Mostrar mensagens com a etiqueta série: Sangue Fresco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta série: Sangue Fresco. Mostrar todas as mensagens

15 de junho de 2011

Sangue Mortífero (Sangue Fresco, Livro 9)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 231

Resumo (do livro): Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha...

Opinião: Estes últimos livros da série tem sido algo “meh” e este não foge a isso. Sinceramente, não sei se é pelo facto de ter lido muitos livros com vampiros de seguida, mas o que é certo é que a Charlaine e a sua Sookie nestes 3 volumes não me disseram nada. :/

Começamos com a “saída do armário” dos lobisomens e com um crime, aparentemente motivado pelo ódio contra os metamorfos, para acabar numa guerra entre fadas. Se isto poderia ser interessante? Sim, podia mas sinceramente a história não me conseguiu agarrar, de tão previsível que se torna, e cansou-me que aconteça tudo e mais alguma coisa à Sookie num curto espaço de tempo. Além disso, não sinto qualquer empatia para com a Sookie. Não consigo explicar mas ter lido ou não este livro é-me igual ao litro. Tal como no volume anterior:
Não consigo deixar de pensar que muita da acção passa por um “vim, vi, venci” que nos deixa boquiabertos e a questionar-nos “mas é isto?”
Não consigo perceber o que aconteceu entre os livros 4, 5 e 6, de que gostei bastante, e estes mas o que é certo é que não consigo mergulhar na história da mesma maneira e começo a não me importar minimamente com a Sookie. Aliás, pergunto-me se alguma vez me importei, já que me parece que ela podia ser um pouco mais inteligente. Felizmente, e deve ser o único ponto positivo na minha humilde opinião, parece que a sua vida amorosa começa a entrar nos eixos, mas o que mais sobressai na leitura é o grande nada que deixou, de tal maneira que uma semana depois de ler o livro e enquanto escrevo esta crítica, de pouco ou nada mais me lembro. :/

Se fosse emprestado pouco se perderia com isso: Ganhei este livro num passatempo e começo a pensar “ainda bem que assim foi”. Aliás, acho que até agora não comprei nenhum volume, ganhei dois em passatempos, arranjei um via BookMooch e a maior parte dos volumes que li foram-me emprestados. Começo a ficar confusa de tal maneira que já não sei se a quero completar. Talvez o mal seja meu e não os tenha lido na melhor altura (este ano parece que não leio nada de jeito, nada me agarra) mas o que é certo é que começo a ficar farta da Sookie. Não sei se a série televisiva também contribuiu para o pouco entusiasmo, já que a 3ª temporada não foi bem o que estava à espera e, apesar de não ter desgostado, não me sinto assim tão empolgada enquanto espero pela 4ª temporada. Começo a sentir um grande vácuo no que a série, seja televisiva ou literária, diz respeito. :/

18 de maio de 2011

Laços de Sangue (Sangue Fresco, Livro 8)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 277

Resumo (do livro): Depois do desastre natural do furacão Katrina e do horror criado pelo homem da explosão na cimeira de Vampiros, Sookie Stackhouse vive segura mas atordoada, ansiando que as coisas voltem ao normal. Mas o seu namorado, Quinn, é um dos desaparecidos. E as coisas mudam, quer isso agrade ou não aos lobisomens e aos vampiros do seu canto do Louisiana. Nas batalhas que se seguem, Sookie enfrenta perigo, morte... e, mais uma vez, a traição de alguém que ama. Mesmo que deixe de haver pêlo de lobo no ar e mesmo que o sangue frio dos vampiros deixe de jorrar, o seu mundo não voltará a ser o mesmo...

Opinião: Depois do livro anterior, confesso que a expectativa para este não era muita e este também não foi dos meus volumes preferidos. Não consigo explicar bem o porquê, mas a escrita parece algo desprovida de sentimento, pelo que não consigo afeiçoar-me ou sentir qualquer empatia para com os dilemas de Sookie. Antes pelo contrário, apetece dar-lhe um grande safanão e gritar-lhe para abrir os olhos, que tanta indecisão amorosa já aborrece, e muito.

