9 de abril de 2012

Os direitos inalienáveis do leitor

1. O direito de não ler.
2. O direito de saltar páginas.
3. O direito de não acabar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler não importa o quê.
6. O direito de amar os “heróis” dos romances.
7. O direito de ler não importa onde.
8. O direito de saltar de livro em livro.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de não falar do que se leu.

Retirado de Estante de Livros

Adoro esta lista de que tomei conhecimento devido a um poster (download aqui) há alguns anos, salvo erro, e que a Canochinha entretanto publicou no seu blog. Ia para falar apenas no 3º ponto, como ela já fez, mas depois pensei "e porque não debruçar-me um pouquinho sobre todos?" E pronto, cá está (culpem o não ter nada que fazer em algumas ocasiões).

1. O direito de não ler

Como leitora acho que este é um direito importante. É certo que adoro ler e muitas vezes preferia estar a ler do que a fazer qualquer outra coisa aborrecida (compras ou trabalho por exemplo :P ), mas há também alturas em que não quero pegar em livros. Prefiro estar com amigos e família, passar uma tarde na esplanada a conversar sobre livros ou outras coisas (porque felizmente há mais na vida do que livros), ver um bom filme, adormecer o cérebro a ver programas manhosos na TV. Muito de uma coisa boa pode enjoar e é salutar dar atenção a tudo o que se passa à nossa volta. Há tempo para tudo.

2. O direito de saltar páginas

Porque não? Há momentos em que estou tão empolgada com uma situação que tenho de saltar para ver como acaba, depois sou capaz de voltar atrás e ver como é que tudo aconteceu, mas naquele momento quero é saber a resolução. Há também alturas em que a história se ou descrições se arrastam e salto umas páginas para continuar a leitura. Há livros de não ficção que têm páginas dedicadas a coisas que não me interessam. Há livros cuja primeira página me leva a ler a última e só então mergulhar na história...

3. O direito de não acabar um livro

Já coloquei este direito em prática por várias vezes. Porque hei-de estar a forçar, a insistir numa leitura que não me está a dizer nada? Por vezes o momento não é o mais propício para aquela leitura, outras vezes a história é igual a tantas outras e tem pouco mais que se recomende, como personagens que não nos cativam e nos metem nervos. A leitura, para além de formar e informar, é também um escape (sobretudo se falarmos em ficção) e quando se torna um calvário e pouco ganhamos com ela, o melhor é mesmo colocar o livro de lado, seguir para outro. Não digo que se desista completamente do livro, apesar de também já o ter feito, mas nada nos impede de lhe pegar noutro momento e, quem sabe, até passar a adorá-lo.

4. O direito de reler

Outro que tenho colocado em prática, sobretudo porque há histórias que, por mais que as leia, dizem-me sempre algo, tocam-me sempre da mesma maneira. Há mesmo alguns títulos que são como velhos amigos e é sempre bom voltar a lê-los. Há momentos em que são a leitura mais reconfortante, que dizem exactamente o que precisamos de ouvir/ler, que nos lembram que nem tudo é mau ou que as coisas boas não duram para sempre.

5. O direito de ler não importa o quê

Era daquelas que desdenhava alguns títulos por terem capas manhosas ou por serem géneros que considerava menores, mas era parva e não sabia do que falava. Agora não me importo com o que leio, há bons e maus títulos em todos os géneros e o que eu gosto não tem propriamente de ser aquilo que outra pessoa gosta. Leio o que quero e me apetece.

6. O direito de amar os “heróis” dos romances

Acho que já disse por aqui que tenho crushes nalguns personagens. I regret nothing!

7. O direito de ler não importa onde

O melhor sítio para ler é sem dúvida na minha cama, enroladinha nas cobertas, mas já tenho lido aventuras na praia, tenho-me emocionado com os mais belos romances no autocarro, tenho lido e rido com as situações mais hilariantes em consultórios médicos. Leio em viagem, em férias, nos tempos mortos do trabalho, leio na rua e dentro de casa, na esplanada e no jardim.

8. O direito de saltar de livro em livro

De livro em livro, de história em história. Uma das coisas que mais gosto de fazer é passar os olhos pelas minhas estantes e pensar que livro vou ler a seguir e depois desse... Nem sempre sigo a lista ou pilha, porque há de repente um outro livro que me chama a atenção, seja porque me falam dele, porque ele praticamente salta para a minha mão, ou apenas porque sim. :)

9. O direito de ler em voz alta

E de ouvir a história em voz alta! Os áudio-livros são das minhas companhias preferidas para fazer tarefas domésticas. Mas também gosto de ler em voz alta. Há diálogos que tenho de dizer de mim para mim mesma, há partes hilariantes que tenho de partilhar com a minha mãe (ou outro qualquer infeliz que esteja ao meu lado) por modo a convencê-la a ler aquele livro e a gostar tanto dele como eu!

10. O direito de não falar do que se leu

Porque nem sempre há que dizer ou porque ainda se está a fazer o “luto”, por assim dizer, e custa falar do livro. Há alguns que deixam uma tal marca que é preciso digerir bem, organizar ideias suscitadas, emoções... Há livros em que um “que queres que diga? Lê-o!” é suficiente, outros que queremos guardá-los só para nós porque não há como defini-los.

2 comentários:

Patrícia disse...

Ando "vai não vai" a decidir-me deixar um livro a meio. Estou tão desiludida e fartinha.
:) Boas leituras

WhiteLady3 disse...

Acho que é a melhor coisa a fazer quando algum livro não está a corresponder. É melhor parar que continuar a insistir, porque ao parar posso pegar nele um dia mais tarde e pensar "ora bem, vamos a ver se é desta que convences", e se continuar a insistir sei que vou odiá-lo para sempre.

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