28 de dezembro de 2014

Filmes / TV - 2014

FILMES

Janeiro:
1. O Corcunda de Notre Dame - Vale o dinheiro gasto 
2. Robin Hood - Emprestado e pouco se perde com isso 
3. A Diva da Moda - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
4. 50/50 - Vale o dinheiro gasto 
5. Don Jon - Vale o dinheiro gasto 
6. A Gaiola Dourada - Vale o dinheiro gasto 
7. Viciados no Amor - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
8. (*) Assassinos- Deu na televisão e pouco se perde com isso 
9. Sem Identidade - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
10. A Miúda do Lado - Deu na televisão e pouco se perde com isso

Fevereiro:
11. Then She Found Me - Deu na televisão e pouco se perde com isso
12. (*) Gru, o Maldisposto - Vale o dinheiro gasto
13. (*) Bernardo e Bianca na Cangurulândia - Emprestado e pouco se perde com isso
14. Frozen - Vale o dinheiro gasto
15. (*) Romeo + Juliet - Vale o dinheiro gasto
16. Zombieland - Vale o dinheiro gasto

Março:
17. The NeverEnding Story - Vale o dinheiro gasto
18. Surf’s Up - Deu na televisão e pouco se perde com isso

Abril:
19Hop - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
20. 9 Semanas e 1/2 - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
21. O Paraíso da Barafunda - Emprestado e pouco se perde com isso

Maio:
22. Inglorious Basterds - Vale o dinheiro gasto

Junho:
23. The Lego Movie - Vale o dinheiro gasto
24. Submarine - Emprestado e pouco se perde com isso
25. Um Longo Domingo de Noivado - Vale o dinheiro gasto
26. The Social Network - Vale o dinheiro gasto
27. Blue Jasmine - Vale o dinheiro gasto

Julho:
28. As Bonecas Russas - Emprestado e pouco se perde com isso
29. O Padrinho - Para ter na estante
30. Scott Pilgrim vs. the World - Deu na televisão e pouco se perde com isso
31. Wild Wild West - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
32. Um Azar do Caraças - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
33. Monty Python Live (mostly) - Para ter na estante (não é filme mas como vi no cinema é como se fosse :P)
34. (*) Papuça e Dentuça - Emprestado e pouco se perde com isso

Agosto:
35. A Deadly Obsession - Com tanto filme e tive de ver este
36. Guardians of the Galaxy - Vale o dinheiro gasto
37. Saving Private Ryan - Vale o dinheiro gasto
38. Under the Skin - Vale o dinheiro gasto
39. Iron Man - Vale o dinheiro gasto
40. Nora Roberts: Lua de Sangue - Com tanto filme e tive de ver este
41. Nora Roberts: Montana Sky - o testamento - Com tanto filme e tive de ver este
42. Conspiração Militar - Com tanto filme e tive de ver este
43. Nora Roberts: Tributo - Deu na televisão e pouco se perde com isso
44. Margin Call: o dia antes do fim - Vale o dinheiro gasto
Setembro:
45. (*) Os Homens que Odeiam as Mulheres - Vale o dinheiro gasto
46. (*) O Quinto Elemento - Vale o dinheiro gasto
47. O Bom Pastor - Deu na televisão e pouco se perde com isso
Outubro:
48. Em Parte Incerta - Para ter na estante
49. Enough Said - Vale o dinheiro gasto
50. (*) Romeu + Julieta - Vale o dinheiro gasto (sim, vi-o duas vezes num ano)
51. Frank - Vale o dinheiro gasto
52. O Padrinho II - Para ter na estante
53. O Fugitivo - Deu na televisão e pouco se perde com isso

Novembro:
54. Interstellar - Vale o dinheiro gasto

Dezembro:
55. (*) National Security - Com tanto filme para ver e tive de ver este
56. The Ghost Writer - Deu na televisão e pouco se perde com isso
57. Boyhood - Vale o dinheiro gasto
58. (*) Em Busca da Esmeralda Perdida - Vale o dinheiro gasto
59. (*) Starship Troopers - Vale o dinheiro gasto
60. A Fada dos Dentes - Com tanto filme para ver e tive de ver este
61. Wreck-It Ralph - Deu na televisão e pouco se perde com isso
62. (*) Love Actually - Vale o dinheiro gasto
63. (*) The Simpsons Movie - Deu na televisão e pouco se perde com isso
64. (*) A Jóia do Nilo - Deu na televisão e pouco se perde com isso
65. (*) Anastasia - Para ter na estante

