23 de agosto de 2014

Monty Python Live (mostly)

Foi um prazer enorme ver no cinema, quase ao vivo, este grupo de comediantes. Sobretudo porque por pouco ficava sem bilhetes. Andei eu e o meu irmão praticamente 15 dias a pensar "não podemos esquecer dos Monty Python, não nos podemos esquecer dos Monty Python!" e o que fizeram os nossos cérebros? Pois que se esqueceram dos Monty Python... e só nos lembrámos no próprio dia, pela manhã. Já não havia bilhetes em Lisboa pelo que alargámos a busca ao Montijo e... tcharan! Eis que ainda havia lugares!

É verdade que não sou tão fã como outros, como o meu irmão por exemplo, mas adoro muitos dos seus sketches e filmes, pelo que foi um prazer imenso poder vê-los mesmo que não estivesse no O2 Arena. Entre sketches ao vivo, como "Dead Parrot", e gravados, como o jogo de futebol entre os filósofos gregos e alemães, houve muito riso e cantorias. xD Ainda para mais teve convidados especiais como o Eddie Izzard! *guinchinhos* Podia ter sido melhor aproveitado mas OMD! *mais guinchinhos* Mas ainda sonho com um "Cake or death" e a "Spanish Inquisition" a saltar do meio do nada.

Claro que o DVD vem parar direitinho cá a casa, assim que sair.

22 de agosto de 2014

Curtas: Scott Pilgrim vs. the World, Wild Wild West

Título: Scott Pilgrim vs. the World
Diretor: Edgar Wright
Baseado na série de comics Scott Pilgrim de Bryan Lee O'Malley por Edgar Wright e Michael Bacall
Atores: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Acho que tenho um problema com o Michael Cera. Não faço ideia do que seja mas sinto que não o consigo levar a sério. Não que neste filme a sua personagem seja para levar a sério, mas nunca consegui gostar dele e por isso não fui capaz de simpatizar com a sua personagem. Gostei bem mais dos ex-namorados vilãos, até porque um deles é o Chris Evans. Tipo... como?! COMO?! *lança mãos aos céus enquanto brada a plenos pulmões* E só para deixar um exemplo do senhor...

You're welcome!!!

Confesso que não conhecia a comic antes de se falar no filme, e se nunca tive vontade de a ler, não foi depois de ver o filme que mudei de opinião. Sem conhecimento de causa, parece-me uma boa adaptação, o essencial para conhecer as personagens e a história, não preciso de aprofundar nada. Devo dizer, no entanto, que gostei do aspeto "video-jogo" das lutas com os ex-namorados até chegar ao boss, que achei um bocadinho fraquinho.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

Título: Wild Wild West
Diretor: Barry Sonnenfeld
Baseado numa série de televisão com o mesmo nome por S. S. Wilson, Brent Maddock, Jeffrey Price e Peter S. Seaman
Atores: Will Smith, Kevin Kline, Kenneth Branagh

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Oh God, why?! é a primeira coisa que me vem à cabeça quando agora penso neste filme. Estive anos... ANOS para ver este filme e não consigo descrever o quão desapontada fiquei. E já ia com expetativas baixas, porque já sabia o que esperar em termos de enredo por coisas que tinha lido/ouvido e mesmo por excertos que tinha visto. Mas não contava com as atuações de meter dó do Kevin Kline e do Kenneth Branagh que são só dois atores que adoro ver!

É prevísivel, algumas situações são irreais (tipo demasiadas coincidências e tal) mas esperava que ao menos as atuações fossem de nível, que fizessem o trabalho decente a que estou habituada, mas pareceu algo como "isto é um autêntico trainwreck, deixa cá só ganhar a massa e pôr-me daqui para fora". Eu entendo que se faça filmes mais leves, divertidos, só porque se pode (tipo "Zombieland"), mas nem as piadas tiveram graça! O_o

Salva-se o aspeto visual da coisa porque... steampunk! \o/

Veredito: Com tanta coisa e tinha de ver isto.

21 de agosto de 2014

Booking Through Thursday: Mistério

A pergunta desta semana é...
Do you read mystery novels? If so, why? Is it the mysteries themselves that appeal to you? The puzzle-solving? The murders? Or why don’t you read them? What about them doesn’t appeal?
Não leio assim tantos, penso que por culpa das imensas séries televisivas que se dedicam a resolver crimes e tal. Uma pessoa acaba por preferir dedicar-se a géneros que vê menos por aí, julgo eu. Mas o que adoro num bom mistério é o puzzle, tentar resolver o caso com as pequenas pistas que nos vão sendo dadas, tentar perceber como é que o autor nos está a tentar distrair e enganar.

