25 de abril de 2014

Booking Through Thursday: Favorito

A pergunta desta semana é...
Do you have a favorite book? What do you say when people ask you? (This question always flummoxes me because how can you pick just one, so I’m eager to hear what you folks have to say.)
And, has your favorite book changed over the years?
Tenho um favorito, sim, e há muito que o é apesar de ter lido livros fantásticos ao longo dos anos, incluindo uma série que me acompanhou durante anos e cujo fim doeu, mas aquela dor boa que temos quando acabámos uma história que nos encheu por completo as medidas.

Sim, tenho um favorito e sei que nunca o vou reler, pois parte da sua beleza está no ter sido o livro que precisava de ler no momento em que o li. Não quero descobrir as falhas que tem, e eu sei que as tem, mas a memória daquela tarde a ler aquele livro é das coisas mais preciosas que guardo. O meu livro preferido é, e parece-me que há-de continuar a ser por muitos e longos anos se nem o Harry Potter ou O Conde de Monte Cristo o conseguiram destronar, A Lua de Joana. Nunca um livro me disse e ensinou tanto. Estou farta de o dizer, e não me canso de repetir, que aquele foi o livro que me fez descobrir o real valor dos livros.

24 de abril de 2014

O Meu Programa de Governo

Autor: José Gomes Ferreira
Não-Ficção | Género: economia e política
Editora: Livros d'Hoje | Ano: 2013 | Formato: livro | Nº de páginas: 477 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 6 de fevereiro a 6 de abril. É o primeiro livro de não-ficção em que peguei este ano para o meu desafio mini-pilha.

Opinião: Eh lá! Dois meses para ler um livro? Custou mas foi! Não quero com isto dizer que o livro é mau ou difícil, porque não o é, mas a altura que escolhi para o ler não terá sido a melhor porque (sobretudo) o trabalho foi-se metendo pelo caminho e havia dias em que a última coisa que queria fazer era pegar num livro que me deixava indignada. Para isso bastava ligar a televisão e ver as notícias...

Como seria expectável, este livro debruça-se sobre finanças, economia e política, e se até entendo um pouco do último (porque aluno de História está fadado, em alguma parte do seu currículo, ser confrontado com o tema), as duas primeiras não são de todo a minha praia, no entanto o autor é capaz de passar a mensagem explicando, talvez de forma demasiado simplista, poderão dizer alguns, mas de modo a que qualquer leigo naquelas matérias entenda, as altas jogadas propositadamente obscuras dos grandes interesses financeiros. Interesses mesmo instalados num aparente mercado livre, de concorrência, onde quem sai a perder é o consumidor.

Para além de apresentar os problemas e tirar, parece-me, uma foto bastante bem conseguida e ilustrativa da realidade em que temos vivido, tenta também apresentar propostas ainda que nem sempre de acordo com a minha perspectiva e, parece-me, algumas bastante ingénuas. Mas, sinceramente, houvesse mais pessoas para quem a Res Publica fosse realmente a "coisa pública" e tivessem em conta o bem comum em vez do seu próprio bolso, e talvez não estivéssemos nesta situação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Pode não se concordar com tudo o que escreve, mas como disse a análise que o autor faz do país parece-me bem conseguida e convida a pensar em alternativas, não apenas no que a soluções políticas diz respeito, mas mesmo em termos pessoais, sempre que recorremos a um banco ou ponderamos adquirir qualquer tipo de serviço. Já o meu pai diz que "ninguém dá nada a ninguém" e este livro mostra o que de muito andamos a dar em troco de pouco ou nada.

21 de abril de 2014

Projecto 365 - #158-165

Eis uma semana em que ou não tirava fotos ou tirava como se não houvesse amanhã, o que não significa que fossem grande coisa, porque não são. Aliás, algumas até foram para o trabalho e metem dó. Mas como isso não importa para aqui, eis a última semana em imagens...

20 de abril de 2014

18 de abril de 2014

As minhas razões para não comprar livros

O grande objetivo este ano é diminuir a minha pilha de livros para ler. De modo a poder cumpri-lo desenvolvi o meu desafio mini-pilha (mini-pilha 1 e 2 até agora), tento seguir algumas dicas da Célia, imagino-me a viver numa ilha deserta com um número finito de livros e agora resolvi compilar os fatores em que pensar quando me encontro numa livraria e pondero comprar um livro.

