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27 de agosto de 2014

Curtas: Papuça e Dentuça; Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons #5); Silver Shadows (Bloodlines, #5)

Título: Papuça e Dentuça
Diretor: Art Stevens, Ted Berman, Richard Rich
Baseado, muito livremente, no livro The Fox and the Wound de Daniel P. Mannix
Vozes: Mickey Rooney, Kurt Russell, Pearl Bailey

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Eu sei que um filme da Disney não me diz muito quando não me lembro de o ter visto ou até me lembro de o ter visto mas não me lembro de nada da história, como neste caso. Sabia que o tinha visto mas lembrar-me de alguma coisa? Népias.

Na verdade este é realmente um filme esquecível. Não há músicas nem falas memoráveis, e parece que lhe falta algo. Nunca me convenceu a suposta amizade entre ambos porque acabam por não interagir assim tanto como isso. Parece-me que talvez um maior foco na relação entre o Tod e a dona fosse melhor, pelo menos pareceu-me mais credível e a cena em que ele é abandonado partiu-me o coração e fez-me chorar como uma Madalena arrependida.

Talvez apele mais a crianças.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 336 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 28 de julho a 1 de agosto, porque é Julia Quinn! <3

Opinião: A sério, é sempre um prazer regressar a esta série e sobretudo a um dos livros que mais gostei aquando da primeira leitura. A segunda também não foi má, foi mesmo tão boa como a primeira, porque já não me lembrava assim de tantos detalhes. Abençoada memória de peixinho dourado. :P Não há como não adorar a interação entre as personagens, sobretudo quando os restantes Bridgerton entram em cena para salvarem a honra da irmã. xD

Mais uma vez, pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi por ocasião da minha primeira leitura, mas (há sempre um mas) desta feita a atitude da Eloise pareceu-me demasiado precipitada e mesmo estúpida, temo, tendo em conta todo o cerimonial da época, o que me vai um pouco contra a personagem. Mas também, se assim não fosse a história não teria tanta piada, não é verdade? E não haveria a cena com os homens todos a ficarem amigos sobre uma noite de bebedeira, certo? E o Colin com fome... *suspira enquanto sussurra "Colin! <3"*

Veredito: Para ter na estante.

Título: Silver Shadows (Bloodlines, #5)
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. Até podia dizer que é um guilty pleasure, mas sinceramente não me sinto culpada por gostar. :P

Quando e porque peguei nele: li-o de 1 a 4 de agosto, porque o livro anterior tinha acabado numa situação bastante intrigante e eu queria ver como a coisa se resolvia.

Opinião: Há semelhança do livro anterior, contamos com dois pontos de vista, o de Sydney, a protagonista, e o de Adrian, a sua cara-metade. Percebe-se melhor a escolha pelos dois pontos de vista, quando até ao terceiro volume só tínhamos a visão de Sydney, pelos acontecimentos que têm lugar, uma vez que ela acaba raptada. Neste livro seguimos então o que acontece pós-rapto, o que Sydney tem de suportar e, através de Adrian, os esforços para a recuperarem.

Apesar de adorar o Adrian, era com muita pena que deixava Sydney e a sua luta contra os seus captores. A sua linha de história era a mais interessante, enquanto que Adrian parecia perdido. Ok, eu até entendo, por causa do seu poder e tal, mas ainda assim era com alguma frustração que lia os seus capítulos. Também senti falta da interação entre ambos mas diga-se que uma vez juntos, meu Deus... *suspira* E não é um bom suspiro de "aww, tão juntos e tão fofos!", não... é um suspiro de "mas porquê?" Assim que Sydney é libertada segue-se um rol de más decisões. Isto não é a minha Sydney! E a cena do *big spoiler que OMD porquê?* enquanto fogem?! Nope, não gostei. Percebo o potencial que a coisa tem para a continuação e que ela tenha mudado porque a sua vida foi ameaçada, mas aquilo não é a minha Sydney!

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Mas fico à espera do (espero eu) último volume.

3 de maio de 2014

A Night Like This (Smythe-Smith Quartet, #2)

Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book assim que saiu.

Quando e porque peguei nele: Ora bem, peguei nele ainda o ano passado mas a coisa não estava a agradar-me por aí além, pelo que deixei-o a meio. Voltei-lhe a pegar porque decidi que tinha de começar a acabar alguns dos livros pendurados.


Opinião: Penso que há algo de errado quando a personagem que mais gosto num livro destes é uma miúda com pancada por unicórnios. Primeiro porque é mesmo uma miúda, logo não tem par romântico, e segundo, a pancada por unicórnios... Eu não sou pessoa de unicórnios. Mas foi exatamente o que aconteceu aqui, a personagem que mais gostei foi a pequena Frances Pleinsworth. :/

Havia lido o excerto há algum tempo e tinha gostado do que li, mas o certo é que se gostei de como os personagens se conheceram, já quando estavam juntas as situações eram algo aborrecidas, a não ser que as pequenas Pleinsworth estivessem por perto a dar alguma vida e piada às situações. Se há coisa que a Julia faz bem são as famílias e mais uma vez aqui se nota isso, pois apesar da Frances ter um lugarzinho especial, a Harriet com as suas terríveis peças e o seu engano quanto às esposas do Henrique VIII também merece destaque.
    Harriet shrugged, then said, “I’m going to begin in act two. Act one is a complete disaster. I’ve had to rip it completely apart.”
    “Because of the unicorn?”
    “No,” Harriet said with a grimace. “I got the order of the wives wrong. It’s divorced, beheaded, died, divorced, beheaded, widowed.”
    “How cheerful.”
    Harriet gave her a bit of a look, then said, “I switched one of the divorces with a beheading.”
    “May I give you a bit of advice?” Anne asked.
    Harriet looked up.
    “Don’t ever let anyone hear you say that out of context.”
Opá, ria-me que nem uma perdida nestas ocasiões. xD

