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22 de outubro de 2014

Curtas: Iron Man, Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book]

Título: Iron Man
Realizador: Jon Favreau
Baseado nas comics da Marvel por Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway
Atores: Robert Downey Jr., Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Ok, isto já vai tarde mas a minha ideia era ver os dois primeiros filmes e falar um pouco sobre eles. No entanto, como ainda não vi o segundo vamos ficar-nos apenas pelo primeiro.

Pareceu-me um bom filme de ação, ainda que muitíssimo previsível, nomeadamente no que toca ao vilão. A sério, mal aparece numa cena e uma pessoa descobre logo, pelo que o twist acabou por ser completamente irrelevante. Algumas stunts também me pareceram demasiado irrealistas, na medida em que duvido que fosse possível o Tony Stark sobreviver sem qualquer tipo de mazelas mesmo tendo virado um super-herói.

No entanto, o mais interessante de seguir foi mesmo a change of heart (ah!) que se dá na personagem principal e que o Robert Downey Jr. encarnou na perfeição. O homem nasceu para este papel! A mudança é subtil, dando-se em termos de ideais e não de carácter o que tornou a coisa muito realista, tendo em conta tudo pelo que o Tony passa.

Fica a curiosidade para ver os restantes filmes, até porque há os "Avengers" que já vi, mas continuo sem vontade de pegar nas comics do Homem de Ferro. X-Men, Homem-Aranha, Thor, pode ser mas acho que o Tony não será para mim.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book]
Autor: Anna Elliott
Ficção | Género: fantasia
Editora: - | Ano: 2010 | Formato: e-book | Nº de páginas: 78 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: em 2011 estava disponível no site da autora e penso que continua.

Quando e porque peguei nele: já tinha tentado pegar nele no ano passado, sem grande sucesso, e voltei à carga este ano pela terceira vez, depois de uma outra tentativa entretanto e do sucesso com Jane Eyre cuja leitura também só à terceira é que foi.

Sinopse

Opinião: Este é um pequeno conto que se centra em Morgana e Merlin mas o seu maior ponto de interesse, para mim, acabou por ser o facto de se debruçar sobre uma parte do mito arturiano que não conhecia, os dragões de Dinas Ffareon. Achei muito interessante o modo como tal mito foi usado, muito credível na medida em que mostra a mentalidade da época na forma como Merlin passa a ser o feiticeiro que conjura dragões.

No entanto, a história em si pouco interesse tem, mostrando uma relação entre as personagens que talvez poderia ser mais trabalhada mas que acaba por resultar nesta situação. As visões de Morgana pouco mais vêm acrescentar ou pouco trazem de novo a uma história já tão explorada.

Não sinto qualquer curiosidade em saber mais e por isso não penso investir no resto da série, de que este conto é uma prequela. O único ponto de interesse parece ser a história centrar-se em Tristão e Isolda, que não sei como se relacionam com o mito de Artur por conhecer pouco ou nada da sua história original. Talvez me debruce primeiro sobre a história deles e logo vejo se valerá a pena ler os livros desta série.

Veredito: Foi gratuito e pouco se perde com isso.

25 de julho de 2014

Graceling: o dom de Katsa (Graceling Realm, #1)

Autor: Kristin Cashore
Ficção | Género: fantasia
Editora: Alfaguara | Ano: 2010 (originalmente publicado em 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 435 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 25 de junho a 3 de julho. Ele andava a piscar-me o olho, salvo seja. Estava constantemente a olhar para ele na estante e achei que seria agora ou nunca.


Opinião: Tinha tanta expetativa para este livro. Não que tenha lido muitas críticas mas a maior parte do que tinha lido era-lhe favorável, a sinopse era bastante apelativa, e por isso achei que seria um regresso em grande ao género fantástico. Mas não foi. E não é por achar que seja mau ou horrível, é mais uma sensação de que se o tivesse lido há uns anos atrás teria gostado mais, mas com tudo o que já li de fantástico, o que até não acho que seja muito, acabou por ser uma leitura muito mediana.

Para começar, a protagonista é algo jovem logo irritante. Tem cerca de 18 anos mas comporta-se de maneira ainda muito adolescente de 14, ou algo assim, aquela idade em que andam a querer dar porrada sobretudo para mostrar que gostam de um rapaz. Não que seja o que acontece aqui mas era a imagem que eu tinha. Ela anda sempre com vontade de andar porrada às pessoas, e eu até entendo porque também sinto que era capaz de dar um valente par de estalos a muita gente que se atravessa no meu caminho acaba por ser um aspeto importante da sua vida, molda-a como personagem, mas a certa altura só lhe queria gritar que há mais no mundo do que lutas! E que fizesse algo mais construtivo que não fosse tratar de tudo com violência, esfregar na cara dos restantes que lá porque tem o dom de matar assim *estala os dedos* não precisa de o fazer. O giro seria mostrar como todo o mundo estava enganado sobre ela...

E depois há o Po. :/ Não fiquei fascinada como outras leitoras porque o moço é um pouco para o masoquista, não? Quer dizer, ele luta com a Katsa sabendo que vai levar uma boa ensaboadela e não se importa? Ele gosta de levar porrada não é? Cheguei a imaginar os treinos do género "oh sim Katsa, bate-me, com mais força, magoa-me como só tu me consegues magoar, faz o meu sangue fluir, parte-me a cana do nariz! Oh sim! *inserir anúncio do Herbal Essences*" (eu sei, a minha mente imagina cenas muito estranhas).

Além das personagens, a história pareceu-me algo parada, sem que isso ajudasse à caracterização das personagens (sim, queixei-me da constante ação do anterior, agora este é demasiado parado, não sou fácil de agradar) ou à evolução da trama, pois só vamos sabendo umas coisas aqui e ali o que não ajudou a sentir qualquer suspense ou tensão. A maior parte do tempo é passado com eles a andarem de um lado para o outro, a Katsa chateada por alguma coisa ou outra, a lutar para se sentir melhor, e pouco há de desenvolvimento até que chega o terço final do livro... e acaba. Cheguei mesmo a fechar o livro e a dizer "mas foi isto?" É tudo tão anticlimático! É tudo resolvido rapidamente, sobretudo o confronto com o "terrível e temível" vilão, que teve pouco ou nenhum tempo de antena. Não chega a um "vim, vi, fui vencido" foi mais um "... fui vencido". :/

Entendo que este livro talvez seja dirigido a um público no qual já não me enquadro mas não consigo deixar de pensar que, em vez de tanto andarem de um lado para o outro, a autora podia ter optado por perder páginas com alguma intriga política. Supostamente isto é uma saga sobre 7 reinos, na tradução portuguesa, ou sobre o reino dos Gracelings, no original, mas pouco acabamos por saber dos seus poderes para além de que são variados e que os Gracelings têm um olho de cada cor. Os poderes acabaram por parecer mais um justificativo para qualquer caso de Deus Ex-Machina de que a autora se lembrasse de atirar para a história (está frio e neve, ninguém naquelas condições conseguiria acender um lume mas a Katsa faz fogo porque o seu poder lhe permite isso!!!) de modo a desenrascar as personagens, só porque sim.

Ficou (muito) aquém do que esperava e é uma pena, pois sinto que o mundo poderia ser melhor explorado, a história poderia ter sido mais interessante, e o poder do vilão ter tido mais destaque e ser realmente o foco da história.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. 

8 de abril de 2014

Neverwhere [áudio-livro]

Autor: Neil Gaiman | Vozes: James McAvoy, Natalie Dormer, Benedict Cumberbatch
Ficção | Género: fantasia
Editora: BBC | Ano: 2013 (originalmente publicado em 1996) | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: a 24 de fevereiro, porque estava de folga e com um monte de tarefas por fazer em casa.