Quanto ao enredo, continuamos no pós-Katrina e pós incidente fatídico para alguns dos vampiros que vínhamos a acompanhar. Sookie continua a narrar-nos a sua vida, sendo que neste volume, para além de ver a sua vida ameaçada devido à sua ligação com lobisomens, descobre que tem um bisavô e que a sua família pode não ficar-se por este elemento... Mas também os vampiros dão dores de cabeça a Sookie, devido ao enfraquecimento de Sophie-Anne. A história avança com algum interesse, o mundo criado pela autora consegue prender-nos às páginas e a querer descobrir mais, mas o ritmo é algo lento (mesmo que a acção decorra em dias) e parece-me que havia possibilidade para desenvolver alguns pontos. Não consigo deixar de pensar que muita da acção passa por um “vim, vi, venci” que nos deixa boquiabertos e a questionar-nos “mas é isto?” A cena com os vampiros, à porta da casa de Sookie, por momentos fez-me lembrar a “batalha monumental” (entenda-se tal como a grandiosa seca da década!) que Meyer nos deu no seu último volume... Vá lá Charlaine, eu sei que és capaz de melhor!

Entretém, mas não é dos volumes mais marcantes da saga, na minha opinião. :/

Emprestado e pouco se perde com isso: Como disse, não ficou a ser dos meus volumes favoritos, ainda assim a história consegue manter o nosso interesse. Uma leitura leve, algo agradável, ainda que a vida sentimental de Sookie me faça revirar tanto os olhos que temo ficar com um sério problema.

4 de maio de 2011

Sangue Felino (Sangue Fresco, Livro 7)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência |Nº de páginas: 278

Resumo (do livro): Traída pelo seu namorado vampiro de longa data, Sookie Stackhouse, empregada de bar do Louisiana, vê-se obrigada não apenas a lidar com um possível novo homem na sua vida (Quinn, um metamorfo muito atraente), mas também com uma cimeira de vampiros há muito agendada. Com o seu poder enfraquecido pelos estragos do furacão em Nova Orleães, a rainha dos vampiros locais encontra-se em posição vulnerável perante todos aqueles que anseiam roubar o seu poder. Sookie vê-se obrigada a decidir de que lado ficará. E a sua escolha poderá significar a diferença entre a sobrevivência e a catástrofe completa...

Opinião: Ter muitas expectativas, às vezes, dá nisto. Apesar de ter gostado bastante dos volumes anteriores, neste volume Sookie não me convenceu.

Para começar, no volume anterior falava-se num comício/convenção/cimeira de vampiros e tinha alguma curiosidade para ver que problemas seriam debatidos, nomeadamente tendo em conta que os vampiros, neste universo, saíram à relativamente pouco tempo dos caixões. Debateriam os casamentos com humanos, algum problema de abastecimento, a dificuldade em arranjar emprego devido a discriminação? Está visto que deveria ter lido opiniões sobre este livro (o que não fiz para evitar possíveis spoilers e cheguei à conclusão de que foi parvo, já que eu até gosto de spoilers e assim ia meio avisada) porque não tivemos nada disto e talvez não me sentisse tão defraudada. Em vez dos temas referidos, temos antes um casamento real e julgamentos. Não é que tenha sido mau, foram acontecimentos interessantes (mais não seja pelos banhos de sangue), mas mesmo assim esperava um pouco mais desta linha de história.

Já no que toca aos mistérios, é daquelas coisas que se topam à distância, praticamente no início do livro, e deixa uma pessoa a revirar os olhinhos quando percebemos que os personagens são todos cegos e não percebem o que se passa à volta. Sobretudo Sookie, que supostamente deveria conseguir ler as mentes e perceber as intenções das mais variadas pessoas. Em vez disso, parece optar por preocupar-se com a sua vida amorosa que, sinceramente, começa a fazer-me ranger os dentes (já não bastava o revirar de olhos) e a aborrecer-me de morte. Ainda assim houve um desenvolvimento interessante, ainda que muito (e deixem-me reforçar o MUITO) forçado.

A escrita também não me convenceu neste volume. Ok, já sabia que era algo simplista, mas o uso constante de “disse” nos diálogos, tanto quando era a própria Sookie (e talvez seja melhor relembrar que os livros são narrados na primeira pessoa por esta personagem) a falar ou outra qualquer personagem, fez-me ter que reler algumas partes porque perdia-me a meio da conversa, sem perceber quem é que afinal tinha dito o quê. Um “ele disse”, “disse ela” ou “disse-lhe” parecendo que não enriquecem a narrativa e mostram de forma mais clara quem é que fala. Mas e daí, o problema pode ter sido meu, já que este ano ando com algum deficit de atenção... Além disso, esperava um pouco mais de humor e de tiradas sarcásticas, mas pouco mais que um sorriso me conseguiu arrancar.

