ver que ainda hoje é usado no Festival que tem lugar todos os anos. Como não podia deixar de ser, uma das peças que esteve em cena foi do Shakespeare, "Coriolanus", e tive pena de já não estar em mostra quando fui, estava antes uma zarzuela, "Luisa Fernanda", que acabou por ser cancelada devido às previsões de chuva. Não tinha comprado bilhetes sobretudo porque pensei que o mano não estava interessado, no entanto, também ele ficou fascinado pelo que numa outra oportunidade contamos voltar para ver uma peça ali representada. A casa do Teatro também está bem conservada, havendo mesmo frescos nas paredes.

O anfiteatro está um pouco pior conservado, não restou tanto da sua plateia, mas mesmo assim impõe respeito, sobretudo tendo em conta que ali lutavam gladiadores e seria um dos pólos que mais atrairia público. Infelizmente a casa do anfiteatro encontrava-se fechada devido a obras para colocação de uma cobertura.

Prosseguimos então para o Circo, o outro pólo aglutinador de maior público (o teatro seria mais para elites e teria demasiada propaganda para o gosto do maior público) e apesar de já não ter as bancadas, deixem que vos diga que a pista é enorme! Cerca de 400 por 115 metro (sim, estou a fazer uso de cábulas) e parece que percorriam a distância em poucos minutos. Estas são obras monumentais e só estando no meio delas é que se percebe o talento daquelas gentes.

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Aqueduto de Los Milagros
Continuámos então o passeio pela cidade de Mérida, onde parece que não nos podemos virar sem nos depararmos com uma ruína. Passámos pelo aqueduto e termas de San Lázaro, ruínas visigóticas, fomos depois ao Templo de Marte e às criptas da Basílica de Santa Eulália. Dirigimo-nos então ao Aqueduto de los Milagros e à ponte romana aí próxima, seguindo depois para o Castelum Aquae. Esta vossa amiga já estava a ficar de mau humor (porque fome!) e depois de uma pausa para comer qualquer coisa (croquetes de presunto <3 ) lá seguimos para o MNAR.

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Um dos mosaicos expostos no MNAR.
Já conhecia o museu através de catálogos, dei entrada de muitos deles na biblioteca onde trabalho, mas ainda assim fiquei maravilhada com a quantidade de luz que há no espaço. É fantástico poder olhar para as peças com luz natural e achei que era um espaço bastante acolhedor, apesar do pé alto e do tijolo. As peças, como também não podia deixar de ser, são bastante impressionantes, nomeadamente os panos de mosaicos que ocupam paredes inteiras. Aqui foi então possível ver as estátuas originais, assim como outros vestígios, retirados dos seus locais de proveniência de escavações por toda a cidade, para melhor serem conservadas. A exposição pareceu-me bem conseguida, dando a conhecer os diferentes aspetos da vida de uma cidade romana. E como nem aqui poderia deixar de ser, apesar de ser um edifício novo, com cerca de 25 anos, também nos seus alicerces se encontram ruínas que podem ser visitadas.

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Ligação entre a Casa de Mitreo e Columbários
Depois do museu voltámos à rua, onde passámos pelas ruínas de outras termas com um poço de neve, por um canal semelhante às levadas que vejo na terra dos meus pais, entrámos também na Casa de Mitreo, muito bem conservada e magnífica (fez-me lembrar quando participei em escavações de uma villa romana em Frielas) e visitámos também os Columbários, que são como que jazigos. Infelizmente as minhas pernas já não davam para mais pelo que depois de passar pela Praça de Touros, fomos buscar mais uns granizados de limão (em que ia ficando viciada) e sentámo-nos um pouco à beira do Guadiana para descansar. Com as forças recuperadas, fomos visitar mais umas ruínas, onde alguns sectores ainda parecem encontrar-se em escavação. Vimos depois o Augusto, numa rotunda frente à ponte Lusitânia e por fim visitámos o Núcleo Visigótico, que acabou por ser o mais fraquinho de tudo o que vimos.

No domingo, antes do retorno a Lisboa, ainda em Mérida mas já longe do centro da cidade, visitámos o Embalse de Proserpina, uma barragem de época romana que fazia chegar a água a Mérida através do Aqueduto dos Milagros e que é também impressionante. A albufeira é enorme e a água refletia o céu. 

Já em Portugal, ainda demos um salto a Évora, onde consegui visitar a Sé! Em duas ou três visitas, que me lembre, a Évora encontrei-a sempre fechada ou não visitável porque estava a decorrer a missa. A vista que se tem de lá do cimo sobre a cidade é fabulosa, no que toca ao interior o claustro é agradável, ainda que não desse para ir para o jardim, e quanto à nave em si, sinto que Notre Dame estragou-me para tudo o que é igreja, mas não deixei de a achar bonita, sobretudo a zona do altar. Tivemos que passar junto ao "nosso" Templo de Diana e aproveitámos também para visitar o Museu de Évora, onde estava exposto um retábulo de que só conhecia partes, algumas por radiografias e isso, já depois de ter sido restaurado e estudado, esse estudo esteve exposto num outro Museu em que tive oportunidade de trabalhar. Depois de almoçar e de mais um breve passeio pelo centro histórico, passando pelo aqueduto, lá rumámos a Lisboa e a casa.

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Rua em Mérida
Fiquei fascinada pela cidade de Mérida, pela maneira como as ruínas me pareceram bem tratadas, na medida do possível, já que estando tantas estruturas ao ar livre acaba por ser difícil haver um melhor controlo tanto de pessoas como do ambiente, de modo que havia algum lixo e algumas tabuletas de explicações estavam queimadas pelo sol. Mas pelo preço, 12 euros para visitar os maiores complexos, gratuito para muitas outras ruínas espalhadas pela cidade, não se pode pedir mais. Até achei foi uma pechincha! Mas não me ouviram dizer isto. Não sinto que tenho de lá voltar, como sinto com Londres e Paris, mas mesmo assim gostaria de o fazer, nem que fosse só para ver uma peça de teatro a ser representada no palco do Teatro Romano. :)

23 de agosto de 2014

Monty Python Live (mostly)

Foi um prazer enorme ver no cinema, quase ao vivo, este grupo de comediantes. Sobretudo porque por pouco ficava sem bilhetes. Andei eu e o meu irmão praticamente 15 dias a pensar "não podemos esquecer dos Monty Python, não nos podemos esquecer dos Monty Python!" e o que fizeram os nossos cérebros? Pois que se esqueceram dos Monty Python... e só nos lembrámos no próprio dia, pela manhã. Já não havia bilhetes em Lisboa pelo que alargámos a busca ao Montijo e... tcharan! Eis que ainda havia lugares!

