Autor: Maggie Stiefvater
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Editorial Presença | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 440 | Língua: português
Como me veio parar às mãos: Comprei-o no ano passado
Quando e porque peguei nele: 22/fev/2012 a 24/fev/2012. Depois de ter lido Celestial apetecia-me continuar na onda YA e tinha muita curiosidade em ler este livro. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Livre.
Opinião: Foi, até agora, a deceção do ano e eu queria mesmo gostar deste livro! Sigo o LJ da autora há algum tempo e gostei da sua escrita, com algum humor à minha medida. Além disso vi um vídeo das conferências TED em que ela diz “I tell lies for a living!” e é uma verdadeira artista, pois compõe músicas, escreve e fez os book trailers dos seus livros. Como é que não poderia gostar? Mas o certo é que ficou aquém das expectativas.
É sem dúvida um livro fofinho, mas um pouco sem pés nem cabeça. Então temos um moço que se transforma em lobo com temperaturas frias e ele mora num local frio? Fala-se em mudar para um clima quente ao que responde que à mínima alteração de temperatura se transformam em lobos e mudar para um clima moderado está quieto porque é caro. Really? Só isso me fez ficar de pé atrás porque achei estúpido, é quase como a cena dos vampiros morarem num local que está sempre nublado para não brilharem como bolas de disco. *eye roll*
E depois temos as personagens... As mais interessantes são Isabel e Olivia, mas estas são personagens muito secundárias e por isso vemos muito pouco delas. Já a Grace, a protagonista, fez-me ranger os dentes. Não é que se torne numa Bella, mas ela parecia uma moça normal, com uma vida normal, tirando a sua valente panca por lobos e os pais que pouco ou nada lhe ligam (a sério, assusta-me pensar que há pais assim), mas a partir do momento em que o moço aparece só lhe quer saltar para a espinha e estar colada a ele todo o santo dia. Ela até parecia boa aluna, aplicada, mas pensa em faltar para estar com ele. É como se a partir do momento em que Sam aparece, a sua vida fosse unicamente devotada a ele, deixando de ter vida e interesses próprios! E Sam até é uma personagem interessante e tem um passado complicado que gostei de descobrir, mas o seu romance com Grace é tão pegajoso que rapidamente deixei de me interessar, por aí além, pela personagem.
No entanto, a história segue a bom ritmo, tem um final algo prevísivel mas algumas coisas interessantes ali pelo meio e a escrita, apesar de não ter grandes floreados, pareceu-me muito boa. Acaba por ser uma leitura muito leve (levíssima mesmo) e deixa algumas questões em aberto, mas penso que não vou continuar a série. Vou tentar dar outra hipótese à autora, tem uma série com fadas, salvo erro, que ainda não está publicada por cá, mas talvez peça o primeiro volume.
Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Foi uma aposta que saiu ao lado. Acontece, com muita pena minha. :(
Segue-se: The Peach Keeper de Sarah Addison Allen