No cômputo geral, é um livro que entretém, mas sem dúvida de que esperava um pouco mais. Parece que não avança muito, mas ainda assim deixa algumas questões em aberto, sobretudo no que toca às relações amorosas de Sookie.

Emprestado e pouco se perde com isso: Este deve ser, na minha opinião, o livro mais fraquinho desde o segundo volume. Diria que está ao nível do primeiro, que também não me agradou por aí além. Chegou a aborrecer-me um pouco e não parece trazer grandes desenvolvimentos à história, tirando uma certa ligação com um certo vampiro.

15 de setembro de 2010

Traição de Sangue (Sangue Fresco, Livro 6)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 288
Nota: 3,5/5

Resumo (do livro): Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps em Louisiana, tem tão poucos parentes vivos que a entristece perder mais um; neste caso a sua prima Hadley, amante da rainha dos vampiros de Nova Orleães.

Hadley deixou tudo o que tinha a Sookie, mas reclamar essa herança tem riscos elevados. Há quem não queira que ela vasculhe demasiado o passado e as posses da prima - nomeadamente uma pulseira valiosa que faz parte de um conjunto oferecido pelo rei vampiro do Arkansas à rainha do Louisiana, e que Hadley roubou e escondeu antes de ser assassinada.

Sookie tenta evitar um conflito diplomático entre os dois reis mas, mais uma vez, a sua vida está em perigo pois alguém fará qualquer coisa para a travar...


Opinião: Continuação do conto One Word Answer, já que neste livro Sookie desloca-se a Nova Orleães para recolher o que a prima, cuja notícia da sua morte é então dada a conhecer no referido conto, lhe deixou em testamento. Pelo meio é apanhada pela política vampírica, o que mais me atraiu neste livro, e que a deixa com as inevitáveis sequelas físicas. Para além disto, continuam as aventuras e desventuras amorosas de Sookie, sendo que pela primeira vez senti algo na relação de Sookie com Bill, mas apenas para ver a separação definitiva.

Pouco mais há a destacar. Personagens, nomeadamente a rainha do Louisianna que ficámos a conhecer no conto, são aprofundadas sendo-nos então dado a conhecer como seria a vida da rainha antes da sua transformação, e como foi a sua adaptação. Penso que é a primeira vez que tal flashback nos é apresentado. Para além disso, vemos bruxas a fazerem uso do seu poder, o que achei muito bem conseguido, e, como não podia deixar de ser, temos mais alguns mistérios que apesar de serem de fácil resolução são, ainda assim, interessantes de se seguir. Este livro abre também o apetite para o próximo volume, cuja acção parece centrar-se num comício, por assim dizer, de vampiros e onde Sookie parece ter um importante papel a desempenhar.

11 de setembro de 2010

Sangue Fresco, Conto 5.1 [e-book]

One Word Answer (Sangue Fresco, Conto 5.1) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Opinião: Neste conto seguimos Sookie que recebe a notícia de que sua prima Hadley faleceu tendo-lhe deixado os seus bens. Se os contos anteriores não eram necessários para entender a história dos livros, este é pelo contrário recomendado que se leia antes do sexto volume, Traição de Sangue (coisa que infelizmente não fiz), já que serve como ponto de partida para o livro, onde aparece por várias vezes menções aos acontecimentos que têm lugar neste conto.

Surpreendida por ficar a saber que Hadley se havia transformado em vampira e que foi como vampira que conheceu a sua “morte definitiva”, Sookie tem que descobrir o que realmente aconteceu à sua prima na noite fatídica, metendo-se uma vez mais em apuros. Pouco trás de novo, mas percebe-se melhor a relação de Sookie com outros elementos da sua família e conhecemos novas personagens, que são aprofundadas no sexto volume.

8 de setembro de 2010

Sangue Furtivo (Sangue Fresco, Livro 5)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 254
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps, não é alheia a experiências sobrenaturais. Mas agora estranhos acontecimentos estão a mexer com a sua família e nunca antes o sobrenatural esteve tão próximo. Quando Sookie repara que os olhos do seu irmão Jason começam a modificar-se, ela percebe que ele está prestes a transformar-se numa pantera pela primeira vez – uma transformação mais rápida e intuitiva do que a maioria dos metamorfos que ela conhece.