É verdade que não sou tão fã como outros, como o meu irmão por exemplo, mas adoro muitos dos seus sketches e filmes, pelo que foi um prazer imenso poder vê-los mesmo que não estivesse no O2 Arena. Entre sketches ao vivo, como "Dead Parrot", e gravados, como o jogo de futebol entre os filósofos gregos e alemães, houve muito riso e cantorias. xD Ainda para mais teve convidados especiais como o Eddie Izzard! *guinchinhos* Podia ter sido melhor aproveitado mas OMD! *mais guinchinhos* Mas ainda sonho com um "Cake or death" e a "Spanish Inquisition" a saltar do meio do nada.

Claro que o DVD vem parar direitinho cá a casa, assim que sair.

16 de março de 2014

Projecto 365 - #123-129, inclui pilha de livros (7) e quando não estou a ler (14)

Mais uma semana (algo caótica) em imagens. Não são grande coisa mas no meio de dias atarefados e com mini maratonas pelo meio ( *\o/* ) é o que se vai podendo fazer. :)

3 de fevereiro de 2014

Quando não estou a ler (13)

Como Queiram
Isto de conhecer pessoal com a mesma pancada que nós é engraçado, de tal maneira que quando uma vê peças de Shakespeare é quase certo que as outras respondem "hell yeah!" Depois de Shakespeare in the Park, foi a vez de Shakespeare in the theatre e num dia destes lá rumámos ao Teatro São Luiz para assistir à peça "Como Queiram".

Se já antes (na Regaleira) tinha ficado impressionada com atores que andam de saltos pela gravilha fora, agora ainda mais impressionada fiquei com quem tem de trocar de roupas num ápice! Imagino que haja um imenso trabalho por detrás de uma atuação e admiro, não só pelas razões estúpidas referidas, mas por serem capazes de fixarem longos textos (não deverá bastar saber as suas linhas, afinal de contas há diálogos, têm de saber quando intervir) assim como por serem capazes de representar todos os sentimentos, todas as alterações pelas quais uma personagem passa. É algo que cada vez mais venho a dar valor e entendo que não é para todos.

Como já tinha referido, ver as peças tem realmente uma outra piada. Houve partes hilariantes, sobretudo proporcionadas por Tocaspartes (Luísa Cruz) e Jacques (Bruno Nogueira), mas Rosalinda (Carla Maciel) e Orlando (Nuno Lopes) destacaram-se para mim. Adorei os seus diálogos quando Rosalinda, disfarçada de Ganimedes, tenta "curar" Orlando e das reações de Célia/Aliena (Sara Carinhas) às críticas que a prima faz ao seu próprio sexo. Convenhamos, há ali alguma verdade.

O resto do ensemble estava bem nos seus (variados) papéis, e apesar do realizador Marco Martins ter uma enorme presença em palco pareceu-me o elemento mais fraco, ainda assim bastante bem sobretudo como Duque Frederico.

De acordo com o meu irmão, podia ter menos cantoria. Se calhar deveria tê-lo avisado do facto, assim como de ter 3h... Eu gostei bastante (aliás, a única coisa de mal que tenho a apontar não é à produção mas aos espetadores, e tanto no teatro como no cinema) e aconselho. Venham mais peças!

23 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (12.1)

E porque sou estúpida esqueci-me completamente de dizer que ando a vandalizar livros! Quer dizer, ando a escrever a caneta o número e a data de registo, ando a escrever a lápis a cota do livro ou outras informações pertinentes! Ando a quebrar a lombada porque para copiar algumas das informações o raio do livro não fica aberto! E sou tão feliz a fazer tudo isto! :D 

Mas sou sobretudo feliz a carimbar livros. Sim, é algo completamente idiota mas lembra-me uma das minhas cenas preferidas, de um dos meus filmes favoritos e que tanto contribuiu para onde estou hoje. E a cena é esta:



É impossível não me lembrar desta cena e dou sempre por mim a rir-me sozinha, não só porque a cena tem piada mas porque me recordo que na primeira vez que vi o filme, há muito muito tempo, pensei "qualquer dia vou fazer aquilo" e aqui estou eu hoje, a fazer um pouco das duas coisas que sempre me fascinaram. :)

22 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (12)

Ora bem vindos a mais um olhar para trás nesta rubrica, mais propriamente a este "episódio", para dar conta dos desenvolvimentos. :) Não que tenham algum interesse mas deixai-me, às vezes gosto de falar para as paredes.

Já tive então oportunidade de dizer que, desde há um ano, trabalho numa biblioteca. Sim, quando não estou a ler ando a mexer em livros. Dream job, certo?! Nem por isso. Cheguei à biblioteca numa altura pouco habitual, em processo de reestruturação, e os primeiros meses, e mesmo alguns dos seguintes, foram passados a montar e desmontar estantes, a carregar e a descarregar livros. Sim, perdi 5 kilos com este exercício físico (YAY!) e mexer em livros é sempre um divertimento para mim, mas cheguei a ficar saturada de livros. Se tinha dúvidas quanto à necessidade de e-books e e-readers, perdi-as completamente ao ter de mover quilos de livros escadas acima e escadas abaixo, de um lado da prateleira para o outro, de uma estante para a próxima... E a arrumação? Porque não podem ser todos do mesmo tamanho, mesmo dentro da própria série?! Já para nem falar na alfabetização dos títulos, pois houve alturas em que já não sabia se o "P" vinha depois ou antes do "M". Cheguei a usar uma cábula, pelo amor de Deus! *hangs head in shame*

Mas finalmente veio a parte que, sinceramente, é a mais gira para mim... a catalogação! *\o/* A sério, dêem-me um monte de livros e é ver-me catalogar com gosto. Preencher todos aqueles campos, ler um pouco do livro para perceber quais os assuntos mais relevantes e pelos quais podem ser pesquisados. Já me vieram parar às mãos coisas interessantes, que conto ler quando tiver disponibilidade ou até necessidade, e algumas surpresas. Já me passaram vários tipos de documentos pelas mãos com os mais diversos modos de catalogação, tal como periódicos ou formatos digitais. Passei a dar ainda mais valor a apresentações e a índices. Nunca vos falei do meu fascínio por índices? Pois agora é muito maior. :D

No entanto, nem tudo são rosas, pois agora o que me dá cabo da paciência, mas sobretudo da cabeça, é mesmo as línguas e os alfabetos que não o latino. 

