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26 de novembro de 2014

Mystère de la chambre jaune [e-book]

Autor: Gaston Leroux
Ficção | Género: mistério
Editora: - | Ano: 2012 (publicado originalmente em 1907) | Formato: e-book | Nº de páginas: 240 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava e está gratuito na Amazon.

Quando e porque peguei nele: 19 a 30 de outubro. Foi o livro de outubro num bookclub do Twitter. Infelizmente não participei ativamente na discussão, porque não tem dado para frequentar tanto aquela rede social, mas foi o pretexto para pegar no livro de um autor que já tinha lido e gostado.


Opinião: Ele há livros que nos levam a perceber o que nos faz gostar tanto de um género. Este levou-me a perceber, se bem que já tinha uma grande suspeita, de que o que mais gosto em mistérios é do narrador. Tanto nos livros com Poirot de Agatha Christie e Sherlock Holmes de Conan Doyle, é o narrador que me leva a admirar os célebres detectives que, graças às suas célulazinhas cinzentas ou pensamento analítico, em todas as histórias descobrem o culpado, e que me conduz pelos meandros da cena e resolução do crime, fazendo uso dos seus conhecimentos e, por vezes, dos relatos de outros. Eu, pelo menos, sempre que leio um livro deste género, sinto-me mesmo como que na pele do narrador, e apesar de achar que os autores por intermédio dos seus brilhantes detectives nos escondem sempre uma peça vital para a descoberta do culpado, não é por isso que, tal como Hastings ou Watson, deixo de ficar impressionada com o intelecto daqueles, ainda que mais com o de Poirot que com o intelecto de Holmes, pois o primeiro sempre me apanha de surpresa enquanto que em alguns casos do segundo já tenho chegado à conclusão certa antes de ele a revelar.

Ora tudo isto para dizer que encontrei mais um detective, ao nível daqueles dois tão conceituados, neste livro de Gaston Leroux. Rouletabille é tão competente como Poirot e Holmes e claro que nós, como Sainclair, ficamos atónitos perante as suas capacidades, ainda para mais sendo aquela personagem tão jovem, com apenas 18 anos.

O caso em si é um locked room mystery, penso que até o primeiro do género a aparecer, e procura-se perceber como é que num quarto fechado a Mademoiselle Stangerson foi atacada, conseguindo o seu atacante fugir sem que ninguém desse por ele. Inicia-se então a busca de um ser quiçá sobrenatural mas movido por propósitos muito humanos. A história encontra-se bem estruturada e gostei que se fizesse uso de escritos que não apenas os do nosso narrador, até porque Gaston Leroux é exímio no romance epistolar, como já tinha tido hipótese de comprovar em O Fantasma da Ópera e aqui apenas o confirma. Quero ler tudo o que o homem escreveu, a sério.

As personagens também são interessantes de seguir, mais não seja para perceber se são inocentes ou culpados, mas não consegui deixar de sentir durante a leitura de que o autor tinha alguma carta guardada na manga para o desenlace. Mas importei-me? Não. Como disse, já o mesmo parece acontecer com Agatha Christie se bem que ela é muito mais matreira. :)

Apesar de descoberto o culpado, no final há algumas linhas que ficam em aberto e, apesar de ter quase a certeza do que acabará por ser revelado, não deixo de ter curiosidade em confirmar as minhas suspeitas.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Sim, eu sei que foi gratuito mas se tivesse gasto dinheiro tinha-o dado por bem empregue.

18 de junho de 2014

Shakespeare's Landlord (Lily Bard, #1)

Autor: Charlaine Harris
Ficção | Género: mistério
Editora: Berkley | Ano: 2005 (originalmente publicado em 1996) | Formato: livro | Nº de páginas: 216 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 27 de maio a 3 de junho. Vai parecer parvo mas porque tinha Shakespeare no título e estava a querer ler um mistério. 


Opinião: Andava eu toda contente porque parecia que estava num momento literário excelente, com os livros a serem boas surpresas e pimbas... dou com alguns que ou pouco me dizem ou pus de lado. 

Já tinha tentado pegar neste livro o ano passado, num dia em que fui à praia, mas tal como naquele dia este foi dos que pouco ou nada me disse, apesar de ter uma heroína com um passado interessante, aliás bem mais interessante que todo o resto do livro.

Para um cozy mystery pareceu-me muito pouco focado no mistério, que foi o que me levou a pegar no livro. Para além de Lily Bard, a protagonista, e talvez o polícia e o treinador dela, pouco há de interesse sendo tanto os restantes personagens como a história bastante esquecíveis. Tão esquecíveis que, quando voltava a pegar no pequeno livro, tinha de fazer algum esforço para me recordar de onde estava, o que tinha acontecido e quem era a personagem.

Sim, talvez já devesse estar à espera disto, já nos livros da Sookie Stackhouse é um pouco assim, mas não deixei de ficar algo desapontada.

Veredito: Com tanto livro para ler e tive de pegar neste.

16 de abril de 2012

O Nome da Rosa

Autor: Umberto Eco
Ficção | Género: Mistério
Editora: Difel | Ano: 2005 (originalmente publicado em 1980) | Formato: livro | Nº de páginas: 502 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Havia comprado uma edição mais antiga numa feira do livro na minha faculdade e pouco depois ofereceram-me esta edição. Dei o outro a alguém que espero goste do livro.

