8 de setembro de 2010

Sangue Furtivo (Sangue Fresco, Livro 5)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 254
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps, não é alheia a experiências sobrenaturais. Mas agora estranhos acontecimentos estão a mexer com a sua família e nunca antes o sobrenatural esteve tão próximo. Quando Sookie repara que os olhos do seu irmão Jason começam a modificar-se, ela percebe que ele está prestes a transformar-se numa pantera pela primeira vez – uma transformação mais rápida e intuitiva do que a maioria dos metamorfos que ela conhece.

Mas a preocupação de Sookie torna-se mais intensa e assustadora quando um atirador furtivo aponta a mira para os metamorfos locais, e os novos “irmãos” felinos de Jason começam a suspeitar que ele pode estar por trás dessa mira. Sookie tem até à próxima lua cheia para descobrir quem está envolvido nestes ataques... a menos que o atirador decida encontrá-la primeiro...


Opinião: Depois do livro anterior, peguei neste com grandes expectativas. Pareceu-me uns furos abaixo, mas mesmo assim superior aos dois primeiros. Um dos acontecimentos pelo qual mal podia esperar pelo desenvolvimento diz respeito a Jason, irmão da protagonista, que havia sido mordido no livro anterior. Felizmente parece que a coisa correu bem, mas que consequências terá para o seu futuro? Outra questão que me interessava diz respeito às relações amorosas da Sookie. (Dêem-me um desconto, sou gaja e gosto deste tipo de coisas quando não são demasiado lamechas. :P ) Parece que a autora quer-se divertir com a personagem e dá-lhe bastantes pretendentes sobrenaturais, já que para os humanos ela é vista como sendo diferente e alguém a manter longe. Mas será necessário tantos? Perdi conta às vezes que é beijada (e lambida) por pretendentes, mas deixem-me tentar enumerar: tivemos Bill, Eric, Alcide, Sam, Calvin e Quinn. Esqueci-me de algum? Tudo bem, gosto de personagens femininas fortes, que se consigam desenrascar sem necessitarem propriamente que o cavaleiro andante as venha salvar. Também não faço questão que se guarde para a sua alma gémea, não me faz impressão que tenha várias aventuras amorosas, mas não será um pouco demais? Triângulos ou quadrados amorosos até gosto, mas 5 ou mais vértices numa relação (tudo bem, ela não está com nenhum mas mesmo assim, não há mais mulheres no mundo sobrenatural?) parece-me um pouco demais. :P

Ora bem, posto isto passemos à história. Pareceu-me muito bem conseguida apesar de os mistérios não serem assim tão misteriosos. Não digo rapidamente, mas consegui descobrir quem estava por detrás dos ataques aos metamorfos e a revelação não trouxe, por isso, surpresa nenhuma. Já a outra, porque temos sempre dois crimes, também não surpreende por aí além. Destaco, no entanto, a incursão no mundo lobisomem, onde vemos a luta pela chefia da alcateia de Shreveport, a que Alcide pertence. Também percebemos um pouco melhor as relações entre vampiros, nomeadamente como a relação criador-progenitura é forte mas também como se relacionam entre si, em termos económicos, digamos assim. Também gostei de rever Claudine, que tínhamos conhecido no livro anterior e que aparece sempre quando Sookie mais parece necessitar de auxílio. Porque será? :P

Esta série não será um marco da literatura, mas sem dúvida de que é interessante de seguir, ou não se metesse a protagonista em apuros constantes.

6 de setembro de 2010

Vampiros

É verdade, estas criaturas estão agora na moda no que toca a livros mas o seu fascínio vem de muito antes. Pela minha parte, parece que sempre vivi rodeada por vampiros. Lembro-me de aprender a contar com a Rua Sésamo e o Conde de Contarrr, de ver o desenho animado Conde Pátula (este sim um vampiro vegetariano) e a novela Vamp, e de ainda em pequena ter visto cenas do Nosferatu. Também vi alguns episódios das séries Buffy e Angel, mas nunca foram séries que apreciasse verdadeiramente. Mas penso que foi com os filmes Drácula de Bram Stoker e Entrevista com o Vampiro que me apercebi do carácter mais sexual, e talvez o factor mais apelativo, destas criaturas, culminando agora na série True Blood, que sigo quase religiosamente.

