18 de junho de 2014

Shakespeare's Landlord (Lily Bard, #1)

Autor: Charlaine Harris
Ficção | Género: mistério
Editora: Berkley | Ano: 2005 (originalmente publicado em 1996) | Formato: livro | Nº de páginas: 216 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 27 de maio a 3 de junho. Vai parecer parvo mas porque tinha Shakespeare no título e estava a querer ler um mistério. 


Opinião: Andava eu toda contente porque parecia que estava num momento literário excelente, com os livros a serem boas surpresas e pimbas... dou com alguns que ou pouco me dizem ou pus de lado. 

Já tinha tentado pegar neste livro o ano passado, num dia em que fui à praia, mas tal como naquele dia este foi dos que pouco ou nada me disse, apesar de ter uma heroína com um passado interessante, aliás bem mais interessante que todo o resto do livro.

Para um cozy mystery pareceu-me muito pouco focado no mistério, que foi o que me levou a pegar no livro. Para além de Lily Bard, a protagonista, e talvez o polícia e o treinador dela, pouco há de interesse sendo tanto os restantes personagens como a história bastante esquecíveis. Tão esquecíveis que, quando voltava a pegar no pequeno livro, tinha de fazer algum esforço para me recordar de onde estava, o que tinha acontecido e quem era a personagem.

Sim, talvez já devesse estar à espera disto, já nos livros da Sookie Stackhouse é um pouco assim, mas não deixei de ficar algo desapontada.

Veredito: Com tanto livro para ler e tive de pegar neste.

15 de junho de 2014

Projecto 365 - #214-220

Semana cheia e repleta de companhia da boa! \o/ Podia ser sempre assim. :)

#214
#214
A semana começou com uma folga e limpeza de paredes, que culminou em caída de uma parte. O problema de humidade é sério cá por casa e tenho de ver se este ano faço alguma coisa para minimizar isso.

#215
#215
Almocinho bom em que as sobremesas estavam uma delícia mas tenho de destacar o sushi, porque foi a primeira vez que comi. Diga-se que para peixe até nem é mau. A companhia como sempre, foi 5 estrelas. :D

#216
#216
Os gatos da minha rua são, definitivamente, estranhos. Ou esperam pelas pessoas à porta do prédio ou enfiam-se nas sarjetas. O_o

#217
#217
Estava a ler um livro da Marion Zimmer Bradley, mas devido a recentes notícias sobre a autora coloquei de lado porque a situação deixou-me bastante desconfortável. Ainda não sei se lhe vou voltar a pegar pelo que, por enquanto, movi-o para a estante dnf no Goodreads. Por acaso o livro em que peguei a seguir foi-lhe fazer companhia. Na imagem está a grelha 5x5 de que falei aqui.

#218
#218.1 #218.2
O feriado de 13 de junho envolveu uma ida a compras. Precisava de um novo baú porque o que tinha era de palhinha e a humidade deste ano estragou-o. No Ikea encontrei este que veio dar um pouco mais de arrumação mas que acabou por limitar um pouco o espaço e mal me consigo sentar à secretária. E deviam ter visto a guerra que foi para montar. :/ Enfim... Incluí uma foto extra onde podem ver que no baú estão sobretudo livros, muitos deles livros e os da faculdade que devia ter lido. :D

#219
#219
Porque nem só de almoços se vivem as amizades. Juntou-se os Santos e a celebração de coisas boas que vão acontecendo à minha "mana de outra mãe" para uma noite em cheio. :D

#220
#220
Hoje foi almoço passado em família porque a minha priminha fez hoje a sua primeira comunhão. :) Não hei-de eu estar velha... Ainda me lembro de quando ela era uma amostra de gente. Crescem tão rápido. :')

13 de junho de 2014

Book Coonfessions (21)

É verdade, not proud mas há momentos em que a única maneira de expressar satisfação ou contentamento com algo é através de guinchos.

