25 de fevereiro de 2012

Um Sonho Encantado

Diretor: Tarsem Singh
Baseado no guião "Yo Ho Ho" de Valery Petrov por Tarsem Singh, Dan Gilroy e Nico Soultanakis 
Atores: Lee Pace, Catica Untaru, Justine Waddell

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 22 de fevereiro no MOV

Opinião: Atenção! Tearjerker! Chorei baba e ranho com este filme, mas o que mais fica de tudo são os cenários e as cores.

Tomei conhecimento do filme pela internet, já não sei onde é que li sobre ele, mas com a minha sorte, apanhava sempre o filme a meio ou no fim. Estando esta semana de férias em casa, lá consegui apanhar o início (quer dizer, devo ter perdido 5 a 10 minutos mas deu para acompanhar a história) e fiquei rendida. Desconhecia a parte do hospital, pois tinha ficado com a noção de que era um filme fantástico, mas adorei-o ainda mais por isso. Roy (Lee Pace) é um duplo de filmes que sofre um acidente e no hospital, onde se encontra internado, conhece a pequena Alexandria (Catinca Untaru) a quem começa a contar uma história fantasiosa. Mas a intenção de Roy não é apenas entreter a pequena, habilidosamente para a história nos momentos mais interessantes, como a própria Alexandria repara, e tenta convencê-la a roubar morfina por ele para continuar a história.

Como disse, os cenários são belíssimos e transportam-nos desde a Índia a desertos, com cidades azuis e palácios coloridos pelo meio. Também o guarda-roupa é todo ele colorido, fazendo mesmo lembrar as cores dos filmes bollywoodescos. Tudo isto constrata com o aspeto mais acizentado do quarto de Roy, que de certa forma parece refletir o seu estado de espírito. Em termos visuais este filme é brilhante, em vários sentidos da palavra.

Também gostei bastante das personagens, tanto da história como da realidade, por assim dizer, mas foi a pequena Alexandria que conquistou o meu coração, com a sua ingenuidade e alegria. Não sei até que ponto a pequena atriz leu ou decorou o texto, pois é bastante genuína e a atuação não parece nada forçada, como acontece muitas vezes com tão jovens atores.

É um filme tão fofo, que só apetece abraçá-lo e nunca mais largá-lo, se é que isto faz algum sentido.

Veredito: Para ter na estante. Este é um filme para rever vezes sem conta e só tenho pena que não haja em livro. Penso que também daria um livro excelente.

7 comentários:

p7 disse...

Ando há imenso tempo para ver este filme. Das fotos/trailer que vi, parece lindíssimo. :)

Quigui disse...

Na sabia que este filme tinha dado na TV e que tinha titulo em português (Um Sonho Encantado também nunca me diria que é o The Fall).

Este é um dos meus filmes preferidos! Simplesmente adoro. Lindíssimo em termos visuais, com uma história que tanto me parte o coração como me o aquece.

WhiteLady3 disse...

P7, e é! Lindo e fofo. :')

Quigui, costuma dar no MOV, já o apanhei por 3 vezes mas só desta vez o consegui ver todo. Também só reparei no título em PT agora. Estava a fazer zapping pelo GuiaTV da Zon e dizia que o filme que tinha começado no MOV tinha o Lee Pace e eu "Pie Maker!". Mudei e quando vi era este! \o/ É um filme tão lindo e fofo.

Iceman disse...

Boas.
Vou registar o nome desse filme, parece-me bom.

WhiteLady3 disse...

Foi dos filmes que mais gosto me deu ver nos últimos tempos. :)

Sudoblogga disse...

Vi este filme ontem e quando terminou, sequer me levantei, simplesmente premi em play outra vez. E encontrei este fantástico blog enquanto pesquisava para saber o titulo em PT. O filme é realmente maravilhoso, com cenários reais (filmado em cerca de 28 países) e, como mencionaste, a naturalíssima performance da pequena Untaru: li que grande parte do diálogo entre ela e Pierce foi espontâneo, e que a parte onde Alexandria lê a letra "e" como "3" foi um mal-entendido na leitura da própria atriz (que tinha 5-6 anos) pelo que o realizador resolveu incorporá-lo no trama.
Pessoalmente, prefiro a estória "real" que se passa no hospital pois a parte fantástica, enquanto seja uma festa para os olhos, é um pouco demorada e deixa a desejar no fim. Mas contínua a ser um grande filme com uma grande trilha sonora, não sei porque não foi mostrado em cinemas internacionais.

WhiteLady3 disse...

Obrigada. Eu supunha que o diálogo deveria ter sido espontâneo, geralmente as crianças têm uma representação mais forçada, e se tal se confirma foi uma excelente opção que confere muita veracidade às cenas. E não sabia desse mal-entendido mas lá está, enriquece a história.

Também não consigo perceber como é que filmes que pouco mais de valor têm que o entretenimento chegam aos cinemas e outros como este nem vê-los. Não que os primeiros sejam maus, eu gosto de filmes com porrada e explosões, mas não vou a um cinema de propósito para os ver. :/

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