Os dramas das personagens principais, sobretudo de Anne, são algo interessantes de seguir mas o mistério (por assim dizer) é muito pouco misterioso. No entanto, fiquei com curiosidade em conhecer mais sobre Hugh, um dos amigos do protagonista e que me parece ser o herói do terceiro livro deste quarteto.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Eu sei que o mal é meu, não ando virada para romances do género, não sei porque ando a insistir. Ou então começo a perceber que este tipo de plot não é propriamente o meu preferido. Friends to lovers ou enemies to lovers parecem ser mais do meu agrado por terem uma dinâmica diferente que rapaz apaixona-se pela governanta. :/

19 de março de 2014

Curtas: A Grande Revelação (Bridgertons, #4), A História Interminável

Título: A Grande Revelação (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2002) | Formato: livro | Nº de páginas: 376 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 12 a 15 de fevereiro, porque Colin e Penelope! <3

Opinião: Ah! Regressar a uma das minhas autoras preferidas! A uma das minhas séries preferidas! Ao meu livro favorito da dita série! Ao meu casal preferido de todo o sempre! *suspira e abraça o livro até mais não, ou faria se não o tivesse emprestado porque este é o livro que se compra, as vezes que tiverem de ser precisas, para emprestar a toda a gente e mais alguém*

Pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi previamente, a quando da minha primeira leitura, mas talvez deva salientar que algumas das atitudes do Colin, depois de descobrir o segredo de Penelope, não caíram muito bem em mim. Ok, eu entendo a preocupação, mas achei que a sua reação era algumas vezes demasiado violenta e desproporcionada, quase como se ele tivesse mais medo de ser afastado da sociedade do que ela. :/ Mas, opá é tão bom! <3

Veredito: Para ter na estante. E ler e reler vezes sem conta. *suspira*

Título: A História Interminável
Diretor: Wolfgang Petersen
Adaptação de A História Interminável de Michael Ende por Wolfgang Petersen, Herman Weigel e Robert Easton
Atores: Noah Hathaway, Barret Oliver, Tami Stronach

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Andava eu a fazer zapping (porque há dias, são poucos mas há realmente dias, em que consigo ter tempo para mim e para a TV \o/ ) quando, de repente, começo a ouvir uma música conhecida. Ah, os anos 80! Tão bons em música e ridículos em moda... Mas dizia... Como há muito tempo (anos!) que não via o filme e depois do artigo sobre histórias dentro de histórias (de que falei no SLNB de janeiro), resolvi revê-lo.

Os efeitos especiais e as criaturas fantásticas parecem agora um pouco ridículas numa época em que o CGI abunda, ainda que nem sempre com qualidade, mas confere um aspecto ingénuo à história que uma imagem mais atual e digital seria capaz de esbater. Acaba por fazer lembrar o brincar com bonecos de peluche, por fazer lembrar o imaginário infantil. O aspeto kitsch, digamos assim, contribui para a história e para a caracterização da própria Fantasia. Não digo que tenha envelhecido bem mas também não lhe mudaria nada.

Resta agora ler o livro.

Veredito: Deu na televisão pelo que se perde pouco com isso, mas para quem cresceu com o filme parece-me que está perto de um vale o dinheiro gasto.

15 de maio de 2013

Curtas: A Little Bit Wild (York Family, #1), Amor e Enganos (Bridgertons, #3) ou a edição romance

Título: A Little Bit Wild (York Family, #1)
Autor: Victoria Dahl
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Zebra | Ano: 2010 | Formato: livro | Nº de páginas: 329 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: oferecido pela Slayra em 2011.

Quando e porque peguei nele: início de Abril. Fez parte de duas listas para o Monthly Key Word Challenge e apesar de não ter ganho nenhum saltou-me à vista. Conta para o Mount TBR Reading Challenge.

Opinião: Este foi o romance eleito depois de acabar o Gone Girl na tentativa de reavivar a minha esperança em relações. Não posso dizer que tenha sido um sucesso, continuo à procura de um romance que seja capaz de sweep me off my feet.

O meu grande problema com este livro foi sobretudo o facto de não haver grande química entre as personagens. A heroína até me pareceu interessante, pela primeira vez não se tratava de uma virgem e a moça até tinha olho para as pernas dos senhores (sim, que aquelas calças deixam pouco à imaginação no que a pernas diz respeito *revê dramas de época e mais alguns*), mas a partir de certa altura até eu achei que era demais. Já o protagonista, he did nothing for me. Nunca me pareceu real, talvez tenha sido mal desenvolvido ou mal aproveitado até porque a sua história me pareceu que podia ser melhor explorada. Mas vai daí eu até gosto de coisas sobre cortesãs e por isso queria algo mais e não apenas que o moço soubesse que uma mulher sangra. *revira olhinhos* A sério, quando ele pergunta "have you bled?" foi tão... nem sei o que dizer... mau? Inconveniente e ligeiramente "eww!"?

Veredito: Oferecido e pouco se perde com isso. Enfim, pouco ou nenhum interesse para mim teve e só o acabei porque li metade do livro na diagonal, mais por preguiça de pegar noutro livro do que realmente interesse em acabar o que tinha em mãos.

Título: Amor e Enganos (Bridgertons, #3)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2013 (originalmente publicado em 2001) | Formato: livro | Nº de páginas: 384 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei-o este ano, assim que foi publicado.

Quando e porque peguei nele: entre 3 e 9 de maio. Queria lê-lo antes de emprestar a umas amigas.

