10 de fevereiro de 2011

Booking Through Thursday: Ponto de partida

A pergunta desta semana é...
There’s something wonderful about getting in on the ground floor of an author’s career–about being one of the first people to read and admire them, before they became famous best-sellers.

Which authors have you been lucky enough to discover at the very beginning of their careers?

And, if you’ve never had that chance, which author do you WISH you’d been able to discover at the very beginning?

Vamos ver se consigo fazer isto na minha curta hora de almoço.

Acho que nunca descobri autor nenhum. Quase todos os livros que li são de autores que já tinham publicado dois ou três livros. J.K. Rowling por exemplo, comecei a ler quando se começou a falar em fazer os filmes, já tinham sido publicados 3 livros em inglês, se não estou em erro. Tolkien também já era mais que consagrado. Juliet Marillier tinha a saga Sevenwaters publicada...

Não me importo com isso e nunca os desejei ter conhecido no início das carreiras, já que todos eles foram sugestões dos mais diversos pontos e pessoas que falavam com um entusiasmo contagiante e que me levou a ler esses autores. Acho que é isso que interessa, partilhar opiniões e experiências e não dizer "AH! Eu descobri este autor antes de vocês todos!!!" O que é que se ganha com isso? Deixa-se de gostar menos de uma história contada por um determinado autor se só a lemos depois de ele ter publicado 3 ou 4? Gostamos mais de um autor porque ele acabou de publicar o seu primeiro livro?

Os autores também amadurecem com o tempo. Um livro do início da carreira pode não me tocar como outro que o autor escreveu a meio, e o do fim também pode não ser dos que mais me agrada. Importa é ler, apreciar uma bela história muito bem contada.

9 de fevereiro de 2011


Afectada com o mesmo mal, e num estado lastimoso, este cantinho vai andar um pouco vazio. As alergias não me estão a dar descanso (literalmente, nem sequer ando a dormir como deve ser) e a minha disponibilidade para as leituras e para o blog anda por isso um pouco condicionada.

7 de fevereiro de 2011

Kindle

Já tenho o meu Kindle faz quase duas semanas e só me posso dizer satisfeita com ele. Para começar é leve e bastante prático. Posso estar deitada na cama, quentinha, aconchegada e só preciso de estar com uma mão ao relento para o segurar e mudar as páginas. É por isso óptimo para o Inverno. Também me parece que vai ter muito uso no Verão, nomeadamente em férias! Como disse é muito leve, tem 3GB de espaço pelo que dá para muitos títulos logo é excepcional para andar a viajar. Quem é maluquinho por livros, como eu, sabe que para uma semana de férias levar 3 livros é capaz de ser pouco. Lembro-me mesmo de umas férias que passei com os meus avós, cerca de um mês fora de casa, e a meio da primeira semana já telefonava desesperada à minha mãe para que não se esquecesse de trazer mais livros quando viesse, no fim-de-semana seguinte. Ela resolveu trazer logo a minha biblioteca (escassa naquela época) e ainda teve de comprar mais alguns livros para me trazer e eu estar entretida! Tivesse eu o Kindle (e houvesse redes wi-fi, já que naquele tempo nem rede de telemóvel quanto mais internet!) naquela época e tal não teria sido necessário! Bastava-me ir ao site do Projecto Gutenberg ou do GoodReads para ter novos livros para ler! Sim, porque dá para visitar e fazer o download directamente a partir do Kindle. Uma maravilha digo eu!

Só tem um ponto negativo, pelo menos de que me tenha apercebido até agora. A leitura de pdf’s, nomeadamente revistas como a Bang!, não é muito prática. Para começar, fica algo lento. As letras ficam minúsculas quando o documento está ajustado ao ecrã, e quando colocamos a 100% é complicado navegar pela folha. Acredito que seja uma questão de prática mas ainda não me dei muito bem com aquilo. No que toca a imagens, o detalhe é espantoso ainda que a preto e branco. Devo dizer que adoro mesmo os screensavers, por assim dizer, que vêm com o Kindle. Dá vontade de ficar a olhar para alguns deles.

Também traz um dicionário inglês, útil para aquelas palavras que nos escapam e facílimo de utilizar. Um pouco mais complicado é tirar notas, mas parece-me que quem usa aqueles telemóveis com teclado QWERTY se dará bem.

São estas, então, as primeiras ilações que tiro destes dias com o Kindle e, não me imaginava a fazê-lo mas estou realmente a gostar. Acho que será excelente como um test drive a alguns títulos. Podemos, por exemplo para fazer download dos excertos que a Saída de Emergência disponibiliza em pdf (atenção, não dá para fazer o download directo, é necessário fazer download para o pc e depois passá-lo pelo cabo USB para o Kindle) e existe mesmo um programa que permite transformar pdf's em formato mobi, e que permite mudar o tamanho da letra bem como o espaçamento entre linhas e caracteres. No entanto, ao fazer a conversão, pode acontecer os números de página do pdf original ficarem a meio do texto ou parágrafos ficarem divididos em dois ou mais.

