26 de setembro de 2014

Porque música é poesia (36)


O Tiago Bettencourt não me costuma conquistar à primeira audição, mas esta rapidamente caiu-me no goto. :)


Tiago Bettencourt - Morena

24 de setembro de 2014

Richard II

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - histórica
Editora: Wordsworth Classics | Ano: originalmente publicado em 1597 | Formato: livro | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: está nas Complete Works do Shakespeare. <3

Quando e porque peguei nele: 24 de agosto, estava a querer ler algo histórico e achei que estava na hora de voltar à segunda mini-pilha. Ainda falta ler 2 livros! *aplica-se nas leituras*

Opinião: Já por aqui falei da adaptação da "Hollow Crown" e sinto que pouco tenho a dizer, tendo em conta o que já tenho escrito sobre o homem. Continuo fascinada e cada peça me faz admirar ainda mais o senhor.

Tendo já visto uma adaptação, o texto acabou por não ser uma surpresa mas lido tem um outro encanto. Percebe-se melhor algumas ideias, vê-se mais semelhanças com outras obras e entende-se melhor a história. :P Pareceu-me bem mais notório que na adaptação a semelhança com Hamlet, sobretudo em termos do conflito interior da personagem titular. São ambos algo depressivos e com aparente pouca força interior para converterem alguns dos seus pensamentos em ações. São daqueles que se queixam de tudo, mas fazerem algo para mudar está quieto. No entanto, as suas tiradas introspetivas são magníficas, seja o solilóquio ou toda a cena da deposição.

Também tenho de dizer que fiz uso das Sparknotes. xD Apesar de já conhecer a história da peça, a verdade é que conhecia pouco da História inglesa aqui retratada e por isso fui fazendo algumas pausas na leitura para entender melhor algumas situações que são descritas. Não deixa de ser ficção mas acho que dá uma ideia interessante do quão tumultuosa foi a história inglesa durante o final da Idade Média e início da Moderna, com várias lutas pelo poder de diversas fações e que terá culminado na Guerra das Rosas e ascensão dos Tudor, dinastia reinante durante a época de Shakespeare e que acabaria pouco tempo depois da escrita desta peça.

Veredito: Para ter na estante.

22 de setembro de 2014

Projecto 365 - #312-319

A última semana teve alguns stresses normais antes de férias, por querer despachar coisas que tinha entre mãos, mas terminou num fim de semana em beleza. :)

18 de setembro de 2014

Booking Through Thursday: Família

A pergunta desta semana é...
Do other people in your family also like to read? Or are you in this on your own?
Acho que já por aqui disse que a minha mãe em tempos leu bastante, hoje nem por isso preferindo dedicar o seu tempo a outras coisas, nomeadamente séries televisivas policiais (vê tudo o que é "Lei e Ordem", "Mentes Criminosas", "CSI" e outras coisas que tais), assim como malha e/ou costura. No entanto passou-me o bichinho. :P

Reza a história que o meu pai também já leu em tempos, e há dois volumes de Guerra e Paz cá por casa que parecem atestar isso, mas eu só posso dizer que já o vi ler revistas e jornais. Tal como o meu irmão aliás. Quer dizer, eu cheguei a ver o meu irmão ler 3 livros do Harry Potter e fez algumas leituras escolares, mas o rapaz é mesmo mais periódicos e alguma banda desenhada de vez em quando.

16 de setembro de 2014

Under the Skin

Realizador: Jonathan Glazer
Baseado no livro Under the Skin de Michel Faber por Walter Campbell e Jonathan Glazer
Atores: Scarlett Johansson

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Estranho. É a única palavra que me vem à cabeça para definir este filme. Nem sequer consigo falar sobre o desconforto que senti a ver o filme porque estranho acaba por também tomar conta dessa emoção. Foi um desconforto estranho. :/

Não haja dúvidas, a imagem é belíssima e a Scarlett parece-me excecional no papel, é uma atriz que de filme para filme me vem a surpreender. A banda sonora também me pareceu muito bem conseguida, contribuindo para o estranhíssimo sentimento de desconforto que o filme provoca, sobretudo por ser pautado por tantos momentos de silêncio. A sério, o silêncio é quase uma constante na minha vida e este não foi o primeiro filme escasso em diálogos que vi, mas aqui o silêncio perturbou-me, não consigo dizer porquê.