Opinião: Gostava de dizer que tinha apreciado mais esta segunda leitura mas estaria a mentir. É verdade que até certo ponto estava a gostar bastante e cheguei a questionar-me porque raio não tinha ficado com boa impressão do livro, até que chego à página 200 e pensei na voz da Celine Dion "it's all coming back, it's all coming back to me now" (a sério, não sei porque raio a minha cabeça faz associações deste tipo). Então basicamente temos o moço, Benedict que é como quem diz o Bridgerton nº 2, praticamente a chantagear que irá acusar a Sophie, o seu interesse amoroso, de o roubar, mesmo que ela não o tenha feito (quer dizer, ela até roubou mas não a ele e até aquele ponto da história ele não o sabe), se ela não for com ele para Londres. O_o Que coisa mais manipuladora de se fazer e como me tinha esquecido de tal coisa?! O homem até se redime mais para o final mas sinceramente, para mim a partir daquele momento qualquer interesse que podia ter na personagem morreu. Às vezes penso que se critica muito o género, em como as fantasias retratadas diminuem a condição da mulher e nunca antes me tinha dado conta disso como com este livro. Pode ser um único pormenor num livro que acaba por dar-nos um casamento entre duas pessoas de estratos sociais diferentes, mas mesmo isto acaba manchado com o esforço a que a família Bridgerton vai para, de certa forma, legitimar Sophie.

Veredito: Se fosse emprestado, pouco se perderia com isso. Talvez esteja a ser demasiado crítica, talvez eu não esteja com espírito para o romance, o certo é que fiquei bastante desagradada, e até incomodada, com esta leitura e só o facto de ter a cena da Penelope após a declaração do Colin salvou este livro para mim, assim como a cena da prisão, mas aí até é mais pelo confronto de Posy e Araminta. Sinceramente até começo a temer ler o livro do Colin e encontrar defeitos no meu irmão Bridgerton preferido. Ainda continuo a adorar a Julia Quinn, ninguém desenvolve relacionamentos como ela e escreve diálogos tão divertido, mas  não é por isso que não deixo de lhe ver alguns defeitos.

14 de janeiro de 2013

The Lost Duke of Wyndham (Two Dukes of Wyndham, #1)

Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 371 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: já não sei se foi a Slayra que mo deu ou se me chegou pelo Bookmooch, já que o site está em baixo e não consigo aceder à minha conta para conferir. Já nem me lembro em que ano foi que veio parar-me às mãos. :/

Quando e porque peguei nele: 8/agosto/2012 a 1/janeiro/2013. Comecei a lê-lo porque era da Julia Quinn e parecia-me o livro e a autora ideal para voltar a terminar um livro, coisa que no início de agosto do ano passado parecia complicado.


Opinião: Ora aqui está uma coisa nova, um livro da Julia Quinn que tive de colocar de lado durante meses porque estava a aborrecer-me de morte. Sim, sei que são palavras duras para com aquela escritora que adoro e cujos livros me põem bem disposta, mas infelizmente este livro não foi tão divertido nem as personagens tão agradáveis de seguir como outras que ela já escreveu. E só para ficarem com uma ideia, eu li um outro livro dela e adorei, enquanto este tinha a leitura suspensa...

A história até teve um começo algo interessante, com um assalto, mas quase na mesma página passa a ser aborrecido pois as duas personagens como que se perdem de amores um pelo outro assim do nada e entra em cena uma história algo recambulesca, que pouco interesse da minha parte suscitou.

Uma das coisas que mais adoro nesta autora é como ela consegue criar relações credíveis, em que conforme os pares se vão conhecendo, os seus sentimentos vão-se alterando, independentemente do facto de se gostarem ou não à primeira vista (onde geralmente o aspecto tem um maior relevo e não quer isto dizer que os seus heróis e heroínas sejam feios, mas há as wallflowers que passam despercebidas pelo herói e tal... but I digress) e neste livro isso simplesmente não acontece. Os diálogos carecem de humor e até de alguma vida, de alguma química.

Sinceramente, pareceu-me um livro pouco inspirado. Jack, o herói, apesar de ter, potencialmente, um background interessante acaba por ser aborrecido com todos os seus problemas (“eu não quero ser o herdeiro, eu não quero esta vida, eu quero a Grace, eu matei ou fui a causa da morte do meu primo, eu tenho dislexia!” *revira os olhos*) e Grace... nem sei o que dizer sobre ela. Parecia não ter espinha nem vontade própria, para pouco mais parecia servir do que encher papel, ser um interesse amoroso para o Jack e ter uma cena algo descabida com o outro duque, Thomas. *revira os olhinhos mais algumas vezes* A Julia escreve personagens femininas tão boas que ao ler este livro cheguei a duvidar que fosse ela a autora! A Grace é tão sem sal, tão sem vida que me aborreceu de morte, e quando finalmente enfrentou a Duquesa viúva (talvez a única personagem que vale a pena ler e mesmo assim não é uma Dowager Countess of Grantham) achei que aquilo já vinha tarde demais.

Mas nem tudo é mau, o outro casal - Thomas e Amelia - pareceu-me bem mais interessante ainda que pouco nos tenha sido mostrado já que, aparentemente, é o protagonista do segundo livro. Talvez tivesse sido melhor ambos os casais terem sido explorados neste livro (como acontece em Again the Magic da Lisa Kleypas) já que o outro livro, pelo que pude perceber e me disseram, conta EXATAMENTE a mesma história mas sob o ponto de vista do outro casal. Talvez se o livro tivesse explorado os dois casais, em vez de apenas um, me tivesse poupado ao aborrecimento de morte que fui sentindo e não paro de referir.

