14 de maio de 2014

O Despertar da Meia-Noite e Ascensão à Meia-Noite (Raça da Noite, #3)

Autores: Lara Adrian
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 e 2012 (originalmente publicados em 2007 e 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 360+344 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foram-me emprestados.

Quando e porque peguei nele: entre 14 e 25 de abril e 5 e 11 de maio. O terceiro volume fazia parte da 2.ª mini-pilha e estou a tentar "despachar" os livros emprestados, para além de que me estava a apetecer algo levezinho com vampiros à mistura. :D

Sinopses do terceiro e quarto volumes

Opinião: Ainda bem que já não me sinto culpada por ter guilty pleasures ou de outro modo talvez não fosse capaz de apreciar livros deste tipo e estaria a perder todo um mundo de coisas boas! Adoro esta série e parece estar a ficar melhor a cada volume. Ok, talvez não seja tanto assim mas o certo é que a história e as personagens fazem-me virar as páginas continuamente até que dou comigo no final do livro sem perceber como.

Estes dois volumes pareceram-me focar-se mais nos dramas dos personagens que os anteriores, mas talvez tal impressão se deva ao facto de já conhecer melhor este mundo e as forças que se antagonizam no mesmo. Isto permitirá um maior desenvolvimento e exploração das personagens, sendo que os dramas também acabam por suscitar interesse mesmo que a coisa a certa altura pareça algo repetitiva, nomeadamente ao que na relação amorosa diz respeito. Quer dizer, no terceiro volume irritou um pouco que nunca mais parece que fossem sair da cepa torta... O mundo no meio disto acaba por não ter tanto destaque, acaba por ter um papel secundário e parece que apenas para ligar os vários volumes, mas ainda assim é bastante agradável de seguir, tendo existido nestes dois livros desenvolvimentos bem interessantes e que promete mais problemas para estes Guerreiros.

Por mim, cá estarei para os seguir porque leituras leves e com vampiros são perfeitos para ler depois de leituras que exigem de nós, ou para ler depois de dias (ou semanas) mais agitados e cansativos.

Veredito: Emprestado pouco se perdia com isso. Gosto mas ainda assim não sou capaz de dar dinheiro por eles porque, apesar de tudo, não conto reler. Mas é só por isso. E porque não há espaço cá em casa.

13 de maio de 2014

Velas Negras

Criadores: Robert Levine, Jonathan E. Steinberg
Atores: Toby Stephens, Hannah New, Luke Arnold

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira mas quero a segunda já-já!

Opinião: Acho que foi a Telma, como não podia deixar de ser, que me falou desta série porque piratas! E a acompanhar mostrou-me o génerico que é tipo... FANTÁSTICO! Esta gente, diga-se de passagem, tem-se esmerado muito nos genéricos. True Detective, True Blood, Game of Thrones, Les Revenants... Coisas ma'lindas! Mas dizia eu... A Telma falou-me e quando disse que também estava relacionada com A Ilha do Tesouro do Robert Louis Stevenson, história de que gosto bastante, decidi-me a ver e quando soube que ia dar no AXN foi uma questão de segundos até gravar toda a série. Adiei o seu visionamento até ter uns dias para mim, porque o tempo não dá para tudo, e confesso que foi com alguma surpresa que me apercebi que só tinha 8 episódios. Isto porque são tão bons que agora estou aqui a querer mais!

As maiores críticas que vi, e não se pode dizer que tenha lido muitas (de facto nem opiniões li, foi mais um ou outro comentário), diziam que a série era lenta ou que para uma série de piratas era pouco interessante. Realmente, se vão à espera de pilhagens a torto e a direito, ação sem fim e piratas sem qualquer tipo de remorso, são capazes de ficar um pouco decepcionados. Quer dizer, tem tudo isto mas em doses pequenas e talvez muito espaçadas. Mas o que esta série tem de melhor é as personagens, ou melhor, o idealismo das personagens que querem fazer de Nassau, a ilha em que vivem, um estado legítimo fora do domínio de qualquer coroa europeia ou mesmo americana. Sonham com uma nação de piratas e é interessantíssimo ver todas as jogadas e que tipo de meio ou força usam para ver chegar esse fim.

Fiquei sobretudo fascinada pelo Capitão Flint, não só por estarmos a falar do Toby Stephens (e diga-se que a Maggie Smith passou-lhe bons genes), mas sobretudo por não olhar a meios nem a quem tem de atropelar para ver o seu sonho virar realidade. A princípio aparece como uma personagem distante, misteriosa e aos poucos vamos conhecendo a sua história de modo a que, quando algumas coisas chocantes acontecem (pelo menos chocantes para mim que fiquei completamente de boca aberta e não sou moça de ser apanhada assim) uma pessoa não sabe se há-de ficar contente ou triste. Tal como a sua tripulação ficamos na dúvida: devemos segui-lo ou condená-lo?

Menos conseguido parece-me a personagem do John Silver, não sei porquê mas não vou à bola com o moço e apesar do brilhantismo intelectual da sua personagem, na medida em que para salvar o pescoço arranja artimanhas bem esgalhadas, é difícil realmente torcer por ele. A sério, prefiro torcer pelo Capitão Flint apesar das suas ações (espero que alguém perceba a piada deste último bocado) do que por este rapaz que sempre que entrava em cena só queria que se voltasse a outra personagem qualquer. Fez-me lembrar o Jon Snow e o que sinto cada vez que a ação passa para a Muralha, por muito interessante que seja a cena rai's parta que é uma seca porque está lá o Jon Snow... :/

As personagens femininas também prometem. Adoro a Eleanor, como acredita no sonho de Flint e o toma também como seu e como consegue exercer o seu poder sobre aqueles bandidos, digamos assim, com carisma. Acaba por não ser à toa o fascínio que Vane tem por ela. Anne Bonny é misteriosa, ainda não percebi muito bem qual é a sua e Max parece ser uma versão feminina e muito melhor conseguida de John Silver. Vamos a ver vamos o que estas personagens ainda têm para nos dar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Fiquei realmente fascinada com a série e não estava nada à espera. Os 8 episódios acabaram por saber a pouco e por isso está claro que recomendo.