11 de junho de 2014

Inquirindo a estante

Este era o artigo que queria ter levado para o último SLNB mas quando vi que alguém *olha para a Diana* já tinha escolhido outro texto do mesmo site, achei que era melhor variar ou qualquer dia o SLNB muda de nome para "comentando o Book Riot" :D


Na última semana vi a imagem em cima surgir no Twitter e Facebook de outros leitores anónimos como eu mas o artigo destacou-se por dar títulos aos vários tipos de livro retratados e pensei que seria um exercício interessante para fazer também por aqui. Para ajudar ficam aqui as últimas fotos das minhas estantes, podem imaginar que vos estou a apontar os livros. Vamos então...

Lidos
Na verdade nem todos os livros lidos não estão nas estantes, salvo raras excepções de livros que quero reler, como por exemplo A Corte do Ar. Gostei do livro, achei-o bastante imaginativo mas logo na altura percebi que estava um pouco além da minha compreensão. Não que o livro seja complicado mas a altura não foi a mais propícia para o ler e trata-se de um daqueles livros em que somos deixados num mundo diferente, que não entendemos muito bem como funciona e só aos poucos, conforme vamos progredindo na leitura, vamos então percebendo a mecânica da coisa.

A considerar ler
Todos? :D Mas nos tempos mais próximos estou a pensar dedicar-me ao final de As Brumas de Avalon e aos que ainda tenho por ler de As Crónicas de Gelo e Fogo do Martin, o que inclui reler também os terceiro e quarto livros.

Meio lido
Contemplai a estante da vergonha! Ou também conhecida por currently-reading no Goodreads. De momento estou a meio de, entre outros, Os Caçadores de Mamutes, porque a perfeição da Ayla às vezes chateia, Good Omens, porque o Neil Gaiman e eu nem sempre estamos no mesmo comprimento de onda, e duas antologias de Steampunk porque estão no fundo da pilha da mesa de cabeceira (olhai e fiquem sabendo que está um pouco mais baixa) e tenho imensa preguiça de os tirar de lá só para ler um conto ou outro.

Finjo que li
Nenhum. Okay... talvez tenha fingido ler um ou outro daqueles de não-ficção para a Faculdade. Tipo... Prof.: "ah e tal leu aquele livro que estava na bibliografia da aula?" e eu: "sim, claro, impressionante!" Só que não... :P

Guardado para quando tiver mais tempo
O Grande Amor da Minha Vida e os restantes do Outlander, vou para o quinto mas conto reler o segundo em português, apesar da aparente tradução atroz. Dá para ver que o da Paulinna Simmons é pouco mais pequeno que A Libélula no Âmbar e que são calhamaços ao nível de um Anna Karenina, outro guardado para quando tiver tempo. Não são coisas que se possam ler aos bocejos. Ou uma pessoa se atira de cabeça ou foge e por enquanto eu fujo. As férias já não estão tão longe como isso...

Nunca irei ler
Dos que aparecem nas imagens, talvez nunca leia o Pátria de R.A. Salvatore. Nunca foi livro que me suscitasse interesse mas trouxe-o porque fazia parte da promoção 2=3 da SdE e na altura não dizia que não a livros, mesmo que não pensasse lê-los.

Apenas para mostrar
O Equador porque acho que a edição é magnífica, em capa dura e com imagens de postais da época no interior.

Li mas não me lembro de uma única coisa sobre ele
Ah, tantos! Algumas das releituras são exatamente para me recordar da história. A trilogia de Sevenwaters, por exemplo. Lembro-me apenas dos contornos gerais da história, sobretudo do livro da Sorcha mas se me quero lembrar de pormenores, como nomes, locais, características de uma personagem, fico completamente a leste.

Desejo nunca ter lido
Talvez o primeiro da saga Kushiel, porque poderia ler pela primeira vez o livro e não teria lido a tradução algo manhosa. :/ 

10 de junho de 2014

Porque leio YA (ou qualquer outra coisa)

Por momentos cheguei a questionar o mesmo que o artigo mas não, acho que realmente deve ler-se o que se bem entender. Não digo que adoro YA mas vou lendo espaçadamente e vou gostando do que leio, provado até pela última série que li de forma desenfreada e quase numa assentada. No entanto, tenho a plena noção de que é um escape e que me tenho virado em alturas em que aquilo é exatamente o que preciso pois para lidar com problemas adultos, digamos assim, basta-me o dia-a-dia. Mas não é por essa razão que eu leio qualquer outra coisa?

Sim, sou capaz de questionar se o escape não estará a virar norma. Questionar se são os livros que realmente estão a ficar bons ou se é a insatisfação com o dia-a-dia (os dias iguais, as pressões sociais, o trabalho por vezes pouco entusiasmante) e a ideia de se querer ser jovem para sempre, de ter poucas responsabilidades, de achar que se vai ter as respostas para tudo e que por isso o mundo vai fazer sentido e podemos deixar as nossas inseguranças ali, que está a ganhar pontos.

Falando por mim, reparo que, chegando à idade adulta, só mesmo a idade e o facto de ter um emprego me fazem sentir adulta. De resto, parece que continuo no mesmo lugar e com as inseguranças do meu "eu" de 16 anos. Há alturas em que não tenho problemas em lidar com isso, sinto que cresci, conquistei coisas, entre os quais um lugar no mundo, mas há outras em que parece que sou "esmagada" por esse mundo, perco o meu lugar e sinto mesmo que reverto a esse "eu" adolescente. Sou assaltada por questões de "fiz a escolha certa? devia ter seguido outro caminho?" e aqueles livros apresentam possibilidades que poderia ter escolhido. Mas que não fiz e ao ler, ao passar por aquelas primeiras experiências novamente ou mesmo pela primeira vez, acabo por não me arrepender do que realmente fiz. Volto a pisar chão, a perceber onde estou, qual é o meu lugar e percebo um pouco mais o meu propósito.

Lá porque é escape (mas vai daí não será toda a literatura escape? até escape da ignorância?) não quer dizer que não se aprenda ou se retire algo mais que um final HEA. Embaraço sentiria se lesse sempre a mesma coisa, o mesmo tipo de histórias, com medo de me acharem idiota ou criança. Se há parte do meu eu de hoje que está fortemente vincado e raras vezes é questionado porque já foi posto à prova, é a minha certeza de que todas as leituras contribuem para o que sou e, com sorte, vou encontrando os livros certos nos momentos em que mais preciso deles. E têm sido livros de todos os géneros, virados para diferentes faixas etárias, até para diferentes pessoas. O George R.R. Martin diz "A reader lives a thousand lives before he dies. The man whonever reads lives only once." Como posso sentir-me embaraçada por ler o que quer que seja? Por viver ou até reviver situações, porque mesmo o reviver pode trazer outras consequências, outro tipo de aprendizagem.

Enfim... Podem também ler isto, istoistoistoisto e mais isto e até isto.

9 de junho de 2014

Só Ler Não Basta #17.1 - Leituras de Junho


O que nos divertimos com estes diretos. xD Sim, o Google Hangouts dá cabo da nossa paciência mas uma pessoa tem de encarar isto com humor. :D Não se percebe muito bem mas o tema de junho será hábitos de leitura. Basicamente o que está por detrás de todo o ato de ler: como escolhem um livro, onde compram, onde lêem, o que fazem depois de o ler,... Podem deixar, como sempre a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads, podem encontrar um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Artigos interessantes:
Telma: Vamos escrever cem vezes: Escrever é trabalho
Diana: 7 Habits of Highly Effective Readers
Carla: Women's fiction is a sign of a sexist book industry

Leituras:
Telma: O Amor em Tempos de Cólera, de Gabriel García Marquéz
Diana: Half of a Yellow Sun, de Chimamanda Ngozi Adichie
Carla: História da Vida Privada Vol I., de Philippe Ariès e Georges Duby e O Rei Veado, de Marion Zimmer Bradley

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