Autor: Rosalind MilesGénero: romance histórico
Editora: Planeta Editora | Nº de páginas: 392
Nota: 3/5
Resumo (da capa): Última numa linhagem de orgulhosas Rainhas, eleitas para governar as terras férteis do País do Verão; guardiã da Deusa Suprema de Avalon.
Guinevere, o Cavaleiro do Lago Sagrado.
Sir Lancelote do Lago, o grande cavaleiro da Távola Redonda, amou a rainha guerreira das ondulantes brisas de Avalon que assiste aos feitos heróicos de Artur, o novo Rei Supremo. Com uma magia rara e intuitiva, a célebre romancista e historiadora inglesa, membro da Royal Society of Arts, Rosalind Miles traz-nos o fruto de anos de investigações sobre as Lendas e a sabedoria Célticas, conferindo brilhantemente vida à época dessa mulher gloriosa e lendária, Guinevere a Rainha de Avalon que governou um reino verdadeiramente antigo.
Opinião: Razoavelmente mais interessante que o primeiro volume, ainda assim não conseguiu satisfazer-me tanto como esperava sobretudo devido às personagens, que de um livro para o outro não sofrem qualquer tipo de alteração, mantendo-se longe do que esperava delas. Morgana continua a ser a mais interessante, Merlin anda perdido por todo o livro, Arthur parece um boneco que só ali está para haver um rei nesta história, Guinevere e Lancelot são irritantes como tudo. Estas são as personagens mais chatas deste livro, onde andamos quase 400 páginas num ciclo que se repete ad infinitum: Guinevere expulsa Lancelot, Lancelot vai-se embora, ambos choram por estar longe um do outro, Guinevere quer que Lancelot regresse, Lancelot regressa, Guinevere acusa-o de a trair com outras donzelas, Lancelot defende-se da acusação, Guinevere não acredita, Guinevere expulsa Lancelot… e por aí adiante.
A história continua a ser algo previsível, sobretudo no que toca ao mito arturiano, mas estou a gostar bastante da trama secundária, sobre as relíquias de Avalon que a Igreja Romana quer roubar e tomar para si como sendo as Relíquias Sagradas de Cristo. Afirmo mesmo que este livro só vale por essa parte da história, já que, como disse, o resto é algo previsível.
Ainda sem me conseguir prender, é com um pouco mais de entusiasmo que espero pegar no último livro (entusiasmo esse que não é o suficiente para lhe pegar logo de seguida) e ler o desfecho.
