5 de abril de 2009

Silent in the Grave (Lady Julia Grey Series, Livro 1)

Autor: Deanna Raybourn
Género: Mistério
Editora: Mira Nº de páginas: 511
Nota: 3/5

Resumo (da capa):
London, 1886

To say that I met Nicholas Brisbane over my husband’s dead body is not entirely accurate. Edward, it should be noted, was still twitching upon the floor…

For Lady Julia Grey, her husband’s sudden death at a dinner party is extremely inconvenient, not to mention an unpardonable social gaffe. However, things take a turn for the worse when inscrutable private investigator Nicholas Brisbane reveals that the death was not due to natural causes.

Drawn away from her comfortable, conventional life, Lady Julia is exposed to threatening notes, secret societies and gypsy curses, not to mention Nicholas’s charismatic unpredictability…

This sparkling witty tale is the first in a captivating new series featuring Lady Julia Grey and Nicholas Brisbane.

Opinião: Mais uma vez, deixei-me influenciar por uma capa bonita (prefiro esta às restantes edições, é mesmo linda) e uma crítica favorável. Mesmo a sinopse é algo que capta o interesse. E a primeira frase então (vide citação acima) é daquelas que agarra a nossa atenção desde o primeiro instante. Pena que seja só a primeira frase a fazer isso. Esperava um pouco mais do livro.

A história tem lugar em plena época vitoriana e começa com a morte de Edward, marido da protagonista, Lady Julia Grey, mas parece que a sua morte foi tudo menos natural, apesar de sofrer do coração. Perante a informação de Nicholas Brisbane, um género de detective privado, de que Edward havia recebido, nos últimos tempos de vida, cartas ameaçadoras e a descoberta de uma destas por Lady Julia, eis que ela se decide então a encontrar o verdadeiro culpado.

Apesar de ter como ponto de partida o assassinato, este passa quase para segundo plano na medida em que a protagonista vai continuando a viver a sua vida, revelando outros mistérios sobre aqueles que as rodeiam. E são exactamente estes personagens, nomeadamente a família March, a família da protagonista, que dá alguma cor ao livro, assim como o retrato da época vitoriana. É engraçado ver as excentricidades de alguns, numa época tão fechada onde se ligava muito ao comportamento correcto e à etiqueta. A protagonista também é engraçada de seguir sendo fácil relacionarmo-nos com ela, e ainda bem já que a história é contada na primeira pessoa. Já Nicholas Brisbane me pareceu uma cópia barata de Sherlock Holmes, para além de ser aborrecido de tão perfeito que é: consegue fazer tudo mais alguma, tem um passado misterioso (bastante fácil de descobrir), tem a visão… Quanto ao assassino, só descobri mesmo quando ela se prepara para o confrontar e confesso que soube a pouco.

Apesar de tudo foi uma leitura interessante e confesso-me algo curiosa para ler os restantes livros. Mas se vierem ter comigo, tal como aconteceu com este, é melhor.

10 comentários:

Canochinha disse...

É dos que tenho em fila de espera para ler... Vamos ver quando lhe pego e o que vou achar :)

WhiteLady3 disse...

Espero que gostes. ;)

Ana Vicente Ferreira disse...

Parece interessante. Mas a senhora chama-se Jane ou Julia?

WhiteLady3 disse...

Julia! Obrigada pela chamada de atenção... Não sei porquê mas quando toca a personagens femininas inglesas cujo nome começa por J, associo sempre a Jane, mesmo que leia vezes sem conta o nome correcto. *blushes*

Vou já corrigir!

slayra disse...

Ehhh. Okay, esta crítica fez com que este livro ficasse um bocadito lá mais para trás em termos de posição "na pilha" *dramatic music*. Por acaso estava com altas expectativas. O__O

WhiteLady3 disse...

As minhas expectativas também eram algo elevadas e fiquei um pouco desapontada. Mas espero que gostes, não tenhas medo de pegar nele. Apesar de tudo dá para passar um bom bocado.

Livros de Bia disse...

Olá White Lady!!!

Que romântico o seu pseudônimo!!!

Parabéns pelo blog! Está muito legal!
Quando tiver um tempinho, visite o meu:
http://livrosdebia.blogspot.com

Bjs

WhiteLady3 disse...

Obrigada. :D

Ana O. disse...

Foi exactamente o que eu achei, adorei as partes com a Julia e a família excêntrica, já o Nicholas não gostei nada dele, cada vez que aparecia só me dava vontade de lhe dar com uma coisa na cabeça, pareceu-me que a autora quis criar um retrato mais dark do Sherlock Holmes mas sem sucesso nenhum.

WhiteLady3 disse...

Devo confessar que também não gosto muito do Sherlock Holmes, até agora não me convenceu, mas este Nicholas nem sequer parece ter o charme e o intelecto do protagonista de Doyle.

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