Neste filme seguimos uma mulher aliénigena que vai conduzindo pela Escócia fora e aborda homens sós, ou de quem ninguém daria pela falta, para um propósio que não é bem definido apesar de nos ser apresentado. Apercebemo-nos de que ela seguirá uma qualquer missão e que só isso lhe interessará, e que não sente qualquer empatia para com os outros, como mostra a cena da praia que chocou-me, confesso. No entanto, acaba por encontrar por acaso alguém que, apesar de ser humano, também não parece pertencer à Humanidade, sendo marginalizado, o que a leva a questionar também a sua pertença. Com isto, ela passa de predador a presa.

E o filme, muito resumidamente é isto mas é tão mais, mas não consigo mesmo falar de forma coerente sobre ele, sobre o desconforto e estranheza que provocou, mas há quem o tenha feito melhor que eu aqui e aqui. Gostaria de recomendar o filme mas não me parece ser para todos. A mim, garanto, deixou-me com vontade de o rever (ou ler o livro), apesar de ter consciência que não é uma segunda revisão do filme que me vai fazê-lo compreender ou deixar de sentir a estranheza, mas acho que é por isso mesmo que é um bom filme. Nem tudo tem de ser explicado.

Isto faz sentido? Não? Se calhar também não é para fazer. :/ 

Veredito: Vale o dinheiro gasto? Nem eu sei bem.

10 de setembro de 2014

O Resgate do Soldado Ryan

Realizador: Steven Spielberg
Escritor: Robert Rodat
Atores: Tom Hanks, Edward Burns, Matt Damon

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Adoro (e dizer isto soa-me sempre mal) ver coisas que se passem ou se debrucem sobre a 2.ª Guerra Mundial. Nunca li muito mas em termos cinematográficos e televisivos tem dado origem a muita coisa boa. No entanto, coisas há que surgem e retratam a época mas que pouca ou nenhuma curiosidade tenho em ver e este filme era uma dessas coisas. Sim, acho que já disse por diversas vezes e volto a repetir, por vezes apetece-me esbofetear o meu "eu" passado.

Para começar tenho de falar do meu... eu não diria ódio porque não conheço o senhor, pelo que é mais um "não ir à bola com a cara" do Tom Hanks. Não consigo explicar porquê, há simplesmente pessoas com quem não consigo simpatizar e ele é uma dessas pessoas, pelo que o facto de ser um dos protagonistas tirou qualquer vontade (que como disse nunca foi muita) de ver o filme no passado. Mas o meu irmão, como guru de muita coisa que tem qualidade (vês, eu até falo bem de ti :D), lá me obrigou a ver o filme quando percebeu que vivia debaixo do mesmo teto com alguém, aparentemente tida por ele, herege. :D E sim, agradeço-lhe o ter-me obrigado a ver porque, Tom Hanks à parte, este é um épico filme de guerra. Nem que o filme fosse apenas os 20 minutos iniciais! Aquilo é uma cena brutal e um dos melhores retratos (parece-me) de uma batalha. Aquilo é cruel, um autêntico massacre e perante imagens como esta pergunto-me constantemente como é que raio esta gente não parece aprender? Como é que volta e meia há conflitos e se permite que coisas destas aconteçam? Como é que se dá tão pouco valor à vida humana? Enfim...

A premissa parece-me um pouco irrealista, apesar de a entender e até considerar nobre tal ato, mas como os personagens não pude deixar de questionar se um deles valia assim tantos homens. Mas tirando isso, ou até por causa disso, este é um muito bom filme e junto-me ao coro do pessoal que não entende como é que o "Shakespeare in Love" ganhou o Óscar de Melhor Filme. Adoro o filme e curiosamente tem outro ator com o qual não simpatizo, o Joseph Fiennes, mas é de longe um filme inferior, mesmo só considerando os tais vinte e pouco minutos iniciais.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

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