12 de maio de 2014

Só Ler Não Basta #16.1 - Leituras de Maio


Apesar de alguns problemas de ordem técnica e azelhice da minha parte, voltamos a trazer os artigos que nos chamaram a atenção e falamos um pouco sobre que livros que lemos recentemente ou estamos a ler. Como não podia deixar de ser lançamos também o tema que será discutido no final do mês. Desta vez vamos falar de autores latino-americanos, para fugir um pouco ao mercado anglo-saxónico. #weneeddiversebooks


Artigos interessantes:
Leituras:
Carla: Ascensão à Meia-Noite (Raça da Noite #4) de Lara Adrian
Diana: Medieval Death: Ritual and Representation de Paul Binski

Outros livros mencionados:
Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie
A Cor do Hibisco de Chimamanda Ngozi Adichie
A Casa das Sete Mulheres de Leticia Wierzchowski
A Cidade dos Deuses Selvagens de Isabel Allende

Podem dar a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads. Podem encontrar um índice da conversação no Youtube, seguir-nos no Google+.

11 de maio de 2014

Projecto 365 - #172-185

Pois que os últimos 15 dias foram... diferentes dos dias a que estou habituada, ainda que tenham sido muito semelhantes entre si. Estive uns dias em casa, a tentar fazer as "limpezas de primavera" sem grande sucesso porque alergia aconteceu. Há já algum tempo que não tinha uma crise destas e era nariz a pingar, dificuldade em respirar e pele feita num oito, e tudo, parece-me com origens diferentes. *suspira* Depois foi uma semana de trabalho monótona mas adivinha-se o caos no horizonte porque "se a seguir à tempestade vem a bonança" também o inverso deve acontecer. E meados de maio são sempre caóticos no mundo em que trabalho. No ano passado consegui esquivar-me mas este ano não tenho tanta certeza. Mas passemos às imagens que tentam ilustrar os 15 dias e não tanto o dia-a-dia porque desleixei-me mais do que costume. :P

9 de maio de 2014

Book Confessions (20)

De outro modo como é que passo o tempo em salas de espera ou em viagem enquanto não chego ao destino? Podia ser obrigada a falar com pessoas! *diz a pessoa introvertida que gosta de andar no seu mundo*

8 de maio de 2014

Booking Through Thursday: Enredo ou personagens?

A pergunta desta semana é...
Which is more important when you read — the actual story or the characters? I've read books with great plots, but two-dimensional characters, and I've read multi-layered characters stuck in clunky stories, and I'm sure you have, too. So which would you rather focus on, if you couldn't have both?
Acho que já respondi a isto no último SLNB mas pronto, vou ter que responder personagens. :)

Para mim a viagem que fazem acaba por ser o que importa. Podem não ser as personagens principais, como o Harry Potter, a suscitar o meu maior interesse num livro, mas haja uma personagem a quem me consiga ligar e é difícil colocar o livro de lado.

5 de maio de 2014

The Centurion's Wife (Acts of Faith, #1)

Autores: Davis Bunn e Janette Oke
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House | Ano: 2009 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: um dos e-books da Amazon a preço 0. Era a loucura em 2012, comprava tudo o que tinha uma capa bonita.

Quando e porque peguei nele: Tal como o livro da Julia Quinn, comecei-o no ano passado e terminei este ano, quase na data em que fazia um ano em que lhe tinha pegado pela primeira vez.


Opinião: Coisas que aparentemente não são para mim? Ficção cristã. Eu sei, porque raio alguma vez pensei que fosse? Mas olhem para as capas! São tão lindas!  E além disso debruçam-se sobre valores que nem sempre estão presentes em histórias. Achei que seria bom para variar mas acaba por faltar algo à leitura. Entusiasmo talvez. Às vezes a coisa acaba por ser tão casta que parece uma seca. :/ Preciso de um pouco de pecado nos meus livros. :D

No entanto, achei interessante que a história se passasse depois da crucificação de Jesus Cristo até ao Pentecostes. É uma pena o ritmo lento ao início, e que me afastou da leitura no seu primeiro momento, para acelerar de tal maneira no final até que fiquei "mas o que é que aconteceu?" Até porque a mudança que se dá nas personagens também acaba por ser repentina. Quer dizer, não se conhecem até chegarmos a meio do livro, ela até vai contrariada para o casamento arranjado e depois de trocar duas ou três palavras com ele "ah e tal posso vir a amar se é que não amo já este homem!" A busca pela fé, ou a conversão no caso dele, também me pareceu forçada mas, felizmente, o livro não é demasiado preachy.

Outra coisa que me irritou foi a constante oferta de chá. Chá e infusões de ervas são coisas completamente diferentes e duvido que houvesse chá naquela época no Médio Oriente. Vinho se calhar soa mal mas é o que penso (não tenho a certeza porque não sei muito sobre os hábitos alimentares daquela região naquela época) seria oferecido e bebido em qualquer tipo de ocasião, e não só pelos romanos.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Tenho que deixar de adquirir coisas só por causa de capas bonitas com mulheres a olhar para o infinito.

3 de maio de 2014

A Night Like This (Smythe-Smith Quartet, #2)

Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book assim que saiu.

Quando e porque peguei nele: Ora bem, peguei nele ainda o ano passado mas a coisa não estava a agradar-me por aí além, pelo que deixei-o a meio. Voltei-lhe a pegar porque decidi que tinha de começar a acabar alguns dos livros pendurados.


Opinião: Penso que há algo de errado quando a personagem que mais gosto num livro destes é uma miúda com pancada por unicórnios. Primeiro porque é mesmo uma miúda, logo não tem par romântico, e segundo, a pancada por unicórnios... Eu não sou pessoa de unicórnios. Mas foi exatamente o que aconteceu aqui, a personagem que mais gostei foi a pequena Frances Pleinsworth. :/

Havia lido o excerto há algum tempo e tinha gostado do que li, mas o certo é que se gostei de como os personagens se conheceram, já quando estavam juntas as situações eram algo aborrecidas, a não ser que as pequenas Pleinsworth estivessem por perto a dar alguma vida e piada às situações. Se há coisa que a Julia faz bem são as famílias e mais uma vez aqui se nota isso, pois apesar da Frances ter um lugarzinho especial, a Harriet com as suas terríveis peças e o seu engano quanto às esposas do Henrique VIII também merece destaque.
    Harriet shrugged, then said, “I’m going to begin in act two. Act one is a complete disaster. I’ve had to rip it completely apart.”
    “Because of the unicorn?”
    “No,” Harriet said with a grimace. “I got the order of the wives wrong. It’s divorced, beheaded, died, divorced, beheaded, widowed.”
    “How cheerful.”
    Harriet gave her a bit of a look, then said, “I switched one of the divorces with a beheading.”
    “May I give you a bit of advice?” Anne asked.
    Harriet looked up.
    “Don’t ever let anyone hear you say that out of context.”
Opá, ria-me que nem uma perdida nestas ocasiões. xD

Os dramas das personagens principais, sobretudo de Anne, são algo interessantes de seguir mas o mistério (por assim dizer) é muito pouco misterioso. No entanto, fiquei com curiosidade em conhecer mais sobre Hugh, um dos amigos do protagonista e que me parece ser o herói do terceiro livro deste quarteto.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Eu sei que o mal é meu, não ando virada para romances do género, não sei porque ando a insistir. Ou então começo a perceber que este tipo de plot não é propriamente o meu preferido. Friends to lovers ou enemies to lovers parecem ser mais do meu agrado por terem uma dinâmica diferente que rapaz apaixona-se pela governanta. :/

2 de maio de 2014

Nove Semanas e Meia

Diretor: Adrian Lyne
Adaptação de Nove Semanas e Meia de Elizabeth McNeill por Sarah Kernochan, Zalman King, Patricia Louisianna Knop
Atores: Mickey Rourke, Kim Basinger

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Lembro-me de ver, no final dos anos 80 e 90, os anúncios ao filme porque ia dar na televisão, penso que geralmente seria às quartas-feiras à noite que era quando dava o "Lotação Esgotada", salvo erro. Lembro-me de que como tinha bolinha vermelha e naquela época não havia mais que dois canais (bolas, estou a ficar velha) os meus pais diziam que estava na hora de ir para a cama. Entretanto esqueci-me do filme até a Slayra ter lido o livro e a curiosidade ter voltado. Sim, mesmo pequena tinha curiosidade em ver, não me recordo bem porquê mas penso que teria que ver com a promoção do filme. Já não sei se falavam sobre "história de amor intensa" ou algo na mesma linha. Não sei que tipo de imagem passará da minha pessoa, mas enfim...

Uma coisa que posso dizer é que não, isto não é uma história de amor. Quanto muito é uma história sobre duas pessoas que se relacionam, sendo que uma não sabe muito bem em que tipo de relação está. É uma história sobre duas pessoas que se ligam a nível sexual mas que pretendem coisas bem diferentes. Elizabeth, depois de um casamento falhado parece querer redescobrir a felicidade com John, um estranho que a seduz e que, de certa forma, parece levá-la a (re)descobrir a sua sensualidade.

Realmente é difícil não "cair" por John, interpretado por um Mickey Rourke bem giro à época, com algum carisma e qualquer coisa de misterioso a envolvê-lo. Os jogos também são interessantes, ainda que pareçam forçados ou que Elizabeth parece ser forçada a realizá-los, mas a bandeira vermelha surge quando ele diz que não quer conhecer ninguém da sua vida e quere-a só para ele à noite. Aí se percebe que algo naquela relação não está bem ou então sou só eu, mas penso que dá para ver que procuram coisas diferentes. Elizabeth encontra-se numa relação dominador/submisso sem no entanto perceber porque ele "sabe o que é melhor para ela ou sabe melhor que ela o que ela deseja". Não tenho nada contra quem se encontra de livre vontade nestas relações, mas foi algo frustrante ver que ela parecia achar-se numa relação de iguais quando não estava. E mesmo ele a tratar dela, oferecer presentes caros e tal foi, para mim, perturbador, quase como se tentasse comprar o seu afeto em vez de investir-se a si próprio na relação dando-se a conhecer, como tenta fazer no final por forma a mantê-la consigo.

Apesar de não o ter apreciado por aí além, sobretudo por causa das personagens, conforme o filme se vai desenrolando, deixarem de ser apelativas, não deixa de ser um filme interessante e que em certa medida questiona o que achamos ou queremos/esperamos de uma relação. Confesso que, sendo apregoado como filme erótico, não esperava que acabasse por levantar este tipo de questões.

Veredito: Com tanta coisa para ver e tinha de ver isto. A sério, personagens frustrantes, mais que a história e as questões que levanta, arruínam coisas. :P

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