Pegando em ler minorias e uma maior variedade, temas que este ano têm ganho bastante destaque (eu bem digo que coincidências assustam), voltámo-nos neste mês para autores que escrevem numa língua bastante semelhante à nossa e que acabam por ser relegados para o fundo da estante, quando até nem o merecem. Por entre interjeições de "olha o Cristiano Ronaldo já está despido" (abençoado futebol que dá muita saúde a muito homem giro! não que o Cristiano Ronaldo seja um dos meus favoritos, o Real Madrid tem melhor que ele :P), falamos com a Sandra Gomes de autores favoritos, fossos geracionais (xD) e são dadas sugestões que prometem fazer rombo na carteira do livrólico anónimo que se vier a aventurar pela Feira do Livro que abre esta semana.
27 de maio de 2014
Só Ler Não Basta #16.2 - Autores Latino-Americanos
Pegando em ler minorias e uma maior variedade, temas que este ano têm ganho bastante destaque (eu bem digo que coincidências assustam), voltámo-nos neste mês para autores que escrevem numa língua bastante semelhante à nossa e que acabam por ser relegados para o fundo da estante, quando até nem o merecem. Por entre interjeições de "olha o Cristiano Ronaldo já está despido" (abençoado futebol que dá muita saúde a muito homem giro! não que o Cristiano Ronaldo seja um dos meus favoritos, o Real Madrid tem melhor que ele :P), falamos com a Sandra Gomes de autores favoritos, fossos geracionais (xD) e são dadas sugestões que prometem fazer rombo na carteira do livrólico anónimo que se vier a aventurar pela Feira do Livro que abre esta semana.
25 de maio de 2014
Americanah
Ficção | Género: romance
Editora: Dom Quixote | Ano: 2013 | Formato: livro | Nº de páginas: 720 | Língua: português
Como me veio parar às mãos: foi-me emprestado pela Ana na sua missão para a Chimamanda-evangelização.
Quando e porque peguei nele: entre 19 de abril e 4 de maio. Como disse, estou a tentar "despachar" os livros emprestados, mas também os recém-adquiridos. Este enquadra-se nos dois porque foi emprestado recentemente. :D
Quando e porque peguei nele: entre 19 de abril e 4 de maio. Como disse, estou a tentar "despachar" os livros emprestados, mas também os recém-adquiridos. Este enquadra-se nos dois porque foi emprestado recentemente. :D
Opinião: O que dizer de um livro que nos surpreende? Sim, já tinha ouvido falar bem da autora de modo que tinha muita curiosidade em ler, mas acho que nada me preparou para isto. Estão a ver aquele sentimento de que falo vezes sem conta cada vez que menciono A Lua de Joana? Este livro foi o que mais perto esteve de me fazer reviver aquela tarde. É certo que não achei a história tão perto da minha, mas o sentimento de estar noutra pele, ver o mundo por outros olhos, perceber a sua visão e viver uma vida pela qual não passei. Está tudo aqui.
A história de Ifemelu pode não ser das mais tocantes, mas a sua visão do mundo é fantástica. A vida na Nigéria e o contraste com a América, como muda, ou melhor como cresce... As diferenças culturais que marcam e o racismo que quem não é vítima não o sente e por mais boas intenções que tenha não pode perceber o que verdadeiramente é. Não consigo descrever tudo o que este livro me fez sentir, ou até pensar. Este artigo fá-lo melhor que eu, mencionando também uma cena que me fez perceber o quão cega tenho sido quanto à beleza, o seu ideal e tendências da moda diz respeito. Sim, eu vou acompanhando o esforço de marcas que valorizam todas as formas e feitios, mas em termos de cor de pele e tipos de cabelo, o que tal implica em termos de maquilhagem e penteados, nunca tinha passado pela minha cabeça. Nunca dei conta e é embaraçoso pensar que poderia ter a mesma reação que o namorado dela.
Mas não é só de Ifemelu que o livro fala e apesar de ter achado a história de Obinze menos interessante, não deixou de mostrar o quanto o sonho de emigrar pode dar para o torto.
