18 de outubro de 2010

Excertos promocionais

Sinceramente, não sei que outro nome dar aqueles capítulos que aparecem no final de alguns livros ou aqueles livros pequenos, que muitas editoras distribuem aquando de lançamentos ou feiras do livro, com um ou dois capítulos de um livro que tentam promover. Para dizer a verdade, os primeiros chateiam-me um pouco, mas os segundos são bastante úteis para separar algum trigo do joio.

Não sei bem explicar o porquê de não apreciar os primeiros. Não sei se é por a ideia de acabar um livro e “começar” outro, continuando a ler as páginas que restam do livro que temos em mãos, a logo seguir ser um pouco desconfortável, já que preciso que um livro acabado assente na minha cabeça (tenho de pensar sobre o que li, perceber como me tocou, de certa forma exorcizar o livro para me dedicar a um novo) e nem sempre consigo fazer tal exercício se leio o excerto que vem no final de um livro sobre um outro, por vezes com um tema completamente diferente. O que é certo é que raramente leio esses excertos nos finais dos livros, mesmo que possua o livro em que vem e possa ler o excerto noutra altura.

No que toca aos livrinhos, penso que a primeira vez que vi tal ou que me lembro de ler um de tais livros (e confesso que a minha memória não é das melhores, bem pelo contrário :/ ) foi à saída de uma estação do Metro e tratava-se dos primeiros capítulos do livro O Porteiro de Pilatos. Geralmente, quase tudo o que me dão na rua, vai para o lixo sem me demorar muito com uma vista de olhos valente, no entanto, li a pequena amostra desse livro por acaso, já que não tinha outra coisa à mão e encontrava-me à espera de alguém ou de um outro transporte. Lembro-me de ter gostado da amostra e de pedir por várias vezes o livro à minha mãe, para que ela me oferecesse pelo Natal, sem qualquer resultado - ofereceu antes a um dos meus tios e até agora não lhe consegui meter a mão em cima. :P No entanto, a vontade de o ler ainda é considerável, se bem que já não me recorde dos capítulos ou de como começava a história.


Mas desde aí que tenho prestado mais atenção a esses livrinhos, tinha mesmo vários guardados, que num dos meus últimos vaipes de limpeza, foram para o lixo (de outro modo não tinha espaço onde meter marcadores de livros e outras coisas que vou coleccionando). Alguns de livros que já li e gostei, caso de A Felicidade Mora ao Lado, da autora Jill Mansell que li em inglês (pedi no BookMooch logo depois de ler o excerto), ou que li e não gostei tanto, como Errar é Divino, também lido na versão original. Também houve outros que após a amostra não quis ler, caso de Marcada de P.C. e Kristin Cast. O livro que me encontro a ler, Aprendiz de Assassino, também foi daqueles cuja curiosidade de ler se deve (em grande parte) à leitura do tal livrinho promocional.

Como será óbvio, não se pode atestar a qualidade dos livros por estes capítulos iniciais, mas sem dúvida de que, se a história nos agarrar nessas poucas páginas, queremos ler o livro todo. É por isso que numa livraria, quando tenho tempo, sou capaz de ler me sentar nos bancos confortáveis, a ler os primeiros capítulos, ou ande, feita doida, à procura dos tais excertos promocionais, sobretudo nas feiras do livro. Sou bem capaz de vir com uns quantos para casa.

13 de outubro de 2010

E se Fosse Verdade...

Autor: Marc Levy
Género: romance
Editora: 11x17 | Nº de páginas: 239
Nota: 3/5

Resumo (do livro): O que é que faria se encontrasse uma desconhecida... no armário da sua casa de banho?

E se essa atraente mulher aparecesse e desaparecesse como um fantasma? E se ela lhe dissesse que teve um acidente de carro e que o seu corpo está, há meses, em coma, num hospital do outro lado da cidade? Certamente que o seu primeiro impulso seria pensar que está a enlouquecer (ou a lidar com uma louca).

Mas... e se fosse verdade?

E se esta fosse a grande oportunidade de encontrar o amor da sua vida?

Uma inesquecível história de amor, uma aventura tão emocionante quanto divertida, uma narrativa cativante que invoca a nossa capacidade ilimitada de seguir o que nos dita o coração.


Opinião: Tomei conhecimento deste livro depois de ver o filme, com Reese Witherspoon e Mark Ruffalo, que adorei. Parti por isso com alguma expectativa para o livro, ainda por cima sendo uma edição de bolso! Apesar de achar as folhas bastante finas, quase que dá para ler o que está no verso, não é uma má edição. Pelo preço, até constitui uma belíssima alternativa às edições que estamos habituados a ver. :)

Para quem viu o filme, o livro constitui pouca surpresa. Arthur muda de casa e descobre Lauren no seu armário, já que a casa antes era dela. Através de peripécias algo engraçadas, descobre que aquela é uma espécie de fantasma, já que ela não morreu mas encontra-se em coma. No entanto, o fim pode estar próximo e a relação deles, que entretanto se apaixonam, pode estar por um fio.

Como disse, pouco surpreendeu. Achei algumas partes algo irrealistas, nomeadamente no que toca à relação de ambos, e confesso que a certa altura já estava farta do protagonista masculino. O modo como se comportava em público, abraçando e conversando com um fantasma exasperaram-me tal como ao amigo dele. Se queria passar por doido conseguiu-o, pouco abonando a seu favor. Também achei o final do filme melhor conseguido.

Apesar de tudo, é um livro que se lê bem, mas acho que recomendo o filme.

9 de outubro de 2010

Vampire Academy (Vampire Academy, Livro 1) [áudio-livro]

Autor: Richelle Mead; Stephanie Wolfe (narradora)
Género: fantasia
Editora: Penguin Group USA and Audible | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Resumo (do site Goodreads): St. Vladimir’s Academy isn’t just any boarding school — it’s a hidden place where vampires are educated in the ways of magic and half-human teens train to protect them. Rose Hathaway is a Dhampir, a bodyguard for her best friend Lissa, a Moroi Vampire Princess. They’ve been on the run, but now they’re being dragged back to St. Vladimir’s — the very place where they’re most in danger...

Rose and Lissa become enmeshed in forbidden romance, the Academy’s ruthless social scene, and unspeakable nighttime rituals. But they must be careful lest the Strigoi — the world’s fiercest and most dangerous vampires — make Lissa one of them forever.


Opinião: Confesso-me surpreendida por este título. Esperava algo como o cruzamento da Saga Luz e Escuridão com a série Casa da Noite (da qual só li um capítulo do primeiro livro e não me cativou), mas deparei-me com uma coisa bastante diferente e, até certo ponto, agradável.

Para começar os pontos positivos. Gostei bastante do mundo vampírico que a autora apresenta, com dampiros e dois tipos de vampiros: os moroi, os vampiros bons e vivos, e os strigoi, os vampiros maus e mortos-vivos. Acompanhamos uma dampira que frequenta a Academia de St. Vladimir, onde é educada para proteger os moroi, que frequentam a mesma escola. A nossa dampira, Rose, tem como amiga uma princesa moroi, Lissa, mas há mais a ligá-las que a amizade. Rose consegue sentir Lissa devido a um estranho laço que as une e que faz de Rose a guardiã perfeita para Lyssa, já que os strigoi querem matar os moroi e só os dampiros podem proteger aqueles que, apesar de terem magia, acham que o melhor ataque é a defesa.

Basicamente gostei da ideia mas a personagem principal consegue ser irritante (afinal de contas é uma adolescente com hormonas aos saltos) e a história é previsível. Tirando a construção deste mundo, a partir do momento em que percebemos o que realmente está em jogo, conseguimos antever o final a quilómetros do final do livro e torna-se um pouco exasperante quando a heroína não o consegue fazer.

Não deixa de ser uma leitura que entretém. Já há algum tempo que não ouvia áudio-livros mas penso que foi uma boa escolha. Leitura leve e agradável para uma tarde passada a fazer variadas tarefas domésticas.

6 de outubro de 2010

Os Pilares da Terra (Volume 1)

Autor: Ken Follett
Género: ficção histórica
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 498
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Publicado pela primeira vez em 1989, Os Pilares da Terra surpreendeu o universo editorial ao tornar-se gradual mas inabalavelmente um clássico da ficção histórica, que continua a maravilhar leitores de todo o mundo e que a Presença lança agora em dois volumes. Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que com ele e a sua família vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história – Ellen, uma mulher enigmática que vive à margem da sociedade e cujo passa do esconde um segredo, Philip, prior da cidade de Kingsbridge e que vai supervisionar a construção da catedral, Aliena e Richard, ricos herdeiros destituídos das suas terras e títulos, William, o cavaleiro sem escrúpulos, e Waleran, o bispo disposto a tudo para obter o que pretende. À medida que assistimos à edificação de uma obra única envolvendo suspense, corrupção, ambição e romance, a atmosfera autêntica do quotidiano da Europa medieval em toda a sua grandeza absorve-nos irremediavelmente, ousando desafiar os limites da nossa imaginação. Recriação magistral de um tempo de conspirações, delicados equilíbrios de poder e violência. Os Pilares da Terra é decididamente a obra-prima de um autor que já vendeu 90 milhões de livros em todo o mundo.

Opinião: Comprei estes livros, já que está dividido em dois volumes, numa Feira do Livro simplesmente porque a minha mãe queria um autógrafo deste autor, já que tinha lido alguns livros dele nos anos 80 (O Vale dos Cinco Leões, de que ela não pára de falar e elogiar) e havia ficado fã. Provavelmente não teria pegado para ler agora, não fosse as críticas que tenho lido, nomeadamente a do Pedro, e o facto de existir uma série, que o AXN deve passar em breve. Ainda bem que todos estes factores se juntaram e me convenceram a pegar nesta obra.

A história, neste primeiro volume, evolui a um ritmo muito lento, sendo-nos dado a conhecer as várias personagens cujas vidas se cruzam então num momento e lugar, Kingsbridge em meados do séc. XII, nas vésperas da construção de uma catedral. Não há propriamente um protagonista, já que os caminhos entrecruzam-se de tal maneira que se complementam uns aos outros: se temos um pedreiro que quer construir uma catedral, temos também um prior com o mesmo sonho e com a possibilidade de o tornar real; se temos personagens que a querem ver construída para honrar Deus, temos outros que a querem para benefício próprio... e é assim que se vai construindo, pedra a pedra, esta história.

Apesar de parecer que uma pessoa se perde na primeira metade deste volume, já que o propósito da história não parece bem definido, não sabemos muito bem onde o autor deseja ir com a história, saliento o retrato que o autor faz do séc. XII, nomeadamente no que à vida monástica diz respeito, assim como a sua escrita, despojada de quaisquer artifícios, directa e concisa, transmitindo, no entanto, os sentimentos das personagens e descrevendo-as com tanto detalhe que conseguimos antever as suas acções e pensamentos.

É uma leitura que estou a apreciar ler devagar. :)

4 de outubro de 2010

Leituras de Outono

Vi este post no Livejournal a perguntar que livros se sugeriam para esta estação do ano. Para mim, tal como para a autora desse post, o Outono é a melhor estação do ano e nos últimos anos, ou desde que tenho o blog, tenho reparado que é mais ou menos por esta época que leio livros que me marcam. Não sei se estou mais predisposta para gostar dos livros, se o facto de adorar a estação faz com que me entregue mais aos livros, de tal modo que as personagens parecem tocar-me muito mais levando a que no fim da leitura sinta que digo adeus a grandes amigos. Parece que durante esta época sinto a necessidade de ler ou reler clássicos, livros que exigem um pouco mais de mim ou que me toquem profundamente.


Este ano estava a pensar ler Os Pilares da Terra de Ken Follett, que parece ser um grande livro. Só leio boas críticas e estando a meio do primeiro volume posso dizer que estou a gostar. Não me parece ser um livro viciante mas para ler devagar e é o que estou a fazer. Tal como a construção de uma catedral, a história progride a um ritmo lento mas que permite um bom e credível retrato do séc. XII, bem como permite que conheçamos as personagens, de tal modo que podemos antecipar algumas das suas decisões.