Alguma vez teria que acontecer, nem os escritores são infalíveis, mas não é um livro como este que vai mudar a minha opinião sobre a Julia Quinn. Ainda continua a ser, para mim, a rainha do romance histórico e continuo ansiosa por ler outros livros escritos por ela. Este foi apenas um percalço, acredito piamente nisso, e até penso ler o segundo se por algum acaso me vier parar às mãos, mas entretanto tenho outro da série Smythe-Smith Quartet por ler, e a sua lista até é considerável, pelo que estou confiante que há mais pérolas para eu descobrir. :)

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. Isto não quer dizer que tenha achado uma enorme perda de tempo ou dinheiro, pois o certo é que o li em momentos em que pouco ou nada agarrava a minha atenção. O facto de ser leve e ser fácil de seguir a sua história impediu-me que desistisse por completo ou o viesse a odiar. Mas também dava por mim a pensar “talvez devesse pegar naquele ou no outro” quando olhava para as estantes...

22 de novembro de 2012

Curtas: Os Contos de Beedle o Bardo, Just Like Heaven (Smythe-Smith Quartet, #1) [e-book]

Título: Os Contos de Beedle o Bardo 
Autor: J.K. Rowling
Ficção | Género: fantasia
Editora: Editorial Presença | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 110 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei na Feira do Livro de Lisboa em 2009.

Quando e porque peguei nele: 4/novembro. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - contos, permitindo fazer duas linhas de uma vez. \o/


Opinião: Narra 5 contos do mundo de Harry Potter, que seriam contados pelos pais aos pequenos feiticeiros de modo a ensinar algumas morais, na mesma medida em que os contos de fadas são contados a muggles (grupo a que pertenço *suspira tristemente*). No geral achei todos bastante bem conseguidos mas os meus preferidos foram o terceiro e o último conto, pois está claro. “O Feiticeiro do Coração Medonho” pareceu-me uma espécie de “Bela e o Monstro” mas muito mais sombrio e brutal, enquanto que “O Conto dos Três Irmãos” acaba por ser o mais interessante de todos, não só pela importância que tem na série; por a mensagem que passa ser, na minha opinião, a mais forte e mais real, útil tanto para muggles como feiticeiros; e por ser o melhor escrito, já que os restantes parecem demasiado curtos e algo escritos à pressa.

Os contos têm no final uma breve explicação, bastante útil, de Dumbledore que permite dar a conhecer a influência deles na vida mágica e explica, com algum detalhe, a lição de moral subjacente, o que pode não ser tão percetível para muggles.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Mas “vale o dinheiro gasto” para fãs da série e do mundo HP. 

Título: Just Like Heaven (Smythe-Smith Quartet, #1) [e-book]
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: HarperCollins | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei na Amazon em Maio deste ano aquando da saída do segundo livro.

Quando e porque peguei nele: 4 a 10/novembro. Apetecia-me algo leve, perfeito para descansar a cabeça depois de algumas mudanças súbitas.


Opinião: Gostei tanto deste livro, apesar de o achar um pouco diferente dos que tenho lido da autora. Para começar há poucos Bridgertons, mas o Colin aparece (só isso já vale alguns pontos), e além disso não há muito drama, bickering, luxúria nem verdadeiro conflito, já que esta é basicamente uma história de friends to lovers. Mas os personagens são engraçados de seguir, pois desde logo estão muito à vontade um com outro sendo, no entanto, percetível algumas mudanças na sua relação. Há algumas cenas que me fizeram rir bastante e está claro que não podia faltar um recital desta família de afamadas artistas musicais, ainda que pelos piores motivos.

Já agora uma chamada de atenção: não ler este livro de barriga vazia ou arrisca-se a ficar com fome, já que os personagens adoram relembrar tartes e sobremesas de chocolate, um pouco como no último livro dos Bridgertons...

Também podem ler outra crítica aqui.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

1 de novembro de 2012

Curtas: Peripécias do Coração (Bridgertons, #2), A Origem, The Eve Tree [e-book], Ex-Mulher Procura-se

Título: Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Edições Asa | Ano: 2012 (originalmente publicado em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 384 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: mais um que comprei este ano (que tem sido a desgraça... a desgraça!!!)

Quando e porque peguei nele: de 26 a 29/setembro. Vá lá, é Julia Quinn e um dos meus livro preferidos da série. Tive de ir a correr reler a cena de Pall Mall e depois o livro todo...


Opinião: Julia Quinn e Bridgertons, que mais posso dizer? Ainda bem que está a ser publicado em português e espero ansiosamente pelos restantes ainda que para os reler. Deste já não me recordava que havia um corgi (como é possível não me lembrar de tal criatura fofa?! não mereço viver!) mas se há cena que não esqueço e sempre que posso releio, é a do jogo de Pall Mall. xD De resto, a minha opinião em pouco varia da primeira leitura. A tradução não me pareceu tão bem conseguida como no livro anterior, havia expressões que me pareceram muito modernas. :/

Veredito: Para ter na estante.

Título: A Origem
Diretor: Christopher Nolan
Escritor: Christopher Nolan
Atores: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/setembro na RTP.

Opinião: Finalmente vi o filme! *ouvem-se coros entoando o “Aleluia!”* Ok, acho que perdi os primeiros minutos mas acompanhei bem a história que pareceu-me muito bem urdida. No entanto o que me fascinou foi o desenvolvimento da ideia de como os sonhos se estruturam e de todo o visual. Acredito que a cada novo visionamento mais detalhes se destaquem e por isso é um filme a rever.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: The Eve Tree [e-book]
Autor: Rachel Devenish Ford
Ficção | Género: romance
Editora: Small Seed Press | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon no ano passado.

Quando e porque peguei nele: 30/setembro a 7/outubro. Nem sei muito bem, estava a ver os títulos que tinha na coleção “pilha” no Kindle e por alguma razão chamou-me a atenção. Por acaso até acabou por ser interessante lê-lo enquanto em férias na terrinha.