Começando pelas línguas, as de raiz latina ainda vá: o espanhol/castelhano não é mau, assim como o catalão e o galego, já o basco é mais complicado mas geralmente os livros que me têm chegado também têm indicações em castelhano; o francês até que nem é mau, pensei que soubesse menos apesar dos 5 anos de estudo dos quais talvez só se aproveitem 2 ou 3; o italiano também se entende bem. O inglês é praticamente a minha segunda língua, até posso dar erros a escrever e meter dó a falar mas percebo o que estou a ler como se estivesse a ler em português. Por incrível que pareça começo a perceber um pouco (muito pouco mesmo mas bem mais do que percebia há um ano atrás, o que não é muito difícil dado que não percebia nada) de alemão, pelo menos já reconheço palavras e começo a tirar algum sentido de uma frase ou outra, pelo que tento primeiro ler antes de ir ao tradutor do Google. Agora o alfabeto cirílico e as línguas de países de leste é que me tramam. Assim como o hebraico e o árabe. Sim, já apanhei livros em línguas muito diferentes e com alfabetos completamente diferentes. Ok, até é giro, mas passado alguns livros, um número considerável de livros no mesmo dia, é demasiado para a minha cabeça.

O tradutor do Google tem sido fundamental para, pelo menos, entender o tema fundamental do livro e, apesar das várias falhas inerentes a uma ferramenta informática, adoro-o. A internet tem sido outra ferramenta fantástica, sobretudo para temas sobre os quais pouco ou nada sei (palinologia? pedologia?), para saber onde ficam alguns locais que são o foco de alguns títulos e às vezes para completar mesmo a informação bibliográfica.

Apesar de por vezes sair ao fim do dia com a cabeça num nó, de odiar livros e todo o conceito de linguagem, é engraçado ver como passei a adorar ainda mais tudo isso. :D É giro ver como já sei onde estão alguns livros e quais podem interessar ao utilizador, consoante o tema que pesquise. Ainda não tenho, nem me parece que venha a ter, toda a biblioteca na cabeça como a minha colega (a sério, toda a minha admiração vai para ela) mas não deixa de ser giro saber o que está por detrás da concepção temática, perceber o porquê de algumas escolhas e onde se vai buscar informação.

Há toda uma ciência por detrás do livro, por detrás da gestão e armazenamento da informação que não fazia ideia, e descobrir esse mundo tem os seus momentos menos bons é verdade, sobretudo quando uma pessoa anda mais cansada, mas no computo geral sinto que estou no meu meio. :)

12 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (11)

Na verdade devia ser (5.1) porque é uma espécie de follow-up a este "episódio" da rubrica, em que falei de como estava a fazer uma agenda, o meu primeiro (e até agora único) projeto DIY, que juntaria planos semanais e journal num só. Fiz pesquisas, fiz templates e o resultado foi este:

Agenda 2013Agenda 2013Agenda concluída

Mas acabou por surgir um problema, não o usei tanto como estava à espera. Talvez tenha começado logo mal com a escolha de um dossier que tem argolas pequenas o que fez que não tivesse tantas folhas como queria ou precisava, ou tinha em maior quantidade as do planner onde nem escrevia tanto como isso. Além disso, as argolas rasgavam as folhas o que fazia com que ficassem "feias" (para além dos imensos rabiscos característicos da minha escrita) e chegassem a cair do dossier.

Andava a desanimar quando encontrei isto, fui investigar melhor e percebi o óbvio, o melhor sistema acaba por ser o mais simples e é ok tirar diferentes ideias, experimentar diferentes coisas até se encontrar o sistema perfeito. Parece que o encontrei agora, desde setembro que o uso com relativo sucesso e digo relativo porque mesmo assim encontrei um percalço ou outro.

Sempre pensei que precisava apenas de, como a Telma diz, "um caderno para todos dominar" e até tinha sido isso a razão para fazer a tal agenda, mas descobri que trabalho e coisas pessoais no mesmo sítio não dá certo: ou perco as notas das reuniões, pois apesar do índice tenho que andar para a frente, para trás e ver se não tenho outros apontamentos na parte "mensal" digamos assim; ou tenho medo de emprestar as notas por causa dos textos mais pessoais. Quer dizer, não é propriamente um diário e a maior parte do que escrevo até vem parar aqui porque se trata de opiniões ou ideias e notas para o SLNB, mas mesmo assim... *medo*

Mas apesar do percalço, resolvido com um outro notebook para trabalho, o sistema está a agradar-me e resolve um dos grandes problemas que me chateia em agendas convencionais que é não usar as folhas todas ou esgotar as folhas de uma parte, geralmente a das "Notas", enquanto o resto, "Contactos" e "Plano" permanecem em branco. Assim uso as que preciso e as que ficam em branco (já que geralmente deixo 4 spreads, como lhe chamam no vídeo, em branco para cada novo mês, quase um por semana mas já percebi que 3 talvez seja o suficiente) podem vir a ser utilizadas depois, já que o índice ajuda a navegar pelos apontamentos (sim, também me perco de vez em quando, mas é menos grave do que perder informação para uma reunião porque apontámos uma ideia num dia qualquer e não na folha dos tópicos a discutir :P).

Ainda há algumas arestas por limar e nada garante que daqui a mais algum tempo também não pense que este sistema deixou de ser para mim, mas pronto há sempre um constante busca pela perfeição.

Agenda e notebook

E para quem pensa "mas porque raio está ela a falar disto neste espaço?" Bem, eu passo algum do tempo que não estou a ler a pensar em como posso tornar a minha vida mais fácil com uma agenda, para além de que me estava a apetecer procrastinar um pouco e nada melhor que escrever sobre coisas que não interessam nem ao Menino Jesus. :D

5 de maio de 2013

Quando não estou a ler (10)

Estive recentemente de férias e realizei um dos meus maiores sonhos... fui a Londres! \o/ É apenas a minha segunda viagem internacional, da primeira vez fui a Paris que também aconselho, mas dá para perceber que é uma cidade a que tenho de voltar até porque não vi tudo o que queria ver por o tempo disponível não ser muito.

Penso que são as ilhas do canal.
A viagem fez-se bem, ainda que o avião me imponha algum respeito. O descolar e o aterrar são algo stressantes, mas de resto a viagem é calma (quando não se tem pessoas a falar em voz alto e a rir-se como se estivessem em privado no banco de trás, ou uma criança a dar pontapés no nosso banco) e a vista magnífica. Ainda assim gosto de ter os meus pézinhos bem assentes na terra.

