11 de junho de 2014

Inquirindo a estante

Este era o artigo que queria ter levado para o último SLNB mas quando vi que alguém *olha para a Diana* já tinha escolhido outro texto do mesmo site, achei que era melhor variar ou qualquer dia o SLNB muda de nome para "comentando o Book Riot" :D


Na última semana vi a imagem em cima surgir no Twitter e Facebook de outros leitores anónimos como eu mas o artigo destacou-se por dar títulos aos vários tipos de livro retratados e pensei que seria um exercício interessante para fazer também por aqui. Para ajudar ficam aqui as últimas fotos das minhas estantes, podem imaginar que vos estou a apontar os livros. Vamos então...

Lidos
Na verdade nem todos os livros lidos não estão nas estantes, salvo raras excepções de livros que quero reler, como por exemplo A Corte do Ar. Gostei do livro, achei-o bastante imaginativo mas logo na altura percebi que estava um pouco além da minha compreensão. Não que o livro seja complicado mas a altura não foi a mais propícia para o ler e trata-se de um daqueles livros em que somos deixados num mundo diferente, que não entendemos muito bem como funciona e só aos poucos, conforme vamos progredindo na leitura, vamos então percebendo a mecânica da coisa.

A considerar ler
Todos? :D Mas nos tempos mais próximos estou a pensar dedicar-me ao final de As Brumas de Avalon e aos que ainda tenho por ler de As Crónicas de Gelo e Fogo do Martin, o que inclui reler também os terceiro e quarto livros.

Meio lido
Contemplai a estante da vergonha! Ou também conhecida por currently-reading no Goodreads. De momento estou a meio de, entre outros, Os Caçadores de Mamutes, porque a perfeição da Ayla às vezes chateia, Good Omens, porque o Neil Gaiman e eu nem sempre estamos no mesmo comprimento de onda, e duas antologias de Steampunk porque estão no fundo da pilha da mesa de cabeceira (olhai e fiquem sabendo que está um pouco mais baixa) e tenho imensa preguiça de os tirar de lá só para ler um conto ou outro.

Finjo que li
Nenhum. Okay... talvez tenha fingido ler um ou outro daqueles de não-ficção para a Faculdade. Tipo... Prof.: "ah e tal leu aquele livro que estava na bibliografia da aula?" e eu: "sim, claro, impressionante!" Só que não... :P

Guardado para quando tiver mais tempo
O Grande Amor da Minha Vida e os restantes do Outlander, vou para o quinto mas conto reler o segundo em português, apesar da aparente tradução atroz. Dá para ver que o da Paulinna Simmons é pouco mais pequeno que A Libélula no Âmbar e que são calhamaços ao nível de um Anna Karenina, outro guardado para quando tiver tempo. Não são coisas que se possam ler aos bocejos. Ou uma pessoa se atira de cabeça ou foge e por enquanto eu fujo. As férias já não estão tão longe como isso...

Nunca irei ler
Dos que aparecem nas imagens, talvez nunca leia o Pátria de R.A. Salvatore. Nunca foi livro que me suscitasse interesse mas trouxe-o porque fazia parte da promoção 2=3 da SdE e na altura não dizia que não a livros, mesmo que não pensasse lê-los.

Apenas para mostrar
O Equador porque acho que a edição é magnífica, em capa dura e com imagens de postais da época no interior.

Li mas não me lembro de uma única coisa sobre ele
Ah, tantos! Algumas das releituras são exatamente para me recordar da história. A trilogia de Sevenwaters, por exemplo. Lembro-me apenas dos contornos gerais da história, sobretudo do livro da Sorcha mas se me quero lembrar de pormenores, como nomes, locais, características de uma personagem, fico completamente a leste.

Desejo nunca ter lido
Talvez o primeiro da saga Kushiel, porque poderia ler pela primeira vez o livro e não teria lido a tradução algo manhosa. :/ 

10 de junho de 2014

Porque leio YA (ou qualquer outra coisa)

Por momentos cheguei a questionar o mesmo que o artigo mas não, acho que realmente deve ler-se o que se bem entender. Não digo que adoro YA mas vou lendo espaçadamente e vou gostando do que leio, provado até pela última série que li de forma desenfreada e quase numa assentada. No entanto, tenho a plena noção de que é um escape e que me tenho virado em alturas em que aquilo é exatamente o que preciso pois para lidar com problemas adultos, digamos assim, basta-me o dia-a-dia. Mas não é por essa razão que eu leio qualquer outra coisa?

Sim, sou capaz de questionar se o escape não estará a virar norma. Questionar se são os livros que realmente estão a ficar bons ou se é a insatisfação com o dia-a-dia (os dias iguais, as pressões sociais, o trabalho por vezes pouco entusiasmante) e a ideia de se querer ser jovem para sempre, de ter poucas responsabilidades, de achar que se vai ter as respostas para tudo e que por isso o mundo vai fazer sentido e podemos deixar as nossas inseguranças ali, que está a ganhar pontos.

Falando por mim, reparo que, chegando à idade adulta, só mesmo a idade e o facto de ter um emprego me fazem sentir adulta. De resto, parece que continuo no mesmo lugar e com as inseguranças do meu "eu" de 16 anos. Há alturas em que não tenho problemas em lidar com isso, sinto que cresci, conquistei coisas, entre os quais um lugar no mundo, mas há outras em que parece que sou "esmagada" por esse mundo, perco o meu lugar e sinto mesmo que reverto a esse "eu" adolescente. Sou assaltada por questões de "fiz a escolha certa? devia ter seguido outro caminho?" e aqueles livros apresentam possibilidades que poderia ter escolhido. Mas que não fiz e ao ler, ao passar por aquelas primeiras experiências novamente ou mesmo pela primeira vez, acabo por não me arrepender do que realmente fiz. Volto a pisar chão, a perceber onde estou, qual é o meu lugar e percebo um pouco mais o meu propósito.

Lá porque é escape (mas vai daí não será toda a literatura escape? até escape da ignorância?) não quer dizer que não se aprenda ou se retire algo mais que um final HEA. Embaraço sentiria se lesse sempre a mesma coisa, o mesmo tipo de histórias, com medo de me acharem idiota ou criança. Se há parte do meu eu de hoje que está fortemente vincado e raras vezes é questionado porque já foi posto à prova, é a minha certeza de que todas as leituras contribuem para o que sou e, com sorte, vou encontrando os livros certos nos momentos em que mais preciso deles. E têm sido livros de todos os géneros, virados para diferentes faixas etárias, até para diferentes pessoas. O George R.R. Martin diz "A reader lives a thousand lives before he dies. The man whonever reads lives only once." Como posso sentir-me embaraçada por ler o que quer que seja? Por viver ou até reviver situações, porque mesmo o reviver pode trazer outras consequências, outro tipo de aprendizagem.

Enfim... Podem também ler isto, istoistoistoisto e mais isto e até isto.

9 de junho de 2014

Só Ler Não Basta #17.1 - Leituras de Junho


O que nos divertimos com estes diretos. xD Sim, o Google Hangouts dá cabo da nossa paciência mas uma pessoa tem de encarar isto com humor. :D Não se percebe muito bem mas o tema de junho será hábitos de leitura. Basicamente o que está por detrás de todo o ato de ler: como escolhem um livro, onde compram, onde lêem, o que fazem depois de o ler,... Podem deixar, como sempre a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads, podem encontrar um índice da conversação no Youtube e seguir-nos no Google+.



Artigos interessantes:
Telma: Vamos escrever cem vezes: Escrever é trabalho
Diana: 7 Habits of Highly Effective Readers
Carla: Women's fiction is a sign of a sexist book industry

Leituras:
Telma: O Amor em Tempos de Cólera, de Gabriel García Marquéz
Diana: Half of a Yellow Sun, de Chimamanda Ngozi Adichie
Carla: História da Vida Privada Vol I., de Philippe Ariès e Georges Duby e O Rei Veado, de Marion Zimmer Bradley

8 de junho de 2014

Projecto 365 - #207-213

Não deu para tirar fotos na segunda e no sábado mas tentei compensar, como já tem sido hábito, noutros dias. Por muito que tente há sempre dias em que me esqueço ou tenho preguiça de fotografar, porque os dias também acabam por ser iguais. Entrando nos últimos 5 meses tenho de ver se consigo forçar-me, ainda mais, a sair da zona de conforto.