Opinião: A história desenrola-se ao longo de alguns dias, enquanto um fogo ameaça Molly e a sua família. Durante esse tempo vemos então como é que este desastre afeta sobretudo aquela, o seu marido e a sua mãe, personagens com alguma bagagem e problemas para resolver. Gostei bastante de como estava escrito, há passagens muito bonitas, e de como explora a vida das personagens. Apesar disto, acaba por ficar a sensação de que ainda assim as personagens poderiam ter sido melhor e mais exploradas. Acredito que não seria essa a intenção mas mostrar como estas personagens lidavam numa situação de stress, mas acabou por saber-me a pouco.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso.

Título: Ex-Mulher Procura-se
Diretor: Andy Tennant
Escritor: Sarah Thorp
Atores: Gerard Butler, Jennifer Aniston

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 14/outubro na SIC.

Opinião: Tinha acabado de chegar de viagem e não devia estar a dar nada melhor na televisão. Não vi desde o início mas também não foi preciso de tão básica que é a história. Típico rom-com mas sem grande piada. E nem o Gerard Butler o salva, diga-se que já esteve em melhor forma... :/

Veredito: Com tanto filme tive de ver este.

2 de abril de 2012

Curtas: Crónica de Paixões e Caprichos (Bridgertons, # 1), On the Way to the Wedding (Bridgertons, #8) [e-book]


Título: Crónica de Paixões e Caprichos (Bridgertons, # 1)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Edições Asa | Ano: 2012 (publicado originalmente em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 368 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei-o este ano, durante o mês de Março.

Quando e porque peguei nele: 18/mar/2012 a 25/mar/2012. Apeteceu-me reler este livro e ver como estava a tradução. Conta para o desafio: Book Bingo - Releitura.


Opinião: Acaba por não ser muito diferente de aquando da primeira leitura. Senti exatamente o mesmo mas também peguei neste livro sobretudo para ver como estava a tradução e qual foi a minha surpresa ao reparar que é bastante competente. As piadas funcionam, as cenas mais quentes não são banais nem de mau gosto, e apesar de uma frase do Colin não soar tão dramática como o original, não deixa de estar bem conseguida. 

Está claro que só poderia adorar e aguardo que o público português adore esta autora, como eu o faço, para que ela continue a ser publicada por cá. Quero ler o livro do Anthony e sobretudo o do Colin em português!

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: On the Way to the Wedding (Bridgertons, #8) [e-book]
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: HarperCollins | Ano: 2009 (publicado originalmente em 2006) | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 25/mar/2012 a 31/mar/2012. Depois de ler o primeiro da série, nada melhor que ler o último e despedir-me dos Bridgerton. Pelo menos em inglês que quero ler todos em português!


Opinião: Devo dizer que de todos os Bridgertons, Gregory era o que menos curiosidade levantava pois aparece sempre muito pouco. Ainda assim parti com algumas expectativas para esta leitura e apesar de não ter ficado desagradada com ela, Julia Quinn num livro menos bom continua a ser excelente, não me parece que este se compare com os restantes. Ainda assim gostei bastante da heroína e revi-me nalgumas das suas compulsões obsessivas, o livro surpreendeu numa certa ocasião mas há algumas coisas previsíveis. O ritmo pareceu-me um pouco estranho e penso que algumas coisas se arrastaram ao ponto de achar que a autora se repetia um pouco.

Ainda assim fez-me rir e não deixa de ser um livro excelente quando se deseja algo leve. Não digo que tenha sido um excelente fim para a série, mas rever alguns dos irmãos e dar uma espreitadela aos seus casamentos, cerca de 10 anos depois, foi giro.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso, mas toda a série é um valente vale o dinheiro gasto.

22 de junho de 2011

When He Was Wicked (Bridgertons, Livro 6) [e-book]

When He Was Wicked (Bridgertons, #6)Autor: Julia Quinn
Género: romance histórico
Editora: HarperCollins e-books | Nº de páginas: -

Resumo (do Goodreads): Everything was so much simpler...
When he was wicked.


In every life there is a turning point.

A moment so tremendous, so sharp and breathtaking, that one knows one's life will never be the same. For Michael Stirling, London's most infamous rake, that moment came the first time he laid eyes on Francesca Bridgerton.

After a lifetime of chasing women, of smiling slyly as they chased him, of allowing himself to be caught but never permitting his heart to become engaged, he took one look at Francesca Bridgerton and fell so fast and hard into love it was a wonder he managed to remain standing. Unfortunately for Michael, however, Francesca's surname was to remain Bridgerton for only a mere thirty-six hours longer - the occasion of their meeting was, lamentably, a supper celebrating her imminent wedding to his cousin.

But that was then... Now Michael is the earl and Francesca is free, but still she thinks of him as nothing other than her dear friend and confidant. Michael dares not speak to her of his love... until one dangerous night, when she steps innocently into his arms, and passion proves stronger than even the most wicked of secrets...


Opinião: Já tinha saudades de ler Julia Quinn. Aproveitei então o fim-de-semana prolongado em Lisboa, e em que fui para fora, para dar uso ao Kindle (a minha biblioteca portátil que agora até tem uma capa toda xpto) e ler mais um volume da série Bridgerton.

O capítulo inicial fez-me lembrar o de Romancing Mr Bridgerton, na medida em que rapidamente me agarrou por ser uma situação algo hilariante e surreal, mas não gostei assim tanto como da história de Colin e Penelope, que continua a ser a minha preferida. Neste, vemos Michael Stirling a apaixonar-se perdidamente por Francesca, a sexta irmã (o casal Bridgerton devia ter medo de se esquecer da ordem de nascimento de cada um dos filhos e resolveram nomeá-los alfabeticamente) Bridgerton mas que se encontra a horas de mudar de nome, já que este primeiro e fatal encontro se dá no jantar de casamento de Francesca com John, o primo de Michael.