Opinião: Será possível eu gostar de um autor, das suas ideias e sentido de humor, mesmo das suas histórias até que aparentemente chegam a um ponto em que parece que falta algo para realmente as adorar, mas não gostar de o ler? É que o que tenho lido não me tem agradado por aí além, mas dêem-me filmes ou versões áudio, completas ou adaptações como neste caso, e parece que adoro! Ok, o American Gods tenho realmente de ler porque sinto que tendo ouvido a espaços houve coisas que perdi, mas começo a ter algum receio de pegar na edição física deste.

Como disse, esta versão trata-se de uma adaptação, por Dirk Maggs, e acompanhamos Richard Mayhew, com a fantástica voz do James McAvoy *suspiro*, que se vê arrastado para uma Londres alternativa. É interessante descobrir aquela London Below e apesar de, mais uma vez, a história não ter assim um rumo tão surpreendente, o (neste caso) ouvinte não consegue deixar de se sentir deslocado, como o protagonista, quando regressa ao mundo dito normal e ao seu dia-a-dia e a ansiar pelo que foi deixado para trás, naquele mundo estranho e com modos estranhos, mas que por momentos foi a coisa mais real que existiu.

A adaptação pareceu-me bem conseguida, ainda que algo apressada, e é sobretudo por isto que quero (e temo) ler o livro. Quero voltar a perder-me e conhecer ainda mais aquele mundo entre lacunas(?) da realidade, por onde desaparecem tantos outros. Mas e o medo de não tornar a ficar fascinada? A sério Gaiman, qual é o nosso problema?! De qualquer modo, dizia que pareceu-me bem conseguida e gostei muito da prestação dos diversos autores que deram voz às personagens, sobretudo de Natalie Dormer. Sinceramente, não vou à bola com a cara de enjoadinha dela (a Ana é que a descreve bem, mas de momento esqueci-me da expressão), irrita-me mesmo de maneira a pensar que realmente ela está bem para o Joffrey e o perder a cabeça como Ana Bolena foi mais que merecido, mas aqui a sua performance surpreendeu-me pela positiva. Conclusão, penso que o mal é mesmo a cara da moça. :D

E acho que é isto. Eu bem tento tirar as teimas com o Gaiman, mas a coisa está complicada. Gosto ou não gosto? Entusiasma ou aborrece?... Acho que nunca tive uma relação assim com um autor. :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

7 de novembro de 2013

Curtas: The Native Star (Veneficas Americana, #1) [e-book], This is the End

Título: The Native Star (Veneficas Americana, #1) [e-book]
Autor: M.K. Hobson
Ficção | Género: fantasia
Editora: Spectra | Ano: 2010 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 27 de setembro a 1 de outubro. Epá, já fez um mês que o li por isso não me recordo bem. Como estava de férias e só tinha o Kindle, devo ter feito a escolha um pouco ao calhas ou então como tem steampunk e se aproximava o dia da EuroSteam Con, posso ter sido influenciada por isso. De qualquer modo conta para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Não há muito que dizer sobre este livro, sobretudo um mês depois de o ter lido. xD Apesar do aspecto steampunk, acaba por ter poucos elementos deste "género", e os que tem parece que são lá colocados só para dizer "olhem, tem steampunk!!!", sobressaindo bem mais a fantasia. Esta pareceu-me melhor explorada e a abordagem científica ao sistema mágico com as suas 3 vertentes, magia de sangue, da natureza e fé (sangrimancers, animancers e credomancers respectivamente), acaba por dar um ar de praticalidade à magia e torná-la bem mais real, e diga-se que foi exactamente disto que mais gostei. Já no que toca ao romance, acaba por ser precipitado. Havia espaço para desenvolver a relação entre ambos, sobretudo tratando-se de uma série. Sim, uma pessoa percebe que vão ficar juntos logo no início da história, mas não é por isso que se têm de atirar para os braços um do outro, assim do meio do nada só porque o livro está a chegar ao final...

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso.

Título: This is the End
Diretor: Evan Goldberg, Seth Rogen
Baseado na curta metragem "Jay and Seth versus the Apocalypse" de Jason Stone por Seth Rogen e Evan Goldberg
Atores: Seth Rogen, Jay Baruchel, James Franco

Mais informação técnica no IMDb.

Quando o vi: 12 de outubro.

Opinião: Eu e o meu irmão temos bastantes coisas em comum mas depois nem sempre partilhamos os mesmos gostos, por isso quando ele se virou e disse "não vais gostar do humor mas vê que tem bromance e o final é épico" foi com algum receio que fiz o que ele dizia. De facto o humor não fez nada por mim, há muitas piadas porcas que não fazem o meu género, mas o final senhores! O FINAL!!! xD E sim, quero dizer que a minha sanidade pode não ser grande coisa e o gosto musical sempre foi duvidoso (palavras do meu irmão).

Acaba por ser um filme bem disposto ainda que muitíssimo previsível, de tal modo previsível que parece ser demasiado comprido (acredito que a curta em que se baseia acabe por ser melhor), é giro ver os actores a gozarem consigo próprios, ver a paixão do James Franco pelo Seth Rogen (xD) e há partes magníficas como o da Emma Watson a brandir um machado. :D

Veredito: Emprestado pelo que não se perdeu muito com isso. 

14 de outubro de 2013

Herdeira das Sombras (Trilogia das Jóias Negras, #2)

Autor: Anne Bishop
Ficção | Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2007 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 429 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprado na Feira do Livro em 2009.

Quando e porque peguei nele: 23 a 27 de setembro. Ganhou a votação do Monthly Key World Challenge e decidi que seria um bom livro para me acompanhar na viagem para férias, para além de também contar para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Devo de começar por dizer que já faz algum tempo desde que li o primeiro volume e que pouco me lembrava dele. Quer dizer, lembrava-me da história no geral, mas alguns pormenores, como a organização da sociedade e regras porque se rege este mundo, escaparam-me. Assim, senti alguns problemas no início da leitura, mas com o seguimento da história tornou-se mais fácil acompanhar esta mitologia e personagens. Também me lembrava do que tinha sentido ao ler o primeiro livro, muitas vezes é o que melhor me lembro das leituras que faço, e os problemas que havia sentido voltaram durante a leitura deste segundo volume.

Se desta vez já sabia mais ou menos o que esperar, continuei a não sentir qualquer tipo de empatia para com as personagens. Sim, são interessantes de seguir, mas não consigo sentir qualquer tipo de ligação emocional com as mesmas, sobretudo com Jaenelle mesmo sabendo tudo aquilo porque passou. Acabo mesmo por não perceber muito bem qual é o fascínio que exerce sobre todos aqueles com que lida, pois a mim pouco ou nada fascina. E posso dizer como acho irritante que apesar de ser uma grandiosa feiticeira, não consiga fazer ou sinta dificuldade em fazer as coisas mais simples? Sim, ok eu sei que isso acontece mesmo no nosso mundo, há pessoas inteligentíssimas para quem as coisas mais comuns, como preencher uma folha de inscrição, acaba por ser algo que pelos vistos lhe ultrapassa, mas não deixo de achar irritante essa característica numa personagem fictícia, é quase como uma outra Bella do Twilight que fascina toda a gente sem percebermos muito bem porquê apesar de ser, supostamente, uma desastrada de primeira que tropeça em tudo e mais alguma coisa. Sim, acho que acabei de comparar a Jaenelle à Bella, mas a Jaenelle é um exemplo de gaja independente a seguir, ao contrário da Bella.