Chegando a terras de Sua Majestade e tendo saído do metro, deparei-me logo com os típicos autocarros de dois lugares e os icónicos táxis pelo que não havia que enganar, estava realmente em Londres! O primeiro dia deu para passear um pouco por Picadilly e pelo West End, até porque a viagem tinha como intuito ir ver a peça "Macbeth" com o James McAvoy, de que as críticas falavam muito bem, mas infelizmente a peça estava esgotada, assim como "Peter and Alice" com Judi Dench e Ben Whishaw a que eu e as minhas companheiras de viagem também gostávamos de assistir. Sim, podíamos ter comprado os bilhetes antes mas arriscámos e sempre deu uma desculpa para viajarmos. :P Ainda pensámos ver outras peças, descobrimos que alguns filmes como "O Guarda-Costas" e "Once" deram origem a peças de teatro musicais, mas achámos um pouco caro e o mais certo era acabarmos a dormir a meio da actuação, de tanto que andámos a passear pela cidade.

Trafalgar Square com estátua do Lord Nelson
e o Big Ben lá ao fundo.
Como disse o tempo era pouco, pelo que admirei a National Gallery apenas por fora, em Trafalgar Square; vi a Plataforma 9 e 3/4 mas a fila era longa e não tirei foto a empurrar o carrinho (perdi a oportunidade de ir a Hogwarts! *chora*); atravessei várias pontes sobre o Tamisa, entre as quais a Millenium Bridge e a Tower Bridge, esta última para depois ir visitar a Torre de Londres. Aí tive mesmo de entrar mais não fosse por ali terem perdido a cabeça algumas esposas do Henrique VIII e terem sido (supostamente) assassinados os sobrinhos do Ricardo III, haver o Traitor's Gate, uma Bloody Tower com alguns (muito poucos na minha opinião) instrumentos de tortura, e ali se encontrarem em exposição as jóias da Coroa. Magníficas já agora.

Mosaico com vista da cidade no séc. XV.
Também passei ao lado do Globe Theatre, entrei na St. Paul's Cathedral para sair pouco depois, demorei-me um pouco mais no café instalado na cripta de St. Martin in the Fields, passei pela London Eye que deve ter uma vista fenomenal sobre a cidade mas e o medinho em subir lá acima, hã? Vi o Big Ben e as Houses of Parliament, passeei por St. James Park onde vi esquilos e corvos, fiquei ao portão do Palácio de Buckingham (claramente a rainha não sabia que eu estava de visita e não pôde convidar-me para o chá :P ), visitei o nº 221B de Baker Street onde cheguei a colocar na cabeça o chapéu do Watson e passeei por Hyde Park a ver se encontrava um Colin ou um Anthony Bridgerton no meio do Serpentine mas infelizmente não foi desta. :P

Esquilo em St. James Park.
Foi um fim-de-semana bem passado e com bastante sol, o que eu não estava à espera sobretudo quando Inglaterra é suposto ser um país chuvoso. Deu para conhecer a cidade pelo que quando lá voltar já devo saber orientar-me melhor, sentir a falta de caixotes do lixo e achar que as ruas eram algo sujas, mas bastava olhar para cima que ficava fascinada com os vários edifícios. Já agora, fish and chips está aprovado e  os ingleses (ou pelo menos os londrinos) devem ter uma pancada mesmo muito forte com a pontualidade porque há imensas fachadas com relógios. :P

4 de março de 2013

Quando não estou a ler (9)

Trabalho. E de momento sou uma sortuda porque ando a trabalhar com livros (ainda que não seja propriamente a minha área de formação, mas hoje em dia há que ser flexível no local de trabalho). E vai daí talvez não seja tão sortuda assim pois o trabalho acaba por não ser tão glamoroso como uma pessoa pode pensar. Ou pelo menos não tem sido assim para mim, mas convém dizer que cheguei a uma biblioteca numa altura pouco habitual, está em reestruturação, o que inclui mudanças, e por isso o que mais tenho feito nestes primeiros meses tem sido montar estantes em madeira ou metal, carregar estantes, carregar livros e caixotes com livros. E não esqueçamos o arrumar livros, desarrumar livros, empilhar livros, alfabetizar livros para arrumar livros novamente. Um dia destes, a sala estava assim:
Eram mais os livros em cima de mesas que nos armários e felizmente tivemos poucos leitores, porque nem espaço para eles havia. :D Entre um momento ou outro, para descansar, tenho aprendido a mexer na base de dados e tenho alterado IMENSAS cotas, pelo que já perdi a conta aos livros que me passaram pela mão. Os que se vêem na imagem acima, por exemplo, quase TODOS passaram por mim! Era uma colega a tirá-los dos armários, a redistribui-los pelas várias categorias e eu a alterar cotas e fazer pilhas para depois alfabetizar e arrumar. *suspiro*

Mas pronto, tem sido engraçado apesar de já ter levado por diversas vezes as mãos à cabeça. Muitas das vezes isso acontece enquanto arrumo os livros. Será que custa muito fazer os livros TODOS DO MESMO TAMANHO?! Já perdi a conta às vezes que tive de ajustar as alturas das prateleiras por os livros terem os mais variados tamanhos e mais alguns! E também custa muito colocar as lombadas todas viradas para o mesmo lado? *deita novamente as mãos à cabeça*

Enfim, como disse, tem sido engraçado, ainda que algo cansativo e com muito pó à mistura (é que nem imaginam a quantidade de pó! hoje eram nuvens de poeira!), ver a biblioteca por outros olhos que não a do utilizador, como estava habituada. Está a possibilitar também ter uma outra visão do livro, de toda a informação editorial e qualquer outra que pode dar. Já tinha essa percepção com o Goodreads mas acaba por ser um pouco diferente, sobretudo na medida em que é necessário ter que categorizar um título para ser pesquisável de várias maneiras possíveis. Mas isso é uma coisa que ainda tenho de aprender. :)

27 de novembro de 2012

Quando não estou a ler (8)

Este último fim de semana foi de Fórum Fantástico e como sempre, ou pelo menos como nos últimos dois anos (as únicas edições a que tinha ido), só pude ir um dia, ou seja sábado. Mas se naqueles anos ficava lá fora (na primeira vez foi uma visita muito rápida, só para comprar um livrinho, e no ano passado estava em amena cavaqueira, na companhia do Twitgang, fora do auditório), este ano entrei no auditório para assistir a algumas das atividades que por lá decorreram. Blogs, como o da Bookeater/Booklover da p7 e, sobretudo, o Viagem a Andrómeda, fazem um retrato bastante completo do que se passou.

