Mostrar mensagens com a etiqueta autor: Diana Gabaldon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta autor: Diana Gabaldon. Mostrar todas as mensagens

29 de julho de 2014

Só Ler Não Basta #18.2 - Outlander


Este mês não há convidados, aparentemente dizem que têm direito a férias (:D), mas não é por isso que a conversa não deixa de ser grande. Desta feita falamos de Outlander da Diana Gabaldon, livro cuja adaptação televisiva estreia pelos States em breve e que é conhecido por ser tudo menos um livro pequeno. :D Beware of spoilers. E Jamie.... *suspira*


Links:
Página oficial da Diana Gabaldon
Página da Starz sobre a série televisiva
Lista de reprodução da Starz sobre Outlander

Podem participar nas discussões no grupo do Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

10 de agosto de 2009

Drums of Autumn (Outlander, Livro 4)

Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Seal Books | Nº de páginas: 1088
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The magnificent saga continues...

It began in Scotland, at an ancient stone circle. There, a doorway, open to a select few, leads into the past – or the grave. Claire Randall survived the extraordinary passage, not once but twice. Her first trip swept her into the arms of Jamie Fraser, an eighteenth-century Scot whose love for her became legend – a tale of tragic passion that ended with her return to the present to bear his child. Her second journey, two decades later, brought them together again in the frontier America. But Claire had left someone behind in the twentieth century. Their daughter, Brianna...

Now, Brianna has made a disturbing discovery that sends her to the stone circle and a terrifying leap into the unknown. In search of her mother and the father she has never met, she is risking her own future to try to change history... and to save their lives. But as Brianna plunges into an uncharted wilderness, a heartbreaking encounter may strand her forever in the past... or root her in the place she should be, where her heart and soul belong...

Opinião: Mais uma vez, à semelhança dos dois livros anteriores, temos a história através de diversos pontos de vista, sendo apenas a parte de Claire Randall contada na primeira pessoa.

Acompanhamos neste volume, a jornada de Claire e Jamie Fraser, enquanto estes se fixam na América. No entanto, Brianna, a filha destes e que Claire havia deixado em pleno séc. XX, descobre um importante facto sobre os seus pais e resolve voltar ao passado de modo a salvá-los. Mas não segue sozinha, pois Roger, um historiador também ele ligado a viajantes no tempo, decide segui-la de modo a construírem também eles um futuro em comum.

Não gostei tanto como estava à espera, sobretudo porque se arrasta em alguns pontos. As personagens principais, Claire e Jamie, pouco ou nada evoluem, encontrando-se a sua relação bastante sólida; já Brianna e Roger recebem um maior destaque e se o segundo satisfaz, crescendo ao longo de tudo aquilo porque passa, já Brianna deixa algo a desejar, parecendo uma rapariga mimada que explode quando alguém lhe diz não. As várias personagens secundárias são bem mais aprazíveis de seguir e bastante interessantes, nomeadamente Lord John (que tem uma série paralela a esta) e Ian, cujo final não deixa de surpreender apesar de ser algo previsível. A história em si, como disse arrasta-se em algumas partes, sendo por vezes preciso ler cerca de 100 páginas para saber o que acontece, ou não deixa de acontecer, a algumas personagens. Isto aborrece, sobretudo, quando passamos a seguir personagens cuja linha de história apreciamos menos.

Mais uma vez, um livro com bastante palha. Não perdia nada se fosse reduzido a metade ou 2/3. O final, mais uma vez, parece ser deixado em aberto, o que não espanta já que há mais 2 livros publicados (que já tenho cá por casa), e um novo volume que sairá a 22 de Setembro, An Echo in the Bone. Só não parto para os volumes seguintes, porque é preciso recuperar fôlego depois de ler 1000 e tal páginas de um só volume.

16 de agosto de 2008

Voyager (Outlander, Livro 3)


Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 1059
Nota: 4/5

Resumo (da capa): From the author of the breathtaking bestsellers Outlander and Dragonfly in Amber, the extraordinary saga continues.