Quando e porque peguei nele: 6/abr/2012 a 15/abr/2012. Deu-me na cabeça, fui à estante, peguei nele e comecei a ler. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Mistério, The Back to the Classics Challenge - clássico do séc. XX


Citações: 
- Para que haja espelho do mundo é preciso que o mundo tenha uma forma - concluiu Guilherme, que era demasiado filosófico para a minha mente adolescente.
Até então tinha pensado que cada livro falava das coisas, humanas ou divinas, que estão fora dos livros. Agora apercebia-me que, não raro, os livros falam dos livros, ou melhor, é como se falassem entre si. À luz desta reflexão, a biblioteca pareceu-me ainda mais inquietante. Era portanto o lugar de um longo e secular sussurro, de um diálogo imperceptível entre pergaminhos e pergaminhos, uma coisa viva, um receptáculo de poderes que uma mente humana não podia dominar, tesouro de segredos emanados de tantas mentes e sobrevivendo à morte daqueles que os tinham produzido ou deles se tinham feito mensageiros

Opinião: Que livro! Tenho de confessar que tinha receio em pegar-lhe pois se havia amado o filme (vi-o quando andava no secundário, numa aula de português e fiquei desde logo fascinada) e lia boas críticas, também havia lido críticas menos boas. Mas o melhor é mesmo julgarmos um livro por nós mesmos e apesar dos receios, lá procurei embrenhar-me na história.

Há livros que me fazem sentir estúpida ou que partem do princípio que sou estúpida mas este, apesar dos vários temas abordados, não me fez sentir assim. Senti, no entanto, uma enorme falta de bagagem cultural e histórica. O livro centra-se sobretudo numa série de crimes que se dão numa abadia italiana em meados do séc. XIV, que se prepara para receber duas delegações religiosas opostas, de um lado os defensores do papa e da ostentação da Igreja, do outro as ordens mendicantes (sobretudo a franciscana) e o Imperador germano, mas apesar do mistério, o autor aproveita então para se debater sobre questões como Estado vs. Igreja e seu papel na sociedade, bem como para versar sobre temas de índole teológica e filosófica. Foi sobretudo nestes temas que me senti algo à nora, sobretudo porque até aparecem expressões/citações em latim sem qualquer tradução, mas gostei bastante de seguir as várias discussões, fazendo-me também pensar sobre as variadas questões (a importância do riso, dos livros na transmissão do conhecimento, se este deve ser acessível a todos ou guardado num labirinto de uma biblioteca...) e levando-me a tentar descobrir mais sobre o período e as personagens reais mencionadas.

Parece-me um livro bem conseguido, mesmo que algumas partes ficassem aquém da minha total compreensão, devido ao meu pouco conhecimento das matérias, e senti que estava realmente a ler um texto medieval, ainda que as personagens fossem quase cópias autênticas de duas personagens do séc. XIX, Sherlock Holmes e o seu fiel amigo Watson. :D Saber o final em nada estragou-me a história e acabou por ser um livro bastante interessante. Recomendo-o sem reservas a quem gosta de História, Filosofia ou Religião, tal como eu, mas para quem tais temas não interessam, pode revelar-se maçudo e muito aborrecido.

Veredito: Para ter na estante. O que eu escrevi não faz, nem de longe nem de perto, jus ao livro e é realmente difícil escrever algo, pois ele quase que pede para ser discutido. E pede também para ser relido, mas até lá espero aprender, pelo menos, um pouco mais de latim.

Há de seguir-se: Resgate no Tempo de Michael Crichton

12 de janeiro de 2011

Crimes de Natal

Autor: vários; Richard Dalby (editor)
Género: mistério
Editora: Edições Asa | Nº de páginas: 320

Resumo (do Goodreads): Though Christmas is a time of peace and joy, there can be a dark side to holiday cheer -- murder and mayhem may lurk within the merriment. This tempting collection serves up Christmas crime stories from some of the best mystery writers of the past 150 years: Agatha Christie, Ellis Peters, Arthur Conan Doyle, H.C. Bailey, and Thomas Hardy.

Opinião: À semelhança da última opinião, este foi também aconselhado no post em que pedia que me indicassem alguns livros que se passassem ou tivessem como pano de fundo a quadra natalícia.

Não apreciei tanto este livro como o anterior. Para começar já tinha lido alguns contos, nomeadamente o da Agatha Christie e o de Arthur Conan Doyle, pelo que a resolução foi fácil. Junta-se a isto as restantes histórias que, infelizmente, também não exigem muito das nossas células cinzentas. Destaco no entanto, a personagem Reggie Fortune de H.C. Bailey, uma espécie de “arma da Providência”, e a escrita de Wilkie Collins, belíssima e que nos seus apartes para apresentar as personagens, não se torna maçador, muito pelo contrário. Se já tinha em mente ler The Moonstone e The Woman in White, agora quero mesmo pegar neles!

Apesar de achar os casos muito fáceis, é uma leitura leve e que dá para descontrair, que é exactamente o que costumo procurar em livros deste género.

Emprestado e pouco se perde com isso: É um livro interessante para conhecer mais autores do género, mas este não é propriamente um género que goste de ter na estante. Serve o seu propósito, mas não me imagino a reler.

