13 de janeiro de 2011

Booking Through Thursday: Primeiros

A pergunta desta semana é...
Do you remember the first book you bought for yourself? Or the first book you checked out of the library? What was it and why did you choose it?
Esta pergunta vem quase a propósito do post de segunda-feira. :D

Sei qual foi o primeiro livro que li, chamava-se (e chama-se, que ainda o tenho e já tinha sido o primeiro livro que a minha mãe tinha lido!) O Rouxinol encantado e outros contos para crianças, só depois me dediquei então aos livros da Enyd Blyton. No entanto, o primeiro livro que comprei, com o dinheiro que me davam pelos anos e pelo Natal, que me davam primos e tios mais afastados, não me consigo lembrar. Lembro-me também do primeiro livro que pedi para os meus pais comprarem na Feira do Livro (e que é a primeira memória da Feira, apesar de me dizerem que já em anos anteriores lá tinha ido, mas a minha memória não é grande coisa), chamava-se Sissi vai à pesca. Também me recordo que o meu irmão escolheu Petzi vai à pesca, está visto que muito queríamos pescar naquele ano... mas não consigo mesmo recordar-me qual o primeiro livro que comprei para mim. Talvez tenha sido Caderno de Agosto da Alice Vieira, mas não posso dizer com toda a certeza.

O primeiro livro que trouxe da biblioteca, deve ter sido um livro da colecção Viagens no Tempo, da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, que tinha lugar durante o Terramoto de 1755.

Editado para acrescentar: Esqueci-me de dizer que, a realmente terem sido os livros acima descritos, comprei o da Alice Vieira porque estava numa fase em que só lia, praticamente, livros dela (belíssima contadora de histórias) e trouxe da biblioteca aquele volume porque queria experimentar a colecção e tinha curiosidade em saber um pouco mais sobre o terramoto.

12 de janeiro de 2011

Crimes de Natal

Autor: vários; Richard Dalby (editor)
Género: mistério
Editora: Edições Asa | Nº de páginas: 320

Resumo (do Goodreads): Though Christmas is a time of peace and joy, there can be a dark side to holiday cheer -- murder and mayhem may lurk within the merriment. This tempting collection serves up Christmas crime stories from some of the best mystery writers of the past 150 years: Agatha Christie, Ellis Peters, Arthur Conan Doyle, H.C. Bailey, and Thomas Hardy.

Opinião: À semelhança da última opinião, este foi também aconselhado no post em que pedia que me indicassem alguns livros que se passassem ou tivessem como pano de fundo a quadra natalícia.

Não apreciei tanto este livro como o anterior. Para começar já tinha lido alguns contos, nomeadamente o da Agatha Christie e o de Arthur Conan Doyle, pelo que a resolução foi fácil. Junta-se a isto as restantes histórias que, infelizmente, também não exigem muito das nossas células cinzentas. Destaco no entanto, a personagem Reggie Fortune de H.C. Bailey, uma espécie de “arma da Providência”, e a escrita de Wilkie Collins, belíssima e que nos seus apartes para apresentar as personagens, não se torna maçador, muito pelo contrário. Se já tinha em mente ler The Moonstone e The Woman in White, agora quero mesmo pegar neles!

Apesar de achar os casos muito fáceis, é uma leitura leve e que dá para descontrair, que é exactamente o que costumo procurar em livros deste género.

Emprestado e pouco se perde com isso: É um livro interessante para conhecer mais autores do género, mas este não é propriamente um género que goste de ter na estante. Serve o seu propósito, mas não me imagino a reler.