Para além das personagens pouco ou nada me dizerem, achei o enredo demasiado previsível, tal como no primeiro volume, e bastante parado. Entendo que o ritmo mais lento ajuda a construir as personagens e este mundo, além disso neste livro temos a formação da corte de Jaenelle o que só por si traz novas personagens e criaturas que precisam de explicação, mas houve momentos que me pareceram repetir-se continuamente, sobretudo no que metia o Conselho das Trevas. A parte mais interessante deste mundo acabou, a meu ver, por ter muito pouco destaque, o Reino Distorcido. Teve-se apenas vislumbres de Daemon a agarrar-se à sua "ilha" e depois a Jaenelle faz um caminho e pronto, fez-se o Chocapic! Que é como quem diz, acaba o livro. Gostava de ter acompanhado a viagem deste pelo caminho para a sanidade, mas também entendo que talvez se repetisse o livro anterior, já que os puzzles diziam respeito à ligação de ambos e ao que se passou entre eles no Altar de Cassandra. Mas mesmo assim, parecia que podia ter sido melhor abordado.

Esta série parece ser daquelas que fascina toda a gente menos a mim. Fico a pensar que se calhar o problema é meu, sobretudo porque acho que se tivesse lido uns aninhos antes, talvez na mesma altura em que li Sevenwaters (e agora fiquei a pensar no que acontecerá se os reler :/), as coisas poderiam ser diferentes. Ou então não. :/ Reconheço a criatividade da autora, tem uma escrita muito agradável e fácil de seguir, ainda que a mitologia seja um pouco confusa, mas há algo que não me seduz completamente. Ainda assim espero acabar a trilogia, se possível com a história mais fresca na minha cabeça, pelo que devo pegar brevemente no último livro.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Sinto que é injusto, porque toda a gente que conheço adora os livros, mas a sério, apesar de lhe reconhecer muito mérito, há algo que não me cativa. E quando as personagens não me tocam de alguma maneira, não há nada a fazer. :(

4 de agosto de 2013

Age of the Five

Autor: Trudi Canavan
Ficção | Género: fantasia
Editora: Orbit e HarperCollins | Ano: 2005 a 2006 | Formato: livro | Nº de páginas: 688+576+640 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: através do BookMooch, na altura em que conseguia aceder ao BookMooch e encontrar livros jeitosos.

Quando e porque peguei nele: entre 14 de junho e 28 de julho. Apetecia-me algo diferente dos romances que tenho lido e fantasia parecia-me o ideal. Além disso já andava a pensar lê-los por aparecerem na lista do Monthly Key World Challenge de livros a votação para ler em janeiro, salvo erro, e por poderem contar para o Book Bingo e para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Estes são daqueles livros que desde cedo me chamaram a atenção na livraria mas só encontrava os volumes mais adiantados e nunca o primeiro. Finalmente consegui pedir o primeiro no BookMooch e ia toda lampeira para comprar os restantes quando chego à FNAC e pimbas, volumes 2 e 3 não estavam em lado algum e havia o volume um em TODO o lado. *suspira* Porque é que me acontece sempre isto? Mas pronto, lá consegui arranjá-los a todos, consegui fazer com que ganhassem pó na estante e finalmente consegui que fossem lidos. :P

Demorei cerca de mês e meio a ler estes 3 livros e não dei o tempo por mal empregue. É capaz de ser das melhores séries de fantasia que li, o que não quer dizer que não tenha coisas más. Não é uma leitura viciante, nem tão pouco frenética, com a sua multiplicidade de pontos de vista é uma história que se vai desenrolando devagar, apresentando-nos um mundo e sua mitologia, povos e personagens distintas, cada um deles com um pequeno ou maior papel no desenrolar dos eventos que acabam por alterar Ithania.

O primeiro livro apresenta-nos as personagens principais, o mundo e criaturas que aí habitam, enquanto apresenta também a religião, ou pelo menos uma faceta da mitologia. Auraya é uma jovem capaz de bastantes prodígios de tal forma que é escolhida para ser uma dos White, um colectivo de cinco altos-sacerdotes que seguem os cinco deuses do Circle, fazendo as suas vontades. Apesar disto, ela é amiga de Leiard, um Dreamweaver. Não haveria problema se os Dreamweavers, uma espécie de seita de curandeiros, não fosse perseguida pelos devotos dos cinco deuses para quem o fundador do grupo, Mirar, era um inimigo. Ficamos também a conhecer Emerahl, que se vê obrigada a largar a sua vida de eremita. São estes os personagens que maior influência têm na narrativa, mas há muitos outros que nos dão uma visão bastante alargada do mundo, suas crenças e povos, como os Siyee e os Elai.

Nota-se bastante que o primeiro livro é uma espécie de introdução ao mundo e à história, sendo esta desenvolvida nos livros subsequentes, pelo que falar muito seria contar todo o enredo e penso que se perderia muito da surpresa e emoção provocada pela leitura. Não quero com isto dizer que são livros excepcionais, pois apesar de os vários pontos de vista darem uma visão alargada e rica deste mundo e dos vários tramas que acabam por se unir no final, acaba também por abrandar a leitura e até mesmo o interesse do leitor, pois algumas linhas de história são um pouco enfadonhas e revelam ter pouco impacto no grande esquema das coisas, o que não quer dizer que não seja importante. Acabam por ser livros longos onde parece que se avança muito pouco por haver tantas histórias paralelas, sendo que algumas são só para garantir que uma pessoa esteja no final... e acabe por não fazer nada. O_o

No entanto, o worldbuilding (com excepção de um ou outro deslize) e algumas das personagens são fenomenais. Gostei sobretudo de Emerahl e Auraya. Apesar de esta última ser um pouco Mary Sue, acaba por ter um desenvolvimento bastante interessante e é impossível não gostar e torcer por ela. Toda a mitologia está também muito bem conseguida e para mim foi de facto o que mais se destacou de toda a trilogia. Cada volume levanta um bocadinho do véu que mostra a história de Ithania e coloca questões que, apesar de serem fáceis de adivinhar a resposta (sim, houve daqueles momentos em que me virei para os personagens e disse "a sério, só agora é que chegaste a essa conclusão?") foram muito bem trabalhados e explorados.

No geral achei muito bom, apesar de algo longo. É uma boa história de fantasia, interessante nos temas e na maneira que os aborda.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

22 de novembro de 2012

Curtas: Os Contos de Beedle o Bardo, Just Like Heaven (Smythe-Smith Quartet, #1) [e-book]

Título: Os Contos de Beedle o Bardo 
Autor: J.K. Rowling
Ficção | Género: fantasia
Editora: Editorial Presença | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 110 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei na Feira do Livro de Lisboa em 2009.

Quando e porque peguei nele: 4/novembro. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - contos, permitindo fazer duas linhas de uma vez. \o/


Opinião: Narra 5 contos do mundo de Harry Potter, que seriam contados pelos pais aos pequenos feiticeiros de modo a ensinar algumas morais, na mesma medida em que os contos de fadas são contados a muggles (grupo a que pertenço *suspira tristemente*). No geral achei todos bastante bem conseguidos mas os meus preferidos foram o terceiro e o último conto, pois está claro. “O Feiticeiro do Coração Medonho” pareceu-me uma espécie de “Bela e o Monstro” mas muito mais sombrio e brutal, enquanto que “O Conto dos Três Irmãos” acaba por ser o mais interessante de todos, não só pela importância que tem na série; por a mensagem que passa ser, na minha opinião, a mais forte e mais real, útil tanto para muggles como feiticeiros; e por ser o melhor escrito, já que os restantes parecem demasiado curtos e algo escritos à pressa.

Os contos têm no final uma breve explicação, bastante útil, de Dumbledore que permite dar a conhecer a influência deles na vida mágica e explica, com algum detalhe, a lição de moral subjacente, o que pode não ser tão percetível para muggles.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Mas “vale o dinheiro gasto” para fãs da série e do mundo HP. 

Título: Just Like Heaven (Smythe-Smith Quartet, #1) [e-book]
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: HarperCollins | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei na Amazon em Maio deste ano aquando da saída do segundo livro.

Quando e porque peguei nele: 4 a 10/novembro. Apetecia-me algo leve, perfeito para descansar a cabeça depois de algumas mudanças súbitas.