2 de maio de 2010

Through a Glass, Darkly

Autor: Donna Leon
Género: mistério
Editora: Penguin Books | Nº de páginas: 336
Nota: 3/5

Resumo (do livro): On a luminous spring day in Venice, Commissario Brunetti and his assistant, Vianello, Play hooky in order to help Vianello’s friend Marco Ribetti, an environmental activist who has been arrested during a protest. But on the steps of the Questura, they come face to face with Ribetti’s cantankerous father-in-law, Giovanni De Cal, who has been overheard in the bars of Murano making threats against Ribetti. When a body is found in front of a blazing furnace at De Cal’s glass factory along an annotated copy of Dante’s Inferno, Brunetti must investigate. Does the book contain the clues he needs to solve the murder and uncover who is running the waters of the lagoon?

Opinião: Não conhecia esta autora e foi com alguma surpresa que reparei que já tem bastantes livros publicados pela Presença e pela Planeta, da série Commissario Brunetti na qual se insere este livro, que corresponde ao 15º volume. Só posso dizer que esperava mais de quem é comparada com Agatha Christie.

Seguimos o comissário e o seu assistente na tentativa de confirmar se há alguma intenção por detrás das ameaças que Giovanni De Cal, dono de uma das fábricas de vidro de Veneza, profere em relação ao seu genro Marco Ribetti, amigo do assistente de Brunetti. Pelo meio disto, ficam a conhecer o mundo vidraceiro, se este polui ou não a lagoa da Veneza, e tropeçam numa morte que pode ser ou não assassínio e que muito se afasta do que a sinopse parecia indicar.

Para começar, pouco mistério tem. Cheguei mesmo a perguntar-me se ela queria escrever um murder mystery ou um livro a pregar sobre ecologia. Eu preocupo-me com a poluição e faço o que está ao meu alcance, mas não gostei do tom pregador que ela utiliza, sobretudo quando eu queria era um mistério! Até meio do livro parecemos uma barata tonta, a andar de um lado para o outro sem saber muito bem o que procuramos e qual a finalidade do que as personagens perseguem. Depois dá-se a tal morte que torna o resto do livro previsível.

As personagens parecem de cartão sem qualquer profundidade, o mesmo aplicando-se ao protagonista, ainda que fiquemos a saber que não faz horas extraordinárias, porque gosta de estar com a família, e parece ter uma dúvida existencial… parece nunca saber como se há-de dirigir as pessoas (“Devo chamar-lhe doutor? Deverei tratá-lo por tu?”). A referência ao Inferno de Dante tinha-me deixado curiosa mas dele pouco vemos e o pouco que vemos pode-se dizer que leva a lado nenhum.

Sinceramente, e apesar da nota, ainda que pense que a mais correcta seria um 2,5, não o recomendo a todos. Será bom para quem quiser ler sobre Veneza e sobre a indústria vidraceira, que para mim foram os pontos positivos e o porquê de dar tal nota, mas de resto é um daqueles livros que se passa bem sem ler.

29 de novembro de 2009

The Twylight Tower (Elizabeth I Mysteries, Livro 3)

Autor: Karen Harper
Género: Mistério
Editora: Dell | Nº de páginas: 352
Nota: 2/5

Resumo (da capa): It is May 1560. As sinister storm clouds gather overhead, twenty-six-year-old Queen Elizabeth dispatches William Cecil, her most trusted adviser, to Scotland for crucial negotiations. Handsome, ambitious Lord Robert Dudley is at her side. But their leisurely midsummer idyll is cut short when the court’s master lutenist plunges to his death from a parapet beneath the queen’s window. The loyal retainers of Elizabeth’s privy council do not accept the official verdict of accidental death. Their fears are borne out when another tragedy rocks the realm, and points the way to a conspiracy to bring down Elizabeth and seize the throne. As ill winds of treachery swirl around the court, and suspicion falls on those within Elizabeth’s intimate circle, a vengeful enemy slips from the shadows... a traitorous usurper who would be sovereign.

With
The Twylight Tower, Karen Harper brings a legendary era to life, drawing us into an intoxicating world of majesty and mayhem, political intrigue and adventure... where danger is everywhere... and where a young queen journeys to greatness in the long shadow of her bloodstained past.

Opinião: E é mais do mesmo. Mais um assassinato que parece não ter nada a ver com a rainha e afinal está relacionado com ela. Mais uma vez as personagens estão aquém do que poderiam ser, sobretudo Isabel que se torna mais irritante (e eu que duvidava que tal fosse possível), o seu relacionamento com Robert Dudley, que poderia trazer algo mais, não é mais do que morno. As restantes personagens e que para mim eram mais interessantes, como Meg, estão quase ausentes neste livro e o desenvolvimento das suas histórias também não trazem nada de especial à história.

É tudo muito previsível e acho a personagem principal é tão detestável que pouco me importa se a conseguem atingir ou não. Esperava mais desta série mas foi uma verdadeira desilusão pelo que, após uma breve vista de olhos pelos restantes volumes que tenho, acho que me fico por este volume.

16 de novembro de 2009

The Tidal Poole (Elizabeth I Mysteries, Livro 2)

Autor: Karen Harper
Género: Mistério
Editora: Dell | Nº de páginas: 336
Nota: 2/5

Resumo (da capa): It is the crowning day of twenty-five-year-old Bess Tudor’s life as she returns from exile to become England’s queen. But even as her magnificent procession wends its way to Westminster Palace, a shot rings out, muffled by the jostling crowd. Within moments of becoming England’s ruler, Elizabeth learns of the brutal murder of a highborn lady of the court, the sister of one of her dearest friends. Elizabeth cannot refuse her friend’s request to find the killer – especially since the prime suspect is too close to the crown – and her friends – to overlook.