#207
#207
Isto é praticamente toda uma outra linguagem.

#208
#208
Passei à porta mas fiquei com curiosidade de entrar porque sushi alentejano deve ser qualquer coisa a experimentar.

#209
#209
Raios partam o auto-foco e os ecrãs dos telemóveis serem praticamente ilegéveis à luz do dia, mas era um carro da Google Street View a passar!

#210
#210
Segunda ida à feira. Foi com pena (not really) que não fiquei a ouvir o Pacheco Pereira a contar histórias da Troika mas tinha compras para fazer. Nada para mim, tudo para oferecer. Saldo de idas à feira até ao momento: 1 livro para mim, 3 para oferecer, 2 farturas, 0 queijadas. Há claramente um déficit de farturas e queijadas da minha parte.

#211
#211
A nova leitura para contrabalançar o de não ficção de peso que ando a ler.

#212
#212
É aquele, lá ao fundo, o cacilheiro da Joana Vasconcelos?

#213
#213
Eis no que dá trabalhar numa biblioteca e ter colegas em outras que sabem que coleciono e por isso me mandam marcadores. \o/

4 de junho de 2014

Just One Day, Just One Year, Just One Night

Autor: Gayle Forman
Ficção | Género: romance
Editora: Dutton Books | Ano: 2013 e 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 385+336+40 | Língua: inglês

Quando e porque peguei neles: 20 a 29 de maio. Basicamente porque sim. Pus-me a correr a app do Kindle para Android em busca de algo porque estava aborrecida e tinha preguiça de me levantar e ir à estante buscar um livro.


Opinião: Não é tão bom quando nos aconselham um livro e lemo-lo com mais nenhuma indicação para além dessa e um "tem Shakespeare", e depois esse livro agarra-nos e só pensamos nele e em lê-lo, de tal maneira que a meio do livro vamos a correr comprar o seguinte e fazer a reserva do conto que conclui a história e chegamos a desesperar e a contar os dias para receber o dito? Não é das melhores coisas do mundo? Pois foi exactamente isso que aconteceu com estes.

Há várias pessoas cujas recomendações vão logo para a lista a comprar sem eu sequer fazer um estudo prévio da coisa. Foi o caso deste, nem pensei duas vezes quando a Sandra mo recomendou e comprei logo o e-book. Claro que ler é mais difícil *aponta para os vários livros a ganhar pó na estante* mas sei lá eu porquê comecei a ler isto e pronto, ainda bem que o fiz. Ia salvaguardada, tinha sido recomendado e tinha Shakespeare, mas não deixou de ser com relativa surpresa que de repente me apanhei num livro ao estilo do filme "Before Sunrise" e fiquei logo colada à história e investida nas personagens.

O primeiro, Just One Day, é narrado por Allyson, ou Lulu, na primeira pessoa e dividido em duas partes. Na primeira vemos então o fatídico dia em que a sua vida mudou, em que ela conheceu aquele que julgava ser o amor da sua vida e o perdeu também. Mas mais que encontrar um rapaz, Allyson como que se encontrou a si própria, para se perder em seguida, afundando-se numa depressão de que só Shakespeare consegue tirar. Acompanhamos então a viagem de auto-descoberta de Allyson enquanto enceta também um périplo para reencontrar o amor perdido.

Mas Willem também a procura e acompanhamos a sua história em Just One Year, que passa então a mostrar a sua perspetiva. Também está dividido em duas partes mas inversas ao primeiro, até porque a sua história, ainda que também seja de auto-descoberta e por isso semelhante, não deixa de ser bem diferente. Se Allyson como que forma a sua nova personalidade forte em Paris, já Willem é abalado e a confiança que demonstrava dá lugar à insegurança e incertezas, levando a ponderar as suas escolhas, se a vida que julgava cheia afinal não é vazia por lhe faltar algo, um sentido para a vida. Encontra-o em Lulu para se "esquecer" dela e tal como ela acaba por entrar numa viagem que culmina num outro dia em que tudo volta a mudar.