Penso que parte da surpresa que o livro poderia trazer se perde com o sabermos, de livros anteriores, que Francesca enviuvou. De facto, esse acontecimento é retratado no início do livro e a morte de John pesa a ambos os protagonistas durante a narrativa mas, para dizer a verdade, o mesmo não acontece com o leitor, que não o conhece assim tão bem e começa a achar exasperante quando o par não se junta logo, sendo necessário alguém apontar o óbvio.

De resto, também não gostei tanto das personagens como em outros livros, mas sobressaem os diálogos engraçados, bem ao jeito de Julia Quinn. Também destaco a nota final da autora, em que se debruça sobre a causa de morte de John, mencionando o médico português Egas Moniz, e a doença de Michael.

Se fosse emprestado pouco se perderia com isso: Não é o mais interessante dos livros da saga, mas mesmo assim é melhor que o terceiro. De facto, a história de Francesca nunca me chamou a atenção, já que nos outros livros é referida poucas vezes, e sinto que continuei sem conhecer tão bem esta personagem como o resto da sua família. Aconselho a fãs da saga ou da autora, mas a sua leitura pouco traz de novo.

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14 de agosto de 2010

An Offer From a Gentleman (Bridgertons, Livro 3)

Autor: Julia Quinn
Género: romance histórico
Editora: Avon | Nº de páginas: 384
Nota: 3/5

Resumo (do livro): Sophie Beckett never dreamed she'd be able to sneak into Lady Bridgerton's famed masquerade ball - or that "Prince Charming" would be waiting there for her! Though the daughter of an earl, Sophie has been relegated to the role of servant by her disdainful stepmother. But now, spinning in the strong arms of the debonair and devastatingly handsome Benedict Bridgerton, she feels like royalty. Alas, she knows all enchantments must end when the clock strikes midnight.

Who was that extraordinary woman? Ever since that magical night, a radiant vision in silver has blinded Benedict to the attractions of any other - except, perhaps, this alluring and oddly familiar beauty dressed in housemaid's garb whom he feels compelled to rescue from a most disagreeable situation. He has sworn to find and wed his mystery miss, but this breathtaking maid makes him weak with wanting her. Yet, if he offers her his heart, will Benedict sacrifice his only chance for a fairy tale love?

Opinião: Mais um livro agradável desta autora, apesar de talvez ser o mais fraco, dos que li até agora, desta série. O começo é interessante, assemelhando-se à história da Cinderela, mas rapidamente toma o seu próprio rumo.

Neste livro seguimos a história do segundo irmão Bridgerton, de seu nome Benedict, que num baile de máscaras apaixona-se por uma moça vestida de branco e prata. Essa moça é Sophie Beckett, filha bastarda de um conde e, que à morte daquele, se torna criada da sua madrasta e das duas filhas daquela (nascidas de um primeiro casamento). No entanto, ao descobrir que Sophie terá ido ao baile, a madrasta expulsa-a de casa, tendo Sophie que ganhar a vida como governanta em outro lado. Dois anos depois, tendo Benedict refreado a sua busca pela desconhecida beleza que o encantou naquela noite, reencontram-se. Ela sabe a identidade dele, mas será que ele a reconhece e mais ainda, será que apesar da diferença hierárquica conseguirão ficar juntos?

Como disse, este volume pareceu-me o mais fraco dos que li até agora. Raramente me fez rir, como outros, e a química entre os dois também não me pareceu das melhor conseguidas. A personagem de Sophie pareceu-me bastante interessante, independente e forte, mas toda a situação de não dizer quem realmente era aborreceu-me um pouco. Assim como também me aborreceu a personagem masculina que ao apaixonar-se por uma pessoa de grau inferior, pede-lhe insistentemente para se tornar sua amante, ao que ela responde sempre que não e até lhe dá as razões para negar tal coisa.

Ainda assim lê-se bem e entretém.

7 de agosto de 2010

The Viscount Who Loved Me (Bridgertons, Livro 2)

Autor: Julia Quinn
Género: romance histórico
Editora: Avon | Nº de páginas: 376
Nota: 5/5

Resumo (do livro):
1814 promises to be another eventful season, but not, This Author believes, for Anthony Bridgerton, London's most elusive bachelor, who has shown no indication that he plans to marry.
And in all truth, why should he? When it comes to playing the consummate rake, nobody does it better...
– Lady Whistledown's Society Papers, April 1814
But this time the gossip columnists have it wrong. Anthony Bridgerton hasn't just decided to marry – he's even chosen a wife! The only obstacle is his intended's older sister, Kate Sheffield – the most meddlesome woman ever to grace a London ballroom. The spirited schemer is driving Anthony mad with her determination to stop the betrothal, but when he closes his eyes at night, Kate's the woman haunting his increasingly erotic dreams...

Contrary to popular belief, Kate is quite sure that reformed rakes do not make the best husbands – and Anthony Bridgerton is the most wicked rogue of them all. Kate's determined to protect her sister – but she fears her own heart is vulnerable. And when Anthony's lips touch hers, she's suddenly afraid she might not be able to resist the reprehensible rake herself...


Opinião: Parece-me que este ano só tenho lido livros da Slayra! Este é mais um... Foi ela que me apresentou a Julia Quinn, à série Bridgerton e estou-lhe muito agradecida. *hugs*

Ora bem, neste livro seguimos a história de Anthony que se vê confrontado com a sua mortalidade bastante cedo, aquando da morte de seu pai, e decide levar uma vida boémia. No entanto, na casa dos 30 e tendo algum receio de que a sua hora esteja perto (afinal o seu pai estava em excelente forma e não foi por isso que não morreu cedo) decide casar-se e até sabe com quem. Não contava era precisar da permissão da irmã daquela que quer tornar sua esposa, e muito menos passava-lhe pela cabeça apaixonar-se por ela. Já ela, Kate Sheffield, conhecendo a reputação de Anthony e querendo o melhor para a irmã, tenta separá-los e perceber as verdadeiras intenções, apenas para acabar caindo ela de amores por ele.

