8 de junho de 2014

Projecto 365 - #207-213

Não deu para tirar fotos na segunda e no sábado mas tentei compensar, como já tem sido hábito, noutros dias. Por muito que tente há sempre dias em que me esqueço ou tenho preguiça de fotografar, porque os dias também acabam por ser iguais. Entrando nos últimos 5 meses tenho de ver se consigo forçar-me, ainda mais, a sair da zona de conforto.

#207
#207
Isto é praticamente toda uma outra linguagem.

#208
#208
Passei à porta mas fiquei com curiosidade de entrar porque sushi alentejano deve ser qualquer coisa a experimentar.

#209
#209
Raios partam o auto-foco e os ecrãs dos telemóveis serem praticamente ilegéveis à luz do dia, mas era um carro da Google Street View a passar!

#210
#210
Segunda ida à feira. Foi com pena (not really) que não fiquei a ouvir o Pacheco Pereira a contar histórias da Troika mas tinha compras para fazer. Nada para mim, tudo para oferecer. Saldo de idas à feira até ao momento: 1 livro para mim, 3 para oferecer, 2 farturas, 0 queijadas. Há claramente um déficit de farturas e queijadas da minha parte.

#211
#211
A nova leitura para contrabalançar o de não ficção de peso que ando a ler.

#212
#212
É aquele, lá ao fundo, o cacilheiro da Joana Vasconcelos?

#213
#213
Eis no que dá trabalhar numa biblioteca e ter colegas em outras que sabem que coleciono e por isso me mandam marcadores. \o/

4 de junho de 2014

Just One Day, Just One Year, Just One Night

Autor: Gayle Forman
Ficção | Género: romance
Editora: Dutton Books | Ano: 2013 e 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 385+336+40 | Língua: inglês

Quando e porque peguei neles: 20 a 29 de maio. Basicamente porque sim. Pus-me a correr a app do Kindle para Android em busca de algo porque estava aborrecida e tinha preguiça de me levantar e ir à estante buscar um livro.


Opinião: Não é tão bom quando nos aconselham um livro e lemo-lo com mais nenhuma indicação para além dessa e um "tem Shakespeare", e depois esse livro agarra-nos e só pensamos nele e em lê-lo, de tal maneira que a meio do livro vamos a correr comprar o seguinte e fazer a reserva do conto que conclui a história e chegamos a desesperar e a contar os dias para receber o dito? Não é das melhores coisas do mundo? Pois foi exactamente isso que aconteceu com estes.

Há várias pessoas cujas recomendações vão logo para a lista a comprar sem eu sequer fazer um estudo prévio da coisa. Foi o caso deste, nem pensei duas vezes quando a Sandra mo recomendou e comprei logo o e-book. Claro que ler é mais difícil *aponta para os vários livros a ganhar pó na estante* mas sei lá eu porquê comecei a ler isto e pronto, ainda bem que o fiz. Ia salvaguardada, tinha sido recomendado e tinha Shakespeare, mas não deixou de ser com relativa surpresa que de repente me apanhei num livro ao estilo do filme "Before Sunrise" e fiquei logo colada à história e investida nas personagens.

O primeiro, Just One Day, é narrado por Allyson, ou Lulu, na primeira pessoa e dividido em duas partes. Na primeira vemos então o fatídico dia em que a sua vida mudou, em que ela conheceu aquele que julgava ser o amor da sua vida e o perdeu também. Mas mais que encontrar um rapaz, Allyson como que se encontrou a si própria, para se perder em seguida, afundando-se numa depressão de que só Shakespeare consegue tirar. Acompanhamos então a viagem de auto-descoberta de Allyson enquanto enceta também um périplo para reencontrar o amor perdido.

Mas Willem também a procura e acompanhamos a sua história em Just One Year, que passa então a mostrar a sua perspetiva. Também está dividido em duas partes mas inversas ao primeiro, até porque a sua história, ainda que também seja de auto-descoberta e por isso semelhante, não deixa de ser bem diferente. Se Allyson como que forma a sua nova personalidade forte em Paris, já Willem é abalado e a confiança que demonstrava dá lugar à insegurança e incertezas, levando a ponderar as suas escolhas, se a vida que julgava cheia afinal não é vazia por lhe faltar algo, um sentido para a vida. Encontra-o em Lulu para se "esquecer" dela e tal como ela acaba por entrar numa viagem que culmina num outro dia em que tudo volta a mudar.

Por fim, no conto Just One Night o narrador é omnisciente permitindo-nos ver os dois lados, as dúvidas e (in)certezas de ambos aquando do novo encontro. Eis que a viagem termina e percebemos que ambos chegaram ao destino.

Como não gostar de um livro com Shakespeare, semelhante à trilogia "Before Sunrise" e com um toquezinho de Persuasão, com a ideia do amor perdido e reencontrado quando ambos se tornam naquilo que precisavam de ser para se merecerem? E até tem acidentes ou, como eu gosto de chamar, "coincidências assustam"... É verdade que sou cética nisto do amor à primeira vista ou insta-love, mas há histórias que me levam a desejar que realmente tais coisas acontecessem na vida real. E se a relação neste livro parece por vezes idealizada, gostei que houvesse alguma realidade quando tentam chamar Allyson à razão, pois Willem a princípio parece realmente um player (não que isso torne impossível o ficar impressionada pelo moço e desejar que as coisas dêem certo). No entanto, isso foi bem utilizado na sua versão da história, não negando o facto mas reabilitando o seu lado de quebra-corações. Apesar disto, tenho de dizer que achei a sua história menos conseguida que a de Allyson, talvez por me identificar mais com ela e se encontrar rodeada de outras personagens também elas mais interessantes como Dee, mas ainda assim convincente e emocionante q.b. para me manter vidrada e a clamar por mais. A sério, com as três histórias corri Kindle e tudo o que era app para aproveitar todos os momentos livres que tinha para ler. Não sei se estão a ver bem a loucura para eu ler tudo isto em praticamente uma semana! O_o

Em suma, está mais que recomendado. Talvez não seja apelativo para quem não gosta da nova onda New Adult ou coisa assim e mesmo eu duvido que se me tem apanhado noutra altura talvez a doideira não tivesse acontecido, mas olhem, apanhou-me e adorei-o.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

1 de junho de 2014

Projecto 365 - #193-206

Os últimos 15 dias em imagens. Ou a edição que procura centrar-se em coisas boas.

Maio 2014

Ah Maio... Começas a ser o mês que temo. Em termos de leituras nem foi mau e ainda bem, sempre deu para me alhear de coisas como alergias e alguma agitação própria deste mês no trabalho. Livrinhos leves e giros é, não a cura, mas remédio para suportar cenas.

Livros lidos:
  1. Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie - Vale o dinheiro gasto
  2. Ascenção à Meia-Noite (Raça da Noite, #4) de Lara Adrian- Emprestado e pouco se perde com isso
  3. A Cidade dos Deuses Selvagens (As Memórias da Águia e do Jaguar, #1) de Isabel Allende - Emprestado e pouco se perde com isso
  4. Just One Day (Just One Day, #1) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
  5. Just One Year (Just One Day, #2) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
  6. Just One Night (Just One Day, #2.5) [e-book] de Gayle Forman - Vale o dinheiro gasto
Filmes vistos:
  1. Inglorious BasterdsVale o dinheiro gasto
Ofertas:
  1. Episódios da Monarquia Portuguesa de João Paulo Oliveira e Costa
  2. Longbourn: amor e coragem de Jo Baker
Compras:
  1. Just One Year (Just One Day, #2) [e-book] de Gayle Forman
  2. Just One Night (Just One Day, #2.5) [e-book] de Gayle Forman
  3. Habibi de Craig Thompson

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha - foi-me oferecido, como ovos de Páscoa um pouco atrasados, 2 livros (na verdade foi só 1 mas ofereceram o outro ao meu irmão que não lê e ele disse-me as palavras mais lindas que alguma vez me havia dito "já tens este? Então toma e troca por outro que queiras" <3 ), comprei 3 e li 6, logo o saldo é de 1 livro retirado à pilha!
Disney Movie Challenge - 7 filmes vistos de 98.

Este mês não há artigos porque preguiça... Não tenho estado muito tempo on-line nem com grande atenção ao que se vai escrevendo por aí. Há alturas assim. :)

30 de maio de 2014

A Cidade dos Deuses Selvagens (As Memórias da Águia e do Jaguar, #1)

Autor: Isabel Allende
Ficção | Género: romance
Editora: Difel | Ano: 2002 | Formato: livro | Nº de páginas: 284 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: já está na estante há uns valentes anos.

Quando e porque peguei nele: entre 11 e 16 de maio. Achei que seria melhor ler algo de um autor latino-americano já que no SLNB nos debruçaríamos sobre eles.


Opinião: Sinceramente, às vezes não sei se são os livros que nos encontram no momento certo ou se bons livros puxam outras boas histórias, mas o certo é que neste mês de maio não tive razões de queixa e este foi mais um livro prazenteiro.

É verdade que entrei para este livro com receio. A autora é uma das preferidas dos adeptos, digamos, de autores latino-americanos, e por isso esfriei a expetativa avançando para um livro juvenil e não para aquela que é considerada a sua obra-prima, apesar de estar ali numa estante da sala, com as fantásticas Glenn Close e Meryl Streep na capa e tudo.

Talvez não tenha ficado completamente rendida mas garanto que enquanto lia eu andava pela Amazónia e maravilhei-me com aquele recôndito perdido num vulcão no meio da floresta. Achei a escrita fenomenal, com poucos ou nenhuns floreados mas exatamente o que era preciso para descrever e me transportar para uma cena, um local, para entender um personagem. Aquela beleza da escrita simples e direta mas que contém tudo o que é necessário. Confesso que tinha saudades de uma escrita assim, sem o saber.

A história é muito previsível, mal entram na floresta, aliás talvez ainda antes, já sabia que tipo de desenvolvimento algumas situações iam ter. As personagens também são um pouco unidimensionais mas não penso que isso afete a leitura já que servem uma função na história, e por isso os maus são maus, os bons são muito bons e há um "palhaço" que acaba por revelar ter cabeça. Também não sabia as saudades que tinha de personagens assim, se é que faz sentido quando o que eu costumo adorar é personagens complicadas. :/

Longe de ser brilhante, não deixou de ser exatamente o que queria e não sabia, para além de uma boa introdução a esta autora. Sinto-me mais confiante para conhecer A Casa dos Espíritos.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. Só ao chegar ao fim da opinião é que me dei conta de que talvez seja um pouco bipolar. Apesar de gostar de enredos que me surpreendam, escrita poética, personagens que dêem luta e que tenham camadas (como as cebolas)... o que mais apreciei neste livro foi mesmo a sua simplicidade, o que de facto me apanhou de surpresa porque era algo que não estava à espera. E era calmante, ao fim de alguns dias menos bons, voltar a algo que não era complicado. Faz sentido? De qualquer forma, se com Americanah senti um pouco do que tinha sentido com A Lua de Joana, este livro fez-me reviver quando lia Alice Vieira ou Os Cinco. Sinto que estou a fazer as pazes com os livros, depois de no ano passado quase os ter passado a detestar. :P

28 de maio de 2014

Inglourious Basterds

Realizador: Quentin Tarantino
Escritor: Quentin Tarantino
Atores: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, e tantos outros...

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Tarantino... demorei a descobrir-te mas OMD eu curvo-me a teus pés! Tu entendes-me! Tu dás-me sangue a rodos! Oh como eu quero ver tudo e mais alguma coisa que tenhas feito!