Their passionate encounter happened long ago by whatever measurement Claire Randall took. Two decades before, she had traveled back in time and into the arms of a gallant eighteenth-century Scot named Jamie Fraser. Then she returned to her own century to bear his child, believing him dead in the tragic battle of Culloden. Yet his memory has never lessened its hold on her... and her body still cries out for him in her dreams.

Then Claire discovers that Jamie survived. Torn between returning to him and staying with their daughter in her own era, Claire must choose her destiny. And as time and space come full circle, she must find the courage to face the passion and pain awaiting her... the deadly intrigues raging in a divided Scotland... and the daring voyage into the dark unknown that can reunite – or forever doom – her timeless love.

Opinião: Apesar da escrita confundir um pouco ao início pois, à semelhança do segundo volume, seguimos várias personagens para além de Claire, fazendo o leitor saltar não só da primeira para a terceira pessoa como também saltar no tempo, apanhando-lhe o ritmo, o livro passa a ser muito fácil e agradável de ler.

O livro começa onde o anterior acaba. Tendo passado 20 anos desde que Claire deixou Jamie em Culloden, eis que ela descobre que ele sobreviveu à batalha, decidindo-se então a voltar, novamente, atrás no tempo para junto do seu grande amor. No entanto, as coisas não são fáceis. Muito aconteceu a ambos nos anos em que estiveram separados, o que os força a redescobrirem-se. Isto foi muito bem conseguido. A autora tem nas suas personagens o maior trunfo da sua história, sendo as relações entre todas elas muito bem construídas e credíveis. A história também é interessante, já que sucedem peripécias atrás de peripécias, o que leva os protagonistas a embarcarem numa viagem que os levará até à América, terra de novas oportunidades, inclusive a oportunidade de um novo começo.

Outro ponto de que gostei, foi de a autora ir buscar algumas personagens e alguns detalhes aos livros anteriores, havendo verdadeiramente uma noção de continuidade, bem como introduzisse, no século XVIII, algumas particularidades do século XX, como por exemplo fotografias. Mais uma vez, isto foi muito bem conseguido e mesmo divertido.

Continuo a preferir o primeiro volume, mas este foi sem dúvida bem mais interessante de ler que o segundo. Não posso, no entanto, deixar de pensar se Claire e Jamie encontrarão a filha. Penso que seria interessante o que poderia advir de um encontro.

Segundo livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge.

10 de abril de 2008

Dragonfly in Amber (Outlander, Livro 2)

Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Arrow Books | Nº de páginas: 963
Nota: 3/5

Resumo (da capa): For twenty years Claire Randall has kept her secrets. But now she is returning with her grown daughter to the majesty of Scotland’s mist-shrouded hills. Here Claire plans to reveal a truth stunning as the events that gave it birth: about the mystery of an ancient circle of standing stones, about a love that transcends the boundaries of time, and about James Fraser, a warrior whose gallantry once drew the young Claire from the security of her century to the dangers of his.

Now a legacy of blood and desire will test her beautiful daughter as Claire’s spellbinding journey continues in the intrigue-ridden court of Charles Edward Stuart, in a race to thwart a doomed uprising, and in a desperate fight to save both the child and the man she loves.

Opinião: Tendo gostado bastante do primeiro volume, parti para este com grandes expectativas, pelo que até certo ponto me sinto defraudada.

Primeiro, porque na parte inicial e na última, o ponto de vista da história saltita entre a primeira pessoa (Claire) e a terceira pessoa, recurso usado devido ao facto de seguirmos uma outra personagem, que se limita, quase sempre, a reparar como Claire é bela e formosa… Segundo, o livro arrasta-se imenso em determinadas partes. Terceiro, a ideia dos flashbacks até engraçada, mas perde a piada quando pelo o livro fora pensamos “bem, ela está a contar a história à filha, por isso claramente sobrevive a isto tudo…”