Não me parece que vá abandonar os livros-objecto. Apesar de tudo, quando gosto mesmo de um livro, não me importo de o comprar. Basicamente é como ir a uma biblioteca mas sem prazos e muito mais leve de se transportar. :)

3 de fevereiro de 2011

Booking Through Thursday: Vida Real

A pergunta desta semana é...
I am paraphrasing from a friend’s Facebook wall her question:

“How would a teen-age boy who is going to work with his hands ever use Literature of England in his work?”

The age-old “How am I going to use this in real life?” question. How would you answer it?

Hoje por manifesta falta de tempo e por mais pessoas terem participado com opiniões semelhantes à minha, deixo aqui os links para os textos da Slayra e da Célia.

2 de fevereiro de 2011

O Décimo Terceiro Conto

Autor: Diane Setterfield
Género: romance
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 368

Resumo (do livro): Vida Winter passou quase seis décadas a iludir jornalistas e admiradores acerca das suas origens, intrigando-os com histórias fantasiosas que mantiveram oculto o seu passado enigmático, tão enigmático como a sua primeira obra, intitulada Treze Contos de Mudança e Desespero, e que continha apenas doze. Porém, tudo isto pode estar prestes a mudar quando Margaret Lea, filha de um negociante de livros antigos e biógrafa amadora, recebe uma carta da famosa escritora convidando-a a redigir a sua biografia. Pela primeira vez, Vida Winter vai contar a verdade, a verdade acerca de uma família atormentada por segredos e cicatrizes. Mas poderá Margaret confiar totalmente nela? E terá sido ela eleita depositária das confidências por um motivo inocente? À medida que somos seduzidos pelo imaginário rico e intenso que rodeia a família Angelfield e que Vida Winter tece perante nós com a magia de uma verdadeira contadora de histórias, o passado invade o presente e temas como o isolamento, o abandono e a identidade emergem das sombras para dotar o derradeiro conto de um carácter apaixonante. Um romance assombroso, impregnado de ecos de A Paixão de Jane Eyre e O Monte dos Vendavais, que se tornou um bestseller imediato e que será publicado em mais de trinta línguas.

Opinião: Li este livro sobretudo por a Canochinha dizer que era parecido com O Segredo da Casa de Riverton. De facto existem mistérios, fantasmas, um desejo de contar a verdade, mas a história não me prendeu como aquela contada por Morton. Não tenho nada a apontar à escrita nem à história em si, infelizmente foram as personagens que não me agradaram. Nunca senti nenhuma ligação com Vida ou Margaret como senti com Grace. As gémeas nunca me pareceram tão reais como Hannah e Emmeline (curioso como este é também o nome de uma das gémeas neste livro), Missus e John da enxada também nunca suscitaram a minha simpatia. Só não fiquei indiferente a Aurelius, mas penso que isso se deve sobretudo à descrição de “bom gigante”.

Como disse a história não é má. Vida Winter, escritora conhecida pelo seu livro Treze Contos de Mudança e Desespero, ainda que tivesse apenas 12, e por contar histórias quando questionada sobre a sua vida, decide contar a sua verdadeira história. Convida Margaret Lea, que sempre cresceu rodeada de livros e autores mortos, para ser a sua biógrafa e relata-lhe então os acontecimentos da sua juventude. Através da história vamos conhecendo vários fantasmas, não só de Vida mas também de Margaret, já que algo existe de comum à história das duas.

É fácil adivinhar sobre o que trata o 13º conto, mas o final não deixa de surpreender e penso que é aqui que a escrita sobressai. Se tivesse lido com mais atenção e entendesse o porquê da constante referência ao livro de Charlotte Brontë, A Paixão de Jane Eyre que ainda não li (e sinceramente nunca tive muita curiosidade, nem mesmo depois de ler este livro tenho alguma *foge antes que lhe atirem com alguma coisa*), talvez tivesse conseguido resolver o mistério, mas mesmo assim duvido muito. A autora elabora uma complexa teia pela qual é difícil espreitar e só guiados pelas palavras de Vida e cogitações de Margaret conseguimos ver o fim à meada. Mas apesar de tudo isto e de o ter lido neste fim-de-semana de uma assentada, confesso que me custou a entrar nele, já que como disse não me senti ligada às personagens. Houve quase sempre como que uma barreira já que as personagens eram muito voltadas para si mesmas, dando-se a conhecer pouco através da história e pouco se diferenciando na narrativa, sendo o discurso de Margaret e de Vida, quando a primeira lhe dava a palavra, muito semelhantes.

Não estará ao nível de O Segredo da Casa de Riverton, mas não deixa de ser um livro interessante, sobretudo para quem gosta de livros cuja acção decorre em ambientes góticos, com fantasmas e personagens com doenças mentais. Para quem gosta de ser iludido, de ser contado uma história que pouco a pouco vai erguendo o véu para dar a conhecer a verdade.