Depois de ter lido volumes mais avançados, é claro que já sabia o desfecho desta história, mas ainda assim adorei-a. Talvez este livro não seja tão bom como o quarto livro (que continua a ser o meu preferido, com o Colin como protagonista, personagem que nestes primeiros volumes voltou a conquistar-me :P “You wound me!” lol ) mas as personagens têm uma boa química e são protagonistas de cenas hilariantes, tal como o jogo de Pall Mall, algo que parecia faltar aos outros livros: o quinto tinha humor mas o tom negro parecia mais dominante, o primeiro livro não tinha uma química tão boa entre o casal. Aqui a relação encontra-se muito bem explorada e, apesar de talvez ser difícil compreender os medos de cada personagem, não conseguimos ficar indiferentes à luta de ambos para ultrapassar os seus demónios. Já agora, gostei da nota da autora exactamente referente aos medos, sobretudo ao medo de Anthony, contribuindo para uma melhor compreensão da personagem.

Mais um agradável livro desta autora, excelente para almas românticas, ou até menos românticas mas que querem passar um bom bocado. :)

31 de maio de 2010

The Duke and I (Bridgertons, Livro 1)

Autor: Julia Quinn
Género: romance histórico
Editora: Avon | Nº de páginas: 371
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Has the devastating Duke finally found a bride?

All the society papers say so. But only the Duke of Hastings and his “intended” know the truth. For the irresistible Simon Basset has hatched a plan to keep himself free from all those marriage -minded society mothers by pretending an attachment to the lovely Daphne Bridgerton. After all, it isn’t as if the brooding rogue has any real plans to marry – though there is something about the alluring miss that sets Simon’s heart beating a bit faster. And as for Daphne, surely she the clever debutante will attract some very worthy suitors now that it seems a duke as declared her desirable…

But as Daphne waltzes across ballroom after ballroom with Simon, she soon forgets that their courtship is a complete sham. Maybe it’s the mesmerizing look in his intense blue eyes, or the way she feels in his strong arms, but somehow Daphne is falling for the dashing duke… for real! And now she has to do the impossible and keep herself from losing her heart and soul completely to the handsome hell-raiser who was sworn off marriage forever!


Opinião: E eis que leio o primeiro volume desta saga familiar! Tendo lido o quarto e o quinto volume já sabia o desfecho deste livro, mas mesmo assim gostei de o ler. Aqui seguimos a história de Daphne, a quarta filha da família Bridgerton (cujos pais resolveram nomear os filhos por ordem alfabética) que apesar de bonita e inteligente não tem muitos pretendentes. Quer dizer, até tem alguns mas um pouco estúpidos e além disso ela deseja casar por amor. Por isso aceita tornar-se na falsa noiva de Simon Basset, esperando que com este noivado fingido melhores pretendentes apareçam. Ela não esperava era apaixonar-se por ele, tal como Simon, que por causa do seu passado deseja nunca vir a casar, não esperava apaixonar-se por Daphne.

Apesar de engraçado, não consegui ligar-me tanto aos personagens principais como nos outros livros. Simon chegou mesmo a ser um pouco difícil de seguir por não achar as suas razões convincentes. Ok, entendo em parte o seu trauma de criança mas achei muito forçado como isso afasta da sua ideia o querer casar e ter filhos. Daphne é engraçada, e adorei a conversa com a mãe antes do casamento! XD Também gostei da introdução dos capítulos pela Lady Whistledown (saber de antemão quem é não lhe tira piada) e de Colin Bridgerton, que é provavelmente o irmão Bridgerton mais engraçado. À semelhança dos outros, este livro vive de episódios hilariantes e da interacção entre os personagens.

O quarto volume é ainda o meu preferido mas este livro parece-me uma boa introdução a esta série. Ideal, como os restantes, para descomprimir e dar umas boas risadas.

22 de abril de 2010

To Sir Philip, With Love (Bridgertons, Livro 5)

Autor: Julia Quinn
Género: romance histórico
Editora: Avon | Nº de páginas: 372
Nota: 5/5

Resumo (do livro):

“My dear Miss Bridgerton,

We have been corresponding now for quite some time, and although we have never formally met, I feel as if I know you.

Forgive me if I am too bold, but I am writing to invite you to visit me. It is my hope that we might decide that we will suit, and you will consent to be my wife.

- Sir Phillip Crane”

Sir Phillip knew that Eloise Bridgerton was a spinster, and so he’d proposed, figuring that she’d be homely and unassuming, and more than a little desperate for an offer of marriage. Except… she wasn’t. The beautiful woman on his doorstep was anything but quiet, and when she stopped talking long enough to close her mouth, all he wanted to do was kiss her… and more.

Did he think she was mad? Eloise Bridgerton couldn’t marry a man she had never met! But then started thinking… and wondering… and before she knew it, she was in a hired carriage in the middle of the night, on her way to meet the man she hoped might be her perfect match. Except… he wasn’t. Her perfect husband wouldn’t be so moody and ill-mannered, and while Phillip was certainly handsome, he was a large brute of a man, rough and rugged, and totally unlike the London gentlemen vying for her hand. But when he smiled… and when he kissed her… the rest of the world simply fell away, and she couldn’t help but wonder… could this imperfect man be perfect for her?

