23 de julho de 2014

Serpente (NUMA Files, #1)

Autor: Clive Cussler e Paul Kemprecos
Ficção | Género: thriller
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2008 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 432 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 16 a 22 de junho. Apesar de o thriller anterior não ter sido grande coisa, quis insistir no género.


Opinião: As semanas passam tão a correr que quase nem me lembrava de escrever sobre este livro. Quer dizer, eu até pensava que já tinha escrito mas deve ter ficado tudo na minha cabeça. Não é a primeira e não me quer parecer que vá ser a última vez que acontece. :P

Mas o facto é que também pouco há a dizer. Peguei neste livro depois da desilusão que foi o Seven Ancient Wonders um pouco por embirração. Queria ler um thriller só porque queria ler algo com ação e arqueólogos, e apesar de não ter sido muito melhor que o anterior, pelo menos a parte relativa às escavações arqueológicas sempre se aproxima mais da realidade, ainda que as equipas não sejam corridas a tiros e tal. Felizmente... :D

A história é, a início, interessante desenvolvendo a ideia de que teria havido contactos entre os continentes europeu e africano com o americano antes da descoberta daquele por Colombo. Tudo isto foi agradável de seguir, até mesmo a parte que envolve o Colombo e uma suposta quinta viagem, mas a certa altura a ação começa a aborrecer porque acontece tudo e mais alguma coisa às várias personagens. Até lutas debaixo de água, perseguições no meio da floresta, sei lá que mais. Enfim, o constante ritmo frenético da ação acabou por cansar, até porque quando essa ação parava era para expôr os avanços das investigações, o que acabava por ser algo repetitivo. Dava por mim a dizer, mesmo a falar de mim para livro, "ok, eu percebi o que encontraram e o que está a acontecer, anda é com a história para a frente!" O último terço do livro então foi realmente custosa de ler, porque só queria que chegasse ao fim, e acabei por ler na diagonal. Não sei se foi por ter lido assim mas o final acabou por me parecer bastante anticlimático até porque, depois da constante ação por todo o livro, não surpreendeu.

As personagens também não me pareceram as mais interessantes para continuar a seguir, este livro bastou-me. Kurt Austin pareceu-me um alter ego de Clive Kussler (é impressão minha ou os autores de thrillers deste género gostam de desenvolver alter egos, veja-se Dan Brown e José Rodrigues dos Santos), não achei a sua amizade com Joe Zavala nada de especial e os diálogos em vez de me fazerem rir, como penso que seria suposto ou pelo menos sorrir por ter alguma piada, fez-me mas foi revirar os olhinhos. Não digo que seja a típica conversa machista mas, a sério, não estava com paciência para aquilo.

Não é tudo mau. O pouco que mostra de escavações e investigação arqueológica é credível, e tive pena que não confirmasse ou enunciasse, nem que através de fontes bibliográficas, em que se tinha baseado para tentar mostrar uma conexão entre os dois lados do Atlântico pré-Descobrimentos, já que é um tema pelo qual tenho alguma curiosidade e bibliografia é sempre bem vinda. Mas em termos de personagens a coisa pareceu-me fraquinha e a constante ação acaba por fartar um pouco, acho que resulta melhor em filmes.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. 

21 de julho de 2014

Projecto 365 - #249-256

Esta não foi uma boa semana para fotos.

Inspira-me (11)

Do blog Inspira-me:
Se só pudesse levar três livros para uma ilha, quais seriam?
Ora bem, sinto que vou cometer uma grande injustiça mas levaria as Collected Works do Shakespeare e do Oscar Wilde. Do primeiro já li algumas peças mas há tanto mais para conhecer! Ao segundo ainda não me dediquei mas seria uma boa altura para finalmente ler a sua obra.

E teria de levar O Conde de Monte Cristo, para reler (eventualmente) vezes sem conta. Custar-me-ia muito deixar Harry Potter e Persuasão para trás, mas o Edmond tem qualquer coisa de especial.

18 de julho de 2014

Booking Through Thursday: Verão

Não é quinta feira mas a pergunta desta semana é...
Do your reading habits change in the summer?
Não faço ideia. Antes, quando estudava sim, os hábitos mudavam porque geralmente deixava para o verão as leituras ficcionais, quase como recompensa de um bom ano escolar. :D Os Cinco, Os Sete, os livros da Alice Vieira,... foram todos devorados no Verão.

Hoje em dia não me parece que mude. Tanto leio livros com temas mais leves como pesados. Leio livros curtos e longos. Talvez deixe determinados títulos para ler nas férias mas a escolha acaba por ser também aleatória, pelo que não há grandes mudanças em relação ao resto do ano.

16 de julho de 2014

Blue Jasmine

Realizador: Woody Allen
Escritor: Woody Allen
Atores: Cate Blanchett, Alec Baldwin, Sally Hawkins

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Finalmente, um filme do Woody Allen que vejo do princípio ao fim! Também diga-se que até agora só tinha visto, ou melhor tentei ver, o "Scoop" que me aborreceu de sobremaneira apesar de ter atores que gosto de ver como a Scarlett Johansson e o Hugh Jackman.

