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11 de janeiro de 2010

Um Beijo na Escuridão

Autor: Linda Howard
Género: romance
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 256
Nota: 3,5/5

Resumo (da capa): É um trabalho mortal. Eficiente, profissional, e irresistível, Lily Mansfield é uma assassina contratada que trabalha como agente da CIA. Os alvos dela são os poderosos e os corruptos. Os que estão acima da lei.

Agora, depois de dezanove anos no activo, Lily foi atraída para um perigoso jogo: procurar vingança pela morte dos que lhe eram próximos. Com cada movimentação mais genial que a anterior, ela está a comprometer os seus superiores, atraindo atenções indesejadas e colocando em risco a sua própria vida. Lily sente-se invencível, mas mesmo ela pode ser eliminada se cometer o mais pequeno erro. Se tiver que ser, assim seja, Lily não pretende morrer sem dar luta.

Lucas Swain, um agente da CIA, tem ordens simples: trazê-la viva ou morta. No entanto, também ele é atraído para o jogo de Lily, e dança na corda bamba, tentando evitar um incidente internacional enquanto luta contra um obstinado inimigo que lhes segue cada passo. Fascinado pela extrema inteligência de cada movimento dela, conseguirá Lucas terminar a sua missão?

Lily vai descobrir o quão letal é o seu caminho... e o quanto a lealdade tem um preço.


Opinião: Este livro foi-me emprestado pela Nefertiri por ter gostado de outro livro da autora. Acho que o seu ponto forte é a construção das personagens e até as histórias, que têm uma acção bastante rápida, assemelhando-se a um thriller em que só queremos saber o que nos espera a seguir. Este também não desaponta nesse aspecto, mas se o primeiro que li tem um twist interessante no final, o mesmo não acontece neste e é por isso que lhe dou 3,5.

Seguimos Lily na sua vingança contra Salvatore Nervi, por este ter assassinado um casal seu amigo e a filha adoptiva daqueles, que era também como uma filha para Lily que a havia encontrado ainda em bebé. No entanto, a família Nervi tem muitos conhecimentos, inclusive na CIA, para quem Lily trabalhara como assassina contratada, que não tendo sancionado a actuação de Lily tenta descartar-se dela para evitar males maiores. Para isso enviam Lucas que, como diz a sinopse, deixa-se fascinar por ela a ponto de não saber se consegue terminar a missão. Já estão a ver onde é que isto leva? Gajo e gaja, pressão, tiroteios, a incerteza no amanhã… Pois, leva à tal coisa do romance, quente sem dúvida, mas eu até passava bem sem a descrição plena do acto. É o tipo de coisas que prefiro que os autores deixem para a imaginação do leitor.

Mas não é o romance… mais carnal, por assim dizer, que me fez desgostar menos deste livro, até porque a cena do Son of the Morning é bastante mais bruta. A história, interessante até por se focar, a partir de determinado momento, em laboratórios onde se estudam vacinas para a gripe (neste caso aviária mas fez-me pensar também na Gripe A...), o que não deixa de ser um tema actual, torna-se por demais previsível a partir do momento em que os protagonistas se relacionam, tanto no que toca à pessoa por detrás de tudo como ao desenlace final. Até a grande revelação que se pretende no epílogo, referente à identidade da pessoa que havia recrutado Lily quando esta tinha apenas 18 anos, é perceptível a várias páginas de distância.

Não deixa de ser um livro agradável de se ler, apesar de o aconselhar com algumas reservas. Como vi numa crítica no Goodreads:
why don't books have ratings the way movies do? I give this one XXX.

3 de julho de 2009

Son of the Morning

Autor: Linda Howard
Género: Romance histórico
Editora: Pocket Books | Nº de páginas: 384
Nota: 4/5

Resumo (da capa): New York Times bestselling author Linda Howard captivates readers in the deeply romantic tale of a contemporary woman who unravels an extraordinary mystery from the past… by living it.

A scholar specializing in ancient manuscripts, Grace St. John never imagined that a cache of old documents she discovered was the missing link to a lost Celtic treasure. But as soon as she deciphers the legend of the Knights of the Templar – long fabled to hold the key to unlimited power – Grace becomes the target of a ruthless killer bent on abusing the coveted force. Determined to stop him, Grace needs the help of a warrior bound by duty to uphold the Templar’s secret for all eternity. But to find him – and to save herself – she must go back in time… to fourteenth-century Scotland… and to Black Niall, a fierce man of dark fury and raw, unbridled desire…

Opinião: Não estava à espera de uma grande leitura, já que este livro parecia bastante semelhante aos da autora Karen Marie Moning, a história ameaçava tornar-se mesmo igual ao terceiro livro da série Highlander, mas se aquela pouco desenvolve as personagens, o mesmo já não acontece com Linda Howard.

Acompanhamos Grace St. John, uma historiadora especializada em decifrar documentos escritos em línguas antigas e casada com um arqueólogo, quando a vida desta muda, literalmente do dia para a noite, após assistir ao assassinato do seu marido e do seu irmão por causa de documentos que tem em sua posse. Apontada como principal suspeita do assassinato, Grace vê-se forçada a deixar a sua vida calma para trás e a adaptar-se ao mundo das ruas, de modo a sobreviver e fazer justiça. Começa então a decifrar os documentos, enquanto é perseguida pela Fundação, e cruza com o lendário tesouro dos Templários e o seu Guardião, Black Niall, com quem parece ter uma estranha ligação.

Como disse, esta autora ao contrário de Karen Marie Moning, consegue dar profundidade às personagens, nomeadamente Grace, sendo possível acompanhar toda a sua transformação, de ingénua em mulher capaz de sobreviver por si só, e assim é fácil relacionarmo-nos com ela, já que se revela uma mulher bastante forte. Já Black Niall, é o típico alpha male destes romances e, por isso, com menos profundidade mas, mesmo assim, com um background satisfatório. As personagens secundárias também estão muito bem conseguidas e cumprem bem a sua função na história. Esta também não é a típica história do género “Scottish highlander time travel romance”, já que a maior parte da acção tem lugar na América do séc. XX e não nas Highlands do séc. XIV. No entanto, achei-a bastante interessante, não se resume à luxúria das personagens, que parece ser o fio condutor da outra autora já por diversas vezes mencionada, assemelhando-se a um thriller, e com um twist no final de que realmente não estava à espera.

Sem dúvida bem melhor que Karen Marie Moning e mais interessante do que estava à espera de um romance deste género. Fiquei com curiosidade para ler mais livros desta autora (que também tem sido publicada pela SdE). É um bom livro para se ler num dia de férias.

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