No que toca a livros, penso que só nos últimos anos dois ou três comecei a ler livros com tais criaturas como personagens principais ou com bastante destaque. Confesso não ter ficado muito entusiasmada, sobretudo com o livro de Bram Stoker, mas gostei de ver a variedade de vampiros e seus atributos (ainda que alguns me fizessem revirar os olhos e sim, estou a falar dos vampiros "vegetarianos", que se alimentam de carne, e que brilham à luz do sol como se fossem bolas de disco, da Stephenie Meyer). Até agora apreciei bastante o livro A Estirpe e a série Sangue Fresco, que apesar de um começo mais ou menos, tem-se tornado bastante mais interessante, sobretudo no que toca à organização da sociedade vampírica e por nos mostrar como seria caso os vampiros fossem aceites na nossa sociedade, tornando-se cidadãos de pleno direito. Porquê o meu desapontamento com outros? Porque simplesmente não conseguem corresponder à ideia que eu tinha dos vampiros, e por isso são pouco apelativos, ou surpreender-me como os dois últimos que mencionei.

Apesar de no folclore serem criaturas repelentes e horripilantes, afinal de contas tratam-se de mortos-vivos, começaram por aparecer retratando na ficção, com Bram Stocker, o medo que a sociedade vitoriana tinha de doenças, que se propagavam de forma alarmante na época, e de estrangeiros, que chegavam a Inglaterra em números consideráveis, mas também os desejos reprimidos por uma sociedade com fortes valores morais, nomeadamente no que toca ao sexo, sendo que para eles não há qualquer inibição, satisfazendo-se com homens e/ou mulheres.


Hoje em dia não reflectem tanto os medos, ainda que nos anos 80 e 90 com a SIDA os vampiros tenham conhecido novo auge, mas continuam a reflectir esses desejos. Já não são apenas monstros que sobrevivem à base de sangue, no qual também se banham (daí as referências comuns a Vlad Tepes e Erzsébet Báthory), e que parecem não sentir remorsos em torturar, saindo quase sempre impunes de crimes que cometam. Passaram a ser descritos como sendo sensuais, para sempre jovens, atraindo as suas vítimas com a promessa de grande prazer e até vida eterna. Têm agora conflitos interiores mostrando, tal como outras criaturas do nosso imaginário, a dualidade humana, o confronto entre o bem e o mal inerente a cada um. São monstros que um dia foram humanos e por isso guiados por morais católicas facilmente colocadas que lado ao encontrarem-se fora da sociedade, sentindo-se livres para abraçar deste modo a natureza escondida, reprimida. Não há regras nem inibições. Têm juventude e vida eterna, mas a mente, a percepção do mundo muda e alguns continuam a reter consciência moral da sua vida anterior. Apesar de tudo filosofam, ponderam. A imortalidade deu-lhes um outro ponto de vista sobre as coisas: viram morrer quem amavam, participaram em muita crueldade, mas viram também como os humanos podem ser cruéis, em consequência disso endureceram. Estão sós e cansados do que vêem, do que fazem , procuram de novo a humanidade e a salvação. A vida eterna afinal de contas não será tão doce assim.

Hoje como ontem, retratam o que tememos e ambicionamos. Têm problemas como todos nós e ensinam que talvez o que tanto desejamos não será propriamente tão bom como pensávamos. Venceram o que mais se teme, a morte, mas a que preço? As histórias sobre vampiros giram normalmente sobre temas que são uma constante humana. Entende-se por isso a presença no nosso imaginário e que volta e meia voltem a estar na moda.

Para mais, podem consultar:

4 de setembro de 2010

Sangue Fresco, Contos 4.1, 4.2 e 4.3 [e-book]

Fairy Dust (Sangue Fresco, Conto 4.1) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Opinião: Este é um pequeno conto da autora que apresenta a personagem de Claude, irmão gémeo de Claudine, que por isso partilha a natureza daquela (são ambos fadas), bem como a beleza e o encantamento que produz sobre outros.

Sookie é abordada pelos irmãos para ler as mentes dos humanos com que trabalham de modo a descobrirem quem matou a irmã de ambos, também ela gémea (são por isso trigémeos), de seu nome Claudia. A história sucede-se rapidamente, permitindo a Sookie fazer o que melhor sabe fazer e dando-nos a possibilidade de conhecer melhor as peculiaridades das fadas e o que as afecta.

Não será necessário ler para o desenrolar da história dos livros, mas acho sempre interessante estes apartes para conhecer um pouco mais do universo que o autor nos apresenta.


Dancers in the Dark(Sangue Fresco, Conto 4.2) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 4/5

Opinião: Este é um conto do universo Sookie Stackhouse mas sem esta personagem. Seguimos antes Rue, cujo verdadeiro nome é Layla, e Sean, vampiro e parceiro de dança daquela. Por ter sido violada e atacada alguns anos antes, chegando a correr risco de vida, Layla mudou assim o seu nome esperando passar despercebida na grande cidade, fugindo a quem a maltratou. No entanto, num dos espectáculos de dança, encontra-se novamente perante o seu atacante e só Sean a poderá ajudar.

Gostei bastante deste conto ainda que a início Sean pareça um stalker à la Edward Cullen. Felizmente melhora com o passar da história e é inegável a química entre ambos. Gostei também do vislumbre que tivemos do passado de cada um, nomeadamente de Sean, que nos conta como se tornou vampiro e como foi tal transformação sozinho, sem ter quem o guiasse. Layla é também uma personagem agradável de seguir ainda que pareça algo ingénua.

Um conto agradável de ler e que nos mostra um pouco mais do mundo de Charlaine Harris, por outros olhos que não os de Sookie.


Dracula Night (Sangue Fresco, Conto 4.3) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Opinião: Mais um pequeno conto agradável de ler, contado por Sookie Stackhouse que é convidada por Eric Northman para ir à festa de aniversário do Conde Drácula, de quem Eric parece ser grande fã. :D Drácula parece ser uma figura elusiva, sendo dado a entender que Eric já se terá esforçado por muitas vezes antes, qual fangirl, a ter o seu ídolo na sua festa. Mas nem tudo corre como o esperado e Sookie vê-se novamente frente a um problema.

Achei este conto bastante engraçado por a autora conseguir integrar o mito de Drácula no seu mundo, quase à semelhança do que havia feito com a personagem Bubba, recorrente nos livros e facilmente identificada com um outro ídolo.

Mais uma vez não será necessário para seguir a história dos livros, mas não deixa de ser curioso para quem gosta da série.

1 de setembro de 2010

Sangue Oculto (Sangue Fresco, Livro 4)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 272
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Sookie terminou a sua relação com Bill após considerar que ele a traiu. Um dia, quando sai do trabalho para casa, depara-se com um vampiro nu e desorientado. Rapidamente ela percebe que ele não tem a mínima ideia de quem é nem para onde vai, mas Sookie sabe: ele é Eric e parece tão assustador e sexy – e morto – como no dia em que o conheceu.

Mas agora como Eric está com amnésia, torna-se doce e vulnerável, e necessita da ajuda de Sookie – porque seja quem for que lhe tirou a memória, agora quer tirar-lhe a vida.

A investigação de Sookie leva-a a uma batalha perigosa entre bruxas, vampiros e lobisomens. Mas pode existir um perigo ou ameaça ainda maior - ao coração de Sookie, porque estando Eric mais gentil e mais doce… é muito difícil resistir.