1. "Mulher não te desgraces! Pousa e afasta-te lentamente do livro que já tens muitos em casa!"
Antes que perguntem... Sim, aquilo é mesmo o que eu digo de mim para mim numa livraria e isto porque a contagem do passado fim de semana revelou quase 200 livros por ler... SÓ nas estantes do meu quarto! Mas há outras estantes cá por casa... e o Kindle! No Goodreads a contagem ascende a quase 700 títulos. É certo que tem alguns que quero reler, mas também não estão todos os que tenho nas estantes de casa. Livros adquiridos antes de 2007 não estão lá. Por isso medo... muito medo...

2. O relativo pouco respeito que as editoras têm pelos consumidores
Devo começar por dizer que este post surgiu na minha cabeça um pouco como reação a algo que aconteceu esta semana. Aparentemente, já não basta dividirem os livros a meio e eu até entendo em livros grandes, parece que querem começar a fazer livros só com 3 capítulos. :/ A trilogia de Paullina Simons anda debaixo do meu olho há anos e pensei que era desta que iam publicar a coisa toda e como deve ser, mas pelos vistos o volume que saiu agora, Tatiana, não corresponde ao original faltando-lhe... 3 capítulos. Procurai no Facebook o comentário em que a editora tenta justificar o sucedido, mas com este caso vem-me à memória um outro, que aconteceu com A Filha da Profecia em que falta um poema no final do livro.

É de admirar com isto que uma pessoa se vire para edições originais? Já sem falar de quando deixam as séries a meio ou deixam de investir em autores. Sim, é chato investir e não ter retorno, mas o leitor também investe em algo que agora não sabe se vai chegar ao fim e com o texto inteiro! Na era da informação em que vivemos começa a ser fácil apercebermo-nos deste tipo de coisas e parece-me lógico que uma pessoa se sinta defraudada quando se vê perante livros a que faltam capítulos e/ou parágrafos que ajudam a caracterizar uma personagem.

3. Os erros
Sim, mesmo na língua original há erros ortográficos, mas há livros que por vezes têm erros demais. Pensei que tinha escapado a este flagelo, digamos assim, ao ter pedido emprestado o primeiro volume de Assassin's Creed mas aparentemente tenho um livro com uma tradução atroz e que pronto, como não me apercebi porque ainda não li, não o posso devolver. E penso que é uma coisa que pode ser minimizada e mesmo evitável, se houver uma leitura atenta, sem prazos irrealistas para tentar cavalgar ondas. Eu sei que só não erra quem não faz, mas prefiro pagar por uma coisa decente que feita às três pancadas.

Resumindo e concluindo, porque penso que a meio afastei-me do que pretendia: não comprar porque já tenho muitos, o livro pode não estar completo e a série pode não chegar ao fim, o livro pode ter montes de erros, pelo que é melhor deixar a poeira assentar e fazer (ainda mais) alguma investigação antes. Comprar apenas se for para o ler de seguida ou for um must have mas daqueles que tenho mesmo de ter naquele exato e preciso momento.

16 de abril de 2014

As minhas razões para reler

Não sei se já disse mas o espaço para arrumar livros é crítico. Aliás, é mais ao menos como esta imagem que encontrei no Facebook de algumas pessoas amigas...


Pois que shelves já não há e, tenho a certeza, cheguei a um ponto em que se entra mais um livro em casa alguém pode ter de ir dormir para a rua. Podem ter uma pequena ideia de como as estantes estão seguindo este link, tendo em conta que já têm alguns anos logo há mais livros. :P Tive mesmo de comprar um baú (já não tenho o puff que penso se vê num dos vídeos) para comprar os livros que já tinha lido, de modo a eu a olhar para estante e ver, logo escolher, por entre títulos que não li as minhas próximas leituras. No entanto, há livros que são mais fortes que eu e que mesmo já os tendo lido por mais de uma vez (no caso do HP 4 ou mais O_o) têm lugar cativo na estante, não porque fiquem bem (apesar de ficarem :D) mas porque posso vir a ter a súbita necessidade de os reler.

Mas porquê, foram realmente assim tão bons? Porque a necessidade de pegar neles novamente? Bem, para isso tenho de falar neles. Como disse, há 26 livros que quero reler e eles são:
  • 6 volumes do Harry Potter - não me digam que estão surpreendidos! Falta o primeiro, que emprestei (sempre a espalhar a Pottermania), e é verdade que já reli por várias vezes a série, mas está a voltar aquela saudade! NUNCA outra série me disse tanto e julgo que nunca vai haver outra;
  • trilogia O Senhor dos Anéis e O Silmarillion - opá, simplesmