7 de julho de 2014

Projecto 365 - #228-242

A preguiça tem reinado, assim como a pouca vontade de passar os serões a um computador quando já tenho de passar os dias, de modo a que na semana passada e ontem não mostrei as minhas semanas em imagens, pelo que as trago hoje.

4 de julho de 2014

Game of Thrones (3)

Criado por: David Benioff, D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Peter Dinklage, Emilia Clarke, Pedro Pascal e tantos outros meu Deus

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: quarta, e já falei sobre primeira aqui e sobre a segunda e terceira aqui.

Opinião: Continua a notar-se as fragilidades narrativas, ainda para mais quando aparentemente algumas linhas apanharam os livros e agora é preciso "inventar" um pouco, salvo seja que a coisa deve à mesma de passar pelo autor, para continuar a chamar a tenção para o perigo que se esconde para lá da muralha.

Mas houve desenvolvimentos interessantes para quem ainda não leu todos os livros, como eu, e OMD a personagem que desde sempre exerceu fascínio sobre mim apesar de nunca o ter encontrado nos livros (culpo os castings de fãs quando comecei a ler os livros porque acharam que a personagem podia ser o Rufus Sewell e pronto, tenho uma ligeira pancada pelo senhor) entrou de rompante, arrebatou-me e partiu-me o coração. *vai chorar ali para o canto* Nada que já não estivesse à espera, que quando quero spoilo-me à grande e à francesa, mas meu Deus ele realmente chegou, viu e venceu! Ok, quer dizer, venceu em conquistar o público, não venceu quem devia ter vencido porque enfim... :( Falo claro de Pedro Pascal e o seu Oberyn. <3 Não fiquei triste por não ser o Rufus porque o Pedro foi mesmo magnífico, tudo o que eu esperava e ainda mais. A sério, o casting continua a ser o melhor, tirando o Jon Snow se bem que nos últimos 2 episódios nem está muito mal.

Em termos da história, como disse, notam-se as fragilidades sobretudo em tudo o que não se passa em Porto Real. A Muralha para mim é uma seca e ter todo um episódio lá não me fez mudar de opinião. Meeren também está a tornar-se aborrecido, mesmo com o romance impossível entre Missandei e Grey Worm, que me fez revirar olhinhos. A linha do Stannis também não tem grande interesse, a não ser que a Red Woman apareça, mas pode ser que agora a coisa aqueça. A linha do Bran... nem sei o que pensar pois tem pouco tempo de antena mas quando tem é boa, ou pelo menos eu interesso-me, mas também gosto nos livros. E já que falei numa criança Stark, OMD a Arya e a Sansa são fenomenais. Arya a ficar rija é de meter medo e a Sansa femme fatale é de passar a ter cuidado. Talvez tenha sido uma transição demasiado rápida mas nota-se que toda e qualquer inocência que ela pudesse ter se foi, com o constante abuso a que tem sido votada. Parece que percebeu que ser boazinha não a leva a lado nenhum e então é melhor jogar como os crescidos. Sim, a idade da inocência parece ter acabado para as duas e aguardo ansiosamente pelo futuro que as espera.

Apesar de pelo menos 3 cenas chave, que já sabia que aí vinham, devo confessar que a que envolve Tyrion não teve o impacto em mim que eu esperava, talvez precisamente por saber que ela aí vinha. As outras duas... Bem, a primeira deixou-me estupidamente satisfeita, melhor só o vídeo de 10 minutos de estalos do Tyrion à personagem de que vocês sabem de que estou a falar. :D A outra, como disse anteriormente, partiu-me o coração, mas a luta é exatamente o que eu tinha imaginado. Sim, eu não o encontrei nos livros mas li as partes dele por essa internet fora. Enfim, ninguém está a salvo em Westeros.

Acho que já nem vale a pensa dizer que vou atirar-me aos livros, nos anos anteriores não tem resultado, mas cá espero a próxima temporada.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. 

1 de julho de 2014

Só Ler Não Basta #17.2 - Hábitos de leitura


Estamos de volta para a segunda parte e como sempre temos uma convidada. Desta vez a Patrícia do Ler Por Aí, e que participa também na Roda dos Livros, pôs-se à conversa connosco sobre hábitos de leitura. Desde o momento em que descobrimos um livro, lemos e, depois de acabada a leitura, avançamos para outro, falamos sobre os diferentes costumes que temos e até sobre fidelidade a autores, mesmo perante as piores notícias sobre os mesmos.


Podem também visitar o tópico de discussão no Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

30 de junho de 2014

Junho 2014

Os meses não podem ser sempre recheados de livros bons, mas se em termos literários não foi dos melhores, o mesmo não se pode dizer fora dos livros. Vi bons filmes, acabei boas séries, passei bons momentos com amigos e ainda comecei um videojogo! Foi bom. :)

Livros lidos:
  1. Shakespeare's Landlord (Lily Bard, #1) de Charlaine Harris - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
  2. Seven Ancient Wonders (Jack West Jr., #1) de Matthew Reilly - Não acabei
  3. Serpente (NUMA Files, #1) de Clive Cussler - Com tanto livro para ler e tive de pegar neste
Filmes vistos:
  1. The Lego Movie - Vale o dinheiro gasto
  2. Submarine - Emprestado e pouco se perde com isso
  3. Um Longo Domingo de Noivado - Vale o dinheiro gasto
  4. The Social Network - Vale o dinheiro gasto
  5. Blue Jasmine - Vale o dinheiro gasto
Séries vistas:
  1. Cosmos: a spacetime odyssey - Para ter na estante
  2. Game of Thrones (temporada 4) - Vale o dinheiro gasto

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - comprei 0 e li 3, logo o saldo é de 3 livros retirados à pilha! *\o/* Já agora, e porque vamos a meio do ano, nestes 6 meses li 25 livros, dos quais não acabei 2, e adquiri 15, pelo que até ao momento retirei 10 livros à pilha. Das 15 aquisições, li 7. Acho que não é nada mau. :)
Disney Movie Challenge - 7 filmes vistos de 98. Eu devia mesmo de começar a trabalhar neste...

Artigos que me chamaram a atenção:
  • É de pasmar que às vezes sinta que não consiga estar a par de tudo?
  • 12 insultos literários que fazem chorar. Eu sei que alguns iriam fazer-me chorar e há outros que sonho usar com algumas pessoas, como a do Kurt Vonnegut que é magnífica e já para não falar das do Shakespeare ou do Oscar Wilde, que devem ser os mestres dos insultos. Aviso à navegação, tem imagem do Hiddleston coberto em sangue! \o/
  • Se pensarmos bem, realmente, eu e muitos Muggles não sobreviveríamos em Hogwarts. A análise está engraçada e é notório que os feiticeiros têm algumas vantagens físicas em relação aos comuns mortais pelo que o conceito de perigo é diferente, ainda assim, bom senso devia reinar, não? Estou a olhar para ti Harry Potter do 5º livro...
  • Não sei o que pensar disto. Quer dizer, eu nem precisava de aparecer nas Crónicas de Gelo e Fogo, bastava-me que o Martin descrevesse a minha morte para morrer satisfeita (viram o que fiz aqui  xD ), mas pagar para ter uma personagem num romance? Talvez se escrito pela Julia Quinn ou a Kate Morton e a Sarah Addison Allen, no entanto não deixa de me parecer muito wish fulfillment e para quem se dá demasiada importância... Okay, talvez haja mercado para os autores seguirem essa via... :/
  • Este mês tinha-me decidido voltar a atirar-me às Brumas, mas enquanto lia como que rebentou um escândalo sobre o qual podem ler aqui, pois parece-me estar bem resumido, nem que seja por ter vários links, e partilha a mesma ideia que eu: acredito que devo separar o autor, aquilo que faz fora da escrita ou em que acredita, da sua obra. Condene-se os crimes que cometem, questione-se as suas ideologias, não é por escreverem bem que saem impunes. Mas de momento não consigo fazer isso. Para mim bastou-me ler este para ficar mal disposta e colocar em questão aquilo que estava a ler, pois a relação da Viviane e da Morgana assumiu toda uma outra dimensão e fiquei realmente perturbada. Resolvi colocar de lado a leitura, adiar por tempo indefinido mas não definitivamente. 
  • Porque a série do Outlander está aí a chegar e há um novo calhamaço, perdão, livro à venda, eis outras 5 séries épicas, não só porque a história é longa e dura por volumes e mais volumes, mas porque cada volume desafia o tamanho da Bíblia. *sai a cantar "I like big books and I can not lie..."*
  • Porque filmes épicos, no sentido de "OMD é o melhor filme de todos os tempos!" se fazem de acasos que se juntam para que tudo corra bem e acabe por surpreender.
  • Tenho notado que há certo défice de corgis nestes artigos interessantes, deixo por isso 39 corgis sorridentes, só porque sim.
  • Também não costumo dar aqui atenção a listas mas achei que esta merecia destaque.
  • Eis outra forma de domar a pilha num dos momentos cruciais, o ato de adquirir.

27 de junho de 2014

Seven Ancient Wonders (Jack West Jr., #1)

Autor: Matthew Reilly
Ficção | Género: thriller
Editora: Pan MacMillan | Ano: 2006 (originalmente publicado em 2005) | Formato: livro | Nº de páginas: 535 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: de 12 a 14 de junho. Como o mistério não deu certo, quis pegar num thriller, em algo que me deixasse em pulgas.


Opinião: Como disse antes, depois de uma fase de livros fantásticos parece estar a seguir-se uma em que os livros são apenas mais um com pouco que se lhe diga ou não chego sequer ao fim. Foi o que sucedeu neste caso.

Não penso que seja muito exigente com as minhas leituras. Uma boa sinopse geralmente ganha a minha atenção e uma história que entretenha é o suficiente para que leia o livro até ao fim. Este parecia prometer algo desse género, para além de mencionar as Sete Maravilhas do Mundo (melhor só se falasse da Atlântida) e ter como protagonista um arqueólogo. Mas já devia saber que arqueólogo em thrillers quer dizer "caçador de tesouros" mas eu até nem me importo! Sim, a única parte de arqueologia a sério que os filmes do Indiana Jones representam é a parte das aulas aborrecidas, tudo o resto são MENTIRAS, nem sequer se usa chicotes! *chora pelo sonho destruído* Sou a primeira a admitir que estar de rabo para o ar, ou em posições desconfortáveis no meio de buracos e quadrículas, com colheres de pedreiro a escavar terra para encontrar fragmentos de cerâmica não dá propriamente um livro emocionante e uma pessoa gosta (porque eu não fujo à regra) é de coisas com tiros e morte iminente enquanto se procura um artefacto. O único perigo que corri foi dedos dos pés partidos, porque não tinha as botas de biqueira de aço e os meus pés acertavam em tudo o que era cavilhas, insolações e alguns escaldões, sem esquecer os ataques de asma porque pó, tanto pó. Não, já estou habituada a esta má representação e nem condeno porque lá está eu também gosto, mas não gosto de ser tida como idiota.

Ainda não percebi se foi isso, achar que o leitor é burro demais para acompanhar a história, ou se foi falta de confiança nos seus dotes como escritor mas ter uma personagem a dizer "Five by five grid: the sequence of the jump stones is 1-3-4-1-3" e depois mostrar aquele desenho ali ao lado deixou-me simplesmente atónita de tão desnecessário, e até inconsequente, que aquilo era. E eu até gosto de ilustrações e mapas, mas dar a sequência e mostrar a mesma, volto a relembrar que é uma grelha de 5x5, é chamar estúpido a alguém.

Portanto, se até aí, ou seja até à página 27, já tinha revirado os olhos devido à imensidão de clichés que havia, só não desisti nesse ponto porque pensei que estava ainda muito no início e a coisa podia ficar melhor. Mas depois o protagonista relembra o passado, ao ver uma criança de 10 anos que tem a certeza já a viu à 10 anos atrás, quando seguiu um dos maus até um vulcão, onde uma mulher deu à luz um menino que o mau tratou de raptar (a tal criança que era portanto um recém-nascido e que ele reconhece agora com 10 anos), mas o nosso herói não chegou tarde porque... tcharan!... a mulher estava grávida de gémeos e há uma menina! Mas estavam presos num vulcão em plena atividade e para se salvarem o nosso herói teve de colocar a mão pela lava adentro para puxar uma alavanca e por isso ficou sem braço mas não faz mal porque... ele agora tem uma prótese toda xpto que é bué da forte! E os gémeos são oráculos que conseguem ler, com 10 anos, uma língua que ninguém entende! E como ele tem a menina e o mau o menino não faz mal, podem continuar a sua aventura para salvar o mundo! E neste ponto achei que a palermice já era demais. A sério, a certa altura até pensei que da lava ia saltar um crocodilo, porque a primeira parte tem imensos crocodilos a saltarem dos sítios mais estranhos porque eram parte das armadilhas que os egípcios construíram milhares de anos antes. Como é que os crocodilos sobreviveram 4 mil anos em poços, e sei lá que mais, à espera que o nosso grupo de salvadores do mundo ativassem as armadilhas? Não faço ideia.