SÉRIES

Março:
1. True Detective (temporada 1) - Para ter na estante

Abril:
2. Foi Assim que Aconteceu (últimas temporadas) - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto ou Para ter na estante
3. Velas Negras (temporada 1) - Vale o dinheiro gasto
4. The Killing: Crónica de um Assassinato (temporada 3) - Vale o dinheiro gasto

Junho:
5. Cosmos: a spacetime odyssey - Para ter na estante
6. Game of Thrones (temporada 4) - Vale o dinheiro gasto

Outubro:
7.
Legends - Vale o dinheiro gasto

Novembro:
8.
Jane Eyre - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso

Dezembro:
9. You're the Worst - Vale o dinheiro gasto

Classificação: Para mais informação ler este post.
(*) - indica que foi revisto.
(**) - indica uma curta metragem.

Livros - 2014

Janeiro:
1. Revolutionary Road de Richard Yates - Vale o dinheiro gasto
2. As You Like It de William Shakespeare - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso 
3. O Forte de Bernard Cornwell - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso 
4. Falling for You de Jill Mansell - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso

Fevereiro:
5. (**) Whisper of Jasmine [e-book] de Deanna Raybourn - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso
6. Uma Bruxa em Apuros (The Hollows, #1) de Kim Harrison - Não acabei
7. (**) Waking Kate [e-book] de Sarah Addison Allen - Vale o dinheiro gasto
8. A Grande Revelação (Bridgertons, #4) de Julia Quinn - Para ter na estante
9. Neverwhere [áudio-livro] de Neil Gaiman - Vale o dinheiro gasto

Março:
10. The Mysterious Death of Miss Austen de Lindsay Ashford - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso

Abril:
11. O Meu Programa de Governo de José Gomes Ferreira - Vale o dinheiro gasto
12. Far and Away de Sonja Massie - Vale o dinheiro gasto
13. O Livro das Emoções de Laura Esquivel - Se fosse emprestado não se perdia nada com isso
14. A Night Like This (Smythe-Smith Quartet, #2) [e-book] de Juia Quinn - Se fosse emprestado não se perdia nada com isso
15. The Centurion's Wife (Acts of Faith, #1) [e-book] de Davis Bunn e Janette Oke - Se fosse emprestado não se perdia nada com isso
16. O Despertar da Meia-Noite (Raça da Noite, #3) de Lara Adrian - Emprestado e pouco se perde com isso

Maio:
17. Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie - Vale o dinheiro gasto
18. Ascenção à Meia-Noite (Raça da Noite, #4) de Lara Adrian- Emprestado e pouco se perde com isso
19. A Cidade dos Deuses Selvagens (As Memórias da Águia e do Jaguar, #1) de Isabel Allende - Emprestado e pouco se perde com isso
20. Just One Day (Just One Day, #1) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
21. Just One Year (Just One Day, #2) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
22. (**) Just One Night (Just One Day, #2.5) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto


Junho:
23. Shakespeare's Landlord (Lily Bard, #1) de Charlaine Harris - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
24. Seven Ancient Wonders (Jack West Jr., #1) de Matthew Reilly - Não acabei
25. Serpente (NUMA Files, #1) de Clive Cussler - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste

Julho:
26. Graceling: o dom de Katsa (Graceling Realms, #1) de Kristin Cashore - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
27. The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1) de Lois Lowry - Emprestado e pouco se perde com isso
28. Hopeless (Hopeless #1) [e-book] de Colleen Hoover - Não acabei
29. Oryx and Crake (MaddAddam trilogy, #1) [e-book] de Margaret Atwood - Vale o dinheiro gasto
30. Ireland Rose [e-book] de Patricia Strefling - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste

Agosto:
31. (*) Para Sir Phillip Com Amor (Bridgertons, #5) de Julia Quinn - Para ter na estante
32. Silver Shadows (Bloodlines, #5) [e-book] de Richelle Mead - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso
33. O Fio do Tempo de João Paulo Oliveira e Costa - Vale o dinheiro gasto
34. Jonathan Strange & Mr Norrell de Susanna Clarke - Para ter na estante
35. Richard II de William Shakespeare - Vale o dinheiro gasto
36. (**) (*) The Blushing Bounder (Iron Seas, #0.4) [e-book] de Meljean Brook - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso
37. (**) (*) Here There Be Monsters (Iron Seas, #0.5) [e-book] de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto

Setembro:
38. (*) The Iron Duke (Iron Seas, #1) de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto
39. (**) Mina Wentworth and the Invisible City (Iron Seas, #1.5) de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto
40. (*) Heart of Steel (Iron Seas, #2) de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto
41. (**) Tethered (Iron Seas, #2.5) [e-book] de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto
42. Riveted (Iron Seas, #3) de Meljean Brook - Vale o dinheiro gasto

Outubro:
43. Jane Eyre [e-book] de Charlotte Brontë - Para ter na estante
44. Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book] de Anna Elliot - Foi gratuito e pouco se perde com isso
45. The Hook (Iron Seas, #0.6) [e-book] de Meljean Brook - Foi gratuito e pouco se perde com isso
46. For Darkness Shows the Stars (For Darkness Shows the Stars, #1) [e-book] de Diana Peterfreund - Vale o dinheiro gasto
47. (**) The First Star to Fall (For Darkness Shows the Stars, #1.5) [e-book] de Diana Peterfreund - Foi gratuito pouco se perde com isso
48. Mystère de la chambre jaune. English [e-book] de Gaston Leroux - Vale o dinheiro gasto

Novembro:
49.
Vasto Mar de Sargassos de Jean Rhys - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso
50. O Sentido do Fim de Julian Barnes - Vale o dinheiro gasto
51. Longbourn: amor e coragem de Jo Baker - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso
52. Maus de Art Spiegelman - Para ter na estante
53. Pride, Prejudice and Curling Rocks [e-book] de Andrea Brokaw - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso
54. Stoner de John Edward Williams - Vale o dinheiro gasto

Dezembro:
55. O Grande Amor da Minha Vida (The Bronze Horseman, #1) de Paullina Simons - Não acabei

Classificação: Para mais informação ler este post.
(*) - indica que foi relido.
(**) - indica uma ficção curta.

21 de dezembro de 2014

Só Ler Não Basta #22.1 - Leituras de Dezembro


Já vai com atraso mas o tempo (e a cabeça) nem sempre dá para tudo. Estamos então a comemorar 2 anos e achámos que a melhor maneira seria responder às vossas questões.

Podem deixar, as vossas perguntas no nosso grupo no Goodreads, podem encontrar (futuramente) um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Artigos interessantes:

Leituras:
Telma: The Last Hour of Gann, de R. Lee Smith; Expiação, de Ian McEwan
Carla: Maus, de Art Spiegelman; Stoner, de John Williams; O Grande Amor da Minha Vida, de Paullina Simons; Todos os Contos, de Edgar Allan Poe
Diana: A Game of Thrones, de George R. R. Martin

18 de dezembro de 2014

Porque música é poesia (38)



Hurts - All I Want for Christmas Is New Year's Day

Everybody waits for Christmas
For me it's New Year's day
That's gonna come and take my blues away
I'm wishing on the stars for Christmas
And hoping for a better day
When it doesn't hurt to feel this way

And everywhere there's joy around this festive time of year
And happiness has never felt so far away

All of the bells ringing out for christmas
I'm singing goodbye to the year before
I know that the next one will be different and so much more
All of the bells ringing out for Christmas
And I'm not supposed to feel this way
All that I want this year for Christmas is New Year's day

It's only seven days till Christmas
Six more till New Year's day
It's not a good time to feel this way
Everywhere there's snow surround you
And melt your troubles away
I can only hope to feel the same

I know there'll be tidings of joy this time next year
But happiness has never felt so far away

All of the bells ringing out for Christmas
I'm singing goodbye to the year before
I know that the next one will be different and so much more
All of the bells ringing out for Christmas
And I'm not supposed to feel this way
All that I want this year for Christmas is New Year's day

I remember how I used to feel at Christmas

All of the bells ringing out for Christmas
I'm singing goodbye to the year before
I know that the next one will be different and so much more
All of the bells ringing out for Christmas
And I'm not supposed to feel this way
All that I want this year for Christmas is New Year's day

12 de dezembro de 2014

Longbourn: amor e coragem

Autor: Jo Baker
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Editorial Presença | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2013) | Formato: livro | Nº de páginas: 392 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi oferecido este ano. Quer dizer, na verdade foi oferecido outro que já tinha mas troquei por este. :D

Quando e porque peguei nele: 6 a 16 de novembro, porque tinha curiosidade e estou a tentar não deixar para 2015 livros que comprei ou me chegaram às mãos este ano.


