4 de novembro de 2014

Em Parte Incerta

Realizador: David Fincher
Adaptação do livro Gone Girl de Gillian Flynn pela própria
Atores: Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Era um dos filmes que mais aguardava e para o qual mais expectativas tinha, não só por adaptar um dos livros que mais mexeu comigo no ano passado, mas porque a cada notícia via a minha visão passar para o ecrã. Só não me tinha apercebido que o Neil Patrick Harris (Barney!) entrava, já que a dada altura preferi ignorar as notícias para esfriar o entusiamo, mas apesar de não corresponder à ideia que tinha do Desi acabou por ser uma excelente escolha e fazer um ótimo trabalho.

Como várias adaptações que tenho visto, não será melhor que o original mas nem por isso deixa de ser uma boa obra em si mesma. A meu ver, acaba por ser uma excelente adaptação mesmo que alguns temas não tenham sido tão explorados como no livro, como acontece com a relação familiar do Nick e até a história do Punch and Judy, que levam a conhecer mais as personagens com que estamos a lidar. Limites de tempo acabam por ter coisas destas, mas não me parece ter estragado a coisa, e melhor que ninguém a Gillian Flynn soube ver o que da sua história seria o essencial. Não foi por aqueles temas terem sido aprofundados que o filme deixou de ter o aspecto doentio da obra original. Tanto teve que o meu irmão saiu de lá chocado. xD

David Fincher é um dos nossos realizadores de eleição e só por isso o meu irmão queria ver o filme. Quando percebeu que eu tinha lido o livro, tentou tirar-me o que eu sabia, um pouco como fazemos com As Crónicas de Gelo e Fogo, já que o meu irmão não lê e não se importa com spoilers, quer é saber o que acontece mesmo quando lhe digo que ainda não li os livros todos. No entanto, se o spoilo em "A Guerra dos Tronos", e spoilo-me de livre vontade porque digamos eu também preciso de saber o que acontece, com "Gone Girl" remeti-me ao silêncio dizendo-lhe apenas "vais gostar de ir às escuras e vais querer ver uma comédia romântica depois do filme para voltar a acreditar no amor". Perante a última parte o meu irmão ria-se... mas ri melhor quem ri por último e a cara chocada do meu irmão no meio do cinema numa determinada cena é das coisas que vou guardar com mais carinho na memória. Assim como ele a dar-me razão no final do filme e dizer que realmente precisava de ver algo fofinho para voltar a acreditar no amor. :D *huge grin* Geralmente é ao contrário, eu é que lhe dou razão e ele NUNCA me dá ouvidos, mas I won this time! \o/ :D

O elenco pareceu-me muito bem conseguido, não me recordo de quem tinha pensado para Nick (e se ainda não viram as escolhas do SLNB para o casting, não sabem o que perderam xD ) mas assim que vi o nome do Ben Affleck e o trailer, sobretudo o sorriso parvo que dá vontade de lhe dar um murro na cara, soube que era o meu Nick. Quanto à Rosamund Pike só a conhecia como Jane Bennett (só depois me lembrei que ela entrou num filme do Bond mas é normal que me tenha esquecido porque é mesmo fraquinho) que é um amor de pessoa, pelo que aqui me surpreendeu pela positiva, ainda que na primeira parte não a tenha sentido como vítima. Mas a verdade é que mesmo durante a leitura nunca senti a Amy como vítima, sempre me pareceu que algo não batia bem, e voltou a acontecer no filme por isso não tenho nada a apontar. No entanto, no filme fez mais sentido a Amy ser enganada e ir parar aos braços do Desi (no livro pareceu-me completamente out of character) e o final continua a mesma coisa perturbadora, ficando até mais patente a relação doentia de ambos e como ambos trazem ao de cima o melhor mas sobretudo o pior do outro.

Concluindo, é uma belíssima adaptação do livro, na medida em que está fiel e entende-se que nem tudo possa estar lá, mas a mensagem é passada e é, muito provavelmente, dos melhores filmes que vi este ano.

Veredito: Para ter na estante.