Opinião: Gostei tanto deste livro, apesar de o achar um pouco diferente dos que tenho lido da autora. Para começar há poucos Bridgertons, mas o Colin aparece (só isso já vale alguns pontos), e além disso não há muito drama, bickering, luxúria nem verdadeiro conflito, já que esta é basicamente uma história de friends to lovers. Mas os personagens são engraçados de seguir, pois desde logo estão muito à vontade um com outro sendo, no entanto, percetível algumas mudanças na sua relação. Há algumas cenas que me fizeram rir bastante e está claro que não podia faltar um recital desta família de afamadas artistas musicais, ainda que pelos piores motivos.

Já agora uma chamada de atenção: não ler este livro de barriga vazia ou arrisca-se a ficar com fome, já que os personagens adoram relembrar tartes e sobremesas de chocolate, um pouco como no último livro dos Bridgertons...

Também podem ler outra crítica aqui.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

26 de março de 2012

LadyHawke - A Mulher Falcão

Autor: Joan D. Vinge
Ficção | Género: fantasia
Editora: Publicações Europa-América | Ano: 1990 (publicado originalmente em 1985) | Formato: livro | Nº de páginas: 136 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: pedi-o no BookMooch este ano.

Quando e porque peguei nele: 18 de março. Estava a falar no twitter sobre o filme e na impossibilidade de o rever (fica a nota de que se me quiserem oferecer o filme estão à vontade, em DVD se possível :P ), resolvi pegar no livro.


Opinião: Este é daqueles livros que deve a sua existência ao filme, tal como acontece com Horizonte Longínquo cujo livro também tenho ali por ler. Desde sempre que me recordo do filme, sobretudo do final, onde Etienne Navarre obriga o bispo a olhar para os amantes (“Look at her! Look at me. Now, look at us.”), nas suas formas humanas, para desta forma desfazer o feitiço. *suspira* Sempre foi das minhas histórias de amor preferidas e, ainda que os efeitos especiais estejam bastante ultrapassados, ainda hoje é um filme que mexe comigo.

E o livro também mexeu. A história é exactamente a mesma do filme, e os diálogos são retirados ipsis verbis, pelo que me pude aperceber. Assim começa com Navarre à espera de um qualquer sinal, quando o pequeno ladrão Phillipe consegue fugir das prisões do Bispo, que apesar de aqui ser o representante máximo da Igreja em Aquila, tem muito pouco de santo. Navarre encontra Phillipe e tenta convence-lo a ajudá-lo a entrar em Aquila para que se possa vingar do Bispo. Enquanto segue Navarre, Phillipe apercebe-se de que aquele desaparece durante a noite enquanto que uma estranha dama aparece. Demora pouco a perceber que tanto Navarre como a dama são vítimas de uma cruel maldição, que transforma os dois amantes em animais separando-os, pois se ela é falcão durante o dia e humana à noite, ele é homem durante o dia e transforma-se em lobo ao anoitecer. Sempre juntos, eternamente separados.

Só posso aconselhar tanto o livro como o filme. Apesar de pequeno, li-o numa tarde (!), tanto as personagens como a história estão muito bem construídas e batem aos pontos, na minha humilde opinião, alguns protagonistas e romances que hoje em dia são publicados ou transpostos para o grande ecrã. É das mais belas histórias que já tive oportunidade de ler/ver. Uma verdadeira história de starcrossed lovers que conseguem o seu final feliz.

Gostaria de falar da escrita, uma vez que é a primeira obra que leio desta autora, do qual já tenho ouvido falar bem, sobretudo no que toca a livros de ficção científica, mas o facto de a história ser tão colada ao filme como que me impede de fazer uma análise mais competente, digamos assim. Tinha sempre presente as imagens do filme e ao ler via o filme a passar na minha cabeça, mas o certo é que a escrita não será má, mantendo o interesse e fazendo-nos voltar a página para continuar a leitura.

Veredito: Para ter na estante. E reler vezes sem conta. Por falar nisso, acho que é mesmo o que vou fazer.

Há de seguir-se: Crónica de Paixões e Caprichos (Bridgertons, #1) de Julia Quinn. E daí talvez não, pois pouco mais tenho a acrescentar à crítica que fiz à versão original, a não ser que a tradução está bem conseguida.

7 de março de 2012

Curtas: American Gods [áudio-livro], Hallowed (Unearthly, #2) [e-book]

Título: American Gods [áudio-livro]
Autor: Neil Gaiman, lido por George Guidall
Ficção | Género: Fantasia
Editora: Recorded Books | Ano: 2001 | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 07/out/2011 a 27/fev/2012. Ia começar um projecto de ponto cruz, que se encontra parado há meses (eu sei, sou preguiçosa), pelo que precisava da companhia de um áudio-livro.


Opinião: Este é um daqueles que devia ler em vez de ouvir. Como só me dedicava quando tinha tarefas domésticas para fazer, e mesmo assim quando estava para aí virada, porque andei uns tempos em que apetecia-me era aspirar a ouvir música, senti que perdi muito da história. Houve mesmo partes, geralmente no início dos capítulos, salvo erro, que se focavam mais em determinados deuses e que não percebi que sentido tinham ou como contribuíam para a história principal. :/

No entanto, achei uma história interessantíssima, só a ideia de deuses a viver entre nós é algo que merece a minha atenção, e foi o primeiro livro do Gaiman que realmente me surpreendeu. Houve uma parte *face palm* em que se tivesse prestado mais atenção tinha percebido quem era o amigo de Shadow na cadeia (foi mesmo daquelas coisas estúpidas em que é necessário alguém apontar o óbvio), mas houve outra reviravolta que realmente me deixou de boca aberta.

Este áudio teve como bónus uma entrevista com o autor, que adorei e fiquei com curiosidade em ler mais coisas dele, sobretudo Coraline, mas o livro é para reler, com calma. Merece. :)

Veredito: Vale o dinheiro gasto. 

Título: Hallowed (Unearthly, #2) [e-book]
Autor: Cynthia Hand
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: HarperCollins | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 26/fev/2012 a 29/fev/2012. Gostei tanto do primeiro que tinha de ler a continuação. Conta para o desafio: Book Bingo - Livro noutra língua.


Opinião: Não esperava gostar tanto desta série, mas o certo é que assim que pego num livro, só quero lê-lo até ao fim e se pudesse lia a continuação logo a seguir.

Achei este livro mais previsível que o anterior, sobretudo no que toca à pessoa próxima de Clara que tem a morte a pender-lhe sobre a cabeça e ao propósito do irmão, mas há ainda algumas revelações (uma ou outra tirada das mangas, como acontece com o pai de Clara) e o mundo destes anjos está desenvolvido de forma interessante (apesar de ficar de pé atrás com a quantidade de anjos que há num único lugar). Há questões que ficam por responder, como o papel do Asa Negra nisto tudo (apesar de eu ter uma pequena desconfiança), e claro que quero ver como é que a vida amorosa de Clara ficará depois dos acontecimentos deste livro.

Achei o primeiro bem mais interessante e fofo que este, mas algumas partes tocaram-me bastante e identifiquei-me com a personagens em algumas situações. Pareceu-me uma boa continuação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

27 de abril de 2011

Last Sacrifice (Vampire Academy, Livro 6) [e-book]

Autor: Richelle Mead
Género: fantasia
Editora: Penguin Group | Nº de páginas: -

Resumo (do site Goodreads): The astonishing final novel in Richelle Mead's epic series!

Murder. Love. Jealousy. And the ultimate sacrifice. Now, with Rose on trial for her life and Lissa first in line for the Royal Throne, nothing will ever be the same between them.


Opinião: Eis-nos chegados ao último livro, que conta com um pouco mais de acção, ou não estivesse Rose a tentar limpar o seu nome, tendo sido acusada de um crime que não cometeu. Além disso, procura também um Dragomir perdido, para ajudar Lissa na sua pretensão a representar a família na Assembleia da Corte Moroi. Mais uma vez as coisas não são fáceis, mas nota-se que este é de facto um livro que encerra um ciclo, sendo que as personagens tornam-se naquilo que já antecipávamos desde o primeiro livro.

Mais uma vez não posso deixar de salientar o crescimento das personagens, que foi praticamente uma constante em toda a série. Personagens com problemas reais, nem sempre fáceis de ultrapassar mas com os quais nos podemos relacionar. Foi assim um prazer ver Rose tornar-se numa personagem mais calma, um pouco menos impetuosa e mais ponderada, mas ainda assim disposta a meter-se em apuros pelas pessoas que mais ama no mundo. Além disso consegue ultrapassar os seus próprios problemas e ajudar os outros a resolverem os seus. Lissa também tem um crescimento gradual ao longo da série, mas confesso que neste último livro aborreceu-me, ainda que as partes em que Rose estava na sua cabeça fossem interessantes.

Mas nem só de personagens vive um livro e a história também foi muito bem contada. Adorei a voz de Rose, já que os livros são escritos na primeira pessoa, bastante sarcástica e com um humor delicioso. A construção do mundo também me pareceu bem conseguido, ainda que por vezes ficasse com a ideia de que algumas coisas estavam mal contadas ou que havia algumas inconstâncias, sobretudo no que ao Espírito dizia respeito. Fica a curiosidade para conhecer mais de algumas personagens e esperar que outra tenha um final mais feliz, de modo que mal posso esperar pelo spin-off desta série que será lançado este ano e terá como protagonista Sydney, uma Alquimista com quem travámos conhecimento noutros livros e que também neste é importante.

Para além de tudo isto, esta série também constituiu uma interessante leitura, já que comecei por ouvir em versão áudio e só depois passei para a escrita. Achei curioso o facto de que quando lia, conseguia imaginar que estava a ouvir a narradora dos livros anteriores, o que fez com que as personagens tivessem a sua própria voz, a sua própria identidade mesmo na minha cabeça. Conseguia imaginar como a narradora leria as frases e com que intensidade e intenção. Foi um exercício engraçado.

Gostei bastante desta série, algo que realmente não estava à espera e não me importava de continuar a seguir as aventuras e desventuras de Rose. Assim parece que tenho de me contentar com Sydney, que espero venha a ter uma voz diferente da de Rose mas com algum humor semelhante (estou mesmo curiosa quanto ao spin-off!) e fiquei com curiosidade em ler mais livros desta autora, no entanto espero que a Slayra me diga algo quanto à série Succubus. *wink wink*

Vale o dinheiro gasto: Tendo em conta que esperava algo na onda Twilight e que pensei em ficar-me pelo segundo volume, esta série foi sem dúvida algo que me apanhou de surpresa. Não esperava de gostar tanto como acabei por fazer e só posso aconselhar ainda que com algumas reservas. É sem dúvida um livro YA, pelo que quem não gosta deste género é capaz de vir a ter problemas com isso. Eu mesma tive a início. Mas se partirem para a leitura apenas desejando uma boa história e personagens credíveis e fortes que vos mantenham entretidos por algumas horitas, este será um bom livro.

20 de abril de 2011

Spirit Bound (Vampire Academy, Livro 5) [e-book]

Autor: Richelle Mead
Género: fantasia
Editora: Penguin Group | Nº de páginas: -

Resumo (do site Goodreads): After a long and heartbreaking journey to Dimitri’s birthplace in Siberia, Rose Hathaway has finally returned to St. Vladimir’s and to her best friend, Lissa. It is at long last graduation, and the girls can’t wait for their real lives beyond the Academy’s iron gates to begin. But Rose’s heart still aches for Dimitri, and she knows he’s out there, somewhere.

She failed to kill him when she had the chance. And now her worst fears are about to come true. Dimitri has tasted her blood, and now he is hunting her. And this time he won’t rest until Rose joins him... forever.


Opinião: Continuando o volume anterior, Rose regressa à Academia para se formar. Se andava ansiosa por se tornar guardiã, menos ansiosa fica por ter de abandonar a St. Vladimir. Afinal de contas o perigo espreita. Dimitri anda por perto, mal podendo esperar que ela saia da segurança da Academia para a apanhar e matá-la. Sim, porque se ela não acedeu ao seu pedido, então ela tem de morrer pois é vista como uma forte adversária pelos outros Strigoi. E se ela tem de morrer, então deverá morrer às mãos de Dimitri.

A história tem ficado ainda mais emocionante a cada volume, o que dá muita vontade de continuar a leitura e não colocar os livros de lado. Este é repleto de acção, ainda que a espaços aborrecesse um pouco, nomeadamente no que toca à política. No entanto tal é necessário para entender alguns desenvolvimentos, além de que nos permite conhecer melhor a sociedade Moroi.

No que toca a personagens, o crescimento não da heroína não é tão acentuado, acho que regride mesmo um pouco, voltando a ser um pouco mais movida por hormonas numa certa parte da narrativa, mas é compreensível (e de quebrar o coração! :P ). As restantes mostram outras facetas, Lissa parece tornar-se numa digna representante da sua família, com todo o seu porte e antecipando que dali podem vir algumas mudanças para a sociedade Moroi; Adrian revela-se compreensivo quando o leitor até seria capaz de entender que não fosse; Eddie e Michael são personagens que apesar de secundárias, revelam-se muito importantes na acção e agradáveis de seguir, sendo que só lhes podemos desejar o melhor, nomeadamente para o segundo.

Este volume tem algumas surpresas, mas pareceu-me um pouco menos conseguido que o antecedente. Ainda assim não posso deixar de o aconselhar. ;)

Vale o dinheiro gasto: Não tenho muito mais a acrescentar ao que já tenho dito em volumes anteriores. Está a ser uma agradável surpresa, tendo em conta que estava um pouco de pé atrás com mais um livro de vampiros.

13 de abril de 2011

Blood Promise (Vampire Academy, Livro 4) [e-book]

Autor: Richelle Mead
Género: fantasia
Editora: Penguin Group | Nº de páginas: -

Resumo (do site Goodreads): After the massacre at Vampire Academy, Rose Hathaway faces the most task of her life and she knows that she must do it alone. With Mason departed for the other world, Rose must hunt down and kill Dimitri Belikov, the man she most loves. The fourth nail-biting episode of Richelle Mead's popular vampire series dramatically shows the fatal power of a promise.

Opinião: Sem dúvida de que a série tomou um rumo bem mais interessante do que os primeiros volumes prometiam. Neste continuamos a seguir a história de Rose, que desta feita parte para a Sibéria em busca de Dimitri para cumprir uma promessa que lhe havia feito. Mas Dimitri não é o mesmo ainda que se assemelhe em alguns momentos, o que não torna fácil a tarefa de Rose.

Estava redondamente enganada quando pensei que esta série, antes de a começar a ler, era uma espécie de “amor-Crepúsculo”. Rose não é nenhuma Bella e ainda bem! É verdade que nos primeiros livros era algo impetuosa, partindo para a acção sem pensar muito nas consequências, mas ao longo da série vai-se notando um verdadeiro crescimento da personagem, o que não aconteceu com a protagonista dos livros da Meyer. Além disso, perante o facto de ambas serem refeições para as respectivas caras metades, uma luta e resiste, não se iludindo com a promessa de vida eterna ao lado de quem ama, por troca da sua alma e de tudo aquilo que a caracteriza. Foi com muito interesse que segui esta parte da narrativa e a sua luta interior, pois mesmo drogada com a mordida de um Strigoi (que tal como as dos Moroi, nesta série, provoca um correr de endorfinas que deixa as vítimas uns verdadeiros viciados em dentadas) nunca cedeu.