Enfim, prometia mas não. É preferível ver os filmes do Indiana Jones (a trilogia inicial, prefiro pensar que o quarto filme não existe) e até os "Tomb Raider". Raios, acho que até o "Uncharted" deve ser melhor e nunca o joguei! Mas por falar nisso, deixa cá experimentar...

Veredito: Não acabei. Eu até gosto de coisas parvas mas há limites.

26 de junho de 2014

Booking Through Thursday: Antecipação

A pergunta desta semana é...
Do you still get excited about new books as you did when you were little? In general? New books in particular, like from a favorite author? Or do you look at all new, unread books with the same level of anticipation?
De há uns tempos para cá tenho vindo a ficar cada vez menos entusiasmada com a publicação de livros. Talvez tenha atingido um ponto de saturação, para além de parecer que os novos livros publicados contam quase sempre a mesma história. Só determinados autores conseguem-me pôr em pulgas e mesmo assim nada se compara a quando estavam para sair os últimos volumes do Harry Potter, que deve ter sido o expoente máximo de livros antecipados por mim e é uma altura que guardo com muito carinho. :)

24 de junho de 2014

Inspira-me (9)

Do blog Inspira-me:
Partilhe o itinerário das suas férias de sonho.
Ok, não digo férias porque foi só um fim de semana, mas a minha ida a Londres foi um sonho realizado. Hei de lá voltar, assim como a Paris (acho que nunca cheguei a escrever por aqui, penso que estava no meu "período sabático" aqui no cantinho), mas penso que para falar em férias de sonho tenho de falar no meu idealizado passeio pelo Mediterrâneo.

Desde pequenina que sou fascinada por História e civilizações antigas. Felizmente a maior parte, ou antes as que vou conhecendo melhor e pelas quais tenho mais interesse, têm como ponto comum o Mediterrâneo. Além disso gosto de água, sinto-me como peixe dentro de água, e apesar de não ser muito dada a barcos (é o único meio de transporte no qual ainda não consegui dominar o enjoo), adorava fazer um cruzeiro pelo Mediterrâneo.

Podia começar por uma visita a Marrocos, à cidade de Tânger, ou então uma paragem em Ceuta, por exemplo, lugar onde começou a expansão portuguesa. Teria que parar obrigatoriamente nas ruínas de Cartago, para ver o que resta de uma comunidade que ameaçou um império, e em Alexandria, podendo dar um saltinho ao Cairo. Gostava também de conhecer um pouco do Médio Oriente, mas como teria de me ficar pela costa talvez Beirute ou Tripoli fossem as cidades a visitar (confesso que conheço pouco ou nada), depois Chipre e as ilhas gregas. Já na Grécia visitava Atenas, tentaria ver se dava para dar um salto a Istambul e então voltaria atrás, visitava outras ilhas gregas e dava depois um pulo à Ístria, pois têm passado livros pela minha mão sobre a região e até parece que tem coisas interessantes. Passava então para a costa italiana com paragens obrigatórias em Veneza, Nápoles e Roma, sem esquecer Palermo na Sicília. Paragens obrigatórias também seriam em Nice, Marselha e Barcelona. Talvez desse um salto a Ibiza e a outras cidades espanholas, teria de passar também por Gibraltar porque o meu irmão foi lá e gostou, e voltaria a casa.

Acho que já seria uma viagem e pêras e mesmo assim penso que ficaria imenso por visitar e explorar.

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