Opinião: Já percebi porque é o livro preferido de tanta gente! O Eric realmente parece bem mais sedutor que todos os outros pretendentes, mas prefiro-o maquiavélico. E eis mais uma incursão no mundo da Charlaine, que não conto acabar tão cedo, já que as coisas parecem começar a aquecer.

Sookie e Bill terminam o seu relacionamento e aquele decide ir para a América do Sul completar o trabalho que a rainha do Louisianna lhe havia dado. Entretanto, Eric aparece amnésico e é Sookie que tem de o proteger de bruxas, que parecem querer tomar não só o negócio do vampiro viking, mas a ele também. Como se isso não bastasse, apesar de ter algumas regalias (*assobia inocentemente*), o seu irmão desaparece sem deixar rasto, pouco depois de negociar a protecção do vampiro. Terão sido as bruxas a raptarem o seu irmão? Haverá algo nas florestas em torno de Bon Temps?

Parece-me que ao longo dos livros vamos notando um crescimento nas personagens, nomeadamente de Sookie, que parece agora agir de forma mais independente e mais ciente do perigo que corre. Vemos que hesita, como qualquer outra pessoa hesitaria, mas toma as suas decisões e age conforme elas, não fugindo a arcar com as consequências dos seus actos. Chora um pouco demais para mim, mas acho que é compreensível dado o seu estado mental... Para além de Sookie, outras personagens vão vendo o seu protagonismo crescer, caso de Eric que foi entrando na vida de Sookie a passo e passo, até este livro onde a relação deles atinge um outro patamar, ainda que ele não estivesse verdadeiramente em si; enquanto outras parecem passar por transformações. Vamos a ver o que sairá daqui.

Este livro também ganha por introduzir novas criaturas. Já tínhamos travado conhecimento com vampiros, metamorfos e lobisomens, aqui temos o “prazer” de conhecer bruxas e wiccans, metamorfos que vivem numa comunidade pequena onde a consanguinidade é uma constante, com marcas claras no grupo, e fadas. Bem, é mais fada, no singular, porque é só uma. Percebemos que influencia as pessoas à sua volta, que não conseguem deixar de se sentir felizes, e tem um poder sobre vampiros, que ficam quase hipnotizados ao vê-la. E o que levanta curiosidade.

Assim sendo, mal posso esperar para ler os restantes. Consultando a Wikipedia, há algumas short stories entre este e o próximo volume, pelo que vou aproveitar e lê-las também, e fico à espera que sejam publicadas por cá.

29 de agosto de 2010

Balanço do mês de Agosto

Devido a falta de dinheiro (muitos imprevistos este ano) e de espaço, tenho tentado decrescer o número de aquisições. Não tenho comprado livros, o último a ser comprado foi O Símbolo Perdido de Dan Brown e nem fui eu que comprei mas a minha mãe (e ainda se queixa da falta de espaço e de que já tenho muito com que me entreter...), e do BookMooch também só recebi um que há muito tinha debaixo de olho, And Only to Deceive de Tasha Alexander. Infelizmente este site que até tinha algum encanto, está a perdê-lo já que muitos utilizadores, sobretudo americanos que compõem a maior parte dos utilizadores do site, recusa-se a enviar livros para fora do país deles, o que diminui o número de livros que se pode pedir e muitos dos disponíveis não me interessam. Pelo lado positivo, não aumento a pilha de livros por ler, mas pelo lado negativo parece haver um esforço algo inglório já que faço questão de partilhar os livros que não quero com pessoas que lhes podem dar mais valor que eu e não recebo nada em troca. Ainda assim há pessoas incríveis por lá. Também ando a frequentar as BLX com alguma frequência, o que não conta como aquisição e onde poupo dinheiro e espaço, de onde trouxe os livros Sangue Oculto e Sangue Furtivo, para dar então continuação à série da Charlaine Harris.