Elizabeth must be circumspect. Trust can be deadly. So she summons her small band of loyal retainers and plunges into a cauldron of conflicting loyalties and deadly intrigue. From the pomp, pageantry, and insidious gossip of the court to the lethal tidal pools swirling under London Bridge, the passionate young queen must seize the reins of her empire – and find a killer determined to destroy the crown itself...


Opinião: O volume anterior desta série que nos apresenta a rainha Isabel I de Inglaterra a resolver mistérios, ou seja assassinatos que podem ou não estar ligados à sua real figura, não foi dos melhores que li este ano e este segue-lhe as pisadas. Sim, já se nota mais o ambiente quinhentista, mas as personagens continuam a ser uma verdadeira seca. A rainha Isabel I, personagem principal, continua a deixar muito a desejar, e acreditem-me quando digo que não melhora no livro que se segue a este e que já me encontro prestes a acabar de ler.

Desta vez, a história começa com a cerimónia de coroação de Isabel, sendo que no mesmo dia em que se mostra ao povo londrino como nova rainha de Inglaterra, a irmã de uma das suas mais queridas amigas (que aprendemos ter estado a seu lado quando Isabel foi encarcerada na Torre de Londres) é descoberta morta, numa posição pouco conventual para uma senhora de corte. Temendo que os seus amigos estejam envolvidos no crime e que este esconde um crime ainda maior, um atentado contra a sua própria vida, Isabel e o seu “Privy Plot Council” dedicam-se a resolver o mistério e a apanhar o verdadeiro culpado.

A história é bastante previsível e mais uma vez as personagens são muito pouco interessantes, apesar de descobrirmos algo mais sobre o passado de Meg, e deixam muito a desejar. O único ponto mais positivo é conhecermos um pouco dos jogos políticos da corte, mas mesmo assim é tudo muito superficial.

Pondero, sinceramente, colocar esta série de lado. Só será boa para quem realmente gosta de mistérios e desta época, para quem não tem mais nada para ler, ou para aqueles que procuram uma leitura que não exija muito do leitor.

7 de novembro de 2009

The Poyson Garden (Elizabeth I Mysteries, Livro 1)

Autor: Karen Harper
Género: Mistério
Editora: Dell | Nº de páginas: 320
Nota: 2/5

Resumo (da capa): The letter came in secret, with a pearl eardrop from an aunt long thought dead, resurrecting the forbidden past. Banished by her spiteful half sister, Queen Mary, to Hatfield House in the English countryside, twenty-five-year-old Princess Elizabeth cannot refuse the summons. The Boleyns are in grave danger. And Elizabeth, daughter of Anne Boleyn, is marked for death by a master poisoner whose reign of terror may have royal sanction.

With her few loyal retainers, Elizabeth escapes to Kent. Here, in her ancestral Hever Castle, now held by the Queen’s loyalists, Elizabeth seeks to unravel the plot against her. And here, in the embrace of intrigue and betrayal, the princess must find a brilliant, powerfully connected killer – before the killer finds her…


Opinião: Resolvi pegar neste livro, e saltar os que se seguiam na pilha, por achar que seria uma leitura mais leve. Não é leve… é levíssimo e digo isto num mau sentido. Adoro mistérios, pelo menos adoro os mistérios da Agatha Christie, com personagens interessantes e mesmo caricatas, como no caso de Poirot, com enredos que nos prendem da primeira à última página devido a todo o suspense criado em volta de determinado acontecimento ou personagem ou devido a twists genialmente introduzidos aqui e ali. Nada disto acontece neste livro.

Para começar, nunca senti que estivesse num ambiente quinhentista. Segundo, as personagens são unidimensionais, incluindo a principal, a (ainda) princesa Isabel. Esta, exilada em Hatfield a mando de sua meia-irmã, a Rainha Maria (Bloody Mary), recebe uma carta de uma familiar que julgava à muito desaparecida descobrindo, deste modo, que ela e os seus familiares do ramo Bolena se encontram na mira de um assassino que usa, como arma, poderosos venenos. Felizmente, Isabel conta com a ajuda dos seus fiéis criados e de duas outras personagens que conhece entretanto: Ned Topside, um actor que salva um dos primos de Isabel, e Meg, uma jovem com um passado obscuro e que domina os conhecimentos ervanários. Estes dois personagens, juntamente com o assassino, foram os mais interessantes mas, mesmo assim, escassamente desenvolvidos. Não há profundidade nenhuma, quase nem sequer motivações, nestas personagens mas a pior é mesmo a principal. Sinceramente, pouco me importei com ela e diga-se que mesmo conhecendo pouco da história inglesa, é um turn-off começar a seguir esta princesa, que supostamente tem um assassino atrás dela, e saber que de qualquer maneira sobrevive já que, afinal de contas, foi rainha… :/

Senti por diversas vezes vontade de abandonar o livro, mas decidi continuar a série (tenho mais 5 livros cá em casa) porque custa-me “livrar-me” de livros, sobretudo livros que ganhei por sorte num giveaway, sem os ter lido. Além disso, espero que os seguintes sejam melhores, que consigam fazer-me sentir em pleno Renascimento e no meio dos jogos de corte.

23 de agosto de 2009

A Justiça de Aristóteles (Série Aristóteles, Livro 2)

Autor: Margaret Doody
Género: Mistério
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 288
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Quando Ântia, herdeira de um rico mercador de prata é raptada, cabe a Aristóteles e ao seu aluno Estéfano encontrar a jovem. Sabem apenas que o raptor a leva para Delfos e é para lá que decidem partir. Adepto de verdadeiros quebra-cabeças, o filósofo procura vestígios e pistas, recorrendo ao seu génio lendário. Mas uns falam em homicídio e outros em casamento forçado. Qual será a verdade?

Amante dos clássicos e fascinada pela retórica, Margaret Doody continua a fabulosa série de aventuras passadas na Grécia Antiga. Com as conquistas de Alexandre em pano de fundo, Aristóteles e Estéfano aplicam o raciocínio que mais tarde associaremos ao Sherlock Holmes de Conan Doyle. Acresce-se aqui a riqueza de detalhes e o regresso a um outro tempo e lugar.

Opinião: Depois de ter lido e apreciado a leitura anterior, foi com alguma expectativa que parti para este livro e apesar de ter gostado, parece um pouco mais fraquito. Perde sem dúvida por o narrador, mais uma vez Estéfano, não se encontrar tão ligado ao caso, já que aqui aparece mais como um sidekick, como um verdadeiro capitão Hastings, narrando a história que vive devido à sua amizade com Aristóteles. Este é contactado por um homem da prata, um mercador daquele metal, cuja sobrinha desaparece. No entanto, e mais uma vez, a trama adensa-se quando no caminho para Delfos, para onde se pensa que ela e o seu suposto raptor partiram, começam a aparecer corpos e se levanta a dúvida sobre o que estará realmente por detrás do desaparecimento.

A história parece um pouco mais complexa, pelo menos não achei o final previsível, antes pelo contrário, mas não cativou tanto como a do livro anterior. Gostei, no entanto, do retrato da sociedade, sobretudo a relação entre cidadão e escravos, bastante patente no comportamento do narrador. Outro aspecto positivo foi toda a descrição de Delfos e dos rituais religiosos, nomeadamente para contactar com a pitonisa.

Não deixa de ser um bom livro, a história é bastante interessante, para quem gosta de mistérios passados na Antiguidade Clássica, mas creio que um mapa ajudava a perceber melhor a viagem de Atenas para Delfos. O livro anterior, que li em inglês, tinha um e foi com alguma surpresa que reparei que este não o tinha, pois em geral estão sempre presentes neste tipo de livros. Também uma chamada de atenção, esta edição parece não ser das mais bem tratadas, sei que a Tita teve alguns problemas com o exemplar dela, e o meu também tinha como que um buraco no meio de uma página. Felizmente não era muito grande e não impediu que continuasse a ler. Sei que estes problemas são difíceis de se notar, mas não custa pedir um pouco mais de cuidado.

18 de agosto de 2009

Aristotle Detective (Série Aristóteles, Livro 1)

Autor: Margaret Doody
Género: Mistério
Editora: Arrow Books | Nº de páginas: 384
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Athens 332 BC – a city uneasy under the sway of the Macedonian Alexander the Great, now fighting the King of Persia for control of the East. In this time of fresh ambition and furtive discontent, an eminent citizen is brutally murdered.

Young Philemon, as exile formerly guilty of manslaughter, is accused of the bizarre homicide. In his absence his cousin and nearest male relative, 23-year-old Stephanos, must conduct Philemon’s defence and attempt to clear his family’s name of this bloody murder.

Stephanos seeks the help from Aristotle, his former teacher... and Aristotle turns Detective.

Opinião: Tropecei neste livro por acaso, já que ao fazer uma compra on-line foi-me oferecido o segundo volume desta série. Como não gosto de ler séries começando pelo meio, nomeadamente deste género já que, apesar de nem sempre os casos interessarem para se perceber a história, há por vezes menções que não deixam de completar a história. Já me aconteceu algo do género com O Crime na Via Ápia, de Steven Saylor, e desde aí que tento ler sempre séries de forma seguida. No entanto, apesar de ter gostado bastante daquele, estava com algum receio deste mistério histórico não corresponder às minhas expectativas, já que Nefertiti de Nick Drake foi uma desilusão.

Neste livro, acompanhamos Stephanos que tenta ilibar o seu primo, Philemon, do assassínio de uma importante figura da cidade de Atenas. A sua defesa centra-se em torno do facto de Philemon não se encontrar na cidade, pois aquele havia sido votado ao exílio por um outro assassinato, incorrendo em pena de morte caso voltasse. Mas a trama que Stephanos encontra é demasiado densa, solicitando por isso a ajuda do seu antigo mestre, Aristóteles, para o ajudar com o caso.

Gostei bastante das personagens principais, Stephanos e Aristóteles, sendo por vezes os seus diálogos bastante divertidos e filosóficos. Fez-me lembrar a interacção entre Poirot e o Capitão Hastings, ou mesmo Sherlock e Watson. Não pude deixar de rir perante algumas falas como:
“If Philemon did not do it, someone of the class non-Philemon did it.”

