3 de julho de 2009

Son of the Morning

Autor: Linda Howard
Género: Romance histórico
Editora: Pocket Books | Nº de páginas: 384
Nota: 4/5

Resumo (da capa): New York Times bestselling author Linda Howard captivates readers in the deeply romantic tale of a contemporary woman who unravels an extraordinary mystery from the past… by living it.

A scholar specializing in ancient manuscripts, Grace St. John never imagined that a cache of old documents she discovered was the missing link to a lost Celtic treasure. But as soon as she deciphers the legend of the Knights of the Templar – long fabled to hold the key to unlimited power – Grace becomes the target of a ruthless killer bent on abusing the coveted force. Determined to stop him, Grace needs the help of a warrior bound by duty to uphold the Templar’s secret for all eternity. But to find him – and to save herself – she must go back in time… to fourteenth-century Scotland… and to Black Niall, a fierce man of dark fury and raw, unbridled desire…

Opinião: Não estava à espera de uma grande leitura, já que este livro parecia bastante semelhante aos da autora Karen Marie Moning, a história ameaçava tornar-se mesmo igual ao terceiro livro da série Highlander, mas se aquela pouco desenvolve as personagens, o mesmo já não acontece com Linda Howard.

Acompanhamos Grace St. John, uma historiadora especializada em decifrar documentos escritos em línguas antigas e casada com um arqueólogo, quando a vida desta muda, literalmente do dia para a noite, após assistir ao assassinato do seu marido e do seu irmão por causa de documentos que tem em sua posse. Apontada como principal suspeita do assassinato, Grace vê-se forçada a deixar a sua vida calma para trás e a adaptar-se ao mundo das ruas, de modo a sobreviver e fazer justiça. Começa então a decifrar os documentos, enquanto é perseguida pela Fundação, e cruza com o lendário tesouro dos Templários e o seu Guardião, Black Niall, com quem parece ter uma estranha ligação.

Como disse, esta autora ao contrário de Karen Marie Moning, consegue dar profundidade às personagens, nomeadamente Grace, sendo possível acompanhar toda a sua transformação, de ingénua em mulher capaz de sobreviver por si só, e assim é fácil relacionarmo-nos com ela, já que se revela uma mulher bastante forte. Já Black Niall, é o típico alpha male destes romances e, por isso, com menos profundidade mas, mesmo assim, com um background satisfatório. As personagens secundárias também estão muito bem conseguidas e cumprem bem a sua função na história. Esta também não é a típica história do género “Scottish highlander time travel romance”, já que a maior parte da acção tem lugar na América do séc. XX e não nas Highlands do séc. XIV. No entanto, achei-a bastante interessante, não se resume à luxúria das personagens, que parece ser o fio condutor da outra autora já por diversas vezes mencionada, assemelhando-se a um thriller, e com um twist no final de que realmente não estava à espera.

Sem dúvida bem melhor que Karen Marie Moning e mais interessante do que estava à espera de um romance deste género. Fiquei com curiosidade para ler mais livros desta autora (que também tem sido publicada pela SdE). É um bom livro para se ler num dia de férias.

5 comentários:

Canochinha disse...

Parece-me interessante! Desta autora, tenho o livro "Beijo na Escuridão", mas ainda não tive grande vontade de lhe pegar...

WhiteLady3 disse...

Li o capítulo inicial do Nunca te Perdi e agora depois de ler este livro deu para ver que ela escreve bem, sobretudo personagens femininas que se revelam muito fortes por estarem dispostas a enfrentar as dificuldades que aparecem nas suas vidas. Começo a notar uma certa tendência nas minhas personagens preferidas... :P

Se calhar convém avisar que tem sexo, felizmente não em demasia, pelo menos pelos meus critérios...

Canochinha disse...

Começando pelo fim... Cenas de sexo em livros só me começam a incomodar quando a autora (ou autor) exagera e acabam por se tornar gratuitas, sem qualquer espécie de objectivo para além de lá estarem (como no livro que li da KMM).

Quanto à Linda Howard, é bom saber que tem boas personagens. Assim que tiver um tempinho, experimento ;)

Mónica disse...

Hum, parece-me interessante, gosto sempre de uma boa história com uma heroína digna desse nome :D

WhiteLady3 disse...

Canochinha, por acaso não acho que exagera, há sonhos e uma noite escaldante, mas que não são explícitas e servem para criar e fortalecer, há falta de melhor palavra, a relação entre as duas personagens principais. Depois há outras duas cenas explícitas, numa para mostrar, mais uma vez à falta de melhor palavra, poder sobre outra pessoa e que leva a outra consequência, e depois temos a primeira relação entre os personagens principais, como culminar da tensão sexual existente. Por acaso esta última pareceu-me algo gratuita, mas já li pior e em situações mais absurdas.

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