19 de fevereiro de 2012

O Vale dos Cavalos (A Saga dos Filhos da Terra, #2)

Autor: Jean M. Auel
Ficção | Género: Ficção Histórica
Editora: Publicações Europa-América | Ano: 1991 (originalmente publicado em 1982) | Formato: livro | Nº de páginas: 504 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei-o em segunda mão, em 2011.

Quando e porque peguei nele: 19/jan/2012 a 12/fev/2012. Peguei nele para continuar a seguir as aventuras de Ayla. Conta para os desafios: Inverno Filhos da Terra, Mount TBR Reading Challenge, Book Bingo - Nome do autor começa por vogal, What’s in a Name - característica topográfica.



Citações:

Os predadores de quatro patas adaptavam-se ao meio ambiente das suas presas. Ayla e os da sua espécie adaptavam o meio ambiente a si próprios.

Opinião: Tinha curiosidade em ver como Ayla sobreviveria após ser expulsa do Clã e se encontraria os Outros, daí que tenha ficado surpreendida quando, logo no segundo capítulo, começamos a seguir outra personagem, Jondalar. Esta pareceu-me bem mais conseguida que a perfeita Ayla, que é capaz de tudo e mais alguma coisa, e foi interessante ver a sua viagem e conhecer outras famílias de Homo Sapiens, com línguas e costumes diferentes. O choque de culturas acaba por ser uma constante bem conseguida neste livro e permite uma abertura de mente aos acontecimentos da última parte deste volume. Jondalar tendo sido criado com a sua família, tem algum preconceito para com os grupos de Neanderthais, que são tidos como animais, cabeças chatas e não homens, mas o convívio com Ayla acaba por mudar essa perceção.

Apesar de o choque destes dois estar bem desenvolvido e credível, achei completamente descabida aquela história de Ayla deitar-se e no dia seguinte já ser praticamente fluente na língua de Jondalar. *eyes roll* O homem vem de uma região onde hoje será a França, ela deveria ser de uma região mais central na Europa, Polónia talvez, quanto muito ela falaria Mamutoi, que segundo o mapa é a Caverna que se encontra mais perto do local onde o Clã a terá encontrado e passaria depois a viver. Mas enfim, a perfeita Ayla tem de ser perfeita, não é verdade?

A nível da escrita, continua a não ser a melhor coisa do mundo, continuando as repetições. Ok, os dias seriam muito semelhantes mas mesmo assim cansou ler vezes sem conta como Ayla estava a viver sozinha e caçava. Também voltei a sentir que as coisas se arrastavam ali pelo meio e cheguei a temer que Ayla e Jondalar jamais se encontrassem!

Ainda assim, é um livro interessante e convida a pensar em preconceitos. Não duvido que este sentimento existisse na pré-história, quando em centenas de anos também não foi possível ultrapassar a barreira da cor. Basicamente, esta série tem ilustrado a minha ideia de que a evolução tem sido feita, nos últimos milhares de anos, mais em termos de conforto e cultura material do que propriamente de mentalidades.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei mais que do anterior, mais não seja pela visão mais global do mundo nesta época e porque, apesar de tudo, Ayla é uma mulher forte. Não gosto muito de como aparece retratada mas há que elogiar o facto de sobreviver sozinha.

Há de seguir-se: O Apelo da Lua (Mercy Thompson, #1) de Patricia Briggs

2 comentários:

Iceman disse...

Pessoalmente gostei muito do primeiro e deste segundo volume.
A partir daqui é sempre a descer em qualidade e interesse. Recordo-me que no terceiro volume aquilo é mais uma fixação por sexo do que propriamente em abordar a época, por vezes até parecia que a autora se esquecia em que época estava.

WhiteLady3 disse...

*torce o nariz* Vamos a ver. Resolvi fazer uma pequena pausa e ler outras coisas, mas vou pegar no 3º volume em breve. No entanto, talvez o vá intermediando com outras leituras. Tenho umas antologias que queria acabar e se achar que o sexo começa a ser muito, vou variando as leituras. :/

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