Merece pontuação máxima mas não fui capaz de dar mais que 4 estrelas no Goodreads porque, quando comparado com A Lua de Joana, faltou-lhe o ter-me feito achar que cresci no período em que o li. Espero que me tenha feito abrir mais os olhos para algo que nunca senti na pele mas pelo qual muitos passam todos os dias, mas não posso dizer que cresci. Mas é mais que aconselhado e esta é uma autora para continuar a seguir. É para isto que os livros servem, é por isto que eu leio e esta história li-a com muito gosto, tanto que as páginas voaram sem me dar conta.
É desde já um dos melhores livros do ano.
Veredito: Para ter na estante.
A história de Ifemelu pode não ser das mais tocantes, mas a sua visão do mundo é fantástica. A vida na Nigéria e o contraste com a América, como muda, ou melhor como cresce... As diferenças culturais que marcam e o racismo que quem não é vítima não o sente e por mais boas intenções que tenha não pode perceber o que verdadeiramente é. Não consigo descrever tudo o que este livro me fez sentir, ou até pensar. Este artigo fá-lo melhor que eu, mencionando também uma cena que me fez perceber o quão cega tenho sido quanto à beleza, o seu ideal e tendências da moda diz respeito. Sim, eu vou acompanhando o esforço de marcas que valorizam todas as formas e feitios, mas em termos de cor de pele e tipos de cabelo, o que tal implica em termos de maquilhagem e penteados, nunca tinha passado pela minha cabeça. Nunca dei conta e é embaraçoso pensar que poderia ter a mesma reação que o namorado dela.
Mas não é só de Ifemelu que o livro fala e apesar de ter achado a história de Obinze menos interessante, não deixou de mostrar o quanto o sonho de emigrar pode dar para o torto.
Alexa e os outros convidados, e talvez até Georgina, compreendiam a necessidade de fugir à guerra, ao tipo de pobreza que esmagava as almas humanas, mas não compreendiam a necessidade de escapar da letargia opressiva da falta de escolha. Não compreenderiam porque é que pessoas como ele, que haviam crescido bem alimentadas e com todas as necessidades satisfeitas, mas atoladas em insatisfação, condicionadas desde a nascença a olhar na direção de outro lugar e eternamente convencidas de que as vidas reais aconteciam nesse outro lugar, estavam agora resolvidas a fazer coisas perigosas, coisas ilegais, para poderem partir, sem que nenhuma delas estivesse a passar fome, a sofrer violações ou a fugir de aldeias incendiadas, mas meramente famintas de escolha e de certeza.
Merece pontuação máxima mas não fui capaz de dar mais que 4 estrelas no Goodreads porque, quando comparado com A Lua de Joana, faltou-lhe o ter-me feito achar que cresci no período em que o li. Espero que me tenha feito abrir mais os olhos para algo que nunca senti na pele mas pelo qual muitos passam todos os dias, mas não posso dizer que cresci. Mas é mais que aconselhado e esta é uma autora para continuar a seguir. É para isto que os livros servem, é por isto que eu leio e esta história li-a com muito gosto, tanto que as páginas voaram sem me dar conta.
É desde já um dos melhores livros do ano.
Veredito: Para ter na estante.
20 de maio de 2014
Porque música é poesia (32)
Ou como pela primeira vez descobri um artista através das recomendações do Youtube. Sim, o Youtube conhece tão bem os meus gostos... Um dia destes tinha nas recomendações este vídeo intitulado "Bromance" (xD) que levou-me a conhecer este canal e deixem-me que diga que o moço até tem jeito para a música, mas vai daí o meu gosto talvez seja duvidoso.
Chester See - Who Am I to Stand in Your Way
18 de maio de 2014
Projecto 365 - #186-192
Não foi uma boa semana para fotos... Aliás, não foi uma boa semana, ponto.
#186
Um dos gatos cá da rua que parecia estar há espera de alguma coisa do meu prédio... O_o
#187
Uma exposição muito temporária no meu local de trabalho.
#188
Foi inspirada numa outra que lá esteve até o início deste ano. No entanto gostei mais das peças desta.
#189
Gostei sobretudo desta.
#190
Em uma semana o que foram capazes de fazer no pátio do local onde trabalho e para uma festa que só tem lugar no próximo fim de semana.
#191
Ontem estive a trabalhar mas ainda deu para ver um bocadinho da mostra de esgrima japonesa.