Mas a preocupação de Sookie torna-se mais intensa e assustadora quando um atirador furtivo aponta a mira para os metamorfos locais, e os novos “irmãos” felinos de Jason começam a suspeitar que ele pode estar por trás dessa mira. Sookie tem até à próxima lua cheia para descobrir quem está envolvido nestes ataques... a menos que o atirador decida encontrá-la primeiro...


Opinião: Depois do livro anterior, peguei neste com grandes expectativas. Pareceu-me uns furos abaixo, mas mesmo assim superior aos dois primeiros. Um dos acontecimentos pelo qual mal podia esperar pelo desenvolvimento diz respeito a Jason, irmão da protagonista, que havia sido mordido no livro anterior. Felizmente parece que a coisa correu bem, mas que consequências terá para o seu futuro? Outra questão que me interessava diz respeito às relações amorosas da Sookie. (Dêem-me um desconto, sou gaja e gosto deste tipo de coisas quando não são demasiado lamechas. :P ) Parece que a autora quer-se divertir com a personagem e dá-lhe bastantes pretendentes sobrenaturais, já que para os humanos ela é vista como sendo diferente e alguém a manter longe. Mas será necessário tantos? Perdi conta às vezes que é beijada (e lambida) por pretendentes, mas deixem-me tentar enumerar: tivemos Bill, Eric, Alcide, Sam, Calvin e Quinn. Esqueci-me de algum? Tudo bem, gosto de personagens femininas fortes, que se consigam desenrascar sem necessitarem propriamente que o cavaleiro andante as venha salvar. Também não faço questão que se guarde para a sua alma gémea, não me faz impressão que tenha várias aventuras amorosas, mas não será um pouco demais? Triângulos ou quadrados amorosos até gosto, mas 5 ou mais vértices numa relação (tudo bem, ela não está com nenhum mas mesmo assim, não há mais mulheres no mundo sobrenatural?) parece-me um pouco demais. :P

Ora bem, posto isto passemos à história. Pareceu-me muito bem conseguida apesar de os mistérios não serem assim tão misteriosos. Não digo rapidamente, mas consegui descobrir quem estava por detrás dos ataques aos metamorfos e a revelação não trouxe, por isso, surpresa nenhuma. Já a outra, porque temos sempre dois crimes, também não surpreende por aí além. Destaco, no entanto, a incursão no mundo lobisomem, onde vemos a luta pela chefia da alcateia de Shreveport, a que Alcide pertence. Também percebemos um pouco melhor as relações entre vampiros, nomeadamente como a relação criador-progenitura é forte mas também como se relacionam entre si, em termos económicos, digamos assim. Também gostei de rever Claudine, que tínhamos conhecido no livro anterior e que aparece sempre quando Sookie mais parece necessitar de auxílio. Porque será? :P

Esta série não será um marco da literatura, mas sem dúvida de que é interessante de seguir, ou não se metesse a protagonista em apuros constantes.

4 de setembro de 2010

Sangue Fresco, Contos 4.1, 4.2 e 4.3 [e-book]

Fairy Dust (Sangue Fresco, Conto 4.1) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Opinião: Este é um pequeno conto da autora que apresenta a personagem de Claude, irmão gémeo de Claudine, que por isso partilha a natureza daquela (são ambos fadas), bem como a beleza e o encantamento que produz sobre outros.

Sookie é abordada pelos irmãos para ler as mentes dos humanos com que trabalham de modo a descobrirem quem matou a irmã de ambos, também ela gémea (são por isso trigémeos), de seu nome Claudia. A história sucede-se rapidamente, permitindo a Sookie fazer o que melhor sabe fazer e dando-nos a possibilidade de conhecer melhor as peculiaridades das fadas e o que as afecta.

Não será necessário ler para o desenrolar da história dos livros, mas acho sempre interessante estes apartes para conhecer um pouco mais do universo que o autor nos apresenta.


Dancers in the Dark(Sangue Fresco, Conto 4.2) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 4/5

Opinião: Este é um conto do universo Sookie Stackhouse mas sem esta personagem. Seguimos antes Rue, cujo verdadeiro nome é Layla, e Sean, vampiro e parceiro de dança daquela. Por ter sido violada e atacada alguns anos antes, chegando a correr risco de vida, Layla mudou assim o seu nome esperando passar despercebida na grande cidade, fugindo a quem a maltratou. No entanto, num dos espectáculos de dança, encontra-se novamente perante o seu atacante e só Sean a poderá ajudar.

Gostei bastante deste conto ainda que a início Sean pareça um stalker à la Edward Cullen. Felizmente melhora com o passar da história e é inegável a química entre ambos. Gostei também do vislumbre que tivemos do passado de cada um, nomeadamente de Sean, que nos conta como se tornou vampiro e como foi tal transformação sozinho, sem ter quem o guiasse. Layla é também uma personagem agradável de seguir ainda que pareça algo ingénua.

Um conto agradável de ler e que nos mostra um pouco mais do mundo de Charlaine Harris, por outros olhos que não os de Sookie.


Dracula Night (Sangue Fresco, Conto 4.3) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Opinião: Mais um pequeno conto agradável de ler, contado por Sookie Stackhouse que é convidada por Eric Northman para ir à festa de aniversário do Conde Drácula, de quem Eric parece ser grande fã. :D Drácula parece ser uma figura elusiva, sendo dado a entender que Eric já se terá esforçado por muitas vezes antes, qual fangirl, a ter o seu ídolo na sua festa. Mas nem tudo corre como o esperado e Sookie vê-se novamente frente a um problema.

Achei este conto bastante engraçado por a autora conseguir integrar o mito de Drácula no seu mundo, quase à semelhança do que havia feito com a personagem Bubba, recorrente nos livros e facilmente identificada com um outro ídolo.

Mais uma vez não será necessário para seguir a história dos livros, mas não deixa de ser curioso para quem gosta da série.

1 de setembro de 2010

Sangue Oculto (Sangue Fresco, Livro 4)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 272
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Sookie terminou a sua relação com Bill após considerar que ele a traiu. Um dia, quando sai do trabalho para casa, depara-se com um vampiro nu e desorientado. Rapidamente ela percebe que ele não tem a mínima ideia de quem é nem para onde vai, mas Sookie sabe: ele é Eric e parece tão assustador e sexy – e morto – como no dia em que o conheceu.

Mas agora como Eric está com amnésia, torna-se doce e vulnerável, e necessita da ajuda de Sookie – porque seja quem for que lhe tirou a memória, agora quer tirar-lhe a vida.

A investigação de Sookie leva-a a uma batalha perigosa entre bruxas, vampiros e lobisomens. Mas pode existir um perigo ou ameaça ainda maior - ao coração de Sookie, porque estando Eric mais gentil e mais doce… é muito difícil resistir.


Opinião: Já percebi porque é o livro preferido de tanta gente! O Eric realmente parece bem mais sedutor que todos os outros pretendentes, mas prefiro-o maquiavélico. E eis mais uma incursão no mundo da Charlaine, que não conto acabar tão cedo, já que as coisas parecem começar a aquecer.

Sookie e Bill terminam o seu relacionamento e aquele decide ir para a América do Sul completar o trabalho que a rainha do Louisianna lhe havia dado. Entretanto, Eric aparece amnésico e é Sookie que tem de o proteger de bruxas, que parecem querer tomar não só o negócio do vampiro viking, mas a ele também. Como se isso não bastasse, apesar de ter algumas regalias (*assobia inocentemente*), o seu irmão desaparece sem deixar rasto, pouco depois de negociar a protecção do vampiro. Terão sido as bruxas a raptarem o seu irmão? Haverá algo nas florestas em torno de Bon Temps?

Parece-me que ao longo dos livros vamos notando um crescimento nas personagens, nomeadamente de Sookie, que parece agora agir de forma mais independente e mais ciente do perigo que corre. Vemos que hesita, como qualquer outra pessoa hesitaria, mas toma as suas decisões e age conforme elas, não fugindo a arcar com as consequências dos seus actos. Chora um pouco demais para mim, mas acho que é compreensível dado o seu estado mental... Para além de Sookie, outras personagens vão vendo o seu protagonismo crescer, caso de Eric que foi entrando na vida de Sookie a passo e passo, até este livro onde a relação deles atinge um outro patamar, ainda que ele não estivesse verdadeiramente em si; enquanto outras parecem passar por transformações. Vamos a ver o que sairá daqui.