10 de janeiro de 2011

Eu e os livros

Já por aqui falei da minha relação com áudio-livros e e-books, mas não me lembro de alguma vez me ter debruçado da minha relação com os livros. Suscitado por um post no fórum Estante dos Livros sobre leituras obrigatórias e sentindo-me algo nostálgica, resolvi então debruçar-me um pouco sobre tal. Aviso, o post pode parecer uma enorme salganhada, numa tentativa de falar de muita coisa ao mesmo tempo. :P

A minha mãe foi em tempos grande leitora, lembro-me de como aproveitava os tempos mortos no antigo emprego para ler, e passou-me o bichinho. Lembro-me de ela ler para mim antes de dormir, quando tinha tempo, e lembro de como ela sempre falou com emoção de alguns livros que teve oportunidade de ler. Parecia que tinha sido ela a viver aquelas histórias e isso fascinava-me. Sempre gostei de ouvir histórias.

Como já tenho dito, ela costumava ler livros emprestados, hábito que também tenho, mas assim que passou a trabalhar fez-se sócia do Círculo de Leitores (hoje já não é) e pedia então, penso que de 3 em 3 meses, cerca de 2 a 4 livros. Quando comecei a ler, passou também a pedir livros para mim e foi assim que fiz a colecção de Os Cinco, Os Sete e As Gémeas, tudo obras da Enyd Blyton, e vários livros da colecção Azul. Li todos os livros da Enyd Blyton, mas da colecção Azul nem por isso. Nesta época, não sei porquê, tinha medo de me esquecer das aventuras que vivia ao ler (coisas parvas, enfim) e então relia sempre as mesmas histórias nas férias, já que em tempos de escola não pegava em livros, tinha de me aplicar nos estudos e se me saísse bem então aí sim tinha a minha recompensa.
Quando passei para o 2º ciclo, de modo a incentivar à leitura, tive uma professora que resolveu apresentar-nos as "fichas de leitura". Podíamos, e devíamos, ler todos os títulos que nos interessassem e depois mostrar-lhe um resumo da história e o que tínhamos achado ou aprendido com o livro. Aqui estava a solução para ler e não me esquecer da história dos livros! Podia ler mais sem medo de novas aventuras ocuparem o lugar de antigas (sim, porque a minha memória nunca foi grande coisa), bastava-me depois escrever um pouco sobre o que lia para mais tarde recordar. Escusado será dizer que achei a ideia tão boa que continuei a fazer isso ao longo dos anos, o que culminou neste blog. :) Por esta altura também comecei a ler obras obrigatórias, tendo sido a primeira, se não estou em erro, Os Lusíadas Contados às Crianças e Lembrados ao Povo do João de Barros, porque a professora achava que era um bom ponto de partida para darmos Os Lusíadas em verso anos mais tarde.

Com pensamento semelhante, a minha professora do 8º ano achava que não deveria ser apenas no secundário que deveríamos ler livros obrigatórios, até porque se assim fosse corríamos o risco de lá chegar sem disciplina nem método. Propôs então duas coisas, todos os alunos deveriam ler um livro que ela escolhesse e fazer um trabalho sobre esse livro, e todos deveriam escolher um livro que quisessem e apresentá-lo ao resto da turma. O livro escolhido pela professora foi A Pérola de Steinbeck, que se tornou logo num dos meus livros e autores favoritos. Foi também o primeiro trabalho que me lembro de ter feito com o uso de um computador. :) Por esta época li vários títulos da Alice Vieira e A Lua de Joana, livro que mudou a minha forma de ver os livros. Se até aí constituíam um escape, aquele mostrou-me que podia passar por variadas experiências de vida que ajudam a crescer e a tornar-nos pessoas melhores, adultas e responsáveis. Passei a encarar a Literatura de outro modo e para além do escape, comecei a procurar enriquecer-me. Assim, tentei ver as obras obrigatórias do secundário como algo que contribuiria para um maior crescimento interior, mas continuei a ler o que bem entendia.

