3 de agosto de 2009

Harry Potter and the Half-Blood Prince/Harry Potter e o Príncipe Misterioso

Informação técnica no IMDb.

Director: David Yates
Escritores: Steve Kloves (adaptação), J.K. Rowling (obra original)
Actores: Daniel Radcliff, Michael Gambon, Alan Rickman
Nota: 3/5

Ou eu ando muito sádica nestes últimos tempos ou então, já que os livros não são infantis, querem que os filmes do Harry Potter o sejam. Aquele não era o final que eu estava à espera, até porque não é bem aquilo que vem no livro, e diga-se que é bastante anti-climático. Mas comecemos pelo principio…

Este é um dos meus livros preferidos, exactamente devido ao seu início. O capítulo inicial tem por título “O Outro Ministro”, o que só por si é bastante apelativo devido às várias interpretações que se podem fazer de tais palavras, e torna-se ainda mais interessante quando nos é dado a conhecer que o Ministro em que se foca o capítulo é o Primeiro-Ministro dos muggles. Ora bem, só por este capítulo o livro agarrou-me já que é o primeiro que nos mostra como o mundo mágico se funde com o muggle, visão que até aí nos tinha sido muito supérflua. No filme isto também acontece, se bem que não de maneira totalmente satisfatória, ou melhor como eu estava à espera. Para além de que fiquei ofendidíssima pelo facto de variados Devoradores da Morte voarem, coisa que devia ser privilégio de poucos, nomeadamente do Snape e do Voldemort, mas isso até só deveria acontecer no último livro. Enfim…

Passamos depois a conhecer Slughorn (fantástico se me permitem dizer), Narcissa (um pouco diferente do que estava à espera), e que Draco tem uma qualquer missão. Vemos também a loja dos gémeos Wesley (sem a piada do U-No-Poo :( ) e temos vários piscares de olhos às diferentes relações amorosas que se vão desenrolar durante aquele ano lectivo e… parece que é basicamente a este último tema que se cinge o filme. Há tanta hormona aqui como no quinto livro (que diga-se é o que menos gosto de toda a série, exactamente devido às hormonas!), mas felizmente aqui vai dando para rir, se bem que preferia que o filme se centrasse em coisas um pouco mais sérias, como as “viagens” no Pensatório, que aqui ficam cingidas a duas. Nada de conhecer melhor Voldemort, a não ser que já em criança seria psicótico, ou o porquê de escolher determinados objectos para fazer as horcruxes. Eu e a Slayra no final perguntamo-nos mesmo como é que Harry sabe o que terá de procurar no(s) último(s) filmes(s): terá Dumbledore deixado uma carta?

Mas o final é que realmente é decepcionante e afasta-se completamente do livro, tal como acontece também com outros pormenores (a meu ver sem qualquer tipo de desculpa), que um fã não pode deixar de notar. Estamos o filme todo a tentar perceber o que raio anda o Draco a fazer para depois aparecerem 4 Devoradores da Morte, entre os quais um lobisomem que segundo o livro é algo sádico e gosta de criancinhas, e haver só uma a partir a casa toda, que mesmo assim se resume ao Grande Salão e à casa do Hagrid. :/ Onde está a luta entre o Exército de Dumbledore e os Devoradores da Morte? Onde está Fenrir a morder Bill? Este é o livro que traz a guerra entre os dois lados para dentro de Hogwarts, que torna essa realidade mais próxima dos personagens e do leitor, que mostra que vai haver baixas, sejam elas mortes ou danos físicos que ficarão para sempre. Quase nada disso aconteceu. Bah!

O casting adulto continua a ser excelente, o mais jovem nota-se que está a crescer de filme para filme. Dan Radcliff continua a não ser grande coisa, mas há que dar-lhe os parabéns pela sequência do "Felix Felicis", onde está muito bem mesmo. É pena que não esteja assim tão confiante, tão liberto, nas outras partes. Rupert Grint pode vir a ter sucesso como comediante, as moças também vão bem, cada uma no seu papel.

Um bom filme? Sim, não é mau, dá para rir bastante e passar uma bela tarde, mas sendo adaptação de um dos meus livros preferidos, de uma das minhas séries preferidas, estava à espera de algo mais. Eu sei que o livro é algo parado, mas conseguiram fazer do filme algo ainda mais parado que, se não fosse pelos contínuos gags, pouco tinha a oferecer.

5 comentários:

Mónica disse...

Também não lhe achei muita piada (não me ri lá muito confesso... pronto, sorri!) mas, como já não tenho a história do livro muito presente na minha memória, confesso que não apanhei essas falhas todas.

Se assim fosse, acho que não lhe teria achado piada nenhuma :(

slayra disse...

hear, hear! Exactamente! Quando me perguntaram como tinha sido o filme, só disse: "Blah". É mesmo a palavra ideal para ele... muito efeito especial mas pouca acção e história... e que Inferius eram aqueles, pergunto eu?? O_O

WhiteLady3 disse...

Mónica, uma das falhas que mais me ofendeu (eu ofendo-me quando não respeitam pormenores que considero importantes) foi o facto de o Dumbledore andar sem o anel na mão "morta", por assim dizer. Até entendo, assim não foi preciso grande explicação para o porquê do anel, logo não havia necessidade das viagens no Pensatório, mas não gostei! Assim como não gostei que o Snape tivesse visto o HP na torre... Toda essa sequência está mal conseguida a meu ver. Também não gostei de não se ver uma única aula do Snape, nem se temer o facto de ele dar a Defesa contra as Artes Negras... Bah!

Slayra, acho que eram primos do Gollum mas em vez de quererem o anel queriam o fio... *assobia inocentemente* Se reparares bem, até têm quase o mesmo fim que o Gollum, com fogo e tal. :P Faz lembrar os primeiros Dementores, cópias baratas do LotR.

Marcelina Gama disse...

Mhmm, estou triste... Eu adorei a saga e li-a toda com bastante interesse... agora ficarem tantos bons pormenores de fora...
não acho piada. Provavelmente só vejo o filme em casa.

WhiteLady3 disse...

Sim, apesar de ter gostado de o ir ver ao cinema, não é um mau filme para se ver em casa.

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