ClockWork Portugal
Fui sobretudo para assistir à participação do ClockWork Portugal, que promete continuar tão ativo em 2013 como esteve este ano. Eu cá fico à espera de assistir a novos Diários Steampunk e espero vir a visitar a EuroSteamCon se vier a acontecer, já que este ano com muita pena minha não o pude fazer. :(

Também tive a oportunidade de assistir ao painel "Mitos e Fantasmas na ficção nacional", da qual destaco a intervenção de David Rebordão, realizador da curta "A Curva", que me fez saltar na cadeira quando a vi há já algum tempo. Foi interessante vê-lo falar sobre como a curta cresceu como fenómeno na internet, o que parece tê-lo apanhado de surpresa. Fiquei também bastante satisfeita por ouvir que para o ano é capaz de estrear um filme seu com o Rutger Hauer (acho que o meu fangirlismo e o da Tchetcha foi audível) e menos satisfeita por saber que um outro projeto seu, sobre lendas portuguesas de caráter paranormal, não encontre apoios apesar de estar quase tudo pronto (recolha de lendas feita, guião para 13 episódios de 25 minutos escrito). Também foi possível assistir a uma curta de animação, "Conto do Vento", com uma história bastante interessante, contada por um narrador e de um ponto de vista pouco usual.

Rogério Ribeiro, Dan Wells e Luís Filipe Silva
Por fim, tenho de destacar Dan Wells, de quem fiquei praticamente fã apesar de nada ter lido da sua autoria. No entanto, pareceu-me salutar que ele se tivesse dedicado ao que era forte, o aspeto negro e macabro, em vez de continuar a escrever dentro de géneros em que aparentemente não se saía tão bem, e explicasse o que o levou a escrever sobre serial killers. A sua intervenção teve bastante piada e despertou a minha atenção já que também tenho alguma curiosidade sobre os temas (a dualidade de como algo bom pode criar ou fazer lembrar algo mau e vice-versa) que ele parece tentar abordar nas suas obras, nomeadamente na série "John Cleaver".

E acho que foi isto. As fotos não são as melhores, foram tiradas com o telemóvel, mas foi o possível. Estavam lá algumas bancas a vender livros. Consegui sair de mãos a abanar, apesar de ter ficado MESMO tentada em comprar os livros do Dan Wells, mas a minha carteira não tinha uma moedinha que fosse. Foi um daqueles dias "comer ou comprar livros?" e eu preferi comer. E diga-se que fiquei bem almoçada, por isso I regret nothing. :D

17 de outubro de 2012

Quando não estou a ler (7)

Ou uma espécie de diário de férias. :) 

Este ano optei por tirar férias em finais de setembro e inícios de outubro para tentar, finalmente, participar nas vindimas na terrinha. Já tenho tentado em anos anteriores mas imprevistos têm acontecido e a minha oportunidade de ir fazer as vindimas tem sido adiada, o que felizmente já não aconteceu este ano e, diga-se, já era tempo! \o/

No entanto, ainda antes de ir para a terrinha, estive uma semana em casa e por entre descanso, saída com amigos e/ou irmão, ainda estive a "destralhar" o meu armário no seguimento da leitura de Projecto Felicidade e da minha tentativa de fazer alguma gestão e organização pessoal. Assim, resolvi que tinha de fazer alguma coisa para domar o meu armário e lá parti à luta.

Havia muita roupa que já não me servia (isto de ter uma vida sedentária engorda uma pessoa *shame*) e há que ser realista, por muita dieta que fizesse seria bastante improvável caber em roupa de há 2 ou 3 anos atrás… Além disso, tinha roupa que me serve mas que pouco ou nunca usei, pelo que foi quase tudo dado e ou foram para a terra, já que algumas são boas para trabalhar no campo, como as inúmeras t-shirts que sinceramente não sei como fui conseguindo colecionar. O_o Com isto tudo, foram dois sacos de roupa que consegui encher e finalmente consegui arranjar algum espaço e arrumar o armário! Nem queiram imaginar o estado em que estava antes...

Depois disto fui então duas semanas para a terrinha dos pais, na companhia da avó e de um tio. Chegámos no fim de semana da festa local, que chegou a passar num programa da televisão durante um domingo à tarde. Mas se o fim de semana foi passado em festa, as semanas seguintes foram dedicadas ao trabalho. Cerca de dois dias foram dedicados à apanha das uvas. Infelizmente houve poucas este ano ou ainda não estavam maduras o suficiente, mesmo assim ainda deu para 5 ou 6 cestos e outros tantos sacos. Também andei a pisar uvas e ao final da primeira semana já havia garrafões e alguns jarros de vinho doce. Eu não sou apreciadora de álcool e muito menos de vinho, mas até que estava bom. :D

Porque nem só de uvas se vive por ali, andei também a apanhar marmelos e a plantar castanheiros (portanto já só me falta escrever um livro e ter um filho). Também se cozinhou, fez-se bolos (mesmo que um tenha ficado metade cozido, quase queimado, e a outra metade cru, sim este tipo de coisas só me acontece a mim), marmelada e geleia de marmelo, aletria, passeou-se, visitou-se família… E tudo isto resultou em eu engordar mais um ou outro quilo. Isto de passar férias com a avó engorda uma pessoa, mesmo que se ande de um lado para o outro. O_o 

Estou agora na última semana, volto ao trabalho na próxima segunda feira, e tem servido sobretudo para descansar das duas últimas, resolver algumas coisas, voltar ao meu ritmo e ver se consigo "destralhar" o quarto.

Devo dizer que durante estas semanas tenho lido pouco ou nada. Não é que tenha faltado tempo para ler, sempre acabei por ficar quase viciada nas telenovelas da SIC (sobretudo na "Gabriela", não tanto pela personagem que dá nome à novela mas mais pela Lindinalva e Malvina) quando estive na terrinha onde só apanhava os 4 canais, mas não tem havido disposição ou cabeça para ler e, sinceramente, não tenho sentido muita falta.

14 de setembro de 2012

Quando não estou a ler (6)

Este ano resolvi pôr por escrito as minhas resoluções e por entre coisas como "fazer a cama todos os dias" (parece que é a resolução mais comum, o que quer dizer que não sou assim tão preguiçosa, somos muitos! e note-se que se durante o ano fazia a cama uma vez ou outra, na última semana e meia, salvo erro, tenho sido bem sucedida! Go me! *\o/* ), "aprender a coser à máquina", "fazer mais corte e costura" (vide este post em que coloquei tais coisas em prática :P ), "ver e comentar mais filmes e séries mantendo um registo", existe um "cozinhar mais". Mas se há coisa que abomino é cozinhar. Adoro comer mas cozinhar está quieto. Eu é mais bolos e foi mesmo isso que andei a fazer.