“Goodbye, Stephanos – and, by the way, say nothing of that last purchase of mine, or I’ll do you a mischief. Think of the lewd jokes it would cause! But if ever I seem overbearing and foolishly proud of my intellect, you may always murmur to me, ‘That leather bag contained stones.’”
Também achei curioso o interesse de Aristóteles em cerâmica e algumas das suas conversas em torno desse assunto pareceram demasiado semelhantes a outras que tive enquanto andava a tirar o curso. Parecia mesmo um dos meus professores, mas enquanto Aristóteles dissertava sobre cerâmicas gregas, o meu professor falava sobre sigillatas romanas. :D

A história apesar de ter um final algo previsível, o assassino pareceu-me óbvio, tem bastantes reviravoltas que nos deixam agarrados ao livro. O único senão que tenho a apontar é mesmo a falta de notas de modo a esclarecer alguns dos termos usados, como os meses e prodikasia. No entanto, pelo contexto é fácil de perceber o que são, pelo que não é assim tão grave como isso.

Sem dúvida um livro a ler, para quem gosta de mistérios na Antiguidade Clássica. De lembrar que se encontra publicado em português pela Saída de Emergência.

5 de abril de 2009

Silent in the Grave (Lady Julia Grey Series, Livro 1)

Autor: Deanna Raybourn
Género: Mistério
Editora: Mira Nº de páginas: 511
Nota: 3/5

Resumo (da capa):
London, 1886

To say that I met Nicholas Brisbane over my husband’s dead body is not entirely accurate. Edward, it should be noted, was still twitching upon the floor…

For Lady Julia Grey, her husband’s sudden death at a dinner party is extremely inconvenient, not to mention an unpardonable social gaffe. However, things take a turn for the worse when inscrutable private investigator Nicholas Brisbane reveals that the death was not due to natural causes.

Drawn away from her comfortable, conventional life, Lady Julia is exposed to threatening notes, secret societies and gypsy curses, not to mention Nicholas’s charismatic unpredictability…

This sparkling witty tale is the first in a captivating new series featuring Lady Julia Grey and Nicholas Brisbane.

Opinião: Mais uma vez, deixei-me influenciar por uma capa bonita (prefiro esta às restantes edições, é mesmo linda) e uma crítica favorável. Mesmo a sinopse é algo que capta o interesse. E a primeira frase então (vide citação acima) é daquelas que agarra a nossa atenção desde o primeiro instante. Pena que seja só a primeira frase a fazer isso. Esperava um pouco mais do livro.

A história tem lugar em plena época vitoriana e começa com a morte de Edward, marido da protagonista, Lady Julia Grey, mas parece que a sua morte foi tudo menos natural, apesar de sofrer do coração. Perante a informação de Nicholas Brisbane, um género de detective privado, de que Edward havia recebido, nos últimos tempos de vida, cartas ameaçadoras e a descoberta de uma destas por Lady Julia, eis que ela se decide então a encontrar o verdadeiro culpado.

Apesar de ter como ponto de partida o assassinato, este passa quase para segundo plano na medida em que a protagonista vai continuando a viver a sua vida, revelando outros mistérios sobre aqueles que as rodeiam. E são exactamente estes personagens, nomeadamente a família March, a família da protagonista, que dá alguma cor ao livro, assim como o retrato da época vitoriana. É engraçado ver as excentricidades de alguns, numa época tão fechada onde se ligava muito ao comportamento correcto e à etiqueta. A protagonista também é engraçada de seguir sendo fácil relacionarmo-nos com ela, e ainda bem já que a história é contada na primeira pessoa. Já Nicholas Brisbane me pareceu uma cópia barata de Sherlock Holmes, para além de ser aborrecido de tão perfeito que é: consegue fazer tudo mais alguma, tem um passado misterioso (bastante fácil de descobrir), tem a visão… Quanto ao assassino, só descobri mesmo quando ela se prepara para o confrontar e confesso que soube a pouco.

Apesar de tudo foi uma leitura interessante e confesso-me algo curiosa para ler os restantes livros. Mas se vierem ter comigo, tal como aconteceu com este, é melhor.

18 de janeiro de 2009

Perguntem a Evans / Parker Pyne Investiga

Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Livros do Brasil “Colecção Vampiro Gigante” | Nº de páginas: 467
Nota: 4/5 | 3/5

Opinião: O título da primeira história em inglês é muito mais apelativo, “Why didn't they ask Evans?” São estas as últimas palavras de um moribundo que Bobby Jones encontra, no fundo de uma arriba, enquanto jogava golfe e a quem não daria mais um único pensamento se não se transformasse ele também numa vítima. Com a ajuda da sua amiga Lady Frances, encetam então uma jornada para descobrir o que está então por trás de tal tragédia.

Sendo uma história de Agatha Christie, é de esperar twists e reviravoltas inesperadas. Mais uma vez ela ilude e guia-nos habilmente através de várias pistas, que tanto nos aproximam como afastam do verdadeiro culpado.

A segunda parte consiste em 12 contos que têm como protagonista Parker Pyne. Nos primeiros 6 ele participa forma indirecta, já que ele apenas toma conhecimento dos casos e arranja depois o que é necessário para os mesmos sem se envolver directamente. Já as restantes 6 histórias envolvem-no de forma directa, já que em férias é abordado, nos vários locais por onde passa, pelos seus companheiros de viagem para que este resolva os problemas que vão surgindo.

Gostei sobretudo dos contos O Preço da Pérola, que tem uma citação curiosa sobre arqueólogos, e O Oráculo de Delfos. Os restantes casos têm também algum interesse mas não envolvem tanto o leitor como outras histórias da autora.