No entanto têm um senão, há alguns em que é fácil perceber quem é o culpado e a coisa torna-se aborrecida. :/

20 de agosto de 2014

Roda dos Livros

Depois de muito ouvir a Patrícia falar sobre a Roda dos Livros, decidi-me então a ir a um dos seus encontros. Calhou desta vez ser um piquenique, porque melhor que conversar sobre livros é ter comida à disposição enquanto se fala de livros. :D

Podem ver algumas sugestões de leitura aqui mas muitas mais foram dadas, como não podia deixar de ser. ;)

19 de agosto de 2014

Ireland Rose

Autor: Patricia Strefling
Ficção | Género: romance histórico
Editora: WestBow Press | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: 280 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 21 a 27 de julho. Já háaalgum tempo que tinha este livro no Kindle a chamar por mim. Capa bonita, título que prometia uma coisa completamente diferente da que fui encontrar. Eu já deveria de saber que antes de comprar devo ler a sinopse e um bocado do texto.


Opinião: No último ano e alguns meses resolvi deixar de pedir ou comprar e-books a preço zero na Amazon ou em qualquer lado. Primeiro, porque estava a acumular títulos que nem uma doida, já me basta os que tenho em papel. Segundo, é impressão minha ou é tudo christian fiction? Não que isso seja mau, continuo a achar que é dos géneros com as capas mais bonitas e quando bem feito não me parece que seja um romance tão diferente dos outros, apenas com uma moral mais vincada e casto. Terceiro, e por ventura a razão maior para passar a ignorar os e-books gratuitos, a maior parte não passa do "meh" e há alguns que deveriam ser fortemente editados. Este é um desses.

Ireland Rose é a nossa protagonista, (sim, é realmente o nome dela) e não, como eu pensava a flor mais bela da Irlanda. Julgava eu que o livro se ia debruçar sobre uma qualquer mulher importante na história daquele país mas não. Eis porque devo ler sinopses. De qualquer maneira, transposta a primeira desilusão, lá prossegui a leitura mas a coisa foi piorando. Começa com ela a receber um capitão às ordens do seu marido a, praticamente, forçá-la a assinar papéis que fazem dela a herdeira do marido que corre risco de vida por estar gravemente doente. Em nenhum lado é mencionado que ela lê os papéis. Pouco depois é visitada por um sujeito que lhe garantem ser de má rês, ela lê os papéis, reza a Deus para a guiar... e assina à mesma. Por esta altura acho que já não podia com a personagem.

Ponderei desistir mas o porquê do capitão ter sido tão brusco com ela estava constantemente a dizer-me para prosseguir a leitura. Dali só podia vir o romance! Ok, ela era casada, mas o marido estava doente, mais cedo ou mais tarde a coisa iria encarreirar... mas não. Durante cerca de dois terços do livro seguimos a personagem mais frustrante que poderia ter sido criada. Não é que seja a perfeição em pessoa, mas a sua gentileza, a sua caridade parece tão forçada, tão para fazer dela moralmente superior a qualquer outra que só me apetecia atirar o Kindle contra a parede. Além disso a moça não tinha espinha! Parece que não faz nada por ela mas para parecer bem. A procura de amizades é para o seu marido ficar satisfeito por ela ter encontrado alguém com quem se relacionar para além dele, numa cidade e sociedade para ela totalmente desconhecida. Até a caridade é para ele ficar satisfeito, porque ele ficou doente a fazer atos de caridade, logo se ela o fizer, ele ficará satisfeito. Grrr!

Mas isto nem é o pior! A certa altura o tal capitão pede-lhe que tome conta de uma jovem que está grávida. A jovem dá à luz e como não quer a criança dá a pequena a Rose, que a adota, assina papéis e tudo, e cria-a como sua própria filha durante cerca de um ano, até que o capitão volta e lhe pede a criança. Porque raio quer ele a criança? É o pai? A mãe arrependeu-se?! Não, o capitão tira-lhe a criança para a dar à sua irmã, que ficou viúva e cujo falecido marido violou a verdadeira mãe da criança. Ou seja, ele tira a filha ilegítima do marido da irmã, para dar à própria irmã, que assim vai criar o fruto da canalhice do seu defunto marido. Isto tudo quando Rose tem todo o direito de ter a criança porque há papéis que dizem que ela é mãe adotiva, porque os pais (o defunto, que queria que a mãe biológica fizesse um aborto logo não queria reconhecer a criança, e a mãe biológica que dá, quase implora que ela fique com a pequena) rescindiram dos direitos. E o que ganha ela em troca por dar a criança? Tristeza. Alguma tristeza que é, de alguma forma, suavizada por um cachorro. *massive eye roll* A sério, sou a primeira a assumir que os animais são como verdadeiros filhos, mas pelo amor de Deus, nunca nesta situação um cão poderia substituir uma criança nem uma mãe dar a sua filha assim, sem qualquer tipo de luta, por muito que levasse a peito a passagem sobre a decisão salomónica.

No meio disto, descobrimos que o capitão Wyatt era bruto para com a Rose porque ela o lembrava de uma antiga paixão, que é rapidamente resolvida num encontro casual, enquanto ele jantava com Rose e a antiga paixão aparece. Tudo é bastante anticlimático e a rapidez com que o capitão e a Rose se dizem apaixonados um pelo outro parece vir completamente do nada, porque não há nenhum indício de qualquer tipo de relação. Ok, ele dá-lhe o cachorro... mas tinha-lhe tirado a criança! Como é que ela fica com quem lhe tira a criança para a dar à irmã, que nem sequer tem qualquer tipo de relação com a criança?! E não me interessa que eles tenham tido um molhe de filhos e fossem felizes para sempre, foi tudo muito estúpido e simplista.

Não posso com personagens que são um autêntico doormat e a Ireland Rose é uma. Para além disto, a formatação é de bradar aos céus e há imensos erros.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. Tenho de aprender a ir com o meu instinto. Algo cá no fundo dizia "desiste que isto não vai a lado nenhum", mas este ano já desisti de 3 ou 4, uma vez por outra convém dar uma chance ao livro, não? Baseado neste, não!

18 de agosto de 2014

Porque música é poesia (35)



Foo Fighters - Best of You

I've got another confession to make
I'm your fool
Everyone's got their chains to break
Holdin' you
Were you born to resist or be abused?

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Are you gone and on to someone new?

I need somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn't have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose

My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
I swear I'll never give in
I refuse

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
You trust, you must confess

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
The life, the love
You'd die to heal
The hope that starts
The broken hearts
You trust, you must confess

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

I've got another confession, my friend
I'm no fool
I'm getting tired of starting again
Somewhere new

Were you born to resist or be abused?
I swear I'll never give in
I refuse

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
You trust, you must confess

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

17 de agosto de 2014

Projecto 365 - #277-283

#277
#277

#278
#278
Nova leitura.

#279
#279
Porque a super lua também se via durante o dia, embora não seja propriamente perceptível na foto. :/

#280
#280
O que eu esperei por este dia. :')

#281
#281
Ou basicamente como as minhas férias estão a decorrer e como quero que continuem.

#282
#282

#283
#283
A 18% da leitura.

16 de agosto de 2014

The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1)

Autor: Lois Lowry
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Everest Editora | Ano: 2010 (originalmente publicado em 1993) | Formato: livro | Nº de páginas: 240 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: 3 a 5 de julho. Feita parva confundi os meses das leituras para o SLNB. :P


Opinião: Não sei porque é que estava à espera de um livro maior mas penso que começou aí a minha desilusão. Sim, li este livro numa altura em que andava meio desiludida com o que andava a ler. Não dá para ser sempre surpreendida e tal, mas digamos que esperava mesmo algo mais.

É um bom livro mas acho que se o tivesse lido há uns anos atrás, talvez quando foi editado originalmente e eu tinha sensivelmente a mesma idade do protagonista, teria gostado bem mais, assim acabou por me parecer demasiado parecido com o filme "Equilibrium", ou pelo menos do que me lembro do filme.

Numa sociedade aparentemente perfeita, seguimos Jonas num importante momento da sua vida: quando se prepara para saber o que vai fazer no seu futuro e perceber que lugar terá naquela sociedade. No entanto, o cargo que o espera não é comum e a sua formação também não o vai ser, pois vai permitir-lhe abrir os olhos e ver que o que parecia perfeito pode afinal ser uma abominação.

Só ouvi falar do livro devido ao filme e realmente penso que será algo que tem a ganhar com uma adaptação, pois de certa forma (e quem vir o trailer perceberá em parte) é um livro visual. A sociedade está bem retratada, ainda que o porquê de ser assim fique por explicar, e o leitor, tal como Jonas, acaba por se integrar bem na mesma até que começa a descobrir o que está por detrás da perfeição. Como acontece com o protagonista, é fácil revoltarmo-nos mas, para dizer a verdade, pouco me importei porque apesar de tudo já sabia o que esperar.

Para além disso, o livro acaba por ser algo superficial. Eu não serei de todo o público-alvo deste livro e senti que devido à idade do protagonista, e consequentemente daqueles a que o livro se dirige, vários aspetos não foram aprofundados, parecendo que só se arranha a superfície de temas que mereciam ser bem melhor explorados. Jonas a certa altura experiencia a morte e a guerra mas isso parece que só o faz sentir triste, não o desfaz ou o horrifica. Pareceu-me que o que ele sente era mais o que sentimos quando vemos notícias do que se passa em Gaza por exemplo, com um certo distanciamento, quando supostamente ele deveria experienciar através da memória de alguém que passou por aquilo, alguém que combateu, participou num conflito armado e perdeu ou viu morrer alguém.

A partir da memória que lhe é transmitida Jonas "cresce" e, como disse, revolta-se mas pareceu-me bastante simplificado. É quase uma questão de "OMD isto é mau e eu quero sentir!" e não me pareceu existir propriamente um pesar de prós e contras. Cheguei a preferir que se seguisse a história da recetora de memórias anterior porque mesmo o final dela teria outro impacto, parece-me. O final de Jonas é deixado algo em aberto e, sinceramente, tive curiosidade em confirmar as minhas suspeitas mas não o suficiente para ler os restantes livros.

Acaba por suscitar alguma ponderação e penso que um público bastante juvenil poderá ganhar com os "ensinamentos" deste livro, mas eu esperava algo mais e diferente.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

15 de agosto de 2014

Só Ler Não Basta #19.1 - Leituras de Agosto


A sério, os Hangouts do Google são coisas do demo. Uma pessoa agenda, marca outras coisas para depois de uma conversa porque prioridades, e chegando o dia conversa e tal, para no dia seguinte reparar que ah e tal afinal a coisa não gravou. -.-' De modos que esta é a segunda edição de leituras e lançamento do tema deste mês, que será dedicado ao livro The Giver, cuja adaptação estreia em breve nos cinemas. Podem deixar, como sempre, a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads, podem encontrar um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Artigos interessantes:
Telma: Anne Rice Finally Getting Some of that Sweet, Sweet Vampire Money
Diana: RIP: the Novel, Literature and Everything Else

Leituras:
Carla: Jonathan Strange and Mr. Norrell, de Susanna Clarke
Telma: The Giver, de Lois Lowry
Diana: Os Reinos do Caos, de George R. R. Martin

Outros livros mencionados:
O Fio do Tempo, de João Paulo Oliveira e Costa
O Amor Em Tempos de Cólera, de Gabriel García Marquéz
Johnny Got His Gun, de Dalton Trumbo

14 de agosto de 2014

Booking Through Thursday: Estantes 2

A pergunta desta semana é...
I've always considered that my bookcases give a pretty fair representation of me as a person - they show my interests, what kind of things I like, that I have a curious mind, the kinds of things I study... all that. But with the increase of e-books, that litmus test of personality is going by the wayside. Unless someone takes my Kindle and browses through it, there isn't an immediate, visible display of my interests... am I the only one who finds that kind of sad? Going forward, about the most we'll be able to tell about someone is that they OWN an e-book reader... but no real idea of what they actually read. I'm going to miss that.
Eu não acho que seja assim. Tenho um Kindle e não é por isso que não deixo de comprar livros e colocá-los nas estantes ou onde quer que tenha um espacinho, porque as estantes estão a abarrotar. Não me parece que ter um e-reader implique, obrigatoriamente, deixar de ter livros. Quanto muito torno-me mais selecta no que compro.

Talvez as minhas estantes daqui para a frente reflitam ainda melhor os meus interesses, porque ficarão nas estantes somente aqueles que de facto me disseram alguma coisa, ou foram oferecidos por alguém especial. Ficarão aqueles que preciso para trabalho e até mesmo aqueles que só comprei porque ficam bem na estante. :P

11 de agosto de 2014

Inspira-me (12)

Do blog Inspira-me:
Inspirado no destralhar, partilhe um hábito que esteja a tentar implementar no seu dia-a-dia.
Eu estou desde o início do ano a tentar acordar sempre à mesma hora, ou pelo menos não ficar até muito tarde na cama ao fim de semana para tentar ler um pouco mais. Durante um período a coisa até andou bem mas nos últimos tempos descarrilou. Assim como a corrida. Não o tenho feito com a frequência que desejava, como no ano passado. Aliás, acho que este ano se deve contar pelos dedos de uma mão (ok, talvez das duas), as vezes que corri. *suspira* E devo dizer, nunca pensei ter saudades de correr. :/ Não que isso ajude a pegar nos ténis e ir para a estrada. xD

10 de agosto de 2014

Projecto 365 - #271-276

Mais uma semana em imagens.

#271
#271
Chega o verão e só apetece comer saladas ou outras coisas frescas. E sim, tenho copos com vacas! :D

#272
#272
Mais uma pequena mudança...

#273
#273
... porque o gabinete é a sala que se segue no arranjo das janelas. Espero que esta semana fique tudo pronto no que à biblioteca diz respeito.

#274
#274
Nunca pensei mas ando a gostar de, com mais frequência, dedicar-me à escrita para mim própria. É uma excelente maneira de organizar ideias.

#275
#275
Ida ao cinema com o mano para ver os Guardiões da Galáxia! \o/ Só tenho uma coisa a dizer... I am Groot!

#276
#276
Porque, claramente, eu não falo o suficiente sobre livros, hoje fui espreitar um encontro da Roda dos Livros, também no Facebook. Foi uma tarde muito bem passada, como de resto todos os momentos em que se fala de livros, e vim de lá com algumas sugestões jeitosas. Agora é arranjar tempo para ler tudo. :)

8 de agosto de 2014

Curtas: As Bonecas Russas, Um Azar do Caraças

Título: As Bonecas Russas
Diretor: Cédric Klapisch
Escritor: Cédric Klapisch
Atores: Romain Duris, Kelly Reilly, Audrey Tautou

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Mais um filme francês, dois no espaço de um mês! Algo de estranho se passa comigo. :P Não gostei tanto como de "Um Longo Domingo de Noivado" mas também são filmes completamente diferentes. Se um lida com a guerra e o amor durante uma guerra, neste parece que o amor é uma guerra (aliás, já diz a música love is a battlefield), ou melhor crescer é uma guerra.

Demorei um pouco a entrar no espírito da coisa porque não simpatizei com personagem principal, sobretudo pela forma como tratava as mulheres. Felizmente cresce, para além de ter coisas deliciosas como a parte do "dar música" aos restantes (opá, tão hilariante!), mas o que acaba por ter interesse ou pelo menos mais me interessou foi a perspetiva de vida de alguém que chega aos 30. Nesse nível consegui identificar-me com o protagonista mesmo sem passar por algumas das experiências que ele passa. Mas a desilusão, a incerteza de ter feito as escolhas corretas? Yep. Same here. Acaba por se debruçar sobre as expetativas criadas, no que queremos, de enfrentar realmente a vida e perceber que sonhos e expetativas nem sempre se concretizam, que os próprios objetivos mudam enquanto a vida nos vai acontecendo.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Um Azar do Caraças
Diretor: Judd Apatow
Escritor: Judd Apatow
Atores: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Foi curioso ter visto este filme pouco depois, cerca de duas semanas depois, do anterior pois pareceu-me que acabam por estar ligados pelo mesmo tema - o crescimento chegando à idade adulta e tendo de tomar responsabilidades.

Este nunca foi um filme que tivesse curiosidade de ver mas acabou por surpreender por mostrar então um crescimento, diria salutar, da personagem desempenhada pelo Seth Rogen. Infelizmente pareceu-me que veio um pouco tarde de mais no filme. De resto tem o que já esperava e o porquê de eu não ter qualquer curiosidade em ver o filme: humor brejeiro que pouco ou nada faz por mim; um grupo de amigos que, sinceramente, acho medonho; e as atitudes infantis dos mesmos amigos e protagonista.

Veredito: Com tanta coisa e tinha de ver isto.

7 de agosto de 2014

Booking Through Thursday: Estantes

A pergunta desta semana é...
When you visit a friend's house, do you find time to browse their bookcases? Does it shock you if they don't have one?
Posso não estudar com afinco as estantes mas dou uma espreitadela para tentar perceber que género de livros aprecia e se posso pedir algum emprestado. :D Devo dizer que antes era mais preconceituosa quanto ao tipo de livros que via em algumas estantes, mas entretanto tenho saído da minha zona de conforto e sim, há bons livros mesmo em géneros que geralmente pouco ou nada me dizem. E quem sou eu para julgar o gosto dos outros?

