4 de outubro de 2010

Leituras de Outono

Vi este post no Livejournal a perguntar que livros se sugeriam para esta estação do ano. Para mim, tal como para a autora desse post, o Outono é a melhor estação do ano e nos últimos anos, ou desde que tenho o blog, tenho reparado que é mais ou menos por esta época que leio livros que me marcam. Não sei se estou mais predisposta para gostar dos livros, se o facto de adorar a estação faz com que me entregue mais aos livros, de tal modo que as personagens parecem tocar-me muito mais levando a que no fim da leitura sinta que digo adeus a grandes amigos. Parece que durante esta época sinto a necessidade de ler ou reler clássicos, livros que exigem um pouco mais de mim ou que me toquem profundamente.


Este ano estava a pensar ler Os Pilares da Terra de Ken Follett, que parece ser um grande livro. Só leio boas críticas e estando a meio do primeiro volume posso dizer que estou a gostar. Não me parece ser um livro viciante mas para ler devagar e é o que estou a fazer. Tal como a construção de uma catedral, a história progride a um ritmo lento mas que permite um bom e credível retrato do séc. XII, bem como permite que conheçamos as personagens, de tal modo que podemos antecipar algumas das suas decisões.

Também queria ler a Saga do Assassino da Robin Hobb, sobretudo porque estou a precisar de um escape para um outro mundo. As críticas também têm sido algo entusiásticas, pelo que me pareceu uma boa escolha.

Estava também a planear ler algum trabalho do Oscar Wilde. É um autor que tenho vindo a adiar constantemente mas que exerce um fascínio enorme. Tenho muita curiosidade mas as minhas expectativas são tão grandes, gigantes mesmo, que tenho medo que não corresponda. No entanto, esta parece a época mais propícia a tomar tal passo e a pegar numa das suas obras. Não sei por qual começar, mas como tenho a colectânea com todos os seus trabalhos, logo se vê o que mais me chama a atenção.

Talvez venha ainda a reler North and South da Elizabeth Gaskell, sinto saudades de Margaret Hale e de John Thornton, ou venha a ler mais alguma obra desta autora. As comemorações do seu bicentenário alimentaram a minha curiosidade e quero aprofundar mais da obra desta autora que com um só livro, lido exactamente per esta altura, me conquistou.

3 de outubro de 2010

Aquisições de Setembro

No seguimento de posts anteriores, tenho tentado adquirir poucos livros. Assim pedi alguns no BookMooch, que andava à procura há algum tempo, caso de Voice of the Gods, o terceiro volume da trilogia Age of Five da Trudi Canavan, e The Shelters of Stone, da saga Os Filhos da Terra da Jean M. Auel! Estou a dois livros de ter toda a saga publicada até agora, já que 2011 parece que vai ser publicado um novo volume. Já no que toca a pedidos espontâneos, veio parar cá a casa Steamed de Katie MacAlister, que parece tratar-se de um romance steampunk e, como adoro o conceito steampunk, não podia deixar de o pedir quando o vi.

No que toca a compras, adquiri O Vale dos Cinco Leões, do Ken Follett para oferecer à minha mãe que o adorou ler nos anos 80. Infelizmente tinha-lhe sido emprestado e mal o vi a ser publicitado soube que tinha de o comprar, até porque estou a ler um livro do autor e começo a perceber parte do fascínio. Também comprei A Demanda do Visionário da Robin Hobb, o último volume da Saga do Assassino, que pretendo ler durante este mês de Outubro.


Por fim, das BLX vieram, e já foram devolvidos, os dois volumes da saga Kushiel, que só posso aconselhar, ainda para mais com o terceiro já disponível.

2 de outubro de 2010

Up (2009)

Informação técnica no IMDb.

Director: Pete Docter, Bob Peterson
Escritores: Pete Docter, Bob Peterson, Thomas McCarthy
Actores/Vozes: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson
Nota: 5/5

Raramente a Disney Pixar me desilude e aqui está mais um filme a comprovar a excelência das histórias que contam. Nesta seguimos Carl Fredericksen, desde sempre fã de Charles Muntz, um explorador que devido a uma das suas descobertas foi tido como fraude, e que havia prometido à sua esposa, também ela fã daquele explorador, viverem uma aventura. Mas Ellie acaba por falecer sem terem então a possibilidade de embarcar juntos para o destino que desejavam e, perante o crescimento da cidade e a obrigação de se mudar para um asilo, Carl decide então realizar o sonho conjunto, enchendo a sua casa com milhares de balões e partindo então na sua viagem. Não esperava era ser acompanhado por Russell, um jovem escuteiro que deseja ganhar o seu último crachá, nem encontrar Dug, um cão (hilariante e tão fofinho) com uma coleira que lhe permite falar, mas acaba por aperceber-se de que toda a sua vida foi uma grande aventura.

Não sei o que dizer sobre o filme porque é simplesmente belíssimo. Tem de tudo, momentos em que me trouxe lágrimas aos olhos bem como outros em que me ria a bandeiras despregadas. Tem personagens ricas e uma mensagem belíssima. Só posso recomendá-lo porque é mesmo um filme a não perder.

Para compensar a falta de palavras, deixo um vídeo com uma das minhas partes favoritas do filme.

29 de setembro de 2010

North and South (2004)

Informação técnica no IMDb.

Director: Brian Percival
Escritores: Sandy Welch (adaptação), Elizabeth Gaskell (obra original)
Actores: Daniela Denby-Ashe, Richard Armitage, Sinéad Cusack
Nota: 5/5

Esta foi uma das maravilhas que descobri através da internet. Caso ainda não tenham reparado, gosto de História e adoro dramas históricos e sempre visitei sites que se debruçavam sobre estes temas onde via então elogiarem esta mini-série, pelo não descansei enquanto não a adquiri através da Amazon (já agora, foi a minha primeira compra on-line, juntamente com alguns livros do Bernard Cornwell). Enquanto esperava que chegasse vi pelo YouTube, onde estava disponível mas agora não faço ideia se ainda estará, amei e quando finalmente chegou lá fui vê-lo outra vez. Entretanto já o vi mais vezes e adoro-o cada vez mais, se tal é possível. Também já tive oportunidade de ler o livro e, apesar de diferirem em vários pontos, adoro-os de igual maneira e, sinceramente, acho que me dava uma coisinha má caso me visse sem ambos. :P

A série é simplesmente fabulosa. Como acontece quase sempre, o livro ganha no que toca a detalhes e, na obra original, a escrita da autora é notável dando-nos a perceber estados de espírito e o carácter das personagens através da descrição do que os rodeia. Pois bem, nesta série conseguiram praticamente fazer o mesmo através do cuidado que colocaram nos cenários, como por exemplo a casa dos Thornton com objectos encerrados em redomas mais para “inglês ver” do que por quem ali habita gostar realmente de tais objectos; na tonalidade da imagem, soalheira para o Sul e acinzentada para o Norte; mas sobretudo devido ao cuidado na escolha dos actores que dão então vida às personagens. Aqui não temos as palavras a descreverem-nos o que vêem, o que sentem, mas é impossível não perceber como John Thornton deseja Margaret enquanto a observa a servir-lhe uma chávena de chá. É impossível ficar indiferente à dor das personagens perante a rejeição e a perda, assim como é difícil ficar indiferente a uma personagem fria mas que tem no seu filho o seu maior orgulho e, apesar da própria afirmar que não consegue demonstrar afeição mesmo quando a sente, que deposita nele todo o seu amor e afecto desprezando aqueles que não conseguem ver as suas qualidades.

Não tenho palavras para descrever tudo o que esta série faz-me sentir pelo que só posso aconselhar a que vejam e julguem por vós mesmos. Mas para mim é uma série para ver e rever e ver novamente. São 4 horas que, infelizmente, passam num instante e que deixam sempre um vazio que só pode ser suplantado com um novo visionamento. Tal como o livro, é uma daquelas séries que fica connosco. É uma daquelas séries para rever vezes sem conta.

P.S.: Não me tinha apercebido mas faz hoje 200 anos sobre o nascimento da autora, Elizabeth Gaskell, que escreveu tão belíssimo livro que deu origem a tão belíssima série e, devido a isto, uma série de blogs organizaram um tour com vários artigos sobre autora, a sua obra e adaptações. Podem ler uma crítica à série aqui e saber mais informações sobre este evento em Austenprose.

25 de setembro de 2010

A Marca de Kushiel (O Legado de Kushiel, Livro 2)

Autor: Jacqueline Carey
Género: fantasia histórica
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 400
Nota: 5/5

Resumo (do livro): Para trás ficaram Terre d'Ange e as intrigas palacianas, a Corte das Flores da Noite, os amados Delaunay e Alcuin, os amigos, patronos e tudo o que para Phèdre evoca a palavra "casa"... Para trás ficaram também a herdade e a familiaridade da sua ternura tosca, a gentileza das suas mulheres e a beleza das suas cantigas...

Diante de Phèdre abre-se agora a incógnita de um destino de cativeiro às mãos do cruel Waldemar Selig, no ambiente hostil da sua herdade e das suas gentes... O desvendar da ameaça que paira sobre Terre d'Ange, dos planos de um poderoso comandante e dos traidores d'Angelines.

Pela pena de Phèdre, afrontamos o Mais Amargo Inverno através da vastidão skáldica, o retorno a Terre d'Ange e a oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.

Traição, guerra, desafio, imolação, amor e redenção. Logrará Phèdre fazer jus à Marca de Kushiel e concretizar esse sonho tão ansiado?


Opinião: O livro pega onde o primeiro ficou e se aquele apresentava as personagens, nomeadamente Phèdre que relata então a sua história, focando-se o volume anterior na sua “formação”, neste já recorremos com menor frequência à lista de personagens que se encontra no início do livro (e tão útil no primeiro volume) e acompanhamos a personagem principal nas suas aventuras e desventuras para evitar que Terre d’Ange caia nas mãos dos Skaldi.

Esta segunda parte do primeiro volume original tem assim mais acção e é quase impossível colocar o livro de lado. Gostei do desenvolvimento da intriga, de como todas as peças se parecem juntar. Gostei também do desenvolvimento das personagens. Destaco o Príncipe dos Viajantes, que faz uma escolha difícil (e já agora, adorei toda esta parte nas 3 Irmãs), Joscelin, que se torna num verdadeiro Cassiel, cedendo no entanto a algumas tentações, e Ysandre que já tinha suscitado interesse na primeira parte, parece uma monarca digna e consciente do que a espera, não admirando que suscite a lealdade da personagem principal. Melisande, a vilã, também está muito bem conseguida sendo também fácil de perceber o porquê do fascínio que exerce sobre Phèdre.

Com personagens construídas de forma belíssima e uma intriga que nos mantém presos ao livros, é sem dúvida uma série a seguir, até porque este volume deixa uma porta aberta para um outro volume e, sinceramente, mal posso esperar por o ter nas mãos.

22 de setembro de 2010

O Dardo de Kushiel (O Legado de Kushiel, Livro 1)

Autor: Jacqueline Carey
Género: fantasia histórica
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 400
Nota: 5/5

Resumo (do livro): TERRE D'ANGE é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa... e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade.

Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida para a servidão em criança, é comprada por Delaunay, um fidalgo com uma missão muito especial... Foi, também ele, o primeiro a reconhece-la como a eleita de Kushiel, para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só.

Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero... e para além dele. Amiga odiosa, inimiga amorosa, assassina bem-amada; todas elas podem usar a mesma máscara reluzente neste mundo, e Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.


Opinião: O livro vinha altamente recomendado pela Canochinha, que leu esta trilogia (ainda que cá pareça que os volumes originais vão ser divididos em 2 livros, sendo este livro correspondente então à primeira metade do primeiro volume original) e fez questão de andar a gabá-la suscitando a minha curiosidade. Entendo agora o porquê do entusiasmo... o livro é mesmo magnífico!

A história de Phèdre nó Delauney é-nos contada pela própria protagonista e deixem-me dizer que a autora faz um trabalho extraordinário. Já li vários livros contados na primeira pessoa, mas poucos fizeram com que sentisse que a protagonista estava-me mesmo a contar a história. Geralmente acompanhamos o narrador enquanto a história se desenrola, aqui temos a protagonista a contar-nos a história da sua vida. Com artifícios como “isto era o que eu pensava neste momento, pois mal sabia eu o que estava por vir”, a autora como que trás à vida a sua personagem parecendo que esta nos conta, num qualquer serão, o que a levou até ao momento presente. Achei a narração magnífica porque mais do que ler, pareceu-me estar a ouvir a história, coisa que adoro. Simplesmente adoro ouvir as histórias das pessoas que se cruzam comigo e senti que, de facto, me cruzei com a protagonista. Mas esses artifícios têm outra razão de ser, aguçam a nossa curiosidade o que faz com que seja muito (e deixem-me enfatizar o muito) difícil colocar o livro de lado.

Mas para além da protagonista genial, a autora conseguiu também criar muitas outras personagens riquíssimas, entre as quais Melisande, que no seu requinte sádico é simplesmente extraordinária, e Ysandre de la Courcel, a herdeira de Terre d’Ange que, apesar do pouco que nos é dado a conhecer, parece ser uma personagem forte. Deve ser mesmo a personagem que mais curiosidade me suscita. Mas as personagens nada são sem história e esta está também muito bem conseguida. Apesar de a acção se desenrolar numa Europa de um universo paralelo, sendo fácil identificar povos e territórios, facilmente aprendemos a sua mitologia, história e rapidamente somos sugados para o meio de uma complexa intriga política, onde nem tudo parece ser o que é e cuja trama parece estar longe de ver o seu fim.