No domingo passado, influenciada pelo último vídeo dos Diários Steampunk e conversas subsequentes no Twitter, resolvi fazer esta receita de "Treacle Tart", ou Tarte de Melaço se a tradução não me enganou. :P Comprei a massa quebrada no Pingo Doce, porque não me apetecia estar a fazê-la, e em vez de usar o tal xarope dourado da receita, que parece uma espécie de melaço, porque não tinha em casa e não me parece que seja fácil de encontrar, usei antes mel. Ficou bastante boa, apesar de a massa não ter crescido muito (não sei se é mal do forno, da massa ou se é mesmo problema meu), e acompanhada com bolas de gelado foi um instante enquanto desapareceu. :)

Na terça feira, algo deprimida com as notícias, andando eu com desejos de muffins de banana (durante um lanche lembrei-me de um que comi em Paris há coisa de um ano e que me soube pela vida), e tendo a minha mãe queixado-se de que tinha bananas a estragarem-se, gritei logo "muffins de banana! Vou fazer muffins de banana!" E pronto... Segui esta receita mas sem o chocolate, porque não tinha tabletes em casa (sim, o choque! como é possível não ter chocolate em casa?!) mas mesmo apesar de terem ficado um pouco doce de mais e pequenos, parece que não cresceram (ok, talvez seja mal do forno), não deixaram de ficar bem apetitosos.

E pronto, a pouco e pouco as resoluções vão sendo riscadas, mesmo que não seja exatamente o que tinha em mente mas conta o esforço. :P

9 de setembro de 2012

Quando não estou a ler (5)

Agenda
Tinha dito no post sobre a minha experiência com o Moleskine Passions Livros que o ideal para mim seria ter journal e agenda juntos. Pois aqui está ela!

Já era normal eu fazer a minha própria agenda, desde 2005 ou 2006 salvo erro, pegando em cadernos e blocos de notas que andavam cá por casa (mais ao menos como isto mas o meu sistema era diferente, para todo o ano e não mês a mês). No entanto, como nos últimos anos tenho-os achado limitantes, por acabar sem espaço para escrever e por querer manter num só local muita informação que costumo ter dispersa, até por documentos a que só posso aceder através de um computador (o que nem sempre é prático e, devo confessar, está a assustar-me o quanto dependo de um computador), tinha em ideia usar o meu velho filofax para manter-me organizada. Infelizmente as recargas são caras e nem sempre estão disponíveis, fazer eu mesma as recargas também ficou rapidamente fora de questão por não encontrar um furador, assim decidi-me a pegar num velho dossier e fazer então algo à minha medida e dentro das minhas possibilidades.

Comecei por procurar ideias por essa internet fora e encontrei este post e este que me pareceram perfeitos. Depois, aproveitando algum dos tempos mortos no trabalho e horas de almoço, fiz o design para as páginas do interior:
  • calendário mensal - basta depois escrever o mês e os dias.
  • plano semanal - bastante semelhante ao disponível aqui, ocupando 2 folhas e basta escrever o mês e os dias. Também achei a lista a meio muito interessante e mantive-a com ligeiras alterações.
  • orçamento mensal - porque apesar de ainda morar em casa dos pais, não custa nada controlar as despesas. O modelo tem por base um modelo de folha de excel que encontrei no site da Microsoft.
  • folhas para assentar despesas e rendimentos diários - durante a faculdade usava as agendas da Ambar, que tinham uma colunas para apontar despesas e foi um hábito que ganhei pois, mais que o orçamento, apontar a despesa diária tem-me possibilitado manter em mente o dinheiro disponível e quanto ando a gastar.
  • journals - para livros e filmes/tv. São quase como que fichas e seguem mais ou menos o modelo que uso aqui no blog.
  • lista de empréstimos - sobretudo para saber onde é que andam as minhas coisas, porque às vezes a cabeça não se lembra.
Foram feitas para serem imprimidas frente e verso, em folhas A4 depois cortadas ao meio, e para poderem ser usadas em qualquer altura. Ainda não foram imprimidas, porque só penso usar esta agenda para o ano que vem. Está claro que também vai haver folhas em branco, para apontar qualquer pensamento que me passe pela cabeça, fazer listas de compras e sei lá que mais.

Agenda Agenda Agenda Parti depois para a parte exterior.
  • Peguei num dossier A4 de duas argolas, bastante estreito, e mandei cortar, já que não disponho de guilhotina, num tamanho um pouco mais pequeno que o normal A5.
  • Inspirada por estas bookcovers, resolvi que o dossier seria revestido a tecido, já que tinha alguns em casa. Ainda pensei em colar o tecido, como aqui, mas achei que uma outra solução seria melhor, não só para torná-lo lavável e altamente customizável, caso me aborreça com este tecido, mas também para ficar com bolsas para colocar outros papéis. As bolsas não são iguais porque tinha medo de depois não conseguir colocar o dossier lá dentro, pois já assim dá algum trabalho.
  • Para ficar mais fofinho, o tecido foi recheado com manta acrílica acolchoada.
  • Por fim foi colocado um botão (de um pijama velho, tinha-o guardado porque era engraçado) e uma fita que também andava cá por casa.

E pronto, este foi o primeiro de (espero) muitos projectos DIY! Mais que ver algo que tinha imaginado tomar forma e tornar-se útil, a grande satisfação vem do facto de que... aprendi a coser à máquina! \o/ Era uma das minhas resoluções para este ano e cumpri! Go me! É certo que os pontos ainda não saem perfeitos (diz que a máquina também tem culpa, já que é velhinha e os pontos andam a sair de diferentes tamanhos, mas pode ser só a minha mãe a tentar confortar-me), mas já me sinto preparada para outras aventuras, como bainhas e quem sabe camisolas... Enquanto andava a ver de tecidos encontrei uns aqui em casa que seriam perfeitos para coisas como estas 1, 2, 3. Tenho é de meter mãos à obra! Como a minha mãe diz o pior é cortar, mas se não sair uma camisola, dá de certeza para lenço ou trapo.

Desta vez deu para agenda e sei que a vou usar com bastante gosto e orgulho. :D

17 de agosto de 2012

Quando não estou a ler (4)

No passado domingo fui arejar um pouco para Sintra. Tinha combinado com umas amigas ir ver, à noite, a peça de teatro "Romeu e Julieta" na Quinta da Regaleira, mas como não tinha nada para fazer durante a tarde e porque há muito tempo não visitava a Regaleira (e penso que a única vez que lá fui não vi quase nada), lá resolvi ir, mesmo que sozinha.

Quinta da Regaleira
Palácio da Regaleira
A quinta é bem bonita, ou não estivéssemos no meio da belíssima serra de Sintra, com muito para ver e explorar. Deve ter muito mais piada se uma pessoa for acompanhada, mas mesmo sozinho é engraçado. Não existe um roteiro para nos guiar, mas dão-nos um mapa aquando da compra do bilhete, que custa 6€, para que uma pessoa não se perca. Existe também uma série de panfletos (7,50€) que falam um pouco sobre os locais mais emblemáticos e o significado de alguns dos elementos decorativos.