Não me choca também que não tenham estantes cheias de livros. Conheço quem não goste de ler e em vez de livros tenha filmes e séries televisivas às carradas, ou jogos de computador. Provavelmente para quem gosta muito mais desses tipos de entretenimento sou também algo digna de choque. :D

6 de agosto de 2014

Oryx and Crake (MaddAddam, #1)

Autor: Margaret Atwood
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Virago | Ano: 2003 | Formato: e-book | Nº de páginas: 402 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 7 a 20 de julho. As leituras leves não estavam a dizer-me nada e resolvi virar-me para uma mais pesada.


Opinião: Margaret Atwood é daquelas autoras sobre as quais nunca vou conseguir escrever coisas muito coerentes. E escrevendo, nenhuma palavra minha poderá fazer qualquer tipo de justiça à sua obra, a tudo aquilo que me fez pensar e até analisar na minha vida.

Não direi que a sua escrita é invulgar, pois parece-me ser daquelas que escreve com bastante simplicidade e faz um magistral uso da palavra para contar histórias. Senti alguns problemas a entrar na história, é verdade, não devido à escrita mas ao mundo que a autora nos apresenta, e as "novas palavras" que usa parecem estranhas mas rapidamente se percebem e entram no nosso vocabulário. :P Apesar da sua escrita simples, sem grandes floreados, o retrato que ela faz de como o nosso mundo pode vir a ser, não é nada bom. O retrato, diria eu, é curto e grosso mas parece-me demasiado grosseiro e a escrita não é em nada grosseira. Antes há uma subtileza, uma leveza que acaba por contrabalançar o tema mais denso que o mundo que ela cria acaba por analisar. Faço-me entender? Não?! É porque não consigo expressar o meu fascínio sobre como alguns autores usam algo tão comum, como a linguagem, para fazer algo tão incomum, como contar histórias. Mais que nunca começo a pensar que muita gente escreve (que raios, eu estou aqui a escrever) mas poucos realmente contam histórias, e reside aí a diferença entre um escritor e um artista. E para mim ela é uma artista.

O ritmo da história é lento mas essa lentidão acaba por ser uma excelente imagem da vida de Snowman e uma extraordinária maneira de dar a conhecer a vida de Jimmy, que é como quem diz perceber como se chegou aquele mundo pós-apocalíptico com que nos deparamos no início da narrativa. O dia-a-dia é sempre igual, a mesma rotina, numa tentativa de se manter vivo e cuidar das criaturas que deixaram ao seu cuidado. Numa rotina e sem grande esperança num amanhã melhor, é com pouca surpresa que o protagonista deixe as suas memórias tomarem conta do seu pensamento, sobretudo quando tem de voltar ao lugar onde tudo aconteceu. Aí o ritmo acelera um pouco mais e acabamos por perceber que estando as coisas em movimento acaba por ser praticamente impossível parar. Há por todo o livro um sentimento de inevitabilidade, mas que chegando ao, sei lá, último terço do livro se agudiza. Mesmo que saibamos o que aí vem percebemos que não havia como impedir, porque mesmo que não fosse da maneira apresentada e naquele momento, seria numa outra altura e de outra maneira qualquer mas o resultado seria basicamente o mesmo.

É verdade que sou algo susceptível, nomeadamente quando leio à noite, com apenas o candeeiro da minha mesa de cabeceira ligado, mas durante o dia é um pouco mais difícil assustar-me e fiquei com medo ao ler este livro à luz do dia. Medo porque tal pode vir a acontecer. Epidemias, experiências genéticas, sobrepopulação, são coisas que já existem hoje em dia. Esgotam-se recursos naturais, abusa-se de tudo e mais alguma coisa (inclusivé de pessoas) em prol de uma "civilização humana" mas se tal continuar, quem sabe, como já aconteceu com outras espécies, também a humana se extinga, e deixem-me dizer que não quero andar a fugir de pigoons e wolvogs.

Tal como The Handmaid's Tale, esta é uma história demasiado verosímil, uma cautionary tale que devia ser tida em conta num mundo que parece estar a tornar-se cada vez mais doido.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

5 de agosto de 2014

Hopeless (Hopeless, #1)

Autor: Colleen Hoover
Ficção | Género: romance
Editora: Simon and Schuster UK | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: 332 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 6 e 7 de julho. Já não me recordo mas penso que terá sido porque há algum tempo que não pegava em e-books e estava com saudades do formato. :/ Talvez estivesse à procura de um novo YA ou coisa assim que me tirasse do ciclo vicioso em que aparentemente me encontrava, sem ler nada que me conseguisse cativar. E não, não tive sucesso.