Este livro tem praticamente tudo o que procuro num livro e só posso mesmo recomendá-lo, mas com cuidado, já que a vontade de ler os volumes seguintes é muita. :P

20 de setembro de 2010

Adaptações

Eis uma das minhas motivações para ler livros! Para dizer a verdade, até há uns 8 ou 9 anos atrás, pouco me dava conta de filmes ou séries serem adaptações de livros ou que havia livros que tinham começado por ser guiões de filmes. Acho que só realmente me dei conta de tal com o advento da internet em minha casa, que é sem dúvida o maior meio de divulgação nos dias de hoje, de filmes que se encontram em produção e prontos a estrear, e com a adaptação ao grande ecrã de livros como O Senhor dos Anéis e Harry Potter, livros que já há algum tempo namorava nas livrarias ou tinha, de facto, lido. Agora, e quem segue este meu cantinho há algum tempo já deve ter percebido, que gosto de ver as adaptações dos livros que leio ou vice-versa.

Tento na maior parte das vezes ler primeiro o livro, mas nem sempre tal acontece. Com o Stardust, por exemplo, calhou ver primeiro o filme, que achei hilariante, e foi isso que me levou ao livro. Este decepcionou um pouco, sobretudo por personagens de que gostei não estarem tão presentes e o final ter sido diferente. Já houve situações em que adorei o livro mas a adaptação ficou aquém. Esta, aliás, parece ser a opinião da maioria: as adaptações parecem perder quase sempre para a versão literária. Bem, não me admira...

A palavra escrita é entendida por cada um de forma diferente e toca cada leitor de inúmeras maneiras, é uma experiência que se vive quase sempre só e dependendo do espírito do leitor pode mudar a sua percepção do mundo. Com os filmes acontece o mesmo, se bem que a experiência é dividida com mais pessoas numa sala de cinema ou em casa, mas para além disso, a leitura parece permitir um escape maior à realidade do que os filmes, ou pelo menos assim me parece. Entro mais depressa no mundo de um livro do que num filme. Nos livros as personagens são mais desenvolvidas, a história vai-se desenrolando aos poucos, os pequenos detalhes parecem tomar outras dimensões e o único limite é a nossa imaginação. As adaptações têm um limite de tempo e de espaço, por vezes parece ficar muito para contar para além de representar a visão de outra pessoa e não a nossa. Mas há adaptações bem feitas e podemos gostar delas se as acolhermos como uma outra obra e não a representação daquela que lemos antes.

Adoro adaptações, dão-me a conhecer livros que ainda não li e, quem sabe, nunca vou ler, e dão-me a conhecer o que outros viram no livro que li. Posso nem sempre concordar com tal visão, mas não deixa de ser interessante e válida, aliás como acontece com tudo o que é opinião. :P

Mas isto tudo porquê? Porque estou ansiosa para ver duas adaptações! Para começar, li críticas muito boas ao livro Os Pilares da Terra, de Ken Follett e saber que estavam a realizar uma mini-série, está claro, aguçou-me a curiosidade. Se há coisa que me fascina é como conseguiram, as civilizações anteriores, erguer tão magníficas obras de construção, neste caso as catedrais. Um romance que se debruça sobre tal tema só me podia interessar. Eu nem só grande adepta de tais construções, não sei porquê mas edifícios religiosos oprimem-me e apesar de muitos serem belíssimos, prefiro sempre apreciá-los do exterior. No entanto, e tendo lido apenas cerca de 80 páginas, já me sinto tentada a mudar de opinião e de olhar para elas de maneira diferente. Só me resta tentar ler os livros antes da série estrear no AXN, se bem que talvez até fosse uma ideia interessante acompanhar a série com o livro (tentei fazer isto ao ler North and South da Elizabeth Gaskell e até estava a gostar, mas infelizmente tenho menos tempo, ou disposição, para ver DVDs que para ler :P ).

A outra adaptação que estou mortinha por ver é a série A Game of Thrones, baseada então no primeiro volume das Crónicas de Gelo e Fogo do George R.R. Martin. Li os 4 volumes (correspondentes aos 2 volumes originais) e tenho adiado a leitura dos outros 4 (mais uma vez correspondendo a 2 volumes originais) porque o autor parece que não se decide a publicar o quinto volume, A Dance with Dragons. Até me pergunto se não será táctica para distrair os fãs, mas é inegável que o meu interesse na série é grande. Para começar, a história tem todos os ingredientes que procuro e tem personagens riquíssimas, que amamos ou odiamos. Além disso, a adaptação conta com alguns dos meus actores preferidos, Sean Bean por exemplo, e é sempre bom vê-los actuar. :P

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