Paralelamente a esta história, acompanhamos também Lissa em St. Vladimir graças ao estranho elo que une a princesa Moroi a Rose, pois apesar de ter feito a sua escolha, Rose não consegue abandonar a amiga. Lissa vendo-se sozinha sem a sua melhor amiga, aproxima-se de Avery, filha do novo reitor da Academia, que tem segundas intenções.

A nível da mitologia desta série, aprofundamos os nossos conhecimentos sobre o significa ser um shadow-kissed e qual a sua importância e poderes, bem como ficamos a conhecer um pouco mais do quinto poder, o estranho espírito, ficando no ar uma pergunta relativamente a este poder e o seu uso em Strigoi, que parece-me vai ser aprofundada nos livros seguintes, e sinceramente, mal posso esperar por ver se o que desejo se realiza. :D

Vale o dinheiro gasto: Esta série não será a oitava maravilha do mundo, mas está a revelar-se muito interessante de seguir, constituindo, pelo menos para mim, uma lufada de ar fresco na literatura YA. Não há cá exagerados dramas românticos lamechas e temos uma heroína decente, com cabeça pensante ainda que precipitada, mas pronto é uma jovem o que desculpa algumas acções menos conseguidas (já o Harry Potter era estúpido e achava que tinha de enfrentar o mundo sozinho, Rose não é muito diferente). Além disso, o humor com que Rose nos relata a sua história consegue arrancar umas valentes gargalhadas, o que para mim é sempre algo positivo. :)

6 de abril de 2011

Shadow Kiss (Vampire Academy, Livro 3) [áudio-livro]

Autor: Richelle Mead; Khristine Hvam (narradora)
Género: fantasia
Editora: Penguin Group USA and Audible | Nº de páginas: -

Resumo (do site Goodreads): Is Rose's fate to kill the person she loves most? It's springtime at St. Vladimir's Academy, and Rose Hathaway is this close to graduation. Since Mason's death, Rose hasn't been feeling quite right. She has dark flashbacks in the middle of practice, can't concentrate in class, and has terrifying dreams about Lissa. But Rose has an even bigger secret... She's in love with Dimitri. And this time, it's way more than a crush.

Then Strigoi target the academy in the deadliest attack in Moroi history, and Dimitri is taken. Rose must protect Lissa at all costs, but keeping her best friend safe could mean losing Dimitri forever...


Opinião: Depois de um primeiro volume prometedor mas previsível e um segundo algo fraquinho, não fazia contas de ler este livro. No entanto, ao ler a crítica da Silent Raven fiquei curiosa (fantasmas? final surpreendente?) e lá arrisquei. Confesso, estou fã! Esta série tornou-se um guilty pleasure!

Depois dos acontecimentos do volume anterior, Rose tem de lidar com os seus fantasmas, literalmente, enquanto se prepara para acabar a sua formação e assiste ao julgamento de Viktor Dashkov. Claro que as coisas não são fáceis para Rose, e se a personagem irritava-me um pouco a início, neste volume gostei bastante dela.

Rose surge como uma personagem real, com dilemas reais ainda que seja uma personagem de ficção num mundo fantástico. Ela cresce neste livro a olhos vistos e a sua relação com as restantes personagens evolui de maneira credível, seja com Dimitri, Lissa ou a sua própria mãe. Ainda tem aquele tipo de humor que a caracteriza, e de que já tinha gostado anteriormente, mas aprende a seguir ordens (aliás, ela é treinada para isso) e torna-se mais ponderada. Rose cresce bastante interiormente, crescimento esse que a leva a perceber que ela pode controlar a sua vida, apesar de toda a sua formação apontar para um sacrifício em favor dos moroi, ela tem escolhas e é obrigada a fazer uma escolha muito difícil no final. E que final... Deixou-me de boca aberta, à beira das lágrimas (é verdade, às vezes dá-me para ser sensível) e com vontade de pegar imediatamente no próximo volume. No que toca à história deste, ficamos a conhecer mais um pouco da mitologia da autora, nomeadamente como o espírito é usado e como funciona a sociedade em que Lissa se irá mover, e o enredo já não é tão previsível como os anteriores, o que não me levou ao desespero (ou constante revirar de olhos).

Sinceramente não sei o que mais dizer deste livro. Simplesmente adorei-o. Nunca pensei dizer isto desta série mas... estou a gostar e recomendo!

Vale o dinheiro gasto: É o primeiro volume da série em que acho que vale a pena investir o dinheiro. Os dois primeiros são muito previsíveis e a personagem parece um pouco burra, já que o leitor consegue antecipar o final a quilómetros, mas tal não acontece neste o que o torna bastante mais agradável. O final de facto surpreendeu-me, e é daquelas surpresas boas que nos deixam a arrancar cabelos enquanto esperamos pela continuação.

27 de novembro de 2010

A Demanda do Visionário (A Saga do Assassino, Livro 5)

Autor: Robin Hobb
Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 480
Nota: 3,5/5

Resumo (do livro): O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte.

Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?


Opinião: E não é que o final é quase tal e qual o que tinha previsto? A sério, esperava bem mais desta série depois de ler muitas críticas positivas e de ter gente a aconselhar-me a ler. Se calhar as expectativas eram muitas mas infelizmente nem a história nem a escrita da autora me surpreenderam por aí além.

Mas passando a este volume... Sendo a segunda parte do terceiro volume original, a história começa precisamente no ponto em que foi deixada. Fitz é acompanhado por 4 amigos e o seu “irmão” lobo e consegue finalmente chegar a Veracidade que havia partido numa demanda em busca dos Antigos. Esta parte surpreendeu um pouco mas achei desesperante que durante a viagem Panela recitasse profecias e ninguém se lembrasse delas um par de páginas depois! Não estou a brincar quando digo que aqui nem revirar olhos, apetecia-me era mesmo mandar o livro à parede. Chegou-me mesmo a parecer que se tivessem dois caminhos à sua frente, um pavimentado de flores e com um sinal a dizer “caminho seguro”, outro tenebroso e com um sinal a dizer “Morte por aqui, a sério por aqui vão direitos a uma morte certa”, iriam sempre optar pela segunda. Fiquei com a sensação de que muitas situações podiam ter sido resolvidas muito antes e seria escusado tanta página a engonhar para ir parar a lado nenhum, já que nem crescimento das personagens há a destacar. Ao longo da série quase nunca senti empatia pelo personagem principal, o seu final parece-me justo no meio de tudo (e a sério, alguém esperava que ele terminasse feliz e com uma família?), e as que senti que tinham alguma potencialidade, como Kettricken ou o Bobo, também foram perdendo pontos ao longo dos livros. E mais uma vez, o relato na primeira pessoa, por Fitz, não ajudou a manter o suspense nas situações que deviam ser de vida ou morte. No entanto, a grande decepção foi mesmo o que estava por detrás do Forjamento. Ao ler o final, rapidamente resolvido, senti-me como se a montanha tivesse parido um rato.

Esperava mesmo algo mais desta obra e pelo que sei vão publicar outra trilogia da autora, que continua a história de FitzCavalaria. Não posso dizer que tenha grande curiosidade. Não digo que não tenha méritos, afinal de contas gostei de algumas premissas, do Talento e da Manha, do Forjamento e dos Navios Vermelhos, mas acho que a autora podia ter feito um trabalho muito mais interessante.

6 de novembro de 2010

A Vingança do Assassino (A Saga do Assassino, Livro 4)

Autor: Robin Hobb
Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 441
Nota: 3/5

Resumo (do livro): FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino.

Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis.

Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel…


Opinião: Parece-me que estes livros são maiores do que deviam ser. Este quarto livro em português corresponde a metade do terceiro volume original e nada de grande relevância parece ter lugar. Como sempre acompanhamos Fitz, aqui a tentar encontrar novamente o seu lado humano, depois dos acontecimentos finais do livro anterior, e a iniciar uma viagem de modo a obter vingança. Devido ao título pensei que teria sucesso, fui ingénua. Fitz tenta vingar-se mas sem o conseguir, descobrindo no entanto que Vontade (um dos Talentosos do rei usurpador) tem bastante talento no uso do Talento, digamos assim. Mas é nesta tentativa de vingança que o verdadeiro rei o marca para ir ter com ele, pelo que Fitz empreende então uma difícil viagem, sendo procurado pelo usurpador e suas tropas e Talentosos, mas encontrando também quem o esteja disposto a ajudar.

E o livro é basicamente isto. Temos Fitz a sair de encrencas e ficar em situações piores que a anterior. Vemo-lo a separar-se do seu “irmão” para ser reunido outra vez. E tudo isto se passa num ambiente previsível em que nada de novo parece ter lugar. Os momentos mais interessantes são aqueles em que vemos Fitz a usar o seu Talento, dando a conhecer os vários ataques que os Navios Vermelhos vão fazendo às cidades costeiras dos Seis Ducados, mas mais nada aprendemos sobre quem está por detrás e o porquê. Começo mesmo a duvidar que as perguntas que os Navios Vermelhos suscitam sejam respondidos no último volume. Quer-me parecer que o final desta série será algo do género “e Fitz encontrou Veracidade, que encontrou os Antigos (dragões???) e vieram para a costa onde os Navios Vermelhos ficaram com medo e partiram para deixarem de incomodar o reino dos Seis Ducados, havendo paz!” A sério, quando penso num final para esta série algo como isto vem-me à cabeça. :/

Se calhar parti com expectativas muito elevadas, mas esta série não está a corresponder à ideia que tinha. Para começar, e mais uma vez foco isto, o ritmo é lento e pouca acção é digna de interesse. A autora repete-se constantemente (acho que nas primeiras 150 páginas repetiu por 3 ou 4 vezes como é que Fitz escapou no final do livro anterior) e não me consegue fazer com que eu sinta empatia para com o personagem principal, cuja inteligência deixa a desejar. Vejo-me a sentir saudades dos personagens que desapareceram sem deixar rasto, casos de Veracidade, Kettricken e Bobo, mas porque parecem-me as únicas dignas de nota e que davam um outro brilho à história.

3 de novembro de 2010

A Corte dos Traidores (A Saga do Assassino, Livro 3)

Autor: Robin Hobb
Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 368
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.

Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte.

Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável.


Opinião: E finalmente a série toma balanço! Estava a custar mas lá me agarrou, sobretudo nos capítulos finais. Como disse no primeiro volume, sendo esta série contada na primeira pessoa e anos depois destes acontecimentos, parte do suspense (sobretudo nos casos de vida ou morte) perde-se mas felizmente, neste livro, a autora opta por outra situação que realmente não consegui antever até ser apresentada.

A história, apesar de engonhar aqui e ali parecendo que não saímos da cepa torta, ganha um novo fôlego com os acontecimentos em Torre do Corvo e a sua intriga política, o que leva, com grande pena minha, a que a situação com os Salteadores Vermelhos (o que mais me estava a atrair nos volumes anteriores) seja relegada para um segundo e muito escondido plano. No entanto, outros temas ganham destaque, nomeadamente o Talento e a Manha que me têm surpreendido, sobretudo o segundo. A intriga, apesar de não ser a parte que mais me atrai, neste volume conseguiu-me manter presa ao livro, deixando-nos perto de uma guerra civil e que leva a questionar o que poderá acontecer daqui para a frente, no volume seguinte. Temos um novo rei, um rei expectante numa demanda quimérica e uma rainha expectante grávida e em paradeiro desconhecido.

No que toca às personagens, as secundárias continuam a ser as mais interessantes, enquanto a personagem principal continua a ser tão tapada que mete dó. Parece que nem fazendo desenhos ele percebe o que lhe dizem, mas pronto, é jovem apesar disso não explicar tudo. De assassino vemos pouco, mas não deixa de ser uma boa personagem para se seguir, levando-nos ao centro da acção, aos meandros da política e dando a conhecer a magia nas suas duas vertentes.

Só uma nota para a edição. Façam uma revisão cuidada por favor. Apesar de não serem graves, erros todos fazemos, num livro destes consegue distrair. Para começar, entre o primeiro e os livros seguintes mudam nomes (um cão de Leon passa a Leão e uma semente de carris passa para caris) e depois temos “caros” em vez de “caris” (pág. 288) e “continua” em vez de “continha” (pág. 319), mas há muitos mais.

1 de novembro de 2010

O Punhal do Soberano (A Saga do Assassino, Livro 2)

Autor: Robin Hobb
Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 384
Nota: 3/5

Resumo (do livro): Fitz mal escapou com vida à sua primeira missão como assassino ao serviço do rei. Regressa a Torre do Cervo, enquanto recupera do veneno que o deixou às portas da morte, mas a convalescença é lenta e o rapaz afunda-se na amargura e dor. O seu único refúgio será a Manha, a antiga magia de comunhão com os animais, que deve manter em segredo a todo o custo.

Enquanto recupera, o reino dos Seis Ducados atravessa tempos difíceis com os ataques sanguinários dos Navios Vermelhos. A guerra é inevitável e preparam-se frotas de combate para enfrentar o inimigo, mas o rei Sagaz não viverá por muito mais tempo.

Sem os talentos de Fitz, o reino poderá não sobreviver. Estará o assassino real à altura das profecias do Bobo que indicam que o rapaz irá mudar o mundo?


Opinião: Este livro pega sensivelmente onde o anterior acaba e continuamos a seguir o crescimento de Fitz. Este livro foca-se sobretudo no Inverno, período em que a costa deixa de ser tão assediada pelos Navios Vermelhos mas Torre do Cervo vê-se na mira dos Forjados, que convergem para o local, e a intriga política adensa-se.

Ainda não foi desta que esta saga me conquistou totalmente apesar de os livros se lerem muito bem. É daqueles que quando os temos abertos não conseguimos parar, mas quando os pomos de lado é um pouco difícil voltar a pegar, tal como já tinha acontecido com O Nome do Vento. O que vale é que não tem dado nada que me chame a atenção na televisão e lá pego nestes livros. No entanto, enquanto O Nome do Vento tem uma escrita algo musical (não o consigo descrever de outro modo), estes nem por isso e tem coisas que me irritam um pouco. Para começar Fitz. Tudo bem que é um adolescente que começa a ter hormonas aos pulos, não tenho problemas com isso, mas é tão tapado que chega a apetecer-me abaná-lo, dar-lhe um par de estalos e fazer um desenho para ver se entende o que o Bobo lhe diz ou o que se passa à sua volta. Não é assim tão difícil!!! Diz-lhe para procurar os Antigos (serão dragões com asas, escamas e bocas de fogo?) e para procurar quem antes tinha o Talento (e com quem provavelmente podia aprender alguma coisa, para além de ajudar o rei expectante).

Outra coisa que também me irrita é o que a autora faz com Kettricken. Aparentemente temos uma mulher com tomates, que consegue liderar quando o seu marido não o faz, e em vez de lhe ser dado um papel mais predominante na política, fica antes a tratar da casa? E o marido só percebe o que realmente tem à sua frente quando a vê pelos olhos de outro? *head desk* Personagens e situações podiam ser melhor aproveitadas mas acabamos por andar de um lado para o outro, a engonhar, quando a história podia avançar um pouco mais depressa.

O que vale é que algumas perguntas começam a ter resposta, ainda que o volume acabe um pouco de forma abrupta, já que é quando começa a ganhar interesse que acaba. Mas o seguinte promete, ou não fosse o final deste livro, já que o 2º e 3º volumes em português correspondem a um só volume em inglês. Assim se explica, em parte, o modo ritmo mais lento mas que a meu ver com pouco ou nada contribui já que não avançamos tanto como isso na história. :/

30 de outubro de 2010

Aprendiz de Assassino (A Saga do Assassino, Livro 1)

Autor: Robin Hobb
Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 382
Nota: 3,5/5

Resumo (do livro): O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino.

Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino.

Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o
Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.

Opinião: Com tantas opiniões positivas e tanto incentivo, devo ter partido com grandes expectativas para este livro pois, no final, esperava um pouco mais.

A história em si é algo interessante. Temos os Seis Ducados a lidarem com assaltos de Navios Vermelhos, que vêm das ilhas exteriores, que atacam as cidades costeiras, raptam pessoas e propõem estranhos resgates: paguem e matamos os reféns, ou não paguem e libertamo-los. O pior é que quando libertados os reféns deixam de ser as pessoas que eram, tornam-se Forjados, uma espécie de zombies que ataca tudo quanto mexe desde que tenham riquezas e/ou comida. Como se isto não bastasse, há uma crise política, decorrente da abdicação do príncipe herdeiro devido ao facto de ter um bastardo. Isto faz com que outros ponham os seus olhos no trono.

Sem dúvida de que é um bom enredo, daqueles que aprecio, mas parece-me que não foi muito bem conseguido. Primeiro, o relato é feito na primeira pessoa por Fitz, o tal bastardo referido em cima, e percebemos que é feito vários anos depois da história se passar, o que torna as situações de vida ou morte algo entediantes porque já sabemos que ele vai sobreviver. É por isso que em parte odeio este tipo de narração. Se há alguns exemplos bem conseguidos, que apesar de contados na primeira pessoa nos deixam em suspenso, este não o conseguiu fazer.

Segundo, a história tem um ritmo tão lento que parece que nada se passa. Poderia servir para a construção de personagens, mas infelizmente tal também me parece pouco conseguido porque os nomes das personagens já reflecte parte da sua natureza, a parte que mais se destaca, e pouco mais que isso vemos. Mas ainda assim há personagens interessantes, caso de Veracidade, Kettricken e o Bobo, a única que realmente é algo misteriosa (já os seus enigmas nem tanto, como me está a parecer no segundo volume e que me deixa com uma opinião muito pouco positiva do nosso protagonista).

Por último, gostei da magia, o Talento e a Manha, ainda que não perceba o porquê da Manha ser algo que supostamente o protagonista não devia fazer. Parece-me muito semelhante ao Talento e se aquele pode ser estudado e controlado, o mesmo devia de acontecer com o outro e não ser rejeitado.

Apesar de tudo é um livro que se lê bem e deixou-me com curiosidade suficiente para pegar no segundo volume (que estou quase a acabar), sobretudo para saber mais sobre os Forjados e o porquê do assalto dos Navios Vermelhos.

27 de outubro de 2010

Frostbite (Vampire Academy, Livro 2) [áudio-livro]

Autor: Richelle Mead; Khristine Hvam(narradora)
Género: fantasia
Editora: Penguin Group USA and Audible | Nº de páginas: -
Nota: 2/5

Resumo (do site Goodreads): Rose loves Dimitri, Dimitri might love Tasha, and Mason would die to be with Rose...

It's winter break at St. Vladimir's, but Rose is feeling anything but festive. A massive Strigoi attack has put the school on high alert, and now the Academy's crawling with Guardians - including Rose's hard-hitting mother, Janine Hathaway. And if hand-to-hand combat with her mom wasn't bad enough, Rose's tutor Dimitri has his eye on someone else, her friend Mason's got a huge crush on her, and Rose keeps getting stuck in Lissa's head while she's making out with her boyfriend, Christian! The Strigoi are closing in, and the Academy's not taking any risks... This year, St. Vlad's annual holiday ski trip is mandatory.

But the glittering winter landscape and the posh Idaho resort only create the illusion of safety. When three friends run away in an offensive move against the deadly Strigoi, Rose must join forces with Christian to rescue them. But heroism rarely comes without a price...


Opinião: Depois do primeiro volume, esperava que este também me surpreendesse de alguma forma mas infelizmente não o fez. Para começar, fez-me alguma confusão a narradora ter sido substituída, já que Stephanie Wolfe havia feito um trabalho excepcional no volume anterior, sobretudo no que tocava a representar as diferentes personagens indo ao ponto de variar sotaques conforme a nacionalidade de cada uma. Por exemplo, com personagens russos, tínhamos um sotaque russo. Isto, parecendo que não, fez uma grande diferença ao seguir a história. Neste áudio-livro, as personagens pareciam muito semelhantes.

Para além disso a história, apesar de uma sinopse algo apelativa, já que prometia confrontos com os tão temidos strigoi, conseguiu ser ainda mais previsível que a anterior. Mas isto não é tudo, já que a personagem Rose continua a deixar algo a desejar. É verdade que cresce um pouco mas é impressionante como consegue ser tão cega quando a resposta a algumas questões está mesmo na frente dela. O único ponto positivo deste livro, a meu ver, é descobrirmos um pouco mais sobre o quinto elemento, o espírito, que faz então parte da magia dos moroi e que mais moroi, para além de Lissa, o têm apesar de não o compreenderem em pleno, já que até ao volume anterior era desconhecido.

Apesar de muitos furos abaixo do anterior, ainda assim entretém numa tarde aborrecida a fazer variadas tarefas domésticas mas não me parece que vá continuar a seguir esta série.

9 de outubro de 2010

Vampire Academy (Vampire Academy, Livro 1) [áudio-livro]

Autor: Richelle Mead; Stephanie Wolfe (narradora)
Género: fantasia
Editora: Penguin Group USA and Audible | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Resumo (do site Goodreads): St. Vladimir’s Academy isn’t just any boarding school — it’s a hidden place where vampires are educated in the ways of magic and half-human teens train to protect them. Rose Hathaway is a Dhampir, a bodyguard for her best friend Lissa, a Moroi Vampire Princess. They’ve been on the run, but now they’re being dragged back to St. Vladimir’s — the very place where they’re most in danger...

Rose and Lissa become enmeshed in forbidden romance, the Academy’s ruthless social scene, and unspeakable nighttime rituals. But they must be careful lest the Strigoi — the world’s fiercest and most dangerous vampires — make Lissa one of them forever.


Opinião: Confesso-me surpreendida por este título. Esperava algo como o cruzamento da Saga Luz e Escuridão com a série Casa da Noite (da qual só li um capítulo do primeiro livro e não me cativou), mas deparei-me com uma coisa bastante diferente e, até certo ponto, agradável.

Para começar os pontos positivos. Gostei bastante do mundo vampírico que a autora apresenta, com dampiros e dois tipos de vampiros: os moroi, os vampiros bons e vivos, e os strigoi, os vampiros maus e mortos-vivos. Acompanhamos uma dampira que frequenta a Academia de St. Vladimir, onde é educada para proteger os moroi, que frequentam a mesma escola. A nossa dampira, Rose, tem como amiga uma princesa moroi, Lissa, mas há mais a ligá-las que a amizade. Rose consegue sentir Lissa devido a um estranho laço que as une e que faz de Rose a guardiã perfeita para Lyssa, já que os strigoi querem matar os moroi e só os dampiros podem proteger aqueles que, apesar de terem magia, acham que o melhor ataque é a defesa.

Basicamente gostei da ideia mas a personagem principal consegue ser irritante (afinal de contas é uma adolescente com hormonas aos saltos) e a história é previsível. Tirando a construção deste mundo, a partir do momento em que percebemos o que realmente está em jogo, conseguimos antever o final a quilómetros do final do livro e torna-se um pouco exasperante quando a heroína não o consegue fazer.

Não deixa de ser uma leitura que entretém. Já há algum tempo que não ouvia áudio-livros mas penso que foi uma boa escolha. Leitura leve e agradável para uma tarde passada a fazer variadas tarefas domésticas.

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