Por fim, no conto Just One Night o narrador é omnisciente permitindo-nos ver os dois lados, as dúvidas e (in)certezas de ambos aquando do novo encontro. Eis que a viagem termina e percebemos que ambos chegaram ao destino.

Como não gostar de um livro com Shakespeare, semelhante à trilogia "Before Sunrise" e com um toquezinho de Persuasão, com a ideia do amor perdido e reencontrado quando ambos se tornam naquilo que precisavam de ser para se merecerem? E até tem acidentes ou, como eu gosto de chamar, "coincidências assustam"... É verdade que sou cética nisto do amor à primeira vista ou insta-love, mas há histórias que me levam a desejar que realmente tais coisas acontecessem na vida real. E se a relação neste livro parece por vezes idealizada, gostei que houvesse alguma realidade quando tentam chamar Allyson à razão, pois Willem a princípio parece realmente um player (não que isso torne impossível o ficar impressionada pelo moço e desejar que as coisas dêem certo). No entanto, isso foi bem utilizado na sua versão da história, não negando o facto mas reabilitando o seu lado de quebra-corações. Apesar disto, tenho de dizer que achei a sua história menos conseguida que a de Allyson, talvez por me identificar mais com ela e se encontrar rodeada de outras personagens também elas mais interessantes como Dee, mas ainda assim convincente e emocionante q.b. para me manter vidrada e a clamar por mais. A sério, com as três histórias corri Kindle e tudo o que era app para aproveitar todos os momentos livres que tinha para ler. Não sei se estão a ver bem a loucura para eu ler tudo isto em praticamente uma semana! O_o

Em suma, está mais que recomendado. Talvez não seja apelativo para quem não gosta da nova onda New Adult ou coisa assim e mesmo eu duvido que se me tem apanhado noutra altura talvez a doideira não tivesse acontecido, mas olhem, apanhou-me e adorei-o.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

1 de junho de 2014

Projecto 365 - #193-206

Os últimos 15 dias em imagens. Ou a edição que procura centrar-se em coisas boas.

Maio 2014

Ah Maio... Começas a ser o mês que temo. Em termos de leituras nem foi mau e ainda bem, sempre deu para me alhear de coisas como alergias e alguma agitação própria deste mês no trabalho. Livrinhos leves e giros é, não a cura, mas remédio para suportar cenas.

Livros lidos:
  1. Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie - Vale o dinheiro gasto
  2. Ascenção à Meia-Noite (Raça da Noite, #4) de Lara Adrian- Emprestado e pouco se perde com isso
  3. A Cidade dos Deuses Selvagens (As Memórias da Águia e do Jaguar, #1) de Isabel Allende - Emprestado e pouco se perde com isso
  4. Just One Day (Just One Day, #1) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
  5. Just One Year (Just One Day, #2) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
  6. Just One Night (Just One Day, #2.5) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
Filmes vistos:
  1. Inglorious BasterdsVale o dinheiro gasto
Ofertas:
  1. Episódios da Monarquia Portuguesa de João Paulo Oliveira e Costa
  2. Longbourn: amor e coragem de Jo Baker
Compras:
  1. Just One Year (Just One Day, #2) [e-book] de Gayle Forman
  2. Just One Night (Just One Day, #2.5) [e-book] de Gayle Forman
  3. Habibi de Craig Thompson

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - foi-me oferecido, como ovos de Páscoa um pouco atrasados, 2 livros (na verdade foi só 1 mas ofereceram o outro ao meu irmão que não lê e ele disse-me as palavras mais lindas que alguma vez me havia dito "já tens este? Então toma e troca por outro que queiras" <3 ), comprei 3 e li 6, logo o saldo é de 1 livro retirado à pilha!
Disney Movie Challenge - 7 filmes vistos de 98.

Este mês não há artigos porque preguiça... Não tenho estado muito tempo on-line nem com grande atenção ao que se vai escrevendo por aí. Há alturas assim. :)

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