Para além das BLX, muito úteis este ano, quem também me emprestava bastantes livros era a Slayra e acho mesmo que a maioria dos livros lidos este ano pertencem-lhe. No entanto, acabei de ler a última leva e agora os seus e empréstimos devem diminuir já que não estamos juntas tantas vezes (embora espere que isso mude rapidamente). :'( Vou por isso, daqui para a frente, tentar dedicar-me mais aos livros que tenho cá por casa à espera de serem lidos e por isso já tratei de fazer nova pilha na mesa de cabeceira.
Pode-se ver Uma Questão Pessoal de Kenzaburo Oe, o último livro que me tinha proposto a ler para o mês temático sobre o Japão. Depois seguem-se O Símbolo Perdido de Dan Brown, o livro que recebi pelo BookMooch, Soulless da Gail Carriger (que tenho muita curiosidade em ler), E se Fosse Verdade de Marc Levy, As Raparigas de Xangai de Lisa See, The Marriage Bed da Laura Lee Guhrke, os dois volumes de Os Pilares da Terra de Ken Follett (já que o AXN vai passar a série), The Pretender de Celeste Bradley e por fim O Beijo do Highlander de Karen Marie Moning. Claro que isto não quer dizer que os vá ler nesta ordem e provavelmente não me vou limitar a estes livros já que também conto ler Sputnik, Meu Amor de Haruki Murakami, que também pode ser integrado no mês temático e que anda perdido numa estante cá de casa, a Saga do Assassino da Robin Hobb, faltando-me, no entanto, adquirir o último volume, e estou a pensar reler Outlander da Diana Gabaldon, mas na versão portuguesa.

Durante o mês de Agosto o ritmo de leituras andou algo acelerado. Tenho lido livros com temas mais leves, tenho tido mais tempo livre e até tem dado para ler um pouco no trabalho. Por isto resolvi espaçar as críticas dos livros que fui lendo, já que este ano a actualização do blog tem andando um pouco inconstante e estava a dar-me a ideia de que era capaz de publicar duas ou três críticas no mesmo dia e depois desaparecia por um mês.

Por falar em blog, estou a tentar fazer algumas alterações por aqui. Primeiro, quero tentar escrever alguns artigos sobre os mais variados temas, uma ou duas vezes por mês, mas tal dependerá do tempo disponível. Gostei bastante de fazer o texto sobre o Japão, na "inauguração" do mês temático (uma ideia que não correu tão bem como esperava, mas com o qual aprendi um pouco), e gostava de fazer mais coisas do género. Debruçar-me sobre temas, autores, géneros, lançar teorias sobre as sagas que estou a ler e estão incompletas, sei lá que mais. Queria diversificar um pouco mais o que se pode ver aqui no blog, porque tanta crítica até a mim já chateia. :P Queria fazer algo à semelhança do que vejo em outros blogs que parecem reservar a segunda-feira para a discussão dos mais variados temas. Em príncipio vou tentar colocar estes artigos quinzenalmente, mas depende do tempo que tiver disponível. Se tiverem alguma sugestão, agradeço. ^_^

Só agora reparei que o desafio Period Drama Challenge acabou e não atingi o objectivo, o que mostra que realmente não consigo ser disciplinada. *blushes* Tenho alguns dos filmes/séries cá por casa, mas como o leitor estragou-se e estou sempre entretida com outras coisas no computador, nem sequer me passa pela cabeça ver DVDs. No entanto, a pilha de DVDs por ver começa também a ficar muito grande (ainda que não se compare à dos livros), pelo que queria ver se começava a dar-lhes uma volta. Também tenho que refazer inventários que perdi quando fiquei sem computador, pelo que talvez mate dois coelhos com uma só cajadada.

Parece-me que isto já vai mais longo do que pretendia, pelo que me fico por aqui. :)

28 de agosto de 2010

Uma Questão de Escolha [e-book]

Autor: Nora Roberts
Género: romance
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Resumo (da editora Saída de Emergência): Em Uma Questão de Escolha, Jessica Winslow, dona de uma loja de antiguidades, torna-se o alvo de uma rede internacional de tráfico de objectos de arte. James Sladerman é o polícia enviado para protegê-la, mas James terá que lutar não só contra o perigo, mas também contra o desejo que o envolve pela bonita antiquária... Leia a novela que inspirou o soberbo romance Tesouros Escondidos de Nora Roberts e envolva-se pelo mistério e suspense que o deixarão desejoso de ler a história até ao fim.