Este livro também ganha por introduzir novas criaturas. Já tínhamos travado conhecimento com vampiros, metamorfos e lobisomens, aqui temos o “prazer” de conhecer bruxas e wiccans, metamorfos que vivem numa comunidade pequena onde a consanguinidade é uma constante, com marcas claras no grupo, e fadas. Bem, é mais fada, no singular, porque é só uma. Percebemos que influencia as pessoas à sua volta, que não conseguem deixar de se sentir felizes, e tem um poder sobre vampiros, que ficam quase hipnotizados ao vê-la. E o que levanta curiosidade.

Assim sendo, mal posso esperar para ler os restantes. Consultando a Wikipedia, há algumas short stories entre este e o próximo volume, pelo que vou aproveitar e lê-las também, e fico à espera que sejam publicadas por cá.

21 de agosto de 2010

Clube de Sangue (Sangue Fresco, Livro 3) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 4/5

Resumo (da editora Saída de Emergência): Bill corre perigo e é o sensual Eric que ajuda Sookie a encontrá-lo. Mas quando Sookie descobre Bill – num acto de traição – ela não tem a certeza se o quer salvar... ou afiar estacas e dar cabo dele.

Há apenas um vampiro com a qual Sookie Stackhouse está envolvida, pelo menos de forma voluntária, e esse vampiro é Bill. Mas recentemente, ele tem estado um pouco distante. E noutro Estado. Eric, o seu chefe sinistro e sensual, julga saber onde encontrá-lo e, quando dá por isso, Sookie está a caminho de Jackson, no Mississippi, para se infiltrar no submundo do Clube de Sangue. Este clube é um local perigoso onde a sociedade vampírica se reúne para descontrair e beber um copo de O positivo. Mas quando Sookie finalmente descobre Bill – apanhado num acto de traição séria – ela não tem a certeza se o quer salvar... ou afiar estacas.


Opinião: Li este livro na sua versão original, mas coloquei o resumo em português já que é nesta língua que tenho lido os livros, tal só não aconteceu com este porque a biblioteca não o tem, apesar de já ter os livros seguintes (o que eu acho mal! :P ).

É verdade que não fiquei muito entusiasmada com os dois primeiros volumes, mas a série televisiva cativou-me e como a terceira temporada gira à volta dos acontecimentos deste livro (ainda que muito alterado, e há que enfatizar o muito...) decidi-me a ler para assim ler depois os volumes 4 e 5 disponíveis então na biblioteca e o 6º livro, que ganhei num passatempo que teve lugar no blog Sangue Fresco.

Como disse, os livros anteriores não me pareceram grande coisa, sobretudo por a acção se dividir em duas: primeiro temos um crime em Bon Temps que envolve Sookie de alguma maneira e depois muda para outra coisa completamente diferente, que tem que ver com vampiros, mundo para o qual ela é puxada por namorar com um, e finalmente regressamos à primeira linha de história que é rapidamente resolvida. Felizmente, apesar de termos igualmente dois mistérios, este livro apresenta uma história mais linear, sendo um mistério dentro de outro, e foi isso que mais me agradou, já que não parece que andamos a saltitar de uma coisa para outra.

Mais uma vez a história é contada sob o ponto de vista da Sookie, que é algo colorido e sem dúvida divertido de seguir. Gosto bastante dos seus apartes, de como ela vê e retrata as restantes personagens com que se cruza, e de como percebe e tenta resolver as situações com que se depara. Neste livro ela parte à procura de Bill, que parece ter desaparecido pouco depois de comentar com outros vampiros que desejaria acabar a sua relação com Sookie. De coração partido, mas sentindo que o seu desaparecimento pode estar relacionado com o trabalho que ele estava a fazer para a Rainha do Louisiana, ela parte com Alcide Herveaux, um lobisomem, para o Mississipi e frequenta o dito clube que dá o nome ao livro, também conhecido por "Josephine's".

Sempre me queixei da relação de Sookie e Bill nos livros, e neste continuo a não sentir química entre os dois (já na série é diferente). O mesmo já não posso dizer em relação a Eric e Alcide, que têm com Sookie um bom entendimento. O diálogo com o vampiro consegue ser mesmo hilariante e o lobisomem parece ser alguém em quem Sookie pode confiar e com quem se pode relacionar sem ter grandes chatices, se não contarmos com a ex-namorada daquele está claro... E este é um dos pontos negativos. As personagens secundárias como Debbie, Tara e até o rei do Mississipi são pouco desenvolvidas, ainda que sirvam perfeitamente para o desenvolvimento da história. Sendo os livros contados pela protagonista, é óbvio que a visão que se tem destas personagens seja algo tendenciosa e com algumas falhas já que ela não as conhece, mas ainda assim gostava de saber um pouco mais sobre aquelas de modo a entender o que as move. Pode ser que num próximo livro sejam mais trabalhadas, pois parecem interessantes. Charlaine consegue criar personagens diversas e coloridas para ilustrar o seu mundo. Para além disto, gostei de perceber um pouco mais do mundo vampírico, nomeadamente a hierarquia, com reis e rainhas, e gostei da introdução dos lobisomens.

Este volume acaba de forma peculiar, digamos assim, e mal posso esperar para ver o que dali vem. Dizem que o próximo livro é dos melhores (parece ser uma opinião unânime) e pela primeira vez nesta série sinto-me entusiasmada e motivada para ler a continuação.

6 de maio de 2010

Dívida de Sangue (Sangue Fresco, Livro 2)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 256
Nota: 3/5

Resumo (do site Goodreads): Sookie Stackhouse está numa maré de azar: primeiro o seu colega de trabalho é morto e ninguém se parece preocupar; depois, é atacada por uma criatura que a infecta com um veneno doloroso e mortal. Tudo se complica quando Bill nada consegue fazer e pede a ajuda de Eric para lhe salvar a vida. A questão é que agora ela está em dívida para com Eric – um vampiro deslumbrante mas tão belo quanto perigoso. E quando ele lhe pede um favor em troca, ela tem que aceder.

De repente, Sookie está em Dallas a usar os seus poderes telepáticos para encontrar um vampiro. A sua condição é que os humanos não devem ser magoados. Mas a promessa de os vampiros se manterem na ordem é mais fácil de dizer do que de cumprir. Basta uma bela rapariga e um pequeno deslize para que tudo comece a correr mal…

Entretanto, também Eric tem os seus próprios segredos…


Opinião: Depois de ter lido e não ter ficado assim tão satisfeita como isso com o primeiro volume e já que o segundo estava disponível na biblioteca, resolvi pegar-lhe e ver se a coisa melhorava.

Desta vez o livro abre com Lafayette dentro do carro do xerife, morto. É Sookie que o encontra, e claro fica chocada, mas rapidamente isto é colocado de lado, para ela encontrar uma ménade, que lhe dá um recado (doloroso) para entregar a Eric, que depois a manda para Dallas para descobrir um vampiro. Lá faz o que tem a fazer, volta, e com a ajuda de Eric, porque Bill tem coisas para fazer em Dallas, descobre o que motivou o assassínio de Lafayette. E assim se resume a história.

A sério, os livros seriam muito melhores se tudo não se passasse a correr e tivesse uma linha coerente. Tal como no livro anterior, o assassinato inicial passa para último lugar o que me fez perguntar porque raio é que aquilo aconteceu se não era para lhe dar ênfase. Sim, porque neste livro (no original Living Dead in Dallas) é a parte de Dallas que tem mais destaque e percebe-se porquê. Numa época em que os vampiros são reconhecidos pela sociedade, surge um grupo, a Irmandade do Sol, que quer exterminar os vampiros e que suscita as mais variadas reacções, mesmo da parte de outras criaturas, como os metamorfos, ainda na clandestinidade por temerem repercussões como esta.

Mas a história segue-se bem, ainda que Sookie continue a mexer com os meus nervos e ainda me seja completamente indiferente a relação dela com Bill. Continuo sem perceber o que os atrai, sobretudo quando neste livro surge um Eric algo divertido e bastante calculista, exactamente como eu gosto e quero um vampiro. :D

Ainda não foi desta que me agarrou mas sem dúvida que não perderei a hipótese de continuar a ler esta série, assim que os restantes livros estejam disponíveis nas BLX.

25 de abril de 2010

Sangue Fresco (Sangue Fresco, Livro 1)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 272
Nota: 3/5

Resumo (do livro): Uma grande mudança social está a afectar toda a humanidade. Os vampiros acabaram de ser reconhecidos como cidadãos. Após a criação em laboratório de um sangue sintético comercializável e inofensivo, eles deixaram de ter que se alimentar de sangue humano. Mas o novo direito de cidadania traz muitas outras mudanças…

Sookie Stackhouse é uma empregada de mesa numa pequena vila de Louisiana. É sossegada, tímida, e não sai muito. Não porque não seja bonita – porque é – mas acontece que Sookie tem um certo “problema”: consegue ler os pensamentos dos outros. Isso não a torna uma pessoa muito sociável.

Então surge Bill: alto, moreno, bonito, a quem Sookie não consegue ouvir os pensamentos. Com bons ou maus pensamentos ele é exactamente o tipo de homem com quem ela sonha. Mas Bill tem o seu próprio problema: é um vampiro. Para além da má reputação, ele relaciona-se com os mais temidos e difamados vampiros e, tal como eles, é suspeito de todos os males que acontecem nas redondezas. Quando a sua colega é morta, Sookie percebe que a maldade veio para ficar nesta pequena terra de Louisiana.

Aos poucos, uma nova subcultura dispersa-se um pouco por todos os lados e descobre-se que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das drogas mais poderosas e desejadas. Será que ao aceitar os vampiros a humanidade acabou de aceitar a sua própria extinção?


Opinião: Mais uma tentativa de incursão na literatura de vampiros. Apesar de não ter ficado muito entusiasmada com a história (os vampiros de Del Toro ainda são os meus preferidos), reconheço-lhe alguns méritos, nomeadamente na construção da sociedade vampírica, mas é uma pena ver muito pouco de tal.

O livro é contado na primeira pessoa, por Sookie, o que achei deveras irritante. Geralmente a narração não me desagrada, mas assim que ela se descreve como loura e sexy, percebi que aquilo não ia fazer muito o meu estilo. Odiei e achei completamente supérfluo e desprovido de interesse saber que roupa ela vestia, como é que apertava o seu rabo-de-cavalo e se punha ou não maquilhagem, e mesmo se Bill ficava entusiasmado com o seu outfit ou se seria excessivo para ir a algum bar. Bah! Fez-me lembrar Anita Blake e não pude deixar de revirar imenso os olhos nestas partes. Mas ainda assim, e apesar de por vezes me apetecer esbofeteá-la, Sookie consegue ser uma personagem fácil de seguir, lançando aqui e ali alguns comentários sarcásticos e deixando-nos antever o que se passa na cabeça dela, o que é interessante até porque ela é telepata. Infelizmente, não se vê muito do uso deste poder, apenas a espaços quando parece que a autora se lembrava que tinha um mistério por resolver. Este é construído de forma muito simples e parece ser deixado para último lugar apenas para ser resolvido, rapidamente, no final. Fiquei com a sensação de que a autora andou a engonhar um pouco por todo o livro, o que não seria mau se nos possibilitasse conhecer as personagens, mas infelizmente nenhuma, provavelmente com a excepção de Sookie, é aprofundada. Isto tornou algumas relações, sobretudo a de Sookie e do vampiro Bill, muito forçada não sendo perceptível o que cada uma vê no outro para além do físico (num lado o vampiro que supostamente é lindo de morrer e no outro a loura, que se faz de burra, com o corpo escultural, ou pelo menos não tão má como isso) e do silêncio mental, já que Sookie não consegue ler a mente do vampiro. E também achei muito pouco realista a naturalidade com que ela aceita as revelações que lhe surgem, como a do metamorfo… Dá de caras com um homem nu, na sua cama, e nem sequer grita ou lhe atira alguma coisa à cara? A primeira coisa que me ocorreu foi “tarado!” e garanto que não actuaria como Sookie.

Ainda assim, apesar de irritar um pouco e parecer que tudo passou a correr, entretém e conhecemos personagens que parecem ser interessantes se um pouco mais aprofundadas, caso dos vampiros Bill e Eric, bem como de Sam. Além disso, gostei de como o sangue dos vampiros afecta os humanos (o que levanta algumas questões quanto ao futuro de Sookie), fiquei curiosa quanto à organização hierárquica vampírica e gostava de saber mais sobre a sua luta para serem reconhecidos, daí que apesar de o interesse não ser muito, é o suficiente para ler os restantes se os conseguir encontrar na biblioteca.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...