26 de maio de 2008

A Muralha de Gelo (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 2)

Autor: George R. R. Martin
Género: Fantasia
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 414
Nota: 5/5

Resumo (da capa): Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade…

Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior que a própria morte…

Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus dos palácios e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. Terá sido um acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí!

George R.R. Martin prova porque é o maior escritor de fantasia da actualidade. Com a sua imaginação poderosa, a sua escrita inteligente e as suas personagens cativantes, volta a deixar o leitor rendido e a ansiar por mais. Se gosta de um romance histórico épico, de um thriller arrepiante, de uma aventura emocionante, de uma fantasia credível e, em suma, de uma grande leitura… então este livro é para si.


Opinião: Nota-se claramente que este segundo volume é o final do primeiro livro original. Não sei o porquê da escolha da editora em dividir os livros em dois volumes, mas enfim lá terão as suas razões.

Se no primeiro volume é-nos apresentado os protagonistas, cada um deles com um capítulo que lhe é dedicado por o seguir no decorrer da acção, e o ambiente em que estão inseridos, neste segundo volume começa a acção propriamente dita. As três linhas de história encontram-se mais vincadas e desenrolam-se a uma velocidade impressionante, sem perderem no entanto o elo que as liga.

Temos então a guerra civil entre as várias Casas dos Sete Reinos. Esta é a linha de história que mais detém a narrativa, não só devido aos muitos protagonistas envolvidos, mas também por dar-nos a conhecer a história deste continente (os Sete Reinos, a sua unificação) e apresentar-nos a política (ligações entre as casas e as motivações de cada personagem) de forma bastante credível.

Existe depois a história de Daenerys,
“filha de dragões, noiva de dragões, mãe de dragões,”
a única sobrevivente da casa Targaryen que unificou e reinou os Sete Reinos antes de ser destronada. Tem dos capítulos mais interessantes e é uma das componentes fantásticas da história.

Por fim, temos a Muralha. Esta é a parte menos explorada até ao momento, na minha opinião, mas podemos antever que terá grande importância. Detém também a sua componente fantástica ao mostrar-nos os Outros e os seus poderes.

Sendo este o primeiro (se tivermos em conta os livros na sua versão original) livro de uma série, não posso deixar de tentar perceber e adivinhar o que vem aí. Acho curioso a saga chamar-se Crónicas de Gelo e Fogo e as componentes fantásticas deste livro serem compostas por esses dois elementos: Gelo, por parte dos Outros, seres frios, gelados, criaturas do Inverno; e Fogo, dos dragões, símbolo da única Casa que conseguiu unir os Sete Reinos, e eventualmente a única arma que poderá ser manejada durante o Inverno que se aproxima. Não consigo deixar de pensar que no final, será uma batalha entre Outros e Dragões, com os Sete Reinos pelo meio.

Uma saga para acompanhar. Aconselho-a sobretudo a quem gostou dos livros de Tolkien. Apesar de diferentes, Martin e Tolkien souberam arrebatar-me e querer saber mais sobre o mundo que inventaram.

2 comentários:

Canochinha disse...

Adorei este livro e continuo a adorar a história, agora que terminei o 4.º volume (segunda parte do segundo volume original).
É uma história rica, tanto a nível de enredo como de personagens. Mas para além disso, é viciante e interessante, especialmente pela forma como o George Martin a conta (capítulos dedicados a personagens diferentes) e pelo seu estilo de escrita. Tem o melhor dos dois mundo, forma e conteúdo:)

Em relação ao facto de a editora ter optado por dividir o volume original em dois, julgo que se deveu a dois motivos: primeiro, já viste bem o tamanho que o livro teria se fosse só um? :D Era a minha desgraça, porque ando sempre com os livros atrás. Depois, perante um livro tão grande, era menos provável que alguém lhe pegasse e a SdE precisava que a saga começasse a vender bem logo de início para assegurar a continuação das publicações. Apesar disso, concordo contigo... Eu li os dois volumes de seguida e não me fez muita diferença, mas para quem não tem oportunidade é chato. Acho que na divisão do segundo volume original, ainda se nota mais o "corte" na história. Mas o final compensou :)

WhiteLady3 disse...

Acho que o tamanho realmente contou muito para a divisão do livro. Parece que os portugueses têm medo de livros grandes e de facto não seria tão apelativo. Já tive a versão original na mão e realmente o tamanho dele (tem talvez o tamanho do Outlander) deve-se às folhas que são fínissimas! Fossem como as da SdE e aquilo não pareceria um livro mas uma enciclopédia. :D

Comecei agora a ler a primeira parte do segundo volume. Ainda não saí do prólogo, mas já estou interessada em descobrir em que consiste a nova religião e como vai ser agora a guerra civil com, pelo menos, 3 reis (não conto com o Robb porque ele não tem pretensões ao Trono de Ferro, apenas a Winterfell) e 1 rainha para apenas 1 trono. Estou a torcer pela rainha! Tem dragões! :P :D

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