7 de janeiro de 2013

Downton Abbey (2)

Criador: Julian Fellowes
Atores: Hugh Bonneville, Elizabeth McGovern, Maggie Smith, Michelle Dockery, Dan Stevens

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: Começou a 20/outubro na Fox Life, ou talvez antes, mas acompanhei de forma muito irregular, sobretudo porque tinha posto a gravar a série na box e estava a ser interessante (NOT!), até ao momento em que pensei “espera aí, a série deve estar quase a acabar e o especial de Natal a chegar!” E foi quando vi 8 episódios praticamente de uma assentada e alguns dias depois o mal-fadado episódio de Natal.

Temporada: terceira e já falei sobre as duas primeiras aqui.

Opinião: Começou de forma tão feliz e tornou-se tão rapidamente numa novela! *chora* Ok, as outras temporadas tinham os seus defeitos, nomeadamente no que à história diz respeito, por vezes toda ela muito cor-de-rosa e feliz, mas esta foi demais em termos de drama!

Para começar, conseguiram fazer-me detestar uma das linhas de história que mais gostava, a de Bates e Anna. Era tão óbvio o final mas andaram por ali a engonhar, engonhar e a engonhar. E pelo amor de Deus, ainda vá falarem sobre as tentativas de tirar o Bates da prisão, faz sentido, mas em vez de falarem sobre os seus problemas, nomeadamente os que Bates enfrenta, falarem sobre as tragédias da família Grantham?! Soava tão a falso. Enfim... Mas gostei de ele ter feito, por assim dizer, as pazes com Thomas e terem como que colocado a O’Brien entre a espada e a parede.

Depois temos a Edith. Aborrece-me tanto esta personagem, e não é de agora. Ainda fiquei satisfeita por ver ela a fazer qualquer coisa da sua vida, escrevendo para um jornal, mas já devia estar à espera que tal só servisse para ela encontrar outro interesse amoroso. Já cansa os seus infortúnios amorosos e dá para ver que este não vai ser exceção, a não ser que aconteça algo tipo Jane Eyre. E não me façam falar da Isobel, a crer salvar a pobre Ethel da prostituição e empregando-a em sua casa... para depois ficar aborrecida/chateada com todo o que a Ethel faz e por fim quase surpreendida por ela querer ir embora. *revirando olhinhos*

A meio, com sentimentos muito contraditórios, temos o que mais me fez chorar baba e ranho (tantas lágrimas!). A pobre Sybill! E mais não digo. Felizmente esta linha da história deu algo bom à série, embora pudesse ter dado muito mais se soubessem explorar melhor os elementos políticos, coisa que parece que não sabem fazer, mas foi positivo, pelo menos na minha opinião, ver o Tom Branson e o Matthew a trabalharem juntos para tentarem rentabilizar Downton, modernizando-a e convencendo Lord Grantham a aceitar os novos tempos. Foi bom no último episódio ver Lord Grantham a dizer que ainda bem que o convenceram ou estaria na mesma situação que o seu familiar.

E falando em último episódio... A SÉRIO?! O episódio até estava a ser tão bom, com alguns momentos hilariantes, como o tocador da gaita de foles ao jantar e pela manhã cedinho, a perspectiva de enlaces amorosos para a Mrs Patmore, em que afinal o homem só queria os seus cozinhados ( xD ), e para a Mrs Crawley, o fazer das pazes entre Thomas (a personagem ficou um pouco mais humana esta temporada, gostei da evolução como já tinha gostado da evolução de O’Brien na anterior, e não é por parecerem mais humanas que deixam de ser enormes patifes, gostei disso) e Jimmy embora esperasse algo mais destes. Mas tinham de estragar tudo com aquele final. Já estava à espera de algo do género, tinha ouvido que o ator não participaria na quarta temporada e, com um episódio tão feliz e light em termos emocionais, algum desastre tinha de acontecer, mas ainda assim quando vi não pude deixar de dizer “oh pelo amor de Deus e f*ck it all!”