#192
Hoje houve passeio pela Baixa, visita à exposição temporária no Museu Calouste Gulbenkian (e não dá para passar por lá sem tirar foto aos patos) e visionamento de jogo de futebol acompanhado de uma travessa de caracóis. Dia em beleza para fechar uma semana quase horribilis.
16 de maio de 2014
The Killing: Crónica de um Assassinato (2)
Mais informação técnica no IMDb.
Temporada: Terceira e diz que última, mas eu não quero que acabe! :'(
Opinião: Gosto tanto desta série! Foi por isso com alguma tristeza que depois do último episódio fui procurar se havia mais mas aparentemente é para a história ficar por aqui. Mas porquê? Como pode não haver mais?! Aquele final... *sniff* A sério, os finais de série e de temporadas andam a dar cabo de mim e do meu coraçãozinho, já para não falar em deixarem-me de boca aberta abismada porque "OMD eu não posso acreditar no que acabou de acontecer!" Será que já ninguém acredita em finais felizes? Pergunta quem se queixou do final de um filme há tempos... *assobia inocentemente* E está claro que não estou a incluir aqui o final de "HIMYM", que me quebrou o coração mas por outras razões. *suspira*
Depois de uma temporada um pouco menos bem conseguida mas ainda assim interessante (da qual falei um bocadinho aqui), esta voltou a surpreender-me, na medida do possível, com os seus twists e personagens. Adoro a Lund! A sua vida profissional voltou a meter-se na pessoal e é tão triste ver ela a fazer esforços de certa forma inglórios por acabar por ir tudo abaixo. Às vezes parece que nem sequer vale a pena ela tentar, as coisas estão condenadas a fracassar.
Como disse, na medida do possível a série acabou por surpreender porque pareceu, em termos narrativos, muito semelhante à primeira. Mais uma vez a política está de certa forma envolvida, o que sinceramente já se estava a tornar repetitivo sobretudo porque pareceu forçada, ainda que menos que na anterior, e um caso em época de eleições? Onde já vi isto? Ah pois... Na primeira temporada... onde o drama familiar também tinha lugar. Ok, aqui trata-se de um rapto enquanto que o primeiro era um homicídio, mas a exploração do drama, algumas atitudes das personagens são em tudo semelhantes. E depois temos também aquela coisa de não conhecermos realmente quem está perto de nós, quem nos acompanha no dia-a-dia e pode esconder os mais temíveis segredos.
Sim, em vários aspectos esta temporada foi em muito semelhante à primeira mas (e quem sabe até por causa disso) gostei tanto ou ainda mais que aquela, já que neste caso por a série ser mais pequena não engonharam tanto e tiraram pistas aparentemente da cartola tipo 15 dias depois. E depois temos o final, que me deixou de boca aberta e com o coração nas mãos. Apesar de desejar um completamente diferente, porque 'tadinha da Lund já merece que algo lhe corra bem, não posso deixar de achar o final perfeito, completamente de acordo com a personagem. Entendo o porquê de não continuarem a série, mas gostava tanto de continuar a seguir a Lund porque nada é mais trágico que querer mudar e deitar tudo a perder no momento seguinte, mas faz uma série tão boa. *modo sádica on*
Depois de uma temporada um pouco menos bem conseguida mas ainda assim interessante (da qual falei um bocadinho aqui), esta voltou a surpreender-me, na medida do possível, com os seus twists e personagens. Adoro a Lund! A sua vida profissional voltou a meter-se na pessoal e é tão triste ver ela a fazer esforços de certa forma inglórios por acabar por ir tudo abaixo. Às vezes parece que nem sequer vale a pena ela tentar, as coisas estão condenadas a fracassar.
Como disse, na medida do possível a série acabou por surpreender porque pareceu, em termos narrativos, muito semelhante à primeira. Mais uma vez a política está de certa forma envolvida, o que sinceramente já se estava a tornar repetitivo sobretudo porque pareceu forçada, ainda que menos que na anterior, e um caso em época de eleições? Onde já vi isto? Ah pois... Na primeira temporada... onde o drama familiar também tinha lugar. Ok, aqui trata-se de um rapto enquanto que o primeiro era um homicídio, mas a exploração do drama, algumas atitudes das personagens são em tudo semelhantes. E depois temos também aquela coisa de não conhecermos realmente quem está perto de nós, quem nos acompanha no dia-a-dia e pode esconder os mais temíveis segredos.
