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11 de abril de 2012

Again the Magic (Wallflowers, #0.5)

Autor: Lisa Kleypas
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2004 (publicado originalmente em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 391 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Chegou-me via BookMooch em 2010

Quando e porque peguei nele: 1/abr/2012 a 6/abr/2012. Depois de ler Julia Quinn apetecia-me continuar a ler romances históricos e resolvi dar uma nova oportunidade a esta autora, de quem tinha lido Um Estranho nos Meus Braços que não apreciei por aí além mas de quem oiço falar muito bem. Conta para o desafio: Mount TBR Challenge


Citação:
One should make the best choice possible given the circumstances, and then avoid second-guessing for the sake of one's own sanity.


Opinião: Como disse, queria então dar nova hipótese a esta autora, sobretudo depois de ouvir a Jen falar tão bem dela e reparar que ia sair um novo livro por cá. Mas se calhar não devia tê-lo lido depois de ler a Julia, que é só a minha autora preferida neste género (não que conheça muito, mas das poucas autoras que li nenhuma se lhe compara, na minha humilde opinião... ok, talvez a Laura Lee Guhrke), não só porque escreve muito bem e com bastante humor, mas sobretudo porque escreve personagens com quem me consigo identificar e desenvolve relações credíveis. Um romance é sobretudo isto, tem de convencer-me que realmente aquelas pessoas gostam verdadeiramente uma da outra e merecem ficar juntas, num final feliz.

Infelizmente, este incorre no mesmo mal que tinha apontado no outro livro que li da autora:
gosto de romances mas em que ao menos haja algo entre os personagens sem ser apenas luxúria.
O livro até começa bem e acreditei realmente na relação do par com maior destaque no livro, mas depois passa a um enredo do tipo “não vou parar enquanto não tiver a minha vingança e ela será servida na cama!!!” do qual não sou grande apreciadora, sobretudo quando a sinopse no verso do livro me havia levado a esperar algo mais na onda de Persuasão. Ainda assim é viciante, manteve-me a virar constantemente as páginas, mas acabei por achar que determinadas situações poderiam ter sido melhor desenvolvidas.

Neste livro temos dois pares amorosos, sendo que em cada um deles heróis e heroínas têm de ultrapassar os seus próprios problemas e inseguranças para então encontrarem um final feliz junto daquele de quem gostam. Num dos pares, após a partida do herói, a heroína sofre queimaduras terríveis nas pernas que a marcam fisicamente e psicologicamente, de tal modo que pensa que o herói não a conseguirá amar como antes porque já não seria tão bela. Isto é resolvido de forma muito rápida no final, quando eu preferia ter visto como é que ela passou a lidar com aquela situação, que assim se resume a “ai que estou deformada e ele nunca vai olhar para mim da mesma maneira! Mas não, ele não se importa!” *rolls eyes* No outro par, que não percebemos muito bem o que os liga sem ser o facto de acharem-se giros e sensuais, o herói também tem de ultrapassar um problema, desta feita com a bebida. Em vez de nos mostrar a sua luta não, a heroína diz “só fico contigo se deixares de beber” pelo que ele vai-se embora e volta meses depois com o vício sobre controle. :/ Basicamente, não nos mostra como lidam com os problemas, o que lhes custa ultrapassar a péssima visão que têm de si e do mundo, de como o outro os leva a querer ser melhores, acabando por ser tudo muito superficial quando, pelo menos para mim, o aprofundamento teria sido bem mais interessante que todas as cenas quentes...

Mas ainda assim acaba por ser uma leitura satisfatória, que entretém quando se quer algo bastante leve. Como disse, via-me a virar constantemente as páginas, mas realmente não precisava de tanta tensão e cenas sensuais. Estão muito bem escritas, é verdade, mas a certa altura dava por mim a pensar “epá, andem mas é com isso que já li uma cena assim antes!”, o que não é bom sinal. O_o

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Ainda não foi desta que me convenceu e segundo a Slayra esta autora é um hit and miss. Se calhar li os mais fraquinhos mas tenho ainda outros escritos por ela pelo que não me dou por vencida. :)

Há de seguir-se: O Nome da Rosa de Umberto Eco

25 de julho de 2010

Um Estranho nos Meus Braços


Autor: Lisa Kleypas
Género: romance histórico
Editora: Arco de Diana | Nº de páginas: 320
Nota: 2,5/5

Resumo (do livro): «Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…». Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa pequena caixa, a mesma que ela lhe dera há três anos quando aquele partira para a Índia. Mas, ao mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor a cujos braços Lara se entrega na busca da felicidade tão desejada?

Opinião: Não sei bem o que esperava partindo para este livro. Já tinha ouvido boas críticas em relação a esta escritora, mas o certo é que soube a pouco.

A sinopse ilustra muito bem a história do livro: Lara que se julgava viúva vê-se perante o marido, bem vivo, ainda que diferente do que era antes, não exteriormente mas no modo de ser e agir. Será o marido? Será um impostor? O mistério encontra-se satisfatoriamente urdido mas o final é previsível. O pior são mesmo as personagens, com quem pouco ou nunca me consegui relacionar, não percebendo totalmente as suas motivações: ela, fria e descontente com os primeiros anos de casamento, resiste a todos os avanços do seu “marido” aquando do regresso daquele; ele, frio e calculista, pouco faz se não receber algo em troca, sendo o “algo” uma noite de paixão.

Enfim, gosto de romances mas em que ao menos haja algo entre os personagens sem ser apenas luxúria. Sim, porque a personagem feminina só se apercebe que o seu “marido” é bom como pessoa e que a merece quando ele a beija torridamente. Qual actos de bondade e que mostram o seu afecto... beijos e cama é que definem um amor... BAH! Ainda assim entretém.

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