31 de outubro de 2014

Outubro 2014

Só coisas boas este mês. Bons livros, bons filmes e OMD eu quero a segunda temporada de "Legends"! <3

Livros lidos:
  1. Jane Eyre [e-book] de Charlotte Brontë - Para ter na estante 
  2. Dawn of Avalon (Twilight of Avalon, #0.5) [e-book] de Anna Elliot - Foi gratuito e pouco se perde com isso 
  3. The Hook (Iron Seas, #0.6) [e-book] de Meljean Brook - Foi gratuito e pouco se perde com isso 
  4. For Darkness Shows the Stars (For Darkness Shows the Stars, #1) [e-book] de Diana Peterfreund - Vale o dinheiro gasto 
  5. The First Star to Fall (For Darkness Shows the Stars, #1.5) [e-book] de Diana Peterfreund - Foi gratuito pouco se perde com isso
  6. Mystère de la chambre jaune. English [e-book] de Gaston Leroux - Vale o dinheiro gasto
Filmes vistos:
  1. Em Parte Incerta - Para ter na estante 
  2. Enough Said - Vale o dinheiro gasto 
  3. Romeu + Julieta - Vale o dinheiro gasto 
  4. Frank - Vale o dinheiro gasto
  5. O Padrinho II - Para ter na estante
  6. O Fugitivo - Deu na televisão e pouco se perde com isso
Séries vistas:
  1. Legends - Vale o dinheiro gasto
Ofertas:
  1. The Hook (Iron Seas, #0.6) [e-book] de Meljean Brook, no site da autora 
  2. Mystère de la chambre jaune. English [e-book] de Gaston Leroux, grátis na Amazon 

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - li 6 e adquiri 2, pelo que o saldo é de 4 livros retirados à pilha! *\o/*
Disney Movie Challenge - 8 filmes vistos de 98. Pois... parece que este, como alguns desafios de leitura, é para a vida. :P

Artigos que me chamaram a atenção:

29 de outubro de 2014

The First Star to Fall (For Darkness Shows the Stars, #1.5) [e-book]

Autor: Diana Peterfreund
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Noise Court Press | Ano: 2013 | Formato: e-book | Nº de páginas: 34 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book no final de 2013, e o livro que o antecede, como prenda de Natal de mim para mim mesma, ainda que este estivesse a preço 0 na Amazon. :D

Quando e porque peguei nele: 19 de outubro. Tinha acabado de ler o livro e precisava de mais!


Opinião: Depois de ter gostado bastante de For Darkness Shows the Stars, resolvi ler esta novela pensando que continuaria a história de Elliott e Kai mas não, serve de introdução a uma outra, com diferentes personagens e aparentemente baseada em The Scarlet Pimpernel. E eu até sabia disto, tinha lido a sinopse e tudo(!), mas a minha memória de peixe...

De qualquer forma, a história pareceu-me interessante ainda que a sua cronologia me tenha deixado algo confusa. Passa-se no mesmo mundo que o anterior, que acaba por ser o nosso num futuro pós-apocalítico, mas quando?! É na mesma época mas num local diferente do planeta?! É ainda mais no futuro, após mudanças que tenham sido introduzidas pelo que aconteceu na história de Elliott e Kai?! Há a mesma separação entre Luddites e Post-Reduced mas com outros nomes, já não há Reduced nem tecnofobia. Aqui a tecnologia existe e parece bem mais evoluída do que em For Darkness Shows the Stars. Enfim, a minha cabeça, talvez por ter lido este logo que acabei o outro, não conseguiu processar a época e por isso senti que estava a ler algo completamente diferente, o que fez com que o entusiasmo esfriasse um pouco.

No entanto, gostei da história ainda que os personagens também me tenham deixado um pouco de pé atrás. Promete ser uma história de espionagem e acho engraçado a Persis deixar uma marca para trás, mas como não conheço a obra original e fiquei com tantas dúvidas quanto ao mundo, não sei se vou partir já-já para o Across a Star-Swept Sea.

Veredito: Foi gratuito e pouco se perde com isso

28 de outubro de 2014

For Darkness Shows the Stars (For Darkness Shows the Stars, #1) [e-book]

Autor: Diana Peterfreund
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Balzer + Bray | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book no final de 2013 como prenda de Natal de mim para mim mesma.

