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21 de fevereiro de 2014

Curtas: A Gaiola Dourada, Whisper of Jasmine [e-book], Waking Kate [e-book]

Título: A Gaiola Dourada
Diretor: Ruben Alves
Escritor: Ruben Alves, Hugo Gélin, Luc-Olivier Veuve, Jean-André Yerles
Atores: Rita Blanco, Joaquim de Almeida , Maria Vieira

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: É, muito basicamente, um filme engraçado. Vi alguns dos clichés, porque eles realmente existem, que já presenciei no meu dia a dia. A cena do carro por exemplo, é certo que vejo mais Mercedes e BMWs, mas realmente está bem apanhado.

É também um retrato interessante do povo português, e não me refiro apenas ao emigrante. Há bastantes por aí que, fazendo as tarefas menos recompensadas monetariamente, não deixam de trabalhar com orgulho e de sentir que o sítio onde trabalham lhes pertence também um bocadinho, daí que tenha apreciado ver como, apesar de se quererem vingar pelo pouco valor que lhes era atribuído, Zé e Maria não se sentissem muito bem a fazer "um mau trabalho". Mas por vezes é necessário recorrer a tal "tática", digamos assim, para mostrar o verdadeiro valor da pessoa no local de trabalho, pois todos contam para manter a engrenagem a funcionar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Whisper of Jasmine [e-book]
Autor: Deanna Raybourn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Harlequin MIRA | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: a pre-order estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: li-o a 2 de fevereiro, basicamente porque sim. Tinha o telemóvel na mão, apetecia-me ler e tinha preguiça de ir ao quarto buscar um livro. Além disso parece-me boa política andar a ler coisas que compro este ano para ver se a pilha não aumenta muito, o que também não quer dizer que diminua... :P

Opinião: É verdade que o único livro que li desta autora prometia mais do que acabou por dar, mesmo assim gosto de ter as suas obras debaixo de olho e quando vi que este conto estava a preço 0 e contava com um arqueólogo não hesitei e fiz logo a pre-order. Sim, sou uma fácil. xD

Este conto conta (não consegui evitar xD) uma história agradável de seguir mas (e há sempre um mas comigo e certos romances) peca por a relação se desenvolver rapidamente sem que haja uma verdadeira química entre os personagens. Pelo menos eu não o senti. Sim, há um não sei quê de magia, talvez alguma inevitabilidade no encontro deles, mas não senti nada entre eles, nem uma pequena faísca. No entanto, fiquei curiosa quanto a continuação em City of Jasmine e espero que o relacionamento acabe por ser mais aprofundado (talvez com flashbacks? um reencontro?).

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Talvez por ser um conto o "amor à primeira vista" deixe a desejar, mas o certo é que já tenho lido contos em que a relação acaba por resultar. Aqui há demasiada impetuosidade que, confesso, não é muito a minha onda. Mas sim, curiosa porque arqueólogo (!) o que não quer dizer que vá a correr comprá-lo.

Título: Waking Kate [e-book]
Autor: Sarah Addison Allen
Ficção | Género: romance
Editora: St Martin's Press | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: a 10 de fevereiro. Leiam o motivo do livro em cima, é o mesmo. :D

Opinião: Eis uma autora que raramente desilude, em que até os seus livros menos bons são superiores a muitos outros. E ela volta a mostrar a sua mestria neste conto, onde conhecemos Kate que, durante uma conversa com um vizinho que acaba de conhecer, faz uma ponderação acerca da sua própria vida e que faz adivinhar-se um mudança. Mudança essa que será certamente continuada em Lost Lake, cujo primeiro capítulo vinha juntamente com o conto mas fiz questão de não ler porque já sei que seria como os doces, não conseguiria ficar por ali. :P

Muito pequeno, mesmo assim é uma história carregada de emoção e uma ténue magia, algo a que a autora já me habituou e que consegue sempre aquecer-me o coração.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

5 de abril de 2009

Silent in the Grave (Lady Julia Grey Series, Livro 1)

Autor: Deanna Raybourn
Género: Mistério
Editora: Mira Nº de páginas: 511
Nota: 3/5

Resumo (da capa):
London, 1886

To say that I met Nicholas Brisbane over my husband’s dead body is not entirely accurate. Edward, it should be noted, was still twitching upon the floor…

For Lady Julia Grey, her husband’s sudden death at a dinner party is extremely inconvenient, not to mention an unpardonable social gaffe. However, things take a turn for the worse when inscrutable private investigator Nicholas Brisbane reveals that the death was not due to natural causes.

Drawn away from her comfortable, conventional life, Lady Julia is exposed to threatening notes, secret societies and gypsy curses, not to mention Nicholas’s charismatic unpredictability…

This sparkling witty tale is the first in a captivating new series featuring Lady Julia Grey and Nicholas Brisbane.

Opinião: Mais uma vez, deixei-me influenciar por uma capa bonita (prefiro esta às restantes edições, é mesmo linda) e uma crítica favorável. Mesmo a sinopse é algo que capta o interesse. E a primeira frase então (vide citação acima) é daquelas que agarra a nossa atenção desde o primeiro instante. Pena que seja só a primeira frase a fazer isso. Esperava um pouco mais do livro.

A história tem lugar em plena época vitoriana e começa com a morte de Edward, marido da protagonista, Lady Julia Grey, mas parece que a sua morte foi tudo menos natural, apesar de sofrer do coração. Perante a informação de Nicholas Brisbane, um género de detective privado, de que Edward havia recebido, nos últimos tempos de vida, cartas ameaçadoras e a descoberta de uma destas por Lady Julia, eis que ela se decide então a encontrar o verdadeiro culpado.

Apesar de ter como ponto de partida o assassinato, este passa quase para segundo plano na medida em que a protagonista vai continuando a viver a sua vida, revelando outros mistérios sobre aqueles que as rodeiam. E são exactamente estes personagens, nomeadamente a família March, a família da protagonista, que dá alguma cor ao livro, assim como o retrato da época vitoriana. É engraçado ver as excentricidades de alguns, numa época tão fechada onde se ligava muito ao comportamento correcto e à etiqueta. A protagonista também é engraçada de seguir sendo fácil relacionarmo-nos com ela, e ainda bem já que a história é contada na primeira pessoa. Já Nicholas Brisbane me pareceu uma cópia barata de Sherlock Holmes, para além de ser aborrecido de tão perfeito que é: consegue fazer tudo mais alguma, tem um passado misterioso (bastante fácil de descobrir), tem a visão… Quanto ao assassino, só descobri mesmo quando ela se prepara para o confrontar e confesso que soube a pouco.

Apesar de tudo foi uma leitura interessante e confesso-me algo curiosa para ler os restantes livros. Mas se vierem ter comigo, tal como aconteceu com este, é melhor.

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