Sim, em vários aspectos esta temporada foi em muito semelhante à primeira mas (e quem sabe até por causa disso) gostei tanto ou ainda mais que aquela, já que neste caso por a série ser mais pequena não engonharam tanto e tiraram pistas aparentemente da cartola tipo 15 dias depois. E depois temos o final, que me deixou de boca aberta e com o coração nas mãos. Apesar de desejar um completamente diferente, porque 'tadinha da Lund já merece que algo lhe corra bem, não posso deixar de achar o final perfeito, completamente de acordo com a personagem. Entendo o porquê de não continuarem a série, mas gostava tanto de continuar a seguir a Lund porque nada é mais trágico que querer mudar e deitar tudo a perder no momento seguinte, mas faz uma série tão boa. *modo sádica on*
Veredito: Vale o dinheiro gasto. Tenho de começar a voltar-me para policiais nórdicos porque se forem como a série, meu Deus há todo um mundo sem fim de livros por ler!
14 de maio de 2014
O Despertar da Meia-Noite e Ascensão à Meia-Noite (Raça da Noite, #3)
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 e 2012 (originalmente publicados em 2007 e 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 360+344 | Língua: português
Como me veio parar às mãos: foram-me emprestados.
Quando e porque peguei nele: entre 14 e 25 de abril e 5 e 11 de maio. O terceiro volume fazia parte da 2.ª mini-pilha e estou a tentar "despachar" os livros emprestados, para além de que me estava a apetecer algo levezinho com vampiros à mistura. :D
Quando e porque peguei nele: entre 14 e 25 de abril e 5 e 11 de maio. O terceiro volume fazia parte da 2.ª mini-pilha e estou a tentar "despachar" os livros emprestados, para além de que me estava a apetecer algo levezinho com vampiros à mistura. :D
Opinião: Ainda bem que já não me sinto culpada por ter guilty pleasures ou de outro modo talvez não fosse capaz de apreciar livros deste tipo e estaria a perder todo um mundo de coisas boas! Adoro esta série e parece estar a ficar melhor a cada volume. Ok, talvez não seja tanto assim mas o certo é que a história e as personagens fazem-me virar as páginas continuamente até que dou comigo no final do livro sem perceber como.
Estes dois volumes pareceram-me focar-se mais nos dramas dos personagens que os anteriores, mas talvez tal impressão se deva ao facto de já conhecer melhor este mundo e as forças que se antagonizam no mesmo. Isto permitirá um maior desenvolvimento e exploração das personagens, sendo que os dramas também acabam por suscitar interesse mesmo que a coisa a certa altura pareça algo repetitiva, nomeadamente ao que na relação amorosa diz respeito. Quer dizer, no terceiro volume irritou um pouco que nunca mais parece que fossem sair da cepa torta... O mundo no meio disto acaba por não ter tanto destaque, acaba por ter um papel secundário e parece que apenas para ligar os vários volumes, mas ainda assim é bastante agradável de seguir, tendo existido nestes dois livros desenvolvimentos bem interessantes e que promete mais problemas para estes Guerreiros.
Por mim, cá estarei para os seguir porque leituras leves e com vampiros são perfeitos para ler depois de leituras que exigem de nós, ou para ler depois de dias (ou semanas) mais agitados e cansativos.
Estes dois volumes pareceram-me focar-se mais nos dramas dos personagens que os anteriores, mas talvez tal impressão se deva ao facto de já conhecer melhor este mundo e as forças que se antagonizam no mesmo. Isto permitirá um maior desenvolvimento e exploração das personagens, sendo que os dramas também acabam por suscitar interesse mesmo que a coisa a certa altura pareça algo repetitiva, nomeadamente ao que na relação amorosa diz respeito. Quer dizer, no terceiro volume irritou um pouco que nunca mais parece que fossem sair da cepa torta... O mundo no meio disto acaba por não ter tanto destaque, acaba por ter um papel secundário e parece que apenas para ligar os vários volumes, mas ainda assim é bastante agradável de seguir, tendo existido nestes dois livros desenvolvimentos bem interessantes e que promete mais problemas para estes Guerreiros.Por mim, cá estarei para os seguir porque leituras leves e com vampiros são perfeitos para ler depois de leituras que exigem de nós, ou para ler depois de dias (ou semanas) mais agitados e cansativos.