Opinião: Sem dúvida que esta foi a história de Nora Roberts que mais me agradou até ao momento, ainda que o romance continue a parecer forçado como nos livros que tive oportunidade de ler.

Os ingredientes são quase os mesmos, escritor procura inspiração para acabar a sua obra literária (ainda que neste livro o escritor seja também polícia), para isso muda-se para casa de um membro do sexo oposto por quem sente atracção. Luta contra isso, mas o outro também não é indiferente, o que os leva, invariavelmente à cama e à questão, poderão ultrapassar as suas incertezas e barreiras sociais por modo a ficarem juntos? No entanto, neste livro para além desta fórmula, temos algum mistério e foi isso que mais me agradou. Achei-o muito bem urdido ainda que a seja de resolução fácil. Não é nenhuma Agatha Christie mas entreteve-me mais que os anteriores. Pode ainda haver esperança para esta autora e eu.

Já agora, só uma questão para quem é fã de Nora Roberts... ela só escreve sobre autores? É que a fórmula do romance que encontrei até agora, em 3 livros de 2 editoras diferentes, é exactamente a mesma. Nem o emprego das personagens ela muda? O_o

25 de agosto de 2010

Uma Última Noite [e-book]

Autor: Nora Roberts
Género: romance
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: -
Nota: 2/5

Resumo (da editora Saída de Emergência): Kasey Wyatt recebe uma oferta de emprego do escritor Jordan Taylor. Como antropologista especializada na cultura dos nativos norte-americanos, a sua função é pesquisar e fornecer referências para o próximo livro do famoso e solitário Jordan. Instalando-se na mansão do escritor, Kasey sente-se aborrecida com as restrições impostas pela mãe do escritor. Mas, sempre vibrante e bem-disposta, começa a explorar os arredores da mansão, divertindo-se e desafiando as regras rígidas da casa.

É então que Jordan repara em Kasey. A princípio não se aproxima muito dela, mas o trabalho em conjunto obriga-o a reconhecer que se sente fascinado pela sua beleza... e surpreendido pela sua boa disposição contagiante. Tão contagiante que, pela primeira vez desde a morte do irmão, Jordan sente-se vivo. Mas infelizmente nem todos vêem com bons olhos a aproximação de Kasey e Jordan... e há quem esteja disposta a tudo para os separar.


Opinião: Felizmente os dias no meu trabalho têm sido um pouco calmos e, estando cansada de estudar, resolvi ler antes ficção. Como ler um livro dá um pouco nas vistas, tenho-me virado para os e-books, que dá para ler no computador... Não é dos meus formatos preferidos, mas pronto... entretém e não morro de tédio. :P

O resumo acima ilustra bem o que se passa neste livro, pelo que não me vou alongar muito. Esta é a segunda história que leio da Nora Roberts, e se não tinha ficado entusiasmada com o primeiro, também não foi com este que me convenceu. Primeiro, porque a história pareceu-me bastante semelhante à que já tinha lido, e segundo, não senti química entre as personagens, nem algum tipo de empatia, não me importando por isso com o desfecho delas. Parece-me que a relação desenvolveu-se muito depressa, sem conseguirmos perceber o que atrai um ao outro sem ser o físico. Tudo bem, quase todos os romances começam assim mas costuma haver algo mais, a intrepidez da heroína, a sagacidade do alpha male, qualquer coisa que liga o par romântico noutro aspecto para lá do físico, o que não parece acontecer aqui. Ok, vão-se conhecendo e tal, mas parece faltar algo para eu acreditar no romance entre as duas personagens.

Ainda não foi desta que Nora Roberts me agarrou. :/

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