Quando e porque peguei nele: entre 10 e 19 de outubro. Porque sim, estava a querer, mais uma vez, reler o Persuasão mas achei que seria melhor avançar para algo semelhante mas diferente. :P


Opinião: Este era daqueles livros que mais ansiava ler mas também mais temia. Como não sentir tais coisas contraditórias quando este livro era anunciado como um recontar de Persuasão que é só o meu livro preferido da Jane Austen e um dos meus livros preferidos de todos os tempos?! O que é que um livro passado num futuro distante, após um evento apocalíptico que baniu a tecnologia e fez com que parte da população sofresse uma espécie de défice cognitivo, poderia ter em comum com o meu adorado livro?

Mas é verdade. Nota-se a influência do livro de Austen não só em algumas personagens como também em diversas situações, no entanto e felizmente, a meu ver, a autora também consegue afastar-se da história original e escrever uma verdadeiramente sua, o que tornou este livro numa bonita e original homenagem. Provou o que há muito suspeitava, que uma história mesmo tendo bastantes traços em comum com tantas outras, ou uma muito específica, ainda assim tem muito que oferecer mudando-se um ou outro aspecto.

Gostei bastante do pormenor das cartas, como de resto já tinha gostado na prequela, que não chegam aos calcanhares da carta do Cap. Frederick Wentworth *suspira* mas acaba por ser um engenhoso artifício para dar a conhecer a antiga relação entre Kai e Elliott, as personagens principais, assim como de aprofundar a construção deste mundo.

As personagens também estão um pouco abaixo das criadas por Austen, sobretudo Kai que me pareceu muito mais bruto que Wentworth e, em algumas situações, muito mais infantil. De facto, achei que a idade dos protagonistas também não ajudou a que estas tivessem mais profundidade ou me identificasse tanto com elas, já que uma das coisas que mais me cativou em Austen foi o facto de as suas personagens serem bem maduras, com carácter definido e forte. Kai, como disse, ressente-se um pouco sendo ou tendo algumas atitudes infantis quando em Wentworth essas atitudes são mais a imagem de orgulho. Já Elliott pareceu-me um pouco mais bem conseguida mas ainda assim uns furinhos abaixo da minha Anne. Também gostei que a família North não fosse parvinha ou tapadinha de todo, como acontece no livro original, e pareceu-me que a maneira que a autora arranjou para se debruçar sobre a aristocracia de sangue e "novos ricos", digamos assim, foi muito bem conseguida.

Posto isto tudo, fui agradavelmente surpreendida. Aparentemente os meus receios não tinham razão de ser mas acho que é normal quando se lê opiniões sobre outros livros baseados nos de Austen que tanto deixam a desejar (a Slayra deve poder indicar-vos alguns exemplos). Nota-se o carinho que a autora tem pela história mas nem por isso se sentiu presa à mesma e acaba, com este livro, por contar uma história muito sua. Será uma autora a ter debaixo de olho.

Veredito: Vale o dinheiro gasto

27 de outubro de 2014

Só Ler Não Basta #20.2 - Calhamaços


Neste episódio debruçámo-nos sobre calhamaços e tivémos como convidada a Márcia, dos blogs Planeta Márcia, Fugir para Ler e uma das participantes na Roda dos Livros, que não se deixa intimidar por livros de tamanho considerável. :D

Falámos do que consideramos um calhamaço, como os transportamos e que acessórios tornam a sua leitura mais confortável. Por entre outros tópicos, há também bastantes sugestões de leitura, como sempre, que estão disponíveis, assim como um índice da conversa, no Youtube. Não deixem de ler também as participações no grupo do Goodreads

26 de outubro de 2014

Projecto 365 - #340-353

Nestas duas últimas semanas pensei em desistir. Não estive com paciência para tirar fotos, sobretudo porque andei demasiado cansada, mas com o fim a chegar lá fiz um esforço pelo que, para variar (ou não), houve dias em que não tirei fotos e compensei noutros. Não que faça diferença porque entre reuniões, trabalho e casa os dias foram muito semelhantes.

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