Veredito: Emprestado pouco se perdia com isso. Gosto mas ainda assim não sou capaz de dar dinheiro por eles porque, apesar de tudo, não conto reler. Mas é só por isso. E porque não há espaço cá em casa.
13 de maio de 2014
Velas Negras
Criadores: Robert Levine, Jonathan E. Steinberg
Atores: Toby Stephens, Hannah New, Luke Arnold
Mais informação técnica no IMDb.
Temporada: primeira mas quero a segunda já-já!
Opinião: Acho que foi a Telma, como não podia deixar de ser, que me falou desta série porque piratas! E a acompanhar mostrou-me o génerico que é tipo... FANTÁSTICO! Esta gente, diga-se de passagem, tem-se esmerado muito nos genéricos. True Detective, True Blood, Game of Thrones, Les Revenants... Coisas ma'lindas! Mas dizia eu... A Telma falou-me e quando disse que também estava relacionada com A Ilha do Tesouro do Robert Louis Stevenson, história de que gosto bastante, decidi-me a ver e quando soube que ia dar no AXN foi uma questão de segundos até gravar toda a série. Adiei o seu visionamento até ter uns dias para mim, porque o tempo não dá para tudo, e confesso que foi com alguma surpresa que me apercebi que só tinha 8 episódios. Isto porque são tão bons que agora estou aqui a querer mais!
As maiores críticas que vi, e não se pode dizer que tenha lido muitas (de facto nem opiniões li, foi mais um ou outro comentário), diziam que a série era lenta ou que para uma série de piratas era pouco interessante. Realmente, se vão à espera de pilhagens a torto e a direito, ação sem fim e piratas sem qualquer tipo de remorso, são capazes de ficar um pouco decepcionados. Quer dizer, tem tudo isto mas em doses pequenas e talvez muito espaçadas. Mas o que esta série tem de melhor é as personagens, ou melhor, o idealismo das personagens que querem fazer de Nassau, a ilha em que vivem, um estado legítimo fora do domínio de qualquer coroa europeia ou mesmo americana. Sonham com uma nação de piratas e é interessantíssimo ver todas as jogadas e que tipo de meio ou força usam para ver chegar esse fim.
Fiquei sobretudo fascinada pelo Capitão Flint, não só por estarmos a falar do Toby Stephens (e diga-se que a Maggie Smith passou-lhe bons genes), mas sobretudo por não olhar a meios nem a quem tem de atropelar para ver o seu sonho virar realidade. A princípio aparece como uma personagem distante, misteriosa e aos poucos vamos conhecendo a sua história de modo a que, quando algumas coisas chocantes acontecem (pelo menos chocantes para mim que fiquei completamente de boca aberta e não sou moça de ser apanhada assim) uma pessoa não sabe se há-de ficar contente ou triste. Tal como a sua tripulação ficamos na dúvida: devemos segui-lo ou condená-lo?
Menos conseguido parece-me a personagem do John Silver, não sei porquê mas não vou à bola com o moço e apesar do brilhantismo intelectual da sua personagem, na medida em que para salvar o pescoço arranja artimanhas bem esgalhadas, é difícil realmente torcer por ele. A sério, prefiro torcer pelo Capitão Flint apesar das suas ações (espero que alguém perceba a piada deste último bocado) do que por este rapaz que sempre que entrava em cena só queria que se voltasse a outra personagem qualquer. Fez-me lembrar o Jon Snow e o que sinto cada vez que a ação passa para a Muralha, por muito interessante que seja a cena rai's parta que é uma seca porque está lá o Jon Snow... :/
As personagens femininas também prometem. Adoro a Eleanor, como acredita no sonho de Flint e o toma também como seu e como consegue exercer o seu poder sobre aqueles bandidos, digamos assim, com carisma. Acaba por não ser à toa o fascínio que Vane tem por ela. Anne Bonny é misteriosa, ainda não percebi muito bem qual é a sua e Max parece ser uma versão feminina e muito melhor conseguida de John Silver. Vamos a ver vamos o que estas personagens ainda têm para nos dar.
Veredito: Vale o dinheiro gasto. Fiquei realmente fascinada com a série e não estava nada à espera. Os 8 episódios acabaram por saber a pouco e por isso está claro que recomendo.
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