Fazia parte das leituras obrigatórias do meu ensino secundário os títulos Felizmente à Luar, Os Maias e Aparição. Não gostei particularmente de nenhum e apesar de ter concluído a leitura do primeiro, já os outros não consegui acabar: fiquei no 4º capítulo do livro do Eça e na parte em que morre uma galinha n'Aparição. Porque é que não acabei? Achei ambos uma seca e se até gostava das descrições do Eça, elas não deixavam de se arrastar, já o Vergílio Ferreira pareceu-me demasiado filosófico para o meu gosto. Além disso não havia nenhuma contrapartida para mim, na medida em que no básico as professoras não se importavam com o resto das nossas leituras (não importava tema, género ou autor) valorizando apenas que lêssemos e no secundário havia uma atitude de "isto é que é literatura que deve ser lida, tudo o resto, nomeadamente a Fantasia que lê, não a forma como pessoa". E acho que foi mais por isso do que o ser alérgica a obras obrigatórias que me afastou daqueles livros. Como se atreviam a dizer tal coisa, se as histórias de Fantasia - lia na época As Mulheres da Casa do Tigre e Harry Potter - contavam histórias de pessoas que perante a adversidade não desistiam e lutavam como podiam, mesmo sem esperança? Além disso, nunca gostei de analisar obras à exaustão. Eu sei que o autor deve ter tido várias influências, desde autores que tenha lido até à época em que viveu, mas ler um livro à procura disso cansava-me e tirava qualquer gosto da leitura porque "cada palavra foi posta de propósito em determinado lugar para expressar uma ideia qualquer do autor, até contra aquilo que estava a escrever". Enfim, estar a esmiuçar cada palavra ou descrição era tarefa árdua (demorei duas semanas só para ler a descrição do Ramalhete!) e um pouco inglória devido aos inúmeros sentidos que poderia ter. Foi quando descobri que não tinha queda para Literaturas e Línguas.
Acho que ainda hoje isso se nota aqui nas minhas opiniões. Quando escrevo sobre um livro tento debruçar-me sobre a história, as personagens, como isso contribui para um certo enriquecimento pessoal. Sim, porque até os romances mais banais podem ajudar a um crescimento pessoal, já que se debruçam sobre o relacionamento entre personagens e essas têm problemas como qualquer um de nós. Faço poucas pesquisas sobre autor, tema ou acontecimento que escreve a não ser que me sinta curiosa (como quando as histórias tomam lugar num determinado período e acontecimento histórico que não conheço tão bem como isso - já agora, foi quando percebi que Literatura e Línguas não era para mim que segui História :P ), porque acho que o próprio autor queria era contar uma história e não propriamente que o leitor ficasse a conhecer os seus sonhos, pensamentos e frustrações analisando cada palavra, ponto ou vírgula.

Felizmente, encontrei pessoas que pensam como eu, primeiro na faculdade, e daí para a frente também com a ajuda da internet. Tomei conhecimento de novos livros, autores e de como outras pessoas encaram a leitura e o que tiram dela. Tem sido salutar toda esta troca de opiniões e experiências tendo como base os livros, e tal como os livros, tem contribuído para o meu crescimento pessoal. Se antes desdenhava alguns géneros hoje estou aberta a novas experiências literárias; acho interessante ver como os mesmos livros podem suscitar diferentes opiniões e ao ler opiniões positivas/negativas de livros que detestei/adorei, sinto que ganho uma maior compreensão dos outros e de mim própria.

6 de janeiro de 2011

Booking Through Thursday: Resoluções

Tenho visto participações neste meme semanal por essa internet fora e como acho algumas perguntas interessantes, também resolvi começar a participar. Podem ler como participar aqui ou carregando na imagem.