Opinião: Apesar de existirem muitos livros inspirados nas histórias de Jane Austen, sejam continuações, diários ou versões com zombies e outras criaturas sobrenaturais, não posso dizer que tenha lido muitos e dos poucos que li ainda menos são os memoráveis ou que fazem justiça à obra mãe, digamos assim. Este é mais um desses.

Por incrível que pareça, este peca sobretudo por se colar tanto à obra original, já que se fosse uma obra independente, se dedicasse a contar simplesmente a história dos criados de uma qualquer família da época georgiana, teria muito mais liberdade para explorar as personagens upstairs e contrastar com as de downstairs. No entanto, ao partir de personagens e de uma história que já se conhece, esta nova visão acaba por empalidecer personagens que fazem do original uma obra intemporal. E estas personagens tanto são vistas como vápidas e depois tão dignas de consideração pelos criados, que leva uma pessoa a pensar se estas não serão inconstantes.

Infelizmente, o facto de as personagens de Austen serem menos entusiasmantes não leva a que as personagens em que se centra a história, os criados, sejam mais interessantes. Excetuando James Smith, as suas histórias são banais e parece haver uma tentativa de copiar também o drama original, o que não resultou de todo comigo. Sim, tenho a plena noção que realmente a vida destas pessoas deveria ser banal, com longos dias todos eles iguais ao anterior ou à semana que lhe antecedeu, e sinceramente é neste ponto, no retrato do quotidiano, que este livro se destaca, mas as próprias personagens não aprecem ser desenvolvidas de forma conveniente acabando por ser arquétipos que são melhor desenvolvidos em outras obras semelhantes, nem que seja "Downton Abbey" com todos os seus defeitos.

O drama de Sarah parece patético e o de Mrs. Hill parece um daqueles de faca e alguidar. Há também temas que, apesar de não duvidar que existissem naquele tempo, me parecem ter uma abordagem muito moderna. Além de que tudo é previsível, e não me refiro apenas aos dramas do livro original que atravessam, em segundo plano, esta história.

Como disse, o retrato do quotidiano below stairs, a que junto o período que um dos personagens passa na guerra peninsular, foi o que de melhor encontrei neste livro. Apesar de repetitivo, e por isso mesmo, o dia-a-dia pareceu-me credível, fazendo mesmo dar valor às pequenas inovações tecnológicas que temos em casa e que tanto nos facilitam a vida. *abraça a máquina de lavar roupa* Já a sua ligação a Orgulho e Preconceito acaba por ser o menos conseguido, pois acho mesmo que se fosse uma história independente, e não uma outra visão sobre aquele livro de Austen, teria aceite melhor algumas das situações que aqui são retratadas.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso.

10 de dezembro de 2014

Interstellar

Realizador: Christopher Nolan
Escritores: Jonathan Nolan, Christopher Nolan
Atores: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Não sou adepta deste tipo de coisas, porque acho que não dá para discutir coisas sem recurso a falar no que acontece e quem lê sobre algo que não viu ou leu tem de ter isso em conta. Mas seguem-se spoilers, não digam que não avisei.

Eu devia ter mais confiança no meu instinto. Tanto o teaser como o trailer não me puxaram como a outros (já que quanto mais penso nos filmes do Batman, sobretudo no último, parece que menos gosto) mas eu garanto, eu entendo o fascínio dos filmes do Nolan, a sério! E acho que os temas que aborda são pertinentes, sim. Mas no que toca à suspensão da descrença e finais ele, a meu ver, exagera. Ok, talvez não aconteça sempre mas com este foi a segunda vez, e seguida, que não consegui evitar pensar que queria ir embora da sala de cinema chegando a um determinado momento do filme. :/ Mas vamos por partes...

Gostei do mundo apocalíptico que aqui é apresentado, sobretudo por me parecer bastante credível. E não me refiro só aos problemas com as plantações e tempestades de pó, o retrocesso científico e a colocação em dúvida de avanços, conquistas ou conhecimentos tecnológicos também me pareceu algo que pode vir a acontecer. Muito basicamente, o início e a premissa pareceram-me, durante a primeira parte do filme, bastante interessantes de seguir, no entanto, o modo como descobrem a NASA e a espécie de "destino" que faz com que haja "coincidências" fez germinar em mim a semente da dúvida (eu sei, pareço um poeta :P). Comecei a imaginar que caminhos a história poderia tomar e cheguei-me a virar para o meu irmão e dizer, quando eles finalmente partem, "ele é o fantasma da filha". No entanto, enquanto a semente da dúvida crescia, os meus sentidos, nomeadamente a visão, iam ficando fascinados com imensidão do espaço e o seu silêncio sepulcral, com o wormhole e os novos mundos que dava a conhecer e com o gigantesco buraco negro de aspeto fenomenal.

Realmente em termos visuais este filme esmerou-se e é uma pena que tal não se tenha alastrado às personagens que, tirando Cooper (Matthew McConaughey), Murph (Jessica Chastain) e Dr Mann (Matt Damon e surpresa!!! não estava à espera de o ver aqui), pouco interesse têm. Vai havendo algum conflito, é certo, e a parte com o Mann foi, talvez, a minha preferida pelas questões que aborda (e sim, eu às vezes sou meio aluada e não tinha percebido a cena do nome Mann, só depois de ver este vídeo xD ). A certa altura até achei que os robots tinham mais profundidade que as personagens, mas pronto.

Perante isto tudo, eu até estava a engolir a coisa, apesar da semente da dúvida e de alguns conceitos científicos, como a teoria da relatividade, me fazerem alguma confusão. Fui sendo capaz de suspender a descrença e maravilhar-me com tudo o resto. Até que entram no buraco negro e começo a perceber que o que eu tinha dito ao meu irmão está prestes a desenrolar-se à minha frente mas com um detalhe que eu, apesar de imaginar, não queria. *suspira e revira os olhinhos* Tive exatamente a mesma reação que ao ver o símbolo do Batman em chamas no terceiro filme, mas se ali pensei "com a cidade em perigo e ele perde tempo a desenhar um morcego em gasolina para lhe chegar fogo e mostrar que está de volta? Não há nada de mais útil para fazer como salvar pessoas?!" aqui pensei "o amor é capaz de fazer alguém sobreviver e guiá-lo através de um buraco negro?!" Eu não duvido que o amor é um poder do caraças, sobretudo quando falamos de laços familiares como os que unem pais e filhos (vide Harry Potter), mas eu traço o meu limite na sobrevivência pelo amor em pleno espaço interestelar! Enfim, só queria vir-me embora porque, a partir dali para a frente, perdi qualquer interesse que tinha no filme.

E depois a cena do cubo numa outra dimensão e como teria sido construído por humanos... ok, aqui o problema pode ser só meu, que não consigo imaginar o tempo como algo que não seja uma linha contínua e por isso não vejo como pode alguém no futuro ter construído aquela dimensão para o Cooper comunicar com a filha no passado, se a ação do Cooper é fundamental para que haja um futuro. Só numa linha paralela que se intercepta mas a intercepção não fará com que um futuro deixe de existir? Enfim, não sei se isto fará sentido, mas o desenho para explicar também não sairia melhor. :P

Tudo isto para dizer que sim, visualmente é fenomenal mas tal como o terceiro filme do Batman há demasiada coincidência e o terceiro ato, chamemos-lhe assim, ultrapassa o meu limite da suspension of disbelief. Se calhar já é ser mórbida mas ao menos que o Cooper morresse depois de comunicar com a filha, porque não esqueçamos que... ele atravessa um buraco negro! Isto fez-me pensar que o Nolan só consegue fazer finais felizes (quase tanto como o Baz Luhrman só sabe fazer finais tristes), apesar de dar a ilusão de finais abertos, em que qualquer coisa pode acontecer. Mas agora, para mim, essa abertura soa a falso, o que me leva a questionar o "Inception", que para mim é, até ao momento do que pude ver do Nolan, o seu melhor filme. Tendo em conta uma certa teoria relacionada com o totem do personagem do Leonardo DiCaprio e agora o meu sentimento em relação aos seus finais, temo que o desfecho também seja um "falso aberto". :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto mas sobretudo pelos visuais, porque quando o filme entra na sua recta final eu estava era a querer sair da sala e pedir o meu dinheiro de volta. Já agora, aproveito para deixar outra opinião que li aqui.

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