E pronto, é assim que “Downton Abbey” acabou para mim. Continuo a achar que a série vale a pena por mostrar a relação entre upstairs/downstairs, mesmo que seja algo idealista (penso que a Mrs Hughes deve ser a personagem mais realista de todas), mas o meu pobre coração não aguenta tanta dramalhice barata. E sim, eu lá acima queixei-me do tom cor-de-rosa e tal, mas é a irrealidade de algumas situações que me põem os nervos em franja porque acaba por ser a tal dramalhice barata. O drama só para ter drama! O drama para depois se resolver tudo num abrir e fechar de olhos como se nada realmente tivesse acontecido. Este final é mais difícil de resolver assim num piscar de olhos (não há cura milagrosa que lhe valha *ironia*), mas acaba por ser uma cena de “OMD! o drama nesta família nunca acaba!” Tudo bem, a vida é mesmo assim, parece que quando está tudo a correr bem acontecem desastres e tal, mas na ficção deixem-me ter os meus finais felizes quando já houve drama que bastasse! Sabem o que seria giro ver? A vida depois do “ficaram juntos e felizes para sempre”. Aqui havia uma hipótese de virem a explorar isso e puff, foi pela janela.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso. Como disse “Downton Abbey” acabou para mim. Há drama a mais e eu já não aguento, sobretudo quando tentam focar tantos temas interessantes e acabam por fazê-lo de forma superficial para arranjar espaço para (MAIS!) drama. Talvez venha a ver, afinal de contas continuo a interessar-me pelas personagens, mas sabem quando uma pessoa tenta adivinhar o que mais pode vir dali e pensa “ora bem, que desastres ainda não tiveram lugar”? Pois...

8 comentários:

Ana T. disse...

Estava mesmo desejosa de ver isto mas... depois da tua review já não estou tanto :-s

p7 disse...

O drama só para ter drama! O drama para depois se resolver tudo num abrir e fechar de olhos como se nada realmente tivesse acontecido. - Nem mais. Nesta e na série anterior, esqueceram-se do desenvolvimento e caracterização dos personagens, para embarcarem nos acontecimentos dramáticos só pelo factor choque. Ainda compreendi algumas opções na série passada, com a WWI e a Gripe Espanhola pelo meio, mas nesta série foi demais. A Edith é o sintoma mais evidente desta situação, porque parece que não sabem bem o que fazer com a pobre da rapariga, a não ser atirarem-lhe mais drama ridículo para cima. :/

Os pontos altos (poucos, mas há) da terceira série foram o modo como eles desenvolveram o Branson após "aquele acontecimento" e o Thomas, que finalmente ultrapassou o papel de vilão de segunda categoria. Também gostei da sensação de bliss com a Mary e o Matthew, mas até isso está "manchado" com o final. :/

O fim, oh, grrr, estou furiosa e em negação. Podiam ter resolvido a saída do actor com um monte de outras opções. Acho que vou fazer de conta que a terceira série não existiu por um bocado e rever a segunda, que anda a passar na SIC...

jen7waters disse...

O que me deixa ainda mais fula, é que com aquele fim descabido, foi como se o Matty tivesse entrado na série só para ser o gajo que havia de descongelar a Rainhas das Neves Mary o suficiente para lhe por o herdeiro de Downton no útero e deixar toda a gente que lá vive feliz. RRRRRRAIVA. Eu sempre disse que ela era uma viúva negra. #NoLoveForMary
Eu continuava a ver se ela tivesse morrido em vez do Matty e a próxima temporada se focasse no bromance do Branson e do Matty e as suas crias. Viúvos daquele calibre com bebés é uma coisa a não perder. Mas como não é esse o caso, bye-bye DA.

WhiteLady3 disse...

Jen, tu és o demo! Bromance entre Matthew e Branson *olhinhos brilham* Rai's partam a porcaria dos herdeiros. Acabavam a série e pronto, tudo felizes para sempre, excepto quando o miúdo fosse combater na WWII *e agora percebe porque raio não acabaram a série*

P7, eu cheguei a desejar que a série acabasse ali, tudo tão feliz e contente. I could live with that, mas não. E credo que a Edith já enjoa, deixem-na para tia e farta de procurar um marido. Eis uma oportunidade de emancipar uma mulher e fazer algo diferente!

Ana T., longe de mim querer afastar pessoas da série mas esta temporada, tendo em conta as anteriores, deixou muito a desejar. :/

Ana T. disse...

Vou ver se consigo ver quando a voltarem a dar e comparar com o que achei das outras 2 temporadas. :-)

Luana Andrade disse...

Amava a série até a 2 temporada, mas a partir da 3 começou a me incomodar. Tantos dramas para depois serem resolvidos da forma mais superficial possível. Assisti a 4, não se volto pra 5. Como eu me enjoei da série.

Luana Andrade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
WhiteLady3 disse...

Acabei por assistir à 4ª mas realmente já não foi com o ânimo das temporadas anteriores. A única coisa que ainda me prende é a Dowager Countess, porque quando for grande quero ser como ela, e o Branson porque, apesar de estar a ser uma imagem muito romântica, acaba por ter dúvidas sérias mais não seja conciliar a sua veia socialista com o facto de agora pertencer a uma família nobre.

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