1 de novembro de 2008

Um Crime no Expresso do Oriente / O Mistério de Listerdale

Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Livros do Brasil "Colecção Vampiro Gigante" | Nº de páginas: 432
Nota: 4/5 | 3/5

Opinião: A primeira história deve ser a mais conhecida de todas as escritas por Agatha Christie e agora percebo o porquê. Apesar de saber a sua resolução, ainda antes de pegar no livro devido a todas as adaptações que já vi, não consegui pousar o livro até ler o final. Poirot é simplesmente brilhante, com as suas células cinzentas, com a sua atenção aos pormenores, com o próprio conhecimento da psique humana. Apesar de lutar contra o crime, por assim dizer, não deixa de ter uma certa compaixão para com os seus perpetradores, como já havia acontecido em O Assassínio de Roger Ackroyd. Este último continua a ser o meu preferido, mas entendo o porquê de tanta gente gostar deste livro também.

A segunda metade apresenta-nos, mais uma vez, uma série de contos, alguns de fácil resolução. Não deixam de ser interessantes, mas não houve nenhum que se destacasse.

A Morte de Lord Edgware / Testemunha de Acusação

Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Livros do Brasil "Colecção Vampiro Gigante" | Nº de páginas: 476
Nota: 4/5 | 4/5

Opinião: Na primeira história, seguimos mais um caso de Poirot. Desta vez, uma actriz declara bem alto que gostaria de matar o seu marido, que não lhe deseja dar o divórcio apesar de viverem separados. Quando o mesmo aparece morto, não é díficil colocar as culpas na actriz, mas ela tem um álibi. Mas, como sempre, nem tudo é o que parece e Poirot encarrega-se do caso. Mais uma vez a autora mostra-se perita em guiar-nos por diversas pistas, fazendo-nos duvidar das nossas próprias opiniões quanto ao verdadeiro culpado.

A segunda parte, mostra-nos uma série de contos que giram, na sua maior parte, em torno de casos paranormais. Não sendo habitual este tema nos escritos da autora, surpreendeu pela positiva já que se assemelhou a uma brisa fresca. Todos os contos são bastante interessantes e por vezes de arrepiar.

4 de fevereiro de 2008

A diabólica casa isolada / Os treze problemas

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério

Editora:
Livros do Brasil “Colecção Vampiro Gigante” | Nº de páginas: 461
Nota: 3/5 | 4/5

Resumo (do site Livra Portugal): A diabólica casa isolada e os treze problemas são, na verdade, duas obras literárias da famosa escritora Agatha Christie reunidas no mesmo volume. Na primeira, A diabólica casa isolada, Hercule Poiroit vai investigar um caso que anda à volta de uma bela jovem, Nick, que é proprietária de uma casa isolada e que vai ser vitima de vários atentados contra a sua vida. Cabe ao famoso detective e ao seu fiel companheiro, Hastings, desvendar o mistério e descobrir quem deseja ver a bela rapariga morta.

No segundo texto, a acção baseia-se num grupo de pessoas que se reúnem e tenta resolver enigmas, mistérios, aparentemente inexplicáveis e sem solução. Foi-lhes dado o nome de “Clube nocturno das Terças-Feiras” e reuniam-se em casa da conhecida Miss Marple, uma “velha senhora” que nunca saíra do local onde nascera, St Mary Mead, mas que possuía uma grande capacidade de raciocínio e um grande conhecimento da natureza humana, pois afinal “os seres humanos são idênticos em todo o mundo”. Contra todas as expectativas, é esta idosa que resolve todos os 13 problemas aparentemente insolúveis.

São dois textos de ficção policial, repletos de mistério, bem à moda da senhora que todos tão bem conhecem: Agatha Christie.

Vale, sem qualquer dúvida, a pena ler.

Opinião: O primeiro conto segue as usuais premissas dos livros de Agatha Christie, havendo um “twist” no final que, ao ser esperado, surpreende mas pouco. Continua a não ser tão bom como O Assassínio de Roger Ackroyd.

O segundo conto, apesar de alguns dos enigmas serem de fácil resolução, difere dos livros que li até agora pelo aspecto narrativo. Os crimes são solucionados por um grupo que se junta para passar um bom serão, sendo que cada elemento conta uma história, na qual se viu envolvido ou de que teve conhecimento, sendo, esse elemento do grupo, o único detentor da verdade. Os outros intervenientes têm de a descobrir. Foi uma forma diferente mas interessante de usar “as células cinzentas” e colocar em prática o que se sabe sobre a natureza humana. Começo a gostar mais da Miss Marple.

17 de dezembro de 2007

A Caribbean Mystery

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério
Editora:
Signet | Nº de páginas: 216
Nota: 3/5

Resumo (da capa): “Would you like to see a Picture of a murderer?” So asks a stranger of Miss Jane Marple while she is vacationing on luxurious St. Honoré. Before she has a chance to answer, the mystery man vanishes, only to be found dead the following day. Now Miss Marple is asking the questions: What happened to the curious photo? Why is the hotelier prone to nightmares? Why doesn’t the most-talked-about guest, a reclusive millionaire, ever leave his room? And why is Miss Marple fearing for her own life?

Opinião: Não sou grande apreciadora da Miss Marple, mas não podia deixar de ler mais um livro da Rainha do Crime. Como todos os livros que li, à excepção do anterior, este fez-me questionar quem seria o assassino até ao final do livro, sendo que Miss Marple usa o poder da coscuvilhice para o apanhar.

