29 de agosto de 2014

Filmes para TV

Tenho reparado que nos últimos meses a Fox Life tem exibido muitos filmes. Como não conhecia nenhum dos títulos e me pareciam ser baseados em "casos verídicos" tenho que confessar que a curiosidade não era muita, ainda menos quando vi que eram filmes para televisão, que sinceramente nunca me pareceram muito apelativos porque têm demasiado drama e as atuações, parece-me, não costumam ser das melhores. :/ No entanto, recentemente fui apanhando alguns do início e lá me pus a ver.

Primeiro vi "Deadly Obsession" e devo dizer que não fiquei nada impressionada. Até tem um tema interessante e que, infelizmente, faz tantas vezes notícia nos telejornais, mas a maneira como foi tratado foi tão aborrecida que dava por mim frequentemente distraída. As atuações não ajudam e tipo, largar a arma no final e ninguém, nem o polícia, se dignar a afastar a arma do gajo? Que raio?! *revira olhinhos*

Depois veio o especial Nora Roberts. Ainda pensei em ver todos mas a curiosidade não era muita, no entanto consegui apanhar três filmes do início (okay, na verdade apenas dois, o segundo que vi já ia a meio). Quer dizer, já tive oportunidade de ler a autora e não fiquei propriamente bem surpreendida, mas como os filmes até pareciam contar com atores que não desgosto de ver, lá me sujeitei.

"Carolina Moon", que é a adaptação de Lua de Sangue em português, até tinha uma premissa interessante. Infelizmente depressa descambou quando percebi que a Tory tinha saído da cidade com 10-12 anos e voltou ao fim de 18 anos. E, como não podia deixar de ser, dá de caras com a sua primeira paixão, e há borboletas e coraçãozinhos porque é o seu primeiro e único amor, e ao fim de 3 semanas já pensam em casar. Claro... porque em 18 anos uma pessoa não muda, mesmo que se tenha um poder que a leva a ver das piores coisas que se podem fazer a crianças ou a qualquer outra pessoa, e se pode conhecer *verdadeiramente* alguém em 3 semanas! *revira olhinhos* Além disso, foi-me difícil levar Oliver Hudson a sério porque estou habituada a vê-lo como o palhaço de "Regras do Jogo", e a Claire Forlani continua a não me convencer como atriz. Então porque raio tento ver coisas com ela? Não faço ideia... esperança que melhore? Ou então são os olhos. Meu Deus aqueles olhos! Morro de inveja por aqueles olhos.

Depois apanhei cerca de uma hora ou 45 minutos de "Montana Sky", que corresponde a Os Céus de Montana, mas foi fácil acompanhar a história que, parece-me, não podia ser mais aborrecida. Além disso dei pelo menos com um erro de continuidade gritante, onde uma das protagonistas tenta salvar o namorado de outra e num shot não tem luvas, depois já tem, e depois está a calçá-las. xD Adorei a atriz principal, Ashley Williams, em "Foi Assim que Aconteceu" (foi das melhores personagens que namoraram com o Ted, o primeiro encontro é de sonho <3) e tinha curiosidade em vê-la noutras coisas, mas aqui não me convenceu.

Por fim, vi o filme "Tribute", adaptação do livro editado por cá com o título Começar de Novo, e que me surpreendeu. O romance pareceu-me bastante credível ainda que a passagem do tempo só seja perceptível muito tenuemente pelas alterações que se vão fazendo na casa que Cilla restaura. As atuações também não são más mas o enredo, como não podia deixar de ser, é bastante previsível, mesmo com a parte do mistério, e muito semelhante aos livros que li da autora. A sério, quando o filme começou eu ia gritando "ahah! há um autor! e a gaja muda-se, okay não é para casa dele mas é vizinha e ele é um autor em busca de inspiração!" Três livros e a história é basicamente a mesma. O_o

Confirma-se então a visão que eu tinha dos filmes para televisão, são mesmo fraquinhos, mas haja esperança que as coisas melhorem. Acredito que muito se deva aos orçamentos mais reduzidos, não tanto à escolha de histórias se bem que algumas sejam demasiado dramáticas e lamechas para o meu gosto, e é impressão minha ou por vezes falta algum brilho nas atuações? Mas enfim, as séries televisivas estão a ficar cada vez melhor, pode ser que o mesmo aconteça aos filmes.

27 de agosto de 2014

Curtas: Papuça e Dentuça; Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons #5); Silver Shadows (Bloodlines, #5)

Título: Papuça e Dentuça
Diretor: Art Stevens, Ted Berman, Richard Rich
Baseado, muito livremente, no livro The Fox and the Wound de Daniel P. Mannix
Vozes: Mickey Rooney, Kurt Russell, Pearl Bailey

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Eu sei que um filme da Disney não me diz muito quando não me lembro de o ter visto ou até me lembro de o ter visto mas não me lembro de nada da história, como neste caso. Sabia que o tinha visto mas lembrar-me de alguma coisa? Népias.

Na verdade este é realmente um filme esquecível. Não há músicas nem falas memoráveis, e parece que lhe falta algo. Nunca me convenceu a suposta amizade entre ambos porque acabam por não interagir assim tanto como isso. Parece-me que talvez um maior foco na relação entre o Tod e a dona fosse melhor, pelo menos pareceu-me mais credível e a cena em que ele é abandonado partiu-me o coração e fez-me chorar como uma Madalena arrependida.

Talvez apele mais a crianças.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 336 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 28 de julho a 1 de agosto, porque é Julia Quinn! <3

Opinião: A sério, é sempre um prazer regressar a esta série e sobretudo a um dos livros que mais gostei aquando da primeira leitura. A segunda também não foi má, foi mesmo tão boa como a primeira, porque já não me lembrava assim de tantos detalhes. Abençoada memória de peixinho dourado. :P Não há como não adorar a interação entre as personagens, sobretudo quando os restantes Bridgerton entram em cena para salvarem a honra da irmã. xD

Mais uma vez, pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi por ocasião da minha primeira leitura, mas (há sempre um mas) desta feita a atitude da Eloise pareceu-me demasiado precipitada e mesmo estúpida, temo, tendo em conta todo o cerimonial da época, o que me vai um pouco contra a personagem. Mas também, se assim não fosse a história não teria tanta piada, não é verdade? E não haveria a cena com os homens todos a ficarem amigos sobre uma noite de bebedeira, certo? E o Colin com fome... *suspira enquanto sussurra "Colin! <3"*

Veredito: Para ter na estante.

Título: Silver Shadows (Bloodlines, #5)
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. Até podia dizer que é um guilty pleasure, mas sinceramente não me sinto culpada por gostar. :P

Quando e porque peguei nele: li-o de 1 a 4 de agosto, porque o livro anterior tinha acabado numa situação bastante intrigante e eu queria ver como a coisa se resolvia.

Opinião: Há semelhança do livro anterior, contamos com dois pontos de vista, o de Sydney, a protagonista, e o de Adrian, a sua cara-metade. Percebe-se melhor a escolha pelos dois pontos de vista, quando até ao terceiro volume só tínhamos a visão de Sydney, pelos acontecimentos que têm lugar, uma vez que ela acaba raptada. Neste livro seguimos então o que acontece pós-rapto, o que Sydney tem de suportar e, através de Adrian, os esforços para a recuperarem.

Apesar de adorar o Adrian, era com muita pena que deixava Sydney e a sua luta contra os seus captores. A sua linha de história era a mais interessante, enquanto que Adrian parecia perdido. Ok, eu até entendo, por causa do seu poder e tal, mas ainda assim era com alguma frustração que lia os seus capítulos. Também senti falta da interação entre ambos mas diga-se que uma vez juntos, meu Deus... *suspira* E não é um bom suspiro de "aww, tão juntos e tão fofos!", não... é um suspiro de "mas porquê?" Assim que Sydney é libertada segue-se um rol de más decisões. Isto não é a minha Sydney! E a cena do *big spoiler que OMD porquê?* enquanto fogem?! Nope, não gostei. Percebo o potencial que a coisa tem para a continuação e que ela tenha mudado porque a sua vida foi ameaçada, mas aquilo não é a minha Sydney!

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Mas fico à espera do (espero eu) último volume.

26 de agosto de 2014

Só Ler Não Basta #19.2 - The Giver: o dador de memórias


Este mês volta a não haver convidados, mas há muita randomness. :D Acho que por vezes esquecemo-nos mesmo do que era suposto ser o tema. xD As minhas parceiras, porque a minha cabeça é parva e confundiu as coisas, fizeram uma leitura conjunta, ou mais ou menos na mesma altura, do livro da Lois Lowry com o título The Giver, por ocasião da estreia cinematográfica, que pensávamos ser em agosto mas que parece ter passado para setembro. Como não podia deixar de ser, há spoilers, e temo que não só para o livro/filme em discussão. *assobia inocentemente*


Links que podem ter algum interesse:
Walking Away From Colors: The Giver na Tor.com, sobre o livro
"Perhaps It Was Only an Echo": The Giver na Tor.com, sobre o filme
The Giver: film review, crítica ao filme

Podem participar nas discussões no grupo do Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

25 de agosto de 2014

A ver: Outlander


Ah bolas... Eu não precisava de querer reler os livros, okay?! Mas como posso eu avançar agora para o quinto sabendo o que está para trás, muitos detalhes até que já esqueci, e o que vem aí à frente na série televisiva? Sempre podia tentar meter os livros do Lord John pelo meio e tentar seguir a cronologia histórica dos livros daquele mundo, não?

Porque o que não me falta são livros que quero ler...

24 de agosto de 2014

Projecto 365 - #284-290

Uma semaninha de férias já lá vai e não podia ter passado melhor. Basicamente o que tenho feito é comer, dormir e ler. Nos intervalos vou vendo alguma televisão. :P Por entre isto, houve coisas más e coisas que estão a ficar melhores, mas isso não interessa para aqui.

#284
#284
Tentei fazer uma espécie de "progressão de leitura" que começou com a última foto da semana anterior. Aqui a 31% da leitura.

#285
#285
47%

#286
#286
63%

#287
#287
72%

#288
#288
Finito! E posso dizer que assim que o acabei a minha vontade era de o começar novamente.

#289
#289
Sábado não houve foto porque esqueci-me. Também não houve nada de extraordinário, fui às compras mas para variar não comprei nada. :/ De modo que aqui deixo a leitura de domingo.

#290
#290
E a citação que deu o título, e o moto, à série "Hollow Crown". <3 Eu já devia de estar à espera, afinal de contas já a vi e já li outras peças do homem, mas esta peça é muito boa.

23 de agosto de 2014

Monty Python Live (mostly)

Foi um prazer enorme ver no cinema, quase ao vivo, este grupo de comediantes. Sobretudo porque por pouco ficava sem bilhetes. Andei eu e o meu irmão praticamente 15 dias a pensar "não podemos esquecer dos Monty Python, não nos podemos esquecer dos Monty Python!" e o que fizeram os nossos cérebros? Pois que se esqueceram dos Monty Python... e só nos lembrámos no próprio dia, pela manhã. Já não havia bilhetes em Lisboa pelo que alargámos a busca ao Montijo e... tcharan! Eis que ainda havia lugares!

É verdade que não sou tão fã como outros, como o meu irmão por exemplo, mas adoro muitos dos seus sketches e filmes, pelo que foi um prazer imenso poder vê-los mesmo que não estivesse no O2 Arena. Entre sketches ao vivo, como "Dead Parrot", e gravados, como o jogo de futebol entre os filósofos gregos e alemães, houve muito riso e cantorias. xD Ainda para mais teve convidados especiais como o Eddie Izzard! *guinchinhos* Podia ter sido melhor aproveitado mas OMD! *mais guinchinhos* Mas ainda sonho com um "Cake or death" e a "Spanish Inquisition" a saltar do meio do nada.

Claro que o DVD vem parar direitinho cá a casa, assim que sair.

22 de agosto de 2014

Curtas: Scott Pilgrim vs. the World, Wild Wild West

Título: Scott Pilgrim vs. the World
Diretor: Edgar Wright
Baseado na série de comics Scott Pilgrim de Bryan Lee O'Malley por Edgar Wright e Michael Bacall
Atores: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Acho que tenho um problema com o Michael Cera. Não faço ideia do que seja mas sinto que não o consigo levar a sério. Não que neste filme a sua personagem seja para levar a sério, mas nunca consegui gostar dele e por isso não fui capaz de simpatizar com a sua personagem. Gostei bem mais dos ex-namorados vilãos, até porque um deles é o Chris Evans. Tipo... como?! COMO?! *lança mãos aos céus enquanto brada a plenos pulmões* E só para deixar um exemplo do senhor...

You're welcome!!!

Confesso que não conhecia a comic antes de se falar no filme, e se nunca tive vontade de a ler, não foi depois de ver o filme que mudei de opinião. Sem conhecimento de causa, parece-me uma boa adaptação, o essencial para conhecer as personagens e a história, não preciso de aprofundar nada. Devo dizer, no entanto, que gostei do aspeto "video-jogo" das lutas com os ex-namorados até chegar ao boss, que achei um bocadinho fraquinho.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

Título: Wild Wild West
Diretor: Barry Sonnenfeld
Baseado numa série de televisão com o mesmo nome por S. S. Wilson, Brent Maddock, Jeffrey Price e Peter S. Seaman
Atores: Will Smith, Kevin Kline, Kenneth Branagh

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Oh God, why?! é a primeira coisa que me vem à cabeça quando agora penso neste filme. Estive anos... ANOS para ver este filme e não consigo descrever o quão desapontada fiquei. E já ia com expetativas baixas, porque já sabia o que esperar em termos de enredo por coisas que tinha lido/ouvido e mesmo por excertos que tinha visto. Mas não contava com as atuações de meter dó do Kevin Kline e do Kenneth Branagh que são só dois atores que adoro ver!

É prevísivel, algumas situações são irreais (tipo demasiadas coincidências e tal) mas esperava que ao menos as atuações fossem de nível, que fizessem o trabalho decente a que estou habituada, mas pareceu algo como "isto é um autêntico trainwreck, deixa cá só ganhar a massa e pôr-me daqui para fora". Eu entendo que se faça filmes mais leves, divertidos, só porque se pode (tipo "Zombieland"), mas nem as piadas tiveram graça! O_o

Salva-se o aspeto visual da coisa porque... steampunk! \o/

Veredito: Com tanta coisa e tinha de ver isto.

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