15 de julho de 2014

Um Longo Domingo de Noivado

Diretor: Jean-Pierre Jeunet
Adaptação de Un long dimanche de fiançailles de Sébastien Japrisot por Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Atores: Audrey Tatou, Gaspard Ulliel

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Vezes há em que os filmes vêm tão bem cotados, como de resto acontece com os livros, que é impossível não ter expectativas elevadas. E então deixamos o tempo passar e dizemos para nós que aquilo pode não prestar, se é francês é uma seca... Enfim, tentamos enganar-nos e é assim que algumas pérolas nos passam ao lado. Era o que ia acontecendo com esta.

Passando 100 anos sobre a Primeira Guerra Mundial, eis que resolvi então ver este filme que em nada me dececionou, pois se ia apenas à procura de uma história de amor, encontrei muito mais. É para mim, sobretudo, uma história de guerra, de quão horrível foi a Primeira Grande Guerra, em que era preferível infligirem-se feridas, mutilarem-se mesmo, por modo a fugir à carnificina das trincheiras. Neste caso, um grupo de soldados acaba condenado à morte por tal tentativa de mutilação, numa altura em que a deserção por tal meio já era mais que muita e os homens para combater escasseavam, e são enviados para a frente da batalha, para a "terra de ninguém". Um desses soldados é Manech (Ulliel), noivo de Mathilde (Tatou) que recusa perder a esperança e procura saber o que de facto lhe aconteceu. Assim, vai seguindo variadas pistas e descobrindo também os destinos dos restantes condenados.

A maneira como a história atual se intercala com o passado está bem conseguida e adorei ver a consequência dos mais diversos atos, sobretudo de pequenos gestos, e de como têm (tanto) impacto na vida dos restantes, o que em certa medida me recordou a batalha de Waterloo de Os Miseráveis. É interessante também ver como as várias linhas de história se cruzam, pois se Mathilde procura o noivo, outros procuram vingança, como Tina Lombardi (Cotillard) que a serve de forma fantástica! Mas isto sou eu que gosto de histórias de vingança. :D

Com atuações bastante boas e uma belíssima história, só posso recomendar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

14 de julho de 2014

Só Ler Não Basta #18.1 - Leituras de Julho


Voltamos para mais uma edição de leituras e lançamento do tema, desta feita falaremos de Outlander, cuja adaptação televisiva estreia a 9 de agosto.. Podem deixar, como sempre, a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads, podem encontrar um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Leituras:
Carla: Oryx and Crake de Margaret Atwood
Diana: Outlander de Diana Gabaldon e O Evangelho do Enforcado de David Soares
Telma: O Amor nos Tempos de Cólera de Gabriel García Marquéz e The Most of Nora Ephron de Nora Ephron

13 de julho de 2014

Projecto 365 - #243-248

E mais uma semana em imagens.

#243
#243
Nunca pensei eu ver o Brasil a sofrer 7 golos da Alemanha. O_o

#244
#244
Houve desinfestação no trabalho da mãe e ela resolveu trazer as violetas para casa. :)

#245
#245
Mais uma daquelas coisas surreais que encontro no meu trabalho. xD O mais giro é que há semelhança de um dos livros infantis, eu também li isto quando era pequena. :D

#246
#246
Random Shakespeare's quote! Gosto tanto quando do nada há uma citação do Shakespeare! <3

#247
#247
Esta e a próxima são batota porque não fui eu que tirei mas o mano, em mais uma das nossas excursões por Lisboa. Qualquer dia falo do nosso turismo dentro de portas. :D Esta foi no Núcleo de Interpretação da Muralha de D. Dinis, que se encontra no Museu do Banco de Portugal, no Largo de São Julião.

#248
#248
E o Museu Arqueológico do Carmo, onde o meu irmão nunca tinha entrado. Sim, o moço tem muito mais jeito para a fotografia que eu.

11 de julho de 2014

Book Confessions (22)

Não digo confortavelmente mas sim, tendo a escolher malas em que caibam livros ou o Kindle. De outro modo como posso sair de casa? Ok, agora nos smartphones também dá para ler livros se tiverem apps para o efeito mas isso é que não é a mesma coisa.

10 de julho de 2014

Porque música é poesia (34)

Tenho andado a ouvir esta banda mais do que é costume, e como mais logo há concerto mas eu não tenho bilhete, aqui fica mais uma.