A história começa então em 1968, Claire e a filha encontram-se na Escócia e a primeira acha que esta é a altura ideal para contar o que lhe aconteceu quando ali esteve, 20 anos antes. Embarcamos então num longo flashback, este contado unicamente sob o ponto de vista de Claire, que começa onde o livro anterior ficou. Seguimos então Claire e Jamie em Paris que, tendo conhecimento do rumo da História, tentam evitar um massacre que acontecerá caso Charles Edward Stuart (também denominado “Bonnie Prince Charlie”, pretendente ao trono inglês) consiga chegar à Escócia e levar a sua demanda avante. Deste modo, e à semelhança do primeiro volume, o ritmo da história é lento, dando-nos a conhecer a corte francesa à época e as politiquices por detrás da História. No entanto, se isto foi bem conseguido no livro anterior, o mesmo não acontece aqui, tornando o livro enfadonho por não acontecer quase nada de extraordinário, tendo tornado bastante fácil pô-lo de lado e não lhe voltar a pegar em determinadas alturas.

O final é mesmo o mais interessante e deixa uma aberta para um novo livro… que tão cedo não vou ler, apesar de já o ter cá em casa. Preciso de um descanso desta série.

1 de janeiro de 2008

Outlander (Outlander, Livro 1)

Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 850
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Claire Randall is leading a double life. She has a husband in one century, and a lover in another…

In 1945, Claire Randall, a former combat nurse, is back from the war and reunited with her husband on a second honeymoon – when she innocently touches a boulder in one of the ancient stone circles that dot the British Isles. Suddenly she is a Sassenach – an “outlander” – in a Scotland torn by war and raiding border clans in the year of our Lord… 1743.

Hurled back in time by forces she cannot understand, Claire’s destiny is soon inextricably intertwined with Clan MacKenzie and the forbidding Castle Leoch. She is catapulted without warning into the intrigues of lairds and spies that may threaten her life… and shatter her heart. For here, James Fraser, a gallant young Scots warrior, shows her passion so fierce and a love so absolute that Claire becomes a woman torn between fidelity and desire… and between two vastly different men in two irreconcilable lives.

Opinião: Não sei bem do que estava à espera quando peguei neste livro, mas foi uma leitura bastante interessante.

Acompanhamos a história sob o ponto de vista de Claire, que volta atrás no tempo, mais concretamente até ao século XVIII, encontrando-se em plena guerra entre os clãs escoceses e as forças militares de Inglaterra. Aqui, tem de se adaptar a este mundo, sendo que os seus dotes de enfermeira a ajudam a ganhar a confiança das pessoas, que se sentem ameaçadas sobretudo por ela ser inglesa, uma possível espia. De forma gradual, vemos a adaptação de Claire a este “novo” mundo onde, contra as suas intenções, se acaba por apaixonar, ficando dividida entre o amor a Jamie e o dever para com Frank, o seu marido em 1945. Para complicar um pouco mais as coisas, Claire encontra-se com o antepassado de Frank, Jack Randall, o vilão sádico da história, e que se assemelha fisicamente a Frank, o oposto, como pessoa, do seu antepassado.

O ritmo da história é lento, mas não do lento que se arrasta. Aqui conseguimos sentir os dias a passar, assemelhando-se aqueles dias de verão que passam lentamente e que não queremos que acabem. O ritmo ajuda a entender o que se passa à nossa volta e a cimentar, de forma gradual e credível, as relações com as várias personagens, sendo que o leitor sente que está mesmo na pele de Claire.

A única coisa de que não gostei, já que de certo modo parece forçado e dá a desculpa para Claire não voltar ao seu tempo, é o facto de pessoas com um carácter tão diferente serem fisicamente iguais. O facto de Frank e Randall serem iguais, dá a desculpa a Claire para que esta tema não vir a distingui-los e não conseguir voltar a querer Frank da mesma maneira, caso voltasse para o seu tempo. Acho isto um esquema reles e torna a luta interior dela, naquele ponto, um pouco forçada sendo que já há muito se adivinhava o desenlace. Mas pronto, “fica sempre bem” uma boa esposa questionar os seus deveres para com o seu cônjuge, mesmo que se pareça fisicamente com o pior vilão do mundo, mas não deixa de cheirar a falso.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...