Opinião: Porque continuei eu na onda dos juvenis e YA quando a coisa claramente não estava a resultar comigo? Não que os thrillers e os mistérios antes também fossem alguma coisa de jeito. Enfim, parece que quando se está num momento mau, está-se simplesmente num momento mau. Acontece. As leituras não podem ser sempre de 5 estrelas, e diga-se o meu gosto pode ser bastante questionável...

Neste caso a coisa começou logo mal, com a protagonista a ser irritante por demais com o seu "eu não sou uma vadia, ando na marmelada com gajos mas não sinto nada enquanto estamos na marmelada e tipo, nunca fiz sexo, por isso não sou uma vadia!" Não que eu considere que quem faz o mesmo o seja, cada um vive a sua vida como quer e pode fazer as escolhas que bem entender, tento não julgar as pessoas pela sua vida sexual ou emocional porque é algo que não me diz respeito. Mas é claríssimo que a personagem julga as pessoas e tenta afastar-se, com este discurso, de pessoas cujos atos condena. Porque sim, é uma condenação. É uma espécie de "pensas que eu sou má? por favor, eu nunca fiz sexo e há aquelas que fazem sexo com todos! eu estou à espera do meu príncipe encantado e por isso não sou vadia como elas, marmelada não conta!"

Claro que depois aparece o príncipe encantado... o estranho que lhe mete medo mas que OMD! é tão giro que a deixa sem ar!!! E deixa-a sem ar de várias maneiras e várias vezes ao dia. Pessoalmente, e como asmática, não me parece ser bom para a saúde, até porque ela chega mesmo a desmaiar com falta de ar após a corrida porque "OMD ele é tão giro e acompanhou-me até à porta de casa depois de eu aparentemente o stalkar sem querer e ter corrido mais que a minha conta", e porque suscitou uma infindável quantidade de "breathless" durante todo o livro, ou pelo menos durante a parte que li (ainda foi um terço do livro...), de tal modo que acho que o livro se devia chamar-se Breathless e não Hopeless. Hopeless estava eu com tanta falta de ar da moça... Cheguei mesmo a desejar que a coisa fosse para além do desmaio, que ela sufocasse mesmo sem qualquer acesso a ar, que ele lhe tirasse todo o ar dos pulmões e ela deixasse de existir no mundo das personagens fictícias estúpidas e irritantes!

Sim, eu disse estúpidas. Não mencionei a parte em que ela, apesar de estar algo reticente em estar na companhia dele porque, tipo, é um desconhecido que a deixa desconfortável, lhe mostra a sua identificação? Com a morada de casa e todos os seus restantes dados pessoais?! E ele nem é polícia nem qualquer outro tipo de autoridade?!?! Mas não, ela tem algum receio dele e a reação dela é "toma os meus documentos de identificação para confirmares que me chamo Sky, porque tenho de confirmar a minha identificação a alguém que não conheço de lado nenhum e não acredita em mim mesmo que não seja um agente nem tenha qualquer justificação para ver a minha identificação, já agora fica com os meus dados porque OMD tão giro! *pisca o olho... heavy breathing... faints*" *Carla suspira, faz tsk-tsk e revira os olhinhos enquanto lê* Não me perguntem como suspirei e fiz tsk-tsk ao mesmo tempo, mas aconteceu.

Enfim, estava à espera de outro Easy ou Just One Day mas rapidamente perdi qualquer interesse nas personagens e história.

Veredito: Não acabei.

4 de agosto de 2014

Projecto 365 - #264-270

#264
#264
Terça feira voltei a fazer de "moça das mudanças" com mais uns colegas do trabalho o que acabou por resultar numa sardinhada noutro dia da semana. Eu como sempre numa boa sardinhada... comi febras. :D Sardinhas é uma coisa que não me assiste. :D Aliás, o peixe em geral não me diz nada mas as sardinhas em particular é que não fazem nada por mim. Também havia chouriços e queijo.

#265
#265
Para além de um cão, o outro infelizmente veio a falecer, há também 3 periquitos e um bico de lacre. Os periquitos têm cores magníficas que infelizmente não se percebem na foto.

#266
#266
Porque uma boa almoçarada faz-se com a mesa posta na oficina... Acreditem em mim, já almocei por demasiado em oficinas e comi bem melhor do que em vários restaurantes.

