16 de agosto de 2014

The Giver: o dador de memórias (The Giver, #1)

Autor: Lois Lowry
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Everest Editora | Ano: 2010 (originalmente publicado em 1993) | Formato: livro | Nº de páginas: 240 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: 3 a 5 de julho. Feita parva confundi os meses das leituras para o SLNB. :P


Opinião: Não sei porque é que estava à espera de um livro maior mas penso que começou aí a minha desilusão. Sim, li este livro numa altura em que andava meio desiludida com o que andava a ler. Não dá para ser sempre surpreendida e tal, mas digamos que esperava mesmo algo mais.

É um bom livro mas acho que se o tivesse lido há uns anos atrás, talvez quando foi editado originalmente e eu tinha sensivelmente a mesma idade do protagonista, teria gostado bem mais, assim acabou por me parecer demasiado parecido com o filme "Equilibrium", ou pelo menos do que me lembro do filme.

Numa sociedade aparentemente perfeita, seguimos Jonas num importante momento da sua vida: quando se prepara para saber o que vai fazer no seu futuro e perceber que lugar terá naquela sociedade. No entanto, o cargo que o espera não é comum e a sua formação também não o vai ser, pois vai permitir-lhe abrir os olhos e ver que o que parecia perfeito pode afinal ser uma abominação.

Só ouvi falar do livro devido ao filme e realmente penso que será algo que tem a ganhar com uma adaptação, pois de certa forma (e quem vir o trailer perceberá em parte) é um livro visual. A sociedade está bem retratada, ainda que o porquê de ser assim fique por explicar, e o leitor, tal como Jonas, acaba por se integrar bem na mesma até que começa a descobrir o que está por detrás da perfeição. Como acontece com o protagonista, é fácil revoltarmo-nos mas, para dizer a verdade, pouco me importei porque apesar de tudo já sabia o que esperar.

Para além disso, o livro acaba por ser algo superficial. Eu não serei de todo o público-alvo deste livro e senti que devido à idade do protagonista, e consequentemente daqueles a que o livro se dirige, vários aspetos não foram aprofundados, parecendo que só se arranha a superfície de temas que mereciam ser bem melhor explorados. Jonas a certa altura experiencia a morte e a guerra mas isso parece que só o faz sentir triste, não o desfaz ou o horrifica. Pareceu-me que o que ele sente era mais o que sentimos quando vemos notícias do que se passa em Gaza por exemplo, com um certo distanciamento, quando supostamente ele deveria experienciar através da memória de alguém que passou por aquilo, alguém que combateu, participou num conflito armado e perdeu ou viu morrer alguém.

A partir da memória que lhe é transmitida Jonas "cresce" e, como disse, revolta-se mas pareceu-me bastante simplificado. É quase uma questão de "OMD isto é mau e eu quero sentir!" e não me pareceu existir propriamente um pesar de prós e contras. Cheguei a preferir que se seguisse a história da recetora de memórias anterior porque mesmo o final dela teria outro impacto, parece-me. O final de Jonas é deixado algo em aberto e, sinceramente, tive curiosidade em confirmar as minhas suspeitas mas não o suficiente para ler os restantes livros.

Acaba por suscitar alguma ponderação e penso que um público bastante juvenil poderá ganhar com os "ensinamentos" deste livro, mas eu esperava algo mais e diferente.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

15 de agosto de 2014

Só Ler Não Basta #19.1 - Leituras de Agosto


A sério, os Hangouts do Google são coisas do demo. Uma pessoa agenda, marca outras coisas para depois de uma conversa porque prioridades, e chegando o dia conversa e tal, para no dia seguinte reparar que ah e tal afinal a coisa não gravou. -.-' De modos que esta é a segunda edição de leituras e lançamento do tema deste mês, que será dedicado ao livro The Giver, cuja adaptação estreia em breve nos cinemas. Podem deixar, como sempre, a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads, podem encontrar um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Artigos interessantes:
Telma: Anne Rice Finally Getting Some of that Sweet, Sweet Vampire Money
Diana: RIP: the Novel, Literature and Everything Else

Leituras:
Carla: Jonathan Strange and Mr. Norrell, de Susanna Clarke
Telma: The Giver, de Lois Lowry
Diana: Os Reinos do Caos, de George R. R. Martin

Outros livros mencionados:
O Fio do Tempo, de João Paulo Oliveira e Costa
O Amor Em Tempos de Cólera, de Gabriel García Marquéz
Johnny Got His Gun, de Dalton Trumbo

14 de agosto de 2014

Booking Through Thursday: Estantes 2

A pergunta desta semana é...
I've always considered that my bookcases give a pretty fair representation of me as a person - they show my interests, what kind of things I like, that I have a curious mind, the kinds of things I study... all that. But with the increase of e-books, that litmus test of personality is going by the wayside. Unless someone takes my Kindle and browses through it, there isn't an immediate, visible display of my interests... am I the only one who finds that kind of sad? Going forward, about the most we'll be able to tell about someone is that they OWN an e-book reader... but no real idea of what they actually read. I'm going to miss that.
Eu não acho que seja assim. Tenho um Kindle e não é por isso que não deixo de comprar livros e colocá-los nas estantes ou onde quer que tenha um espacinho, porque as estantes estão a abarrotar. Não me parece que ter um e-reader implique, obrigatoriamente, deixar de ter livros. Quanto muito torno-me mais selecta no que compro.