Também queria ler a Saga do Assassino da Robin Hobb, sobretudo porque estou a precisar de um escape para um outro mundo. As críticas também têm sido algo entusiásticas, pelo que me pareceu uma boa escolha.

Estava também a planear ler algum trabalho do Oscar Wilde. É um autor que tenho vindo a adiar constantemente mas que exerce um fascínio enorme. Tenho muita curiosidade mas as minhas expectativas são tão grandes, gigantes mesmo, que tenho medo que não corresponda. No entanto, esta parece a época mais propícia a tomar tal passo e a pegar numa das suas obras. Não sei por qual começar, mas como tenho a colectânea com todos os seus trabalhos, logo se vê o que mais me chama a atenção.

Talvez venha ainda a reler North and South da Elizabeth Gaskell, sinto saudades de Margaret Hale e de John Thornton, ou venha a ler mais alguma obra desta autora. As comemorações do seu bicentenário alimentaram a minha curiosidade e quero aprofundar mais da obra desta autora que com um só livro, lido exactamente per esta altura, me conquistou.

3 de outubro de 2010

Aquisições de Setembro

No seguimento de posts anteriores, tenho tentado adquirir poucos livros. Assim pedi alguns no BookMooch, que andava à procura há algum tempo, caso de Voice of the Gods, o terceiro volume da trilogia Age of Five da Trudi Canavan, e The Shelters of Stone, da saga Os Filhos da Terra da Jean M. Auel! Estou a dois livros de ter toda a saga publicada até agora, já que 2011 parece que vai ser publicado um novo volume. Já no que toca a pedidos espontâneos, veio parar cá a casa Steamed de Katie MacAlister, que parece tratar-se de um romance steampunk e, como adoro o conceito steampunk, não podia deixar de o pedir quando o vi.

No que toca a compras, adquiri O Vale dos Cinco Leões, do Ken Follett para oferecer à minha mãe que o adorou ler nos anos 80. Infelizmente tinha-lhe sido emprestado e mal o vi a ser publicitado soube que tinha de o comprar, até porque estou a ler um livro do autor e começo a perceber parte do fascínio. Também comprei A Demanda do Visionário da Robin Hobb, o último volume da Saga do Assassino, que pretendo ler durante este mês de Outubro.


Por fim, das BLX vieram, e já foram devolvidos, os dois volumes da saga Kushiel, que só posso aconselhar, ainda para mais com o terceiro já disponível.

2 de outubro de 2010

Up (2009)

Informação técnica no IMDb.

Director: Pete Docter, Bob Peterson
Escritores: Pete Docter, Bob Peterson, Thomas McCarthy
Actores/Vozes: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson
Nota: 5/5

Raramente a Disney Pixar me desilude e aqui está mais um filme a comprovar a excelência das histórias que contam. Nesta seguimos Carl Fredericksen, desde sempre fã de Charles Muntz, um explorador que devido a uma das suas descobertas foi tido como fraude, e que havia prometido à sua esposa, também ela fã daquele explorador, viverem uma aventura. Mas Ellie acaba por falecer sem terem então a possibilidade de embarcar juntos para o destino que desejavam e, perante o crescimento da cidade e a obrigação de se mudar para um asilo, Carl decide então realizar o sonho conjunto, enchendo a sua casa com milhares de balões e partindo então na sua viagem. Não esperava era ser acompanhado por Russell, um jovem escuteiro que deseja ganhar o seu último crachá, nem encontrar Dug, um cão (hilariante e tão fofinho) com uma coleira que lhe permite falar, mas acaba por aperceber-se de que toda a sua vida foi uma grande aventura.

Não sei o que dizer sobre o filme porque é simplesmente belíssimo. Tem de tudo, momentos em que me trouxe lágrimas aos olhos bem como outros em que me ria a bandeiras despregadas. Tem personagens ricas e uma mensagem belíssima. Só posso recomendá-lo porque é mesmo um filme a não perder.

Para compensar a falta de palavras, deixo um vídeo com uma das minhas partes favoritas do filme.

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