A pergunta desta semana é...
Any New Year’s reading resolutions?
Não tenho propriamente resoluções, é mais uma declaração de intenções, mas passa:
  • pela leitura de 50 livros, coisa que tenho conseguido fazer nos últimos 2 anos, mas se não conseguir também não me preocupo muito, quero é ler bons livros;
  • pela leitura de autores de língua portuguesa, talvez mesmo a realização de um mês temático que acabei por não realizar o ano passado;
  • por reler North and South da Elizabeth Gaskell, já que foi o último livro que me arrebatou por ter uma história, personagens e escrita magníficas;
  • por ler Oscar Wilde, que tem sido constantemente relegado para a prateleira, apesar de ser um autor que me suscita muita curiosidade, não apenas pelas suas obras mas pela sua personalidade.
Acho que é isto. Já não digo ler os livros que tenho cá por casa porque, para dizer a verdade, as bibliotecas alheias são quase sempre mais apetecíveis. :P

5 de janeiro de 2011

Gloria in Excelsis - as mais belas histórias portuguesas de Natal


Autor: vários; Vasco Graça Moura (editor)
Género: romance
Editora: Quetzal | Nº de páginas: 464

Resumo (do livro): «(...) a festividade religiosa (do presépio à missa do galo) e a sua paralela celebração secular e jubilante quase sempre no plano da família; o contraste mais ou menos chocante entre Graça e desgraça, ou entre grupos e condições sociais; o regresso de alguém que, regra geral, estava ausente havia muito; a evocação do tempo e das vivências do passado; a reconciliação entre os homens; por vezes o sofrimento, a tragédia ou a violência numa quadra que não deveria comportá-los; quase sempre a ruralidade do meio em que a acção decorre (nesta colectânea, todavia, com algumas excepções nítidas); como cenário de fundo, é frequente a contraposição do mau tempo (chuva, frio, neve, ventania) a um ambiente aconchegado e familiar.»

Opinião: Aconselhado pelo Iceman no post em que pedia para me aconselharem livros com temas natalícios, em boa hora o li! Para começar, tem contos de autoria portuguesa. Alguns já tinha lido, caso dos contos de Eça e de Sophia de Mello Breyner, outros deram-me a conhecer, de mansinho, autores que tenho adiado conhecer, como Saramago, e outros de que nunca tinha ouvido falar, como Jorge de Sena e José Maria de Andrade Ferreira. Junta-se a isso, a variedade de temas ainda que em comum tenham o facto de as histórias se passarem ou mencionarem o Natal. O saldo é mais que positivo.

Confesso que espantou-me a qualidade da escrita. Sim, sempre desdenhei autores portugueses, não se pode dizer que os livros que havia lido tivessem-me agradado. Lembro-me de Constantino, guardador de vacas e de sonhos de Alves Redol que me fez desejar voltar atrás no tempo e não pegar no livro. Deve ter sido o único livro em que senti ter perdido uma tarde para nada, mas perante o conto do mesmo autor nesta antologia sinto-me tentada a reler o livro, pois parece-me agora que talvez não tivesse a maturidade suficiente para entender a história de Constantino na época em que o li (com 12 ou 13 anos). Ficou também a curiosidade de descobrir mais dos outros autores descobertos aqui.

Nem todos os contos, ou melhor episódios porque foi isso que me pareceram - episódios de várias vidas - , me agradaram ou tocaram da mesma maneira mas gostei do facto de se debruçarem e focarem diferentes temas e aspectos do Natal. Alguns são alegres, cheios de esperança, fazendo-nos acreditar no Homem e na promessa de um Salvador, mas outros há, porém, que retratam histórias que seriam trágicas em qualquer altura do ano, mas que por decorrerem no Natal ganham um carácter ainda mais negro, levando a uma descrença em finais felizes.

É um livro que aconselho. Não será propriamente uma leitura para quando se quer algo leve, ainda que alguns contos sejam bem humorados, mas leva-nos a pensar na quadra e no seu primeiro propósito, no estar com a família e acreditar em algo de bom, na promessa de um mundo melhor e numa verdadeira Humanidade entre Homens.

Para ter na estante: Fui buscar este livro à biblioteca, mas sem dúvida de que é um livro a comprar e a oferecer. A opinião em cima não lhe faz justiça, mas a variedade de autores e de temas focados enriquece a obra e permite que seja verdadeiramente apreciado na quadra festiva, levando-nos a pensar no propósito da mesma e em como existem Natais diferentes do nosso.

4 de janeiro de 2011

Livros - 2011

Janeiro:
1. Gloria in Excelsis - as mais belas histórias portuguesas de Natal editado por Vasco Graça Moura - Para ter na estante
2. Crimes de Natal editado por Richard Dalby - Emprestado e pouco se perde com isso
3. O Segredo da Casa de Riverton de Kate Morton - Para ter na estante
4. P.S. - Eu Amo-te de Cecelia Ahern - Não acabei
5. O Décimo Terceiro Conto de Diane Setterfield - Vale o dinheiro gasto

Fevereiro:
6. Burning Up [e-book] de Nalini Singh, Angela Knight, Virginia Kantra, Meljean Brook - Emprestado e pouco se perde com isso
7. Os Despojados - uma utopia ambígua (2 volumes) de Ursula K. Le Guin - Vale o dinheiro gasto

Março:
8. The Pretender de Celeste Bradley - Não acabei
9. Néfer, o Silencioso (A Pedra de Luz, Livro 1) de Christian Jacq - Emprestado e pouco se perde com isso
10. A Mulher Sábia (A Pedra de Luz, Livro 2) de Christian Jacq - Emprestado e pouco se perde com isso
11. Shadow Kiss (Vampire Academy, Livro 3) [áudio-livro] de Richelle Mead, lido por Khristine Hvam - Vale o dinheiro gasto

Abril:
12. Blood Promise (Vampire Academy, Livro 4) [e-book] de Richelle Mead - Vale o dinheiro gasto
13. Spirit Bound (Vampire Academy, Livro 5) [e-book] de Richelle Mead - Vale o dinheiro gasto
14. Last Sacrifice (Vampire Academy, Livro 6) [e-book] de Richelle Mead - Vale o dinheiro gasto
15. Sangue Felino (Sangue Fresco, Livro 7) de Charlaine Harris - Emprestado e pouco se perde com isso

Maio:
16. Dragon Ball, volume 1 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
17. Laços de Sangue (Sangue Fresco, Livro 8) de Charlaine Harris - Emprestado e pouco se perde com isso
18. A História do Pedrito Coelho de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
19. A História do Coelho Casimiro de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
20. A História do Coelhinhos Flopsi de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
21. A História da Rã Jeremias de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
22. A História do Esquilo Trinca-Nozes de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
23. A História do Tó Gatinho de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
24. A História da Pata Patrícia Patanisca de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto
25. A História da Rata Migalha de Beatrix Potter - Vale o dinheiro gasto

Junho:
26. GTD - Fazer Bem as Coisas: a arte de fazer acontecer de David Allen - Vale o dinheiro gasto
27. Sangue Mortífero (Sangue Fresco, Livro 9) de Charlaine Harris - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
28. When He Was Wicked (Bridgertons, Livro 6) [e-book] de Julia Quinn - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso

Julho:
29. Kismet de Monica Burns - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
30. Heir Apparent de Vivian Vande Velde - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
31. Tokyo Killer de Barry Eisler - Vale o dinheiro gasto

Agosto:
32. O Vale dos Cinco Leões de Ken Follet - Vale o dinheiro gasto
33. O Estranho Caso de Benjamin Button de F. Scott Fitzgerald - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
34. Pride and Prejudice [comic] de Jane Austen, adaptado por Nancy Butler, ilustrado por Hugo Petrus - Vale o dinheiro gasto
35. (*)Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter, Livro 1) de J.K. Rowling - Vale o dinheiro gasto
36. (*)Harry Potter e a Câmara dos Segredos (Harry Potter, Livro 2) de J.K. Rowling - Vale o dinheiro gasto
37. A Cidade e as Serras [e-book] de Eça de Queirós - Vale o dinheiro gasto
38. Songs of Love and Death: All-Original Tales of Star-Crossed Love [e-book] editado por George R.R. Martin e Gardner R. Dozois - Emprestado e pouco se perde com isso
39. (*)Outlander - Nas Asas do Tempo (Outlander, Livro 1) de Diana Gabaldon - Vale o dinheiro gasto
40. (*)Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter, Livro 3) de J.K. Rowling - Vale o dinheiro gasto
41. The Girl Who Chased the Moon [e-book] de Sarah Addison Allen - Emprestado e pouco se perde com isso
42. The Iron Duke (The Iron Seas, Livro 1) [e-book] de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto

Setembro:
43. The Exile (Outlander, Livro 1.5) [comic] de Diana Gabaldon, ilustrado por Hoang Nguyen - Vale o dinheiro gasto
44. Bloodlines (Bloodlines, Livro 1) de Richelle Mead - Vale o dinheiro gasto
45. A Filha do Sangue (Trilogia das Jóias Negras, Livro 1) de Anne Bishop - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
46. Mesmerized de Candance Camp - Emprestado e pouco se perde com isso
47. The Awakening (Vampire Diaries, Livro 1) [áudio-livro] de L.J. Smith, narrado por Rebecca Mozo - Não acabei
48. (*)Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter, Livro 4) de J.K. Rowling - Para ter na estante
49. Vampire Academy [comic] de Richelle Mead, adaptado por Leigh Dragoon, ilustrado por Emma Vieceli - Vale o dinheiro gasto

Outubro:
50. (*)Harry Potter e a Ordem da Fénix (Harry Potter, Livro 5) de J.K. Rowling - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
51. Soulless (Parasol Protectorate, Livro 1) de Gail Carriger - Vale o dinheiro gasto
52. Sense and Sensibility [comic] de Jane Austen, adaptado por Nancy Butler, ilustrado por Sonny Liew - Vale o dinheiro gasto
54. Changeless (Parasol Protectorate, Livro 2) de Gail Carriger - Vale o dinheiro gasto
55. Blameless (Parasol Protectorate, Livro 3) de Gail Carriger - Se fosse emprestado não se perderia nada com isso

Novembro:
57. Heartless (Parasol Protectorate, Livro 4) de Gail Carriger - Vale o dinheiro gasto
60. A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de  Mary Ann Shaffer e Annie Barrows - Vale o dinheiro gasto
61. Heart of Steel (The Iron Seas, Livro 2) de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto

Dezembro:
62. Expiação de Ian McEwan - Para ter na estante
65. Steamed de Katie MacAlister - Não acabei
66. It's In His Kiss (Bridgertons, Livro 7) [e-book] de Julia Quinn - Vale o dinheiro gasto
67. It's In His Kiss: The Epilogue II (Bridgertons, Livro 7.5) [e-book] de Julia Quinn - Emprestado e pouco se perde com isso
68. Wild and Steamy [e-book] de Meljean Brook, Jill Myles, Carolyn Crane - Com tanto livro e tive que pegar neste
69. A Christmas Carol [e-book] de Charles Dickens - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
70. Cântico de Natal de Charles Dickens - Se fosse emprestado pouco se perderia com isso
71. As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy [comic] de Filipe Melo, Juan Cavia - Vale o dinheiro gasto
72. TimeRiders - Os Guardiões da História (TimeRiders, Livro 1) de Alex Scarrow - Vale o dinheiro gasto
73. Dragon Ball, volume 2 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
74. Dragon Ball, volume 3 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
75. Dragon Ball, volume 4 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
76. Dragon Ball, volume 5 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
77. Dragon Ball, volume 6 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
78. Dragon Ball, volume 7 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
79. Dragon Ball, volume 8 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
80. Dragon Ball, volume 9 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto
81. Dragon Ball, volume 10 de Akira Toriyama - Vale o dinheiro gasto

Classificação: Para mais informação ler este post.

P.S.: Os títulos dos livros encontram-se por ordem de leitura e na língua em que os li/ouvi. Assim, os que possuem o título em inglês foram lidos nessa língua.

(*) - indica que foi relido.

1 de janeiro de 2011

A Corte do Ar

Autor: Stephen Hunt
Género: steampunk
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 512

Resumo (do livro): Quando a orfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado.

Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a sua vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida.

É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga.


Opinião: Nada melhor que começar o ano com uma crítica ainda que a um livro lido no ano anterior. As festas, o trabalho e uma gripe não ajudaram a escrever esta crítica mais cedo, mas o que é certo é que também não sei muito bem sobre o que me debruçar.

Talvez deva começar por dizer que aguardava este livro com muita expectativa. Não sou grande fã de ficção científica, na verdade sempre desdenhei um pouco este género no que à literatura diz respeito, já que me parece ser um género que tem mais impacto visualmente, ou seja em filmes. Mas ficção científica com máquinas a vapor e com a acção a desenrolar-se numa época vitoriana? Como é que poderia não me atrair? :D

Tomei conhecimento do termo steampunk depois de ler o primeiro livro da trilogia de Pullman e desde aí tenho andado fascinada com toda a subcultura. Há quem ande por aí vestido e transforme mesmo computadores, Ipods e telemóveis em objectos steampunk, o que acho simplesmente espectacular. Claro está que quis ler mais coisas neste género, mas a oferta por cá não é muita, pelo menos de que tenha conhecimento. Quando a Saída de Emergência disse no seu encontro BANG! que ia publicar steampunk (timidamente disse “obrigado!”) fiquei em pulgas e, claro está, fui de propósito ao Fórum Fantástico para o comprar. Infelizmente não pude aguardar pela dedicatória do autor (tive de ir com o irmão às compras, a tortura, o medo... o horror!), mas o meu exemplar vem assinado e por isso guardo o livro com bastante estima.

No entanto este livro não tem apenas steampunk. É verdade que a história se passa no que parece ser um séc. XIX saído das páginas de Dickens, num mundo com vaporomens, aeróstatos, revólveres que funcionam sei lá como, computadores que fazem análises sanguíneas, mas há também laivos de magia aqui e ali, lutas sociais, sei lá que mais. É todo uma mescla de temas que, infelizmente, acabou por me fazer sentir perdida e daí talvez o sabor meio amargo que deixou no final e a dificuldade em escrever esta crítica.

Este é um livro que sinto ter de reler novamente para apreender tudo aquilo que transmite. Foi difícil entrar nele, já que parece que somos largados no meio de uma história que vai a meio e temos de tentar perceber por nós o que raio se passa ali. Isto levou-me a pegar em outros livros pelo meio, coisa que vejo agora não devia ter feito e que fez com que o lesse aos soluços, o que em nada contribuiu para melhor entender a acção. Talvez devesse tê-lo colocado de lado quando senti que a história não me estava a agarrar, até porque também não se pode dizer que a forma de narração e as personagens tenham ajudado a manter a concentração e o entusiasmo. Se o mundo é perfeitamente descrito e interessante, já as personagens nem por isso. Gostei de Molly e da sua história, mas o mesmo já não posso dizer de Oliver, por exemplo, cujas partes pareciam arrastar-se. A narração a saltitar entre personagens também me confundiu um pouco, sobretudo quando estava dias sem pegar no livro e esquecia-me de quem andava a seguir.

Apesar de tudo gostei e como disse guardo este livro com estima. Tem uma história interessante e um mundo fascinante que quero revisitar e entender melhor, pelo que fica agendada uma releitura para uma época mais propícia, talvez em férias. :)

Vale o dinheiro gasto: apesar do sabor algo amargo, é um livro que me imagino a reler e aconselhar. A altura em que o li também não foi a mais propícia e não posso dizer que tenha dedicado toda a minha atenção ao livro, daí a dificuldade em entrar na história e, talvez, nos personagens.

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