Artic Monkeys - One for the road

One for the road, ooh ooh
One for the road, ooh ooh

From the bottom of your heart
The relegation zone
I saw this coming from the start
The shake, rattle and roll
The cracks in blackout blinds
Cast patterns on the ceiling but you're feeling fine
I thought it was dark outside
I thought it was dark outside

So we all go back to yours and you sit and talk to me on the floor
There's no need to show me round baby, I feel like I've been in here before
I've been wondering whether later when you tell everybody to go,
Will you pour me one for the road?

I knew this would be on the cards
I knew you wouldn't fold
I saw this coming from the start
The shake, rattle and roll

One for the road, ooh ooh

So we all go back to yours and you sit and talk to me on the floor
There's no need to show me round baby, I feel like I've been in here before
I've been wondering whether later when you tell everybody to go,
Will you pour me one for the road?

The mixture hits you hard
Don't get that sinking feeling, don't fall apart
Some out of tune guitar
Soundtrack to disaster

Ooh ooh, one for the road
Ooh ooh, one for the road
Ooh ooh, one for the road
Ooh ooh, one for the road

So we all go back to yours and you sit and talk to me on the floor
There's no need to show me round baby, I feel like I've been in here before
I've been wondering whether later when you tell everybody to go,
Will you pour me one for the road?

9 de julho de 2014

Inspira-me (10)

Do blog Inspira-me:
As leituras de verão que tem em vista.
Gostava sobretudo de acabar a segunda mini-pilha de que ainda só li dois livros, Far and Away e O Despertar da Meia-Noite, e ler algumas aquisições recentes como Longbourn e Episódios da Monarquia Portuguesa.

8 de julho de 2014

Curtas: Submarine, The Social Network

Título: Submarine
Diretor: Richard Ayoade
Adaptação de Submarine de Joe Dunthorne por Richard Ayoade
Atores: Craig Roberts, Yasmine Page, Sally Hawkins

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: O meu irmão recomendou-me este filme e apesar de lhe estar grata, é um belíssimo filme, não deixei de ficar com uma sensação de dejá-vu.

O filme é uma coming of age story e segue Oliver Tate (Craig Roberts), um rapaz peculiar que para passar o tempo imagina como é que os seus colegas reagiriam caso ele morresse. Algo iludido, não deixa de, no entanto, atrair para si a atenção da rapariga de que gosta (e algo pirómana) e começar uma relação com ela. Mas a coisa não é um mar de rosas e a sua relação passa por problemas enquanto se envolve demasiado na tentativa de salvar o casamentos dos seus próprios pais.

Se a história peca por parecer que pouco ou nada tem de novo, não há muito que a destaque de outras do género, neste filme sobressai sobretudo a atuação, tanto dos elementos jovens como adultos. Craig Roberts foi uma surpresa, talvez não tanto nos diálogos mas a sua voz off, quase como um diário, estava magnífico. Yasmine Page foi outra surpresa, a sua Jordana até me pareceu mais bem conseguida que Oliver. Já nos adultos, começa a ser uma delícia ver Sally Hawkins. A banda sonora também me pareceu bem conseguida, acompanhando e dando alguma cor às cenas sem se sobrepor.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: The Social Network
Diretor: David Fincher
Adaptação de The Accidental Billionaires de Ben Mezrich por Aaron Sorkin
Atores: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Armie Hammer

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Tenho de me confessar surpreendida pelo filme. Pouco ou nada esperava de um filme sobre o Facebook, pois não é das minhas redes sociais de eleição, apesar de lhe reconhecer valor na medida em que consegue jntar pessoas que há muito tempo não se falavam e que estudaram juntas ou eram amigas antes de a vida, como tantas vezes faz, as afastar. Mas dizia, pouco nada esperava porque também pouco ou nada sabia da história da sua fundação ou de quem estava por trás. Quer dizer, conhecia, de ouvir falar que era dos mais jovens milionários, Mark Zuckerberg e já tinha ouvido que havia alguma polémica em torno de roubo de ideias, mas nunca acompanhei a coisa.

Posto isto, não sei em que medida ou até que ponto é verídico, tanto a história como a representação das personagens mas apeteceu-me esbofetear algumas, sobretudo o próprio Zuckerberg. As atuações pareceram-me todas muito bem conseguidas mas Jesse Eisenberg destaca-se no papel principal. Sinto que preciso de descobrir mais deste ator, nem que seja para ver como se sai fora do personagem "nerd neurótico", já que em certa medida lembrou-me a sua prestação no "Zombieland". :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

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