12 de maio de 2014

Só Ler Não Basta #16.1 - Leituras de Maio


Apesar de alguns problemas de ordem técnica e azelhice da minha parte, voltamos a trazer os artigos que nos chamaram a atenção e falamos um pouco sobre que livros que lemos recentemente ou estamos a ler. Como não podia deixar de ser lançamos também o tema que será discutido no final do mês. Desta vez vamos falar de autores latino-americanos, para fugir um pouco ao mercado anglo-saxónico. #weneeddiversebooks


Artigos interessantes:
Leituras:
Carla: Ascensão à Meia-Noite (Raça da Noite #4) de Lara Adrian
Diana: Medieval Death: Ritual and Representation de Paul Binski

Outros livros mencionados:
Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie
A Cor do Hibisco de Chimamanda Ngozi Adichie
A Casa das Sete Mulheres de Leticia Wierzchowski
A Cidade dos Deuses Selvagens de Isabel Allende

Podem dar a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads. Podem encontrar um índice da conversação no Youtube, seguir-nos no Google+.

11 de maio de 2014

Projecto 365 - #172-185

Pois que os últimos 15 dias foram... diferentes dos dias a que estou habituada, ainda que tenham sido muito semelhantes entre si. Estive uns dias em casa, a tentar fazer as "limpezas de primavera" sem grande sucesso porque alergia aconteceu. Há já algum tempo que não tinha uma crise destas e era nariz a pingar, dificuldade em respirar e pele feita num oito, e tudo, parece-me com origens diferentes. *suspira* Depois foi uma semana de trabalho monótona mas adivinha-se o caos no horizonte porque "se a seguir à tempestade vem a bonança" também o inverso deve acontecer. E meados de maio são sempre caóticos no mundo em que trabalho. No ano passado consegui esquivar-me mas este ano não tenho tanta certeza. Mas passemos às imagens que tentam ilustrar os 15 dias e não tanto o dia-a-dia porque desleixei-me mais do que costume. :P

9 de maio de 2014

Book Confessions (20)

De outro modo como é que passo o tempo em salas de espera ou em viagem enquanto não chego ao destino? Podia ser obrigada a falar com pessoas! *diz a pessoa introvertida que gosta de andar no seu mundo*

8 de maio de 2014

Booking Through Thursday: Enredo ou personagens?

A pergunta desta semana é...
Which is more important when you read — the actual story or the characters? I've read books with great plots, but two-dimensional characters, and I've read multi-layered characters stuck in clunky stories, and I'm sure you have, too. So which would you rather focus on, if you couldn't have both?
Acho que já respondi a isto no último SLNB mas pronto, vou ter que responder personagens. :)

Para mim a viagem que fazem acaba por ser o que importa. Podem não ser as personagens principais, como o Harry Potter, a suscitar o meu maior interesse num livro, mas haja uma personagem a quem me consiga ligar e é difícil colocar o livro de lado.

5 de maio de 2014

The Centurion's Wife (Acts of Faith, #1)

Autores: Davis Bunn e Janette Oke
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House | Ano: 2009 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: um dos e-books da Amazon a preço 0. Era a loucura em 2012, comprava tudo o que tinha uma capa bonita.

Quando e porque peguei nele: Tal como o livro da Julia Quinn, comecei-o no ano passado e terminei este ano, quase na data em que fazia um ano em que lhe tinha pegado pela primeira vez.


Opinião: Coisas que aparentemente não são para mim? Ficção cristã. Eu sei, porque raio alguma vez pensei que fosse? Mas olhem para as capas! São tão lindas!  E além disso debruçam-se sobre valores que nem sempre estão presentes em histórias. Achei que seria bom para variar mas acaba por faltar algo à leitura. Entusiasmo talvez. Às vezes a coisa acaba por ser tão casta que parece uma seca. :/ Preciso de um pouco de pecado nos meus livros. :D

No entanto, achei interessante que a história se passasse depois da crucificação de Jesus Cristo até ao Pentecostes. É uma pena o ritmo lento ao início, e que me afastou da leitura no seu primeiro momento, para acelerar de tal maneira no final até que fiquei "mas o que é que aconteceu?" Até porque a mudança que se dá nas personagens também acaba por ser repentina. Quer dizer, não se conhecem até chegarmos a meio do livro, ela até vai contrariada para o casamento arranjado e depois de trocar duas ou três palavras com ele "ah e tal posso vir a amar se é que não amo já este homem!" A busca pela fé, ou a conversão no caso dele, também me pareceu forçada mas, felizmente, o livro não é demasiado preachy.

Outra coisa que me irritou foi a constante oferta de chá. Chá e infusões de ervas são coisas completamente diferentes e duvido que houvesse chá naquela época no Médio Oriente. Vinho se calhar soa mal mas é o que penso (não tenho a certeza porque não sei muito sobre os hábitos alimentares daquela região naquela época) seria oferecido e bebido em qualquer tipo de ocasião, e não só pelos romanos.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Tenho que deixar de adquirir coisas só por causa de capas bonitas com mulheres a olhar para o infinito.

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