Talvez as minhas estantes daqui para a frente reflitam ainda melhor os meus interesses, porque ficarão nas estantes somente aqueles que de facto me disseram alguma coisa, ou foram oferecidos por alguém especial. Ficarão aqueles que preciso para trabalho e até mesmo aqueles que só comprei porque ficam bem na estante. :P

11 de agosto de 2014

Inspira-me (12)

Do blog Inspira-me:
Inspirado no destralhar, partilhe um hábito que esteja a tentar implementar no seu dia-a-dia.
Eu estou desde o início do ano a tentar acordar sempre à mesma hora, ou pelo menos não ficar até muito tarde na cama ao fim de semana para tentar ler um pouco mais. Durante um período a coisa até andou bem mas nos últimos tempos descarrilou. Assim como a corrida. Não o tenho feito com a frequência que desejava, como no ano passado. Aliás, acho que este ano se deve contar pelos dedos de uma mão (ok, talvez das duas), as vezes que corri. *suspira* E devo dizer, nunca pensei ter saudades de correr. :/ Não que isso ajude a pegar nos ténis e ir para a estrada. xD

10 de agosto de 2014

Projecto 365 - #271-276

Mais uma semana em imagens.

#271
#271
Chega o verão e só apetece comer saladas ou outras coisas frescas. E sim, tenho copos com vacas! :D

#272
#272
Mais uma pequena mudança...

#273
#273
... porque o gabinete é a sala que se segue no arranjo das janelas. Espero que esta semana fique tudo pronto no que à biblioteca diz respeito.

#274
#274
Nunca pensei mas ando a gostar de, com mais frequência, dedicar-me à escrita para mim própria. É uma excelente maneira de organizar ideias.

#275
#275
Ida ao cinema com o mano para ver os Guardiões da Galáxia! \o/ Só tenho uma coisa a dizer... I am Groot!

#276
#276
Porque, claramente, eu não falo o suficiente sobre livros, hoje fui espreitar um encontro da Roda dos Livros, também no Facebook. Foi uma tarde muito bem passada, como de resto todos os momentos em que se fala de livros, e vim de lá com algumas sugestões jeitosas. Agora é arranjar tempo para ler tudo. :)

8 de agosto de 2014

Curtas: As Bonecas Russas, Um Azar do Caraças

Título: As Bonecas Russas
Diretor: Cédric Klapisch
Escritor: Cédric Klapisch
Atores: Romain Duris, Kelly Reilly, Audrey Tautou

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Mais um filme francês, dois no espaço de um mês! Algo de estranho se passa comigo. :P Não gostei tanto como de "Um Longo Domingo de Noivado" mas também são filmes completamente diferentes. Se um lida com a guerra e o amor durante uma guerra, neste parece que o amor é uma guerra (aliás, já diz a música love is a battlefield), ou melhor crescer é uma guerra.

Demorei um pouco a entrar no espírito da coisa porque não simpatizei com personagem principal, sobretudo pela forma como tratava as mulheres. Felizmente cresce, para além de ter coisas deliciosas como a parte do "dar música" aos restantes (opá, tão hilariante!), mas o que acaba por ter interesse ou pelo menos mais me interessou foi a perspetiva de vida de alguém que chega aos 30. Nesse nível consegui identificar-me com o protagonista mesmo sem passar por algumas das experiências que ele passa. Mas a desilusão, a incerteza de ter feito as escolhas corretas? Yep. Same here. Acaba por se debruçar sobre as expetativas criadas, no que queremos, de enfrentar realmente a vida e perceber que sonhos e expetativas nem sempre se concretizam, que os próprios objetivos mudam enquanto a vida nos vai acontecendo.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Um Azar do Caraças
Diretor: Judd Apatow
Escritor: Judd Apatow
Atores: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Foi curioso ter visto este filme pouco depois, cerca de duas semanas depois, do anterior pois pareceu-me que acabam por estar ligados pelo mesmo tema - o crescimento chegando à idade adulta e tendo de tomar responsabilidades.

Este nunca foi um filme que tivesse curiosidade de ver mas acabou por surpreender por mostrar então um crescimento, diria salutar, da personagem desempenhada pelo Seth Rogen. Infelizmente pareceu-me que veio um pouco tarde de mais no filme. De resto tem o que já esperava e o porquê de eu não ter qualquer curiosidade em ver o filme: humor brejeiro que pouco ou nada faz por mim; um grupo de amigos que, sinceramente, acho medonho; e as atitudes infantis dos mesmos amigos e protagonista.

Veredito: Com tanta coisa e tinha de ver isto.

7 de agosto de 2014

Booking Through Thursday: Estantes

A pergunta desta semana é...
When you visit a friend's house, do you find time to browse their bookcases? Does it shock you if they don't have one?
Posso não estudar com afinco as estantes mas dou uma espreitadela para tentar perceber que género de livros aprecia e se posso pedir algum emprestado. :D Devo dizer que antes era mais preconceituosa quanto ao tipo de livros que via em algumas estantes, mas entretanto tenho saído da minha zona de conforto e sim, há bons livros mesmo em géneros que geralmente pouco ou nada me dizem. E quem sou eu para julgar o gosto dos outros?

Não me choca também que não tenham estantes cheias de livros. Conheço quem não goste de ler e em vez de livros tenha filmes e séries televisivas às carradas, ou jogos de computador. Provavelmente para quem gosta muito mais desses tipos de entretenimento sou também algo digna de choque. :D

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...