Quinta da Regaleira
Jardins
Não explorei tudo mas o palácio tem salas bastante interessantes e bonitas, com algumas paredes pintadas e tetos trabalhados, mas o melhor será todo o espaço dos jardins, com esculturas, fontes e as suas grutas. Confesso ser um pouco medricas pelo que quando me aventurei pelas grutas explorei apenas as mais pequenas e melhor iluminadas que iam ter ao Poço Iniciático. Comecei entrando pelo Portal dos Guardiães, desci metade do Poço e fui por outra gruta até ao Lago da Cascata. Queria continuar pelos restantes percusos subterrâneos mas não via um palmo à frente do nariz e a parte claustrofóbica em mim decidiu voltar para trás, para o Poço, e subir tudo até lá acima.

Quinta da Regaleira
Álea dos Deuses
Quinta da Regaleira
Poço Iniciático visto do
fundo
Quinta da Regaleira
Poço Iniciático visto de
cima
Como, mesmo tendo passado lá toda uma tarde, parece que ficou muito para ver, conto lá voltar com todo um dia pela frente e sobretudo com companhia. Talvez até experimente a visita guiada, coisa de que até não sou fã (ahah! oh para mim a falar contra mim mesma!) porque prefiro explorar e aprender ao meu ritmo, mas penso que aqui fará muito mais sentido ser acompanhada por quem já conhece bem o local.

Quanto ao teatro... Durante a tarde estava em exibição "Alice no País das Maravilhas" mas como a apanhei já ia a meio, estava de pé e um pouco cansada, e parecia-me tudo muito estranho (apanhei a parte dos cogumelos e realmente fiquei a pensar se o Lewis Carroll não teria tomado ou fumado alguma coisa quando escreveu a história) resolvi não ficar a ver. Mas deixem-me dizer que fiquei fã do ator que por lá andava a correr em saltos altos na gravilha, já que é um dom que eu não tenho (o mais certo é cair). Mas a peça que me interessava tinha lugar à noite e então com a minha companhia (esfomeada de travesseiros mas com as últimas queijadas da Piriquita) lá fomos ver a peça de Shakespeare "Romeu e Julieta".

A peça foi muito engraçada, sobretudo porque começa junto ao palácio e depois, como se o próprio público fizesse parte da peça, dirigimo-nos como que ao palácio dos Capuletos para uma festa. Mas esta é uma história trágica e foi tão bem representada! A início fez-me confusão ouvir o texto em português, mas diga-se que a tradução pareceu-me excelente, conseguindo mesmo rimar. Já agora, não tinha a noção de que fosse tão brejeira mas gostei e dá para perceber como Shakespeare agradava a gregos e troianos. Também me fez confusão mas habituei-me a ver duas Julietas, sendo que uma delas dava ideia de ser como que a consciência da protagonista.

Achei que os atores fizeram um trabalho magnífico, com 2 ou 3 a interpretarem duas personagens. O facto de as personagens femininas (com excepção da Julieta), serem interpretadas por atores masculinos também teve a sua piada, lembrando que era assim que acontecia na altura de Shakespeare. Para mim os que desempenharam Mercutio e Páris/Teobaldo foram os melhores, mas todos mereceram os aplausos. Alguns dos atores estavam com lágrimas nos olhos no final, se tal se deveu à emoção do texto ou à receção do público não faço ideia mas os aplausos foram realmente muito merecidos. Foi fantástico!

Parece que não é a primeira vez que fazem peças de Shakespeare na Regaleira, que diga-se parece ser um cenário fantástico para qualquer peça de teatro. Espero que façam mais vezes, Shakespeare, Lewis Carroll ou qualquer outro autor e peça, que se depender de mim tentarei ir ver. Foi a primeira vez que vi teatro sem ser uma peça escolar ou no âmbito escolar, o que é verdadeiramente triste eu sei, mas adorei, ainda para mais sendo ao ar livre ("Shakespeare in the Park" xD ), e conto fazê-lo mais vezes.

19 de abril de 2012

Quando não estou a ler (3)

... vou a eventos relacionados com livros e leituras. :D 

Dia 18 de Abril Martin veio! A propósito da estreia da nova temporada da série "Game of Thrones" no Syfy e do pré-lançamento de um livro de contos pela Saída de Emergência, Martin passou por Portugal, mais propriamente pelo Teatro Villaret em Lisboa e eu estive lá! A fangirl que há em mim quase não podia caber em si de contente pois finalmente (!!!), após imprevistos que me afastaram da sua passagem por Lisboa em 2008, ia estar no mesmo espaço e ter um livro autografado por um dos melhores autores que li nos últimos anos. É certo que só li os quatro primeiros volumes (em português) d'As Crónicas de Gelo e Fogo, mas conquistou-me logo desde cedo. Personagens cinzentas, sangue a rodos, a incerteza no futuro... os livros são praticamente uma montanha russa de emoções, adorei os que li e os restantes têm leitura para breve.

Tive então o prazer de lá estar e voltar a sentar-me no Trono de Ferro (que esteve a fazer uma tournée pelas FNACs aquando da estreia da 1ª temporada e voltou agora para a 2ª) e fazer a pose à Jaime Lannister, baseada na imagem ali ao lado, ainda que me fosse escangalhando a rir. :D Como sempre a Saída de Emergência tinha a sua banca de livros, desta vez unicamente devota aos livros que tem publicado deste autor e já com o novo livro, O Cavaleiro de Westeros e outras histórias.

Finalmente chegou a hora da entrada na sala de teatro, que ficou a rebentar pelas costuras de tanta gente que apareceu para o evento. Tive a sorte, mais o twitgang, de arranjar lugar sentado, mas foram muitos os que tiveram que ficar de pé. Pouco depois das 19h entrava então o George R.R. Martin, ao som do genérico da série, no palco para (quase) delírio dos muitos fãs ali presentes. Falou um pouco sobre cada conto, sendo que a maior parte é de ficção científica, género em que iniciou-se na escrita, e um é passado então em Westeros. Tivemos a oportunidade de ouvir como é que algumas das histórias lhe surgiram. Aparentemente o autor nem sempre sabe o que lhe serve de inspiração mas contou algumas histórias engraçadas. :)