Ok, aquilo talvez tenha sido demais mas a sério, só me apetece bater-me a mim própria por nunca ter visto mais filmes deste realizador antes. Vi o "Kill Bill" um pouco aos bochechos, e não vamos falar do trauma do "Pulp Fiction", mas o "Django Libertado" foi dos melhores filmes que vi o ano passado e este "Inglourious Basterds" pode ser dos melhores filmes que vi este ano. Sim, tem violência e sangue, o que só por si faz com que o tenha em grande estima, mas é tão mais que isso!

Vê-se o amor que Tarantino tem ao cinema, com a sétima arte a ser um dos pontos centrais do enredo. Relembra que muitas vezes o cinema é usado como propaganda política, com filmes a enfatizarem momentos da história e passando a mensagem que governos (geralmente ditatoriais) pretendem transmitir ao seu público, mas que também pode ser uma arma contra o mesmo sistema, se bem que nem sempre como aqui é mostrado, trancando toda a gente numa sala para explodi-la. :P

Há também cuidado no delinear das personagens. Os heróis não são cavaleiros em armaduras galantes mas, tal como vilões, não vêem meios para chegar a um fim, pois o fim é o que verdadeiramente interessa e há que lutar fogo com fogo. Adorei o grupo dos Basterds, de onde se destaca o Brad Pitt e Til Schweiger. E é impressão minha ou andava ali um dos donos do "Rex, o Cão Polícia"? xD E o Fassy... *suspira* Mas quem brilha e ofusca os demais é, sem dúvida, Christoph Waltz com o seu Hans Landa. Era suposto eu torcer por esta personagem ou odiá-la? Porque eu não consegui odiá-la quando é tão carismática! Mesmo tendo plena consciência do que estava ali a fazer, pois com ele não se dá o caso (assustador) de não pensar porque se "está a cumprir ordens", ele tem perfeita noção do seu papel naquele regime, adorei-o! Talvez seja essa veracidade, a frontalidade, que me tenha conquistado, o que sinceramente me leva a ter medo do que isto possa dizer da minha pessoa. O_o

Também gostei de ver Daniel Brühl, que acho sempre fenomenal no que quer que entre (e só vi 3 filmes com ele), e fiquei agradavelmente surpreendida com Mélanie Laurent, que não conhecia de todo mas adorei a intensidade da sua Shosanna. Para dizer a verdade, adorei tudo e todos. Acho que toda a gente envolvida fez um trabalho excecional pelo que nem sequer me importei com o facto de não ser historicamente correto, até porque de outro modo não haveria aquele final. :D Sim, a História pode ser sacrificada em prol de um bom enredo, seja para entretenimento ou exploração dos vários "e se..." que a História possa suscitar.

Venha mais Tarantino!

Veredito: Vale o dinheiro gasto. É daquelas coisas, parece que chego tarde à festa mas fico rendida à mesma. Tive um início de relação com Tarantino algo meh, com o trauma do "Pulp Fiction" e um episódio do "CSI" que soube a pouco, mas nestes últimos 2 anos ele convenceu-me.

27 de maio de 2014

Só Ler Não Basta #16.2 - Autores Latino-Americanos


Pegando em ler minorias e uma maior variedade, temas que este ano têm ganho bastante destaque (eu bem digo que coincidências assustam), voltámo-nos neste mês para autores que escrevem numa língua bastante semelhante à nossa e que acabam por ser relegados para o fundo da estante, quando até nem o merecem. Por entre interjeições de "olha o Cristiano Ronaldo já está despido" (abençoado futebol que dá muita saúde a muito homem giro! não que o Cristiano Ronaldo seja um dos meus favoritos, o Real Madrid tem melhor que ele :P), falamos com a Sandra Gomes de autores favoritos, fossos geracionais (xD) e são dadas sugestões que prometem fazer rombo na carteira do livrólico anónimo que se vier a aventurar pela Feira do Livro que abre esta semana.


Podem também visitar o tópico de discussão no Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...