The A.B.C. Murders

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério
Editora:
Berkley Publishing Group | Nº de páginas: 214
Nota:
3/5

Resumo (da capa): “Mr. Hercule Poirot – you fancy yourself, don’t you, at solving mysteries that are too difficult for our poor thick-headed British police? Let us see, Mr. Clever Poirot, just how clever you can be.” Was the anonymous note a brilliant challenge or a crackpot hoax? The answer ia as loud and clear is a woman’s scream – precisely that of Alice Ascher, a shopkeeper in Andover bludgeoned to death on the job. Next to her corpse, a clue that’s as simple as ABC. Alphabetically speaking, the master Belgian sleuth suspects it’s now a matter of one down, twenty-five to go…

Opinião: Ao contrário de outros livros da mesma autora, este não me entusiasmou muito, apesar de um começo promissor, não só pela carta que Poirot recebe, mas, também, por haver em determinadas alturas um relato paralelo ao testemunhado por Hastings. No entanto, este não me conseguiu surpreender, já que se percebe quem é o assassino relativamente a meio do livro.

29 de outubro de 2007

The Mysterious Affair at Styles


Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Berkley Publishing Group | Nº de páginas: 208
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Introducing Hercule Poirot, the brilliant – and eccentric – detective who, at a friend’s request, steps out of retirement – and into the shadows of a classic mystery on the outskirts of Essex. The victim is the wealthy mistress of Styles Court, found in her locked bedroom with the name of her late husband on her dying lips. Poirot has a few questions for her fortune-hunting new spouse, her aimless stepsons, her private doctor, and her hired companion. The answers are positively poisonous. Who’s responsible, and why, can only be revealed by the master detective himself.

Opinião: Já tinha lido este livro há alguns anos, pelo que voltei a pegar nele pensando que desta vez o génio de Agatha Christie, perito em guiar-nos por pistas que nos afastam do verdadeiro assassino, não conseguiria enganar-me de novo. Mas assim o fez! A história encontra-se de tal modo tão bem tecida e escrita que, tal como Poirot faz ao Capitão Hastings, Agatha vai apresentando novas pistas que colocam em dúvida tudo aquilo que antes tínhamos como certeza absoluta, levando-nos a desconfiar de toda a gente. É fantástico como ela consegue usar a palavra escrita. Consegue com mestria desviar a atenção do leitor dos pequenos pormenores, focando a nossa atenção ao longo do livro nas grandes revelações, que acabam por não significar nada no final. Estranhamente, penso que seria o que aconteceria se nós leitores, nos encontrássemos perante tal situação na vida real. Numa palavra, Agatha Christie é simplesmente genial.

5 de outubro de 2007

Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Autor: Robert Louis Stevenson
Género: Mistério
Editora: Penguin Classics | Nº de páginas: 88
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Dr Henry Jekyll’s friends are horrified by his acquaintance with the vile and villainous Edward Hyde. Jekyll seems unable and unwilling to escape the clutches of this man, whose crimes and appetites become ever more unspeakable. But what terrible secret gives Hyde his power?

Opinião: Apesar de ser um livro bastante pequeno, demorou-me bastante tempo a lê-lo. O ritmo é algo lento, não tem muitas situações, girando sobretudo em torno da questão “quem é Mr Hyde e como tem tanto poder sobre o Dr Jekyll?” Isto é revelado nos últimos capítulos, a parte mais interessante de todo o livro e que nos leva a questionar sobre a natureza dual do Homem. O último capítulo consegue ser realmente magnífico, mostrando as duas partes em disputa: uma a querer saciar todos os seus apetites, aproveitando o facto de a sua ‘outra metade’ ser respeitável e assim conseguir iludir a sociedade que o persegue pelos seus crimes; a outra a tentar ocultar esses mesmos apetites e a remediar os crimes perpetrados pelo seu ‘lado maligno’, sem poder contar com o apoio de qualquer amigo exactamente por temer a sociedade.

The Adventures of Sherlock Holmes

Autor: Arthur Conan Doyle
Género: Mistério
Editora: Penguin Classics | Nº de páginas: 302
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The always unflappable Sherlock Holmes solves the world’s most baffling puzzles with the able assistance of Doctor Watson. Mysteries of disguise, madness, red-headed members’ clubs and missing thumbs must all be untangled – and the only woman to ever beat the sleuth must be faced.

Opinião: Depois de ter lido O Cão dos Baskervilles, que em muito me decepcionou, tentei dar uma nova hipótese a Sherlock Holmes para me conquistar. Não o conseguiu.

Este livro contêm pequenas histórias relatando as aventuras de Sherlock e do seu amigo Watson, que as narra como sendo memórias. Tal como O Cão dos Baskervilles, tenho a apontar os demasiados clichés e lugares comuns (talvez de propósito? Sherlock faz menção, por várias vezes, a lugares comuns nos crimes perpetrados e por si investigados), em pouco ou nada surpreendendo o desenlace final das histórias. Por momentos até me senti mais inteligente que Sherlock, nomeadamente no primeiro caso, a tal história com a única mulher a bater Sherlock Holmes, o que julgo que não devia de acontecer. Por muito que goste de deduzir e chegar à conclusão certa, também gosto de ser surpreendida e não me importo de me sentir mais burra ou estúpida que a personagem principal, como acontece nos livros de Agatha Christie. Gosto que o autor guarde sempre algo para si, só o revelando no final e apanhando-me completamente desprevenida. Tal não acontece com Sherlock Holmes.

Sherlock Holmes não parece ser para mim.

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