Seguiu-se um Q&A em que falou um pouco, sem spoilers, da série de livros e da série televisiva. Já não é novidade que o senhor gosta do Tyrion, mas que não é por isso que está a salvo. Aliás, houve mesmo quem perguntasse se, no meio de tanto mal a acontecer a personagens boas, alguma coisa de boa há-de acontecer, ao que ele respondeu que se a morte for uma coisa positiva então pode acontecer, ou algo do género. :P Falou sobre o processo de escrita dos vários POV's, de como lidou com os fãs aquando dos anos que demorou a escrever A Dance with Dragons (conselho de Martin: "Don't feed the trolls") e que autores o inspiram, destacando Tolkien e o seu Senhor dos Anéis, nomeadamente o capítulo "The Scouring of the Shire" e como Tolkien, com o seu final agridoce, acaba por mostrar como todos são afectados pelos vários acontecimentos, desejando Martin fazer o mesmo nas suas Crónicas de Gelo e Fogo. Também disse que mesmo estando a escrever esta série de livros e envolvido em edições de antologias, as ideias não lhe param de surgir e precisaria da imortalidade para escrever todas as histórias. Também avisou que, ao contrário de Tolkien e Robert Jordan, não tem muitas notas da séries pelo que rezemos pela sua saúde para que seja então capaz de acabar esta saga e contar muitas outras histórias. :)

Por fim houve uma longa sessão de autógrafos. Por estar sentada numa das filas do fundo, saí de lá quase às 23h mas a companhia (sois as maiores pá!) e a atmosfera eram tão boas que o tempo parece ter passado num instante! Não fosse a fome que sentia, estupidez minha por não ter levado nada para trincar, e tinha sido magnífico. Que parva estou a ser... Mesmo com fome foi MAGNÍFICO! Fico à espera que ele regresse cá. :)

15 de fevereiro de 2012

Quando não estou a ler (2)

Não sou muito dada a este tipo de coisas, mas nas últimas semanas tenho andado entretida com um video jogo. O gamer cá de casa é o meu irmão, corridas de carros, jogos de futebol, assaltar velhinhas, atropelar peões e matar tudo o que mexe é com ele. Eu sempre fui mais Tetris, Bejewelled e semelhantes, Farmville (é verdade -_-" também joguei aqueles jogos no Facebook mas já não estou interessada, muito obrigada) e os chamados point and click! Estes então são, muito provavelmente a minha perdição. Basicamente, costumam ser jogos de aventura e têm um cursor que nos permite não só explorar o setting como falar com as outras personagens com as quais aquela que nós seguimos se cruza, por modo a resolver puzzles ou missões, por assim dizer, de modo a avançar no jogo.

Comecei por jogar este tipo de jogos com a série "Broken Sword", também tenho "Syberia" (steampunk!) mas o mais giro de todos os que joguei (e não foram muitos :/ ) é a série "Monkey Island".

O primeiro contacto com esta série deu-se com o terceiro jogo, "Curse of Monkey Island", e fiquei rendida à história e ao humor. :D A personagem Guybrush Threepwood é de partir o côco a rir e os diálogos são engraçados. Este jogo tinha-me sido emprestado, tal como o quarto, "Escape of Monkey Island", que depois acabei por adquirir. Neste último Natal andava às compras com o meu irmão quando dou de caras com o "Tales of Monkey Island" e está claro, pedi-o como prenda. Acho que o meu irmão terá feito de propósito, porque acabei por saber que ele tinha vindo a acompanhar o desenvolvimento do jogo, e tal como eu o tento convencer a ler livros, ele tenta pôr-me a jogar. Posto nas palavras dele "quero que comeces a jogar que é para depois te dar uma abada", pois parece que pensa que de um jogo de aventuras vou passar para um de futebol...

"Tales of Monkey Island", ao contrário dos outros jogos da série (começou a ser lançada no início dos anos 90 e em 2009 saiu uma edição especial dos dois primeiros jogos, que até agora não tive oportunidade de jogar, se quiserem estão à vontade para mos oferecerem :D ), terá sido lançado primeiramente na internet, em cinco episódios ou capítulos e só depois foi lançado como um só jogo em DVD para PC e penso que para algumas consolas.

"I'm Guybrush Threepwood, mighty pirate!"

Guybrush, como sempre, tem que enfrentar o temível Le Chuck, um pirata que usa o voodoo em seu proveito. No início do jogo o nosso herói tenta matar o outro pirata, mas por não seguir convenientemente as instruções, acaba por tornar Le Chuck humano e boa pessoa. O_o No entanto, libertou uma doença e tem de evitar que todos os piratas das Caraíbas sejam contaminados, enquanto foge de um cientista francês que o quer estudar e tenta reencontrar-se com a sua esposa, Elaine.

Como disse, gostei bastante de o jogar e estava tão imersa na história do jogo que houve mesmo um momento em que gritei "não! eu fiz tudo bem, isto não pode acontecer! *lágrima*". E agora fiquei com vontade de jogar os outros e mais alguns do género. Aconselham algum?

15 de janeiro de 2012

Quando não estou a ler (1)

Acho que é altura de realmente tirar o pó aqui do cantinho e assumir que isto até parece estar aberto. No entanto, vou tentar não me preocupar com o facto de o blog parecer parado nem com o comentar ou não todos os livros que leio. O cantinho começou por ser um lugar para fazer o meu registo de leituras e ir colocando alguns devaneios, sobre várias coisas que me interessam e passam pela cabeça, e é a isso que quero voltar.

Posto isto, e tendo em conta que (tirando o trabalho) a leitura até ocupa uma grande parte do meu tempo, parece-me ser notório que, tal como todas as pessoas, nem sempre me dedico a tal. Aliás, agora tenho mesmo andado tão cansada que raramente tenho tocado nos livros que ando a ler. O que ando então a fazer? Bem, tendo visto a rubrica "When I'm not reading" no blog The Unread Reader, decidi começar a partilhar outras coisas então a que me dedico quando não ando a ler (ou a ver TV/cinema, mas isso já tem uma tag aqui no blog).

Então o que ando a fazer, quando não estou a ler? Pois este domingo andei a cozinhar. Quer dizer, cozinhar-cozinhar nem por isso porque eu é mais bolos... Dediquei-me então a fazer uma fornada de Queques de Abóbora com Canela. Tinha visto a receita há tempos no blog As Minhas Receitas e como tinham bom aspecto, e eu [ironia] gosto pouco de queques [/ironia], foi a receita escolhida esta semana.


Convém dizer que perante a crise e o facto de lamentavelmente eu não ser rica, decidi começar a levar o lanche de casa. Sempre estive habituada a levar o almoço mas lanche e pequeno almoço sempre foram daquelas refeições que não me importava de comer fora. No entanto, têm um certo peso na carteira e já que a minha mãe me ofereceu um termo pelo Natal, para levar chá para o trabalho, pensei "o que é que vai bem com chá?" Bolinhos como este. :D

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