Opinião: Mais um livro com o selo de recomendação da Slayra. Penso mesmo que é o preferido dela, mas eu gosto mais do volume anterior, onde a história deste começa, com as estranhas manchas de tinta nas mãos de Eloise e o seu desaparecimento inesperado. Este livro segue então esta personagem e descobrimos o porquê e para onde foi ela.

O início não foi tão divertido como eu esperava, o que me fez colocar o livro de lado e dedicar-me a outros pelo meio, mas rapidamente ganhou outro fôlego, sobretudo a partir do momento em que conhecemos melhor as personagens, nomeadamente Sir Phillip. Viúvo e com dois filhos em seu cuidado, este começa a corresponder-se com Eloise, após ela lhe mandar uma carta de condolências pela morte da esposa, e decide então pedi-la em casamento, esperando que ela fosse uma solteirona desesperada mas divertida e uma boa influência para os seus filhos. O que não esperava era que ela fosse atraente e tivesse tal energia, mas isso cativa-o e rapidamente se apaixona. Já Eloise, perante o casamento da sua melhor amiga e não querendo casar sem conhecer primeiro o carácter de um possível futuro marido, resolve aparecer em casa de Sir Phillip sem avisar e trava, deste modo, conhecimento com ele, um botânico recatado e com algo sombrio no seu passado.

Este livro tem um tom mais carregado que o anterior, já que lida com melancolia e suicídio. Apesar disso, tem situações bastante divertidas, assim que os restantes Bridgerton entram em cena, e fez-me recordar o filme "Música no Coração", já que aos poucos Eloise vai conquistando as duas crianças, também com episódios hilariantes. Senti a falta dos mexericos da Lady Whistledown, que abriam os capítulos no livro precedente (e acho que acontece o mesmo nos 3 primeiros volumes que não li), mas aqui temos excertos de cartas de Eloise, que parece ser uma correspondente prolífera, também eles engraçados.

É mais um livro leve e de leitura agradável, ideal para descomprimir. Não achei tão engraçado como o anterior, mas gostei do tom mais sombrio que lhe dá um cunho mais maduro. Os três primeiros volumes já cá estão em casa, mas devido à experiência da Mónica, e à minha própria experiência com Jane Austen, vou tentar intercalá-los com outras leituras. Se há coisa que já reparei é que nas séries românticas, apesar de cada livro se debruçar sobre personagens diferentes, ligadas a outras que aparecem em outros volumes, acabam por ter uma história muito semelhante pelo que parece tudo mais do mesmo, o que não acontece com obras de fantasia, por exemplo, onde há uma continuidade na história. Por isso, é aconselhado, mas a intervalos moderados. :P

22 de março de 2010

Romancing Mister Bridgerton (Bridgertons, Livro 4)

Autor: Julia Quinn
Género: romance histórico
Editora: Avon Books | Nº de páginas: 370
Nota: 5/5

Resumo (do livro): Penelope Featherington has secretly adored her best friend’s brother for… well, it feels like forever. After half a lifetime of watching Colin Bridgerton from afar, she thinks she knows everything about him, until she stumbles across his deepest secret… and fears she doesn’t know him at all.

Colin Bridgerton is tired of being thought nothing but an empty-headed charmer, tired of neverending sameness of his life, and, most of all, tired of everyone’s preoccupation with the notorious gossip columnist Lady Whistledown, who can’t seem to publish an edition without mentioning him in the first paragraph. But when Colin returns to London from a trip abroad, he discovers nothing in his life is quite the same – especially Penelope Featherington! The girl who was always simply… there is suddenly the girl haunting his dreams. But when he discovers that Penelope has secrets of her own, this elusive bachelor must decide… is she his biggest threat – or his promise of a happy ending?


Opinião: Mais uma excelente recomendação da Slayra. Em conversa havia-lhe dito que queria romances leves que ela tivesse gostado e em resposta trouxe-me este. E é assim que descobri mais uma autora a seguir. É verdade que já tinha lido muitas críticas de livros da Julia Quinn (sobretudo no blog da Julie que me apresentou à série Outlander da Diana Gabaldon) e essas críticas suscitaram a minha curiosidade, no entanto não a suficiente para que alguma vez adquirisse os livros, mas agora quero ler mais!

Sendo o quarto volume de uma saga familiar, há relações descritas que percebemos terem sido desenvolvidas nos livros anteriores, mas isso não estraga a leitura, abre antes o apetite para ler os livros precedentes. Este volume centra-se no terceiro filho Bridgerton, de seu nome Colin, e em Penelope Featherington, desde sempre apaixonada por ele mas que se resignou a ficar para tia (uma spinster, uma wallflower). E é assim, parecendo-lhe que nunca será escolhida por ninguém, que começa a “desabrochar” por assim dizer e a revelar a sua verdadeira pessoa, o que cativa Colin. Mas ambos têm segredos que podem comprometer a sua relação.

O que mais tenho a destacar é o humor deste livro. Desde a cena inicial, em que Penelope conhece Colin, às personagens como Lady Danbury, todo o livro é hilariante. Tem também um pouco de mistério, sobretudo no que toca à identidade de Lady Whistledown autora de uma coluna social também ela engraçada, mas confesso que descobri a identidade muito cedo, e prepara o próximo livro que tem como personagem principal Eloise, que durante este livro aparece quase sempre de forma enigmática com tinta nas mãos para desaparecer misteriosamente no final. As personagens são interessantes e é fácil simpatizar com elas e sentirmo-nos no seu lugar, o desenvolvimento da relação entre elas é credível e agradável de seguir. Não podemos deixar de torcer por pelo par principal, ainda que aqui e ali tenham desentendimentos já que Penelope se mostra uma mulher decidida tentando levar a sua avante nalgumas situações.

No todo é um belíssimo romance, possivelmente a reler vezes sem conta.

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