Este filmes tem também atores, ou melhor atrizes, que gosto de ver mas até acho que se o filme tivesse unicamente a Cate Blanchett, o resultado seria o mesmo pois ela está simplesmente fenomenal e não dá sequer a possibilidade de os outros brilharem por si. Ela é o filme. Claro que nada disto é surpreendente, esta senhora é das maiores estrelas e das que mais gosto dá ver no cinema, mas penso que só neste filme reparei na importância de um supporting cast e de como este e o seu trabalho ainda fazem a estrela brilhar mais. Não sei se dá para entender o que estou a dizer. Não é que o trabalho dos restantes seja mau e ela brilhe na mediocridade, eles com as suas magníficas representações ajudam a que ela se destaque ainda mais.

Não sei se o Woody Allen só faz personagens neuróticas, mas aqui está outro exemplo já que Jasmine é capaz de falar sem parar, muitas vezes sozinha, sobre os seus problemas e a sua vida. Encontramos esta personagem depois de um percalço na sua vida e com o desenrolar da história vamos compreendendo o que a levou aquele momento, ao mesmo tempo que a vemos tentar adaptar-se à sua nova condição.

O enredo não surpreende e sinceramente acho que só existe para a Cate brilhar. Apesar da reviravolta, digamos assim, que apesar de tudo antecipei, me levar a querer odiar a personagem, simplesmente não consegui. Sim, é narcisista e aparentemente sem qualquer tipo de emenda mas só consegui sentir pena. Senti que era alguém que precisava de algum tipo de ajuda, talvez médica, para sair do seu mundo, pois a sua loucura parece acabar por ser uma espécie de defesa para enfrentar a realidade, nomeadamente a realidade que não é tão perfeita como imaginou e para a qual pensa que não terá nascido para pertencer.

Um bom filme que vive de interpretações. Que tem em Cate a sua maior e mais brilhante estrela, mas em boa companhia de Sally Hawkins que, como já disse antes, é sempre bom ver.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

15 de julho de 2014

Um Longo Domingo de Noivado

Diretor: Jean-Pierre Jeunet
Adaptação de Un long dimanche de fiançailles de Sébastien Japrisot por Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Atores: Audrey Tatou, Gaspard Ulliel

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Vezes há em que os filmes vêm tão bem cotados, como de resto acontece com os livros, que é impossível não ter expectativas elevadas. E então deixamos o tempo passar e dizemos para nós que aquilo pode não prestar, se é francês é uma seca... Enfim, tentamos enganar-nos e é assim que algumas pérolas nos passam ao lado. Era o que ia acontecendo com esta.

Passando 100 anos sobre a Primeira Guerra Mundial, eis que resolvi então ver este filme que em nada me dececionou, pois se ia apenas à procura de uma história de amor, encontrei muito mais. É para mim, sobretudo, uma história de guerra, de quão horrível foi a Primeira Grande Guerra, em que era preferível infligirem-se feridas, mutilarem-se mesmo, por modo a fugir à carnificina das trincheiras. Neste caso, um grupo de soldados acaba condenado à morte por tal tentativa de mutilação, numa altura em que a deserção por tal meio já era mais que muita e os homens para combater escasseavam, e são enviados para a frente da batalha, para a "terra de ninguém". Um desses soldados é Manech (Ulliel), noivo de Mathilde (Tatou) que recusa perder a esperança e procura saber o que de facto lhe aconteceu. Assim, vai seguindo variadas pistas e descobrindo também os destinos dos restantes condenados.

A maneira como a história atual se intercala com o passado está bem conseguida e adorei ver a consequência dos mais diversos atos, sobretudo de pequenos gestos, e de como têm (tanto) impacto na vida dos restantes, o que em certa medida me recordou a batalha de Waterloo de Os Miseráveis. É interessante também ver como as várias linhas de história se cruzam, pois se Mathilde procura o noivo, outros procuram vingança, como Tina Lombardi (Cotillard) que a serve de forma fantástica! Mas isto sou eu que gosto de histórias de vingança. :D

Com atuações bastante boas e uma belíssima história, só posso recomendar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

14 de julho de 2014

Só Ler Não Basta #18.1 - Leituras de Julho


Voltamos para mais uma edição de leituras e lançamento do tema, desta feita falaremos de Outlander, cuja adaptação televisiva estreia a 9 de agosto.. Podem deixar, como sempre, a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads, podem encontrar um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Leituras:
Carla: Oryx and Crake de Margaret Atwood
Diana: Outlander de Diana Gabaldon e O Evangelho do Enforcado de David Soares
Telma: O Amor nos Tempos de Cólera de Gabriel García Marquéz e The Most of Nora Ephron de Nora Ephron

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...