#267
#267
Este ano voltei a fazer guardaria e este senhor foi o meu "companheiro de sala" num dia destes.

#268
#268
Entretanto isto é o que acontece no meu usual local de trabalho.

#269
#269
Já por aqui, penso que na semana passada, coloquei uma foto parecida com esta, mas tem sido isto todos os dias. E isto nem foi o pior, a fila chegou a ultrapassar a nossa porta.

#270
#270
A leitura a começar dentro de minutos...

1 de agosto de 2014

Book Confessions (23)

E tenho mesmo, em algumas situações, lembrar-me de que estou a ler um livro, que se passa tudo na minha cabeça. Mas nas sábias palavras de Dumbledore:
Of course it is happening inside your head, Harry, but why on earth should that mean that it is not real?

31 de julho de 2014

Julho 2014

Estou demasiado cansada para qualquer tipo de balanço mais aprofundado, nem quero falar do mês que tive até porque não me recordo de parte dele, tanto que passou a correr. Quero férias!...

Livros lidos:
  1. Graceling: o dom de Katsa (Graceling Realms, #1) de Kristin Cashore - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
  2. The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1) de Lois Lowry - Emprestado e pouco se perde com isso
  3. Hopeless (Hopeless #1) [e-book] de Colleen Hoover - Não acabei
  4. Oryx and Crake (MaddAddam trilogy, #1) [e-book] de Margaret Atwood - Vale o dinheiro gasto
  5. Ireland Rose [e-book] de Patricia Strefling - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
Filmes vistos:
  1. As Bonecas Russas - Emprestado e pouco se perde com isso
  2. O Padrinho - Para ter na estante
  3. Scott Pilgrim vs. the World - Deu na televisão e pouco se perde com isso
  4. Wild Wild West - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
  5. Um Azar do Caraças - Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto
  6. Monty Python Live (mostly) - Para ter na estante (não é filme mas como vi no cinema é como se fosse :P)
  7. Papuça e Dentuça - Emprestado e pouco se perde com isso
Compras:
  1. Para Sir Phillip Com Amor (Bridgertons, #5) de Julia Quinn
  2. Silver Shadows (Bloodlines, #5) [e-book] de Richelle Mead
Empréstimos da BLX:
  1. The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1) de Lois Lowry

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - comprei 2, veio 1 emprestado e li 5, logo o saldo é de 2 livros retirados à pilha! *\o/*
Disney Movie Challenge - 8 filmes vistos de 98.

Artigos que me chamaram a atenção:
  • Se as casas de GoT participassem no Mundial de futebol estes podiam ser os seus equipamentos.
  • Obrigada à Célia por isto e que também levou a isto. Shakespeare <3
  • Ursula le Guin escreve sobre Clarabóia de Saramago no The Guardian.
  • Eu, pessoalmente, acho isto assustador. Sei que com os e-books dá para perceber onde é que as pessoas abandonam o livro e talvez o porquê, daí que a informação possa ser usada pela indústria para imensos fins, mas um marcador que manda tweets? O_o Eu se estou a gostar de um livro mal posso esperar por voltar a pegar nele, geralmente ficam imenso tempo sem serem lidos os que não me estão a cativar por aí além e não é um tweet que me faz mudar de ideias. E também há aqueles casos em que a vida se torna caótica e, por muito que se queira ler, não se consegue realmente arranjar tempo e/ou disposição. Já basta o Big Brother que existe na internet, nos espaços públicos, ainda ter um que controla o meu tempo de leitura?!
  • Top 10 Comic Strips porque em primeiro lugar só podia estar a melhor comic de todo o sempre! *abraça a "bíblia de Calvin and Hobbes", todos os seus gloriosos 3 volumes*
  • If you've ever wondered why, Disney tales all end in lies, here's what happened after all their dreams came true... parte 2. Continuo a preferir a primeira mas esta também está gira.

29 de julho de 2014

Só Ler Não Basta #18.2 - Outlander


Este mês não há convidados, aparentemente dizem que têm direito a férias (:D), mas não é por isso que a conversa não deixa de ser grande. Desta feita falamos de Outlander da Diana Gabaldon, livro cuja adaptação televisiva estreia pelos States em breve e que é conhecido por ser tudo menos um livro pequeno. :D Beware of spoilers. E Jamie.... *suspira*


Links:
Página oficial da Diana Gabaldon
Página da Starz sobre a série televisiva
Lista de reprodução da Starz sobre Outlander

Podem participar nas discussões no grupo do Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

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