Vale o dinheiro gasto: Este volume foi-me emprestado mas penso que valerá o dinheiro gasto, ainda que os cerca de 20€ pelo qual está disponível na Wook me pareça um valor um pouco elevado. No entanto, não o penso adquirir. Acho que uma releitura em nada contribuirá para uma melhor compreensão da história, talvez o fizesse só para verificar se seria capaz de descobrir o segredo mais cedo ou se a autora se traiu nalgum lugar.

31 de janeiro de 2011

Janeiro 2011

Já que estou numa de mudar algumas coisas no blog que começou com o visual, ainda em finais do ano, passando pela inauguração de uma rubrica que está a revelar-se interessante pelos contactos e ideias que se vão trocando, pelo quase fenómeno (sim, estou um pouco inchada de orgulho :P ) que foi o post sobre a minha história com os livros e que originou posts semelhantes, e muito agradáveis de ler, de outras pessoas com quem tenho o prazer de conviver na blogosfera, resolvi também mudar o post mensal. Este costumava enunciar as aquisiçõs e empréstimos, e passa agora a ser também de balanço de leituras, antes feito de forma semestral.

Posto isto, parece-me que comecei bem o ano. Para começar, li um dos mais belos livros dos últimos tempos. Queixava-me em como não era arrebatada e este felizmente fê-lo, tendo a autora tornado-se numa das minhas favoritas, ainda que só tenha lido este livro da sua autoria. Falo, claro, de O Segredo da Casa de Riverton da Kate Morton. Só o posso aconselhar e não me canso de o fazer. Também não posso deixar de aconselhar a antologia de contos de Natal portugueses, editado pelo Vasco Graça Moura, que constituiu uma enorme surpresa e deu ainda mais força ao meu desejo de ler mais autores portugueses. Falta mesmo é pegar nos livros e não é que sejam escassos cá por casa mas parece que há sempre outros que se metem à frente... :P

Pela negativa destacou-se P.S. - Eu Amo-te, o primeiro livro, e espero que o último, deixado a meio este ano. Resolvi este ano que vou deixar de ler os livros que não me estiverem a agradar, por uma qualquer razão. Não quer dizer que não lhes venha a pegar mais tarde quando a premissa até é interessante, como no caso deste livro, mas se naquele momento não me está a agarrar e sinto que não consigo avançar ou que prefiro passar à frente e pegar noutro, é isso que vou fazer. Como dizem por aí há tantos livros e tão pouco tempo para os ler, que não vale a pena estar a forçar a leitura de um livro, quando ele até pode querer ser lido noutra altura. Sim, acredito que há alturas e estados de espíritos que aconselham a leitura ou a não leitura de determinados temas, o mais difícil, por vezes, é entender qual é a ideal e ouvir o livro chamar por nós. :)

Aproveito para deixar também a foto da pilha de livros por ler que se encontra em cima da mesa de cabeceira. Não é muito diferente da que mostrei em Agosto do ano passado (embora esta agora esteja ordenada pelo tamanho, já que uma vez ia caindo), muito por culpa de empréstimos. Vamos a ver se no mês de Fevereiro a consigo diminuir.
Por fim as aquisições e empréstimos, mas ainda antes de passar aos livros tenho de dizer que... tenho um Kindle! Foi uma prenda de Natal atrasada do meu irmão (que por muito mal que diga dele não deixa de ser o melhor irmão do mundo, e não, não digo isto por ele ter me oferecido o Kindle, é simplesmente a verdade, por muito chato que ele seja é a minha melga preferida *abraça o irmão até os olhos lhe saírem das órbitas*) a que planeio dar uso, sobretudo para ler os vários clássicos disponíveis gratuitamente no site do Projecto Gutenberg. Mas volto a falar neste aparelho assim que tiver tido a possibilidade de o experimentar melhor, já que o recebi a semana passada e as oportunidades para o explorar têm sido escassas.

Aquisições através do BookMooch:
  • Beguiled de Shannon Drake
  • The Untamed Heiress de Julia Justiss
  • Millie's Fling de Jill Mansell

Empréstimos pelas BLX:
  • O Segredo da Casa de Riverton de Kate Morton (crítica aqui)
  • P.S. - Eu Amo-te de Cecelia Ahern (crítica aqui)
  • O Décimo Terceiro Conto de Diane Setterfield (estou a acabar de lê-lo)

27 de janeiro de 2011

Booking Through Thursday: Pesado

A pergunta desta semana é...
What's the largest, thickest, heaviest book you ever read? Was it because you had to? For pleasure? For school?

Provavelmente, os livros mais pesados ou com mais páginas que já li são os da Diana Gabaldon. Penso que exceptuando o primeiro volume, Outlander, todos os outros têm mais de 1000 páginas. O quinto volume, no qual ainda não peguei, parece mesmo um tijolo, com a sua capa avermelhada e 5cm de espessura!

Anna Karenina, que ainda não consegui ler até ao fim (fiquei por volta da página 100 e qualquer coisa à espera de melhores dias, ou melhor estado de espírito para epgar nele), também tem um peso considerável mas penso que se deve mais à sua capa dura.

Li-os, ou comecei a lê-los, por prazer. Para a escola o maior que li deve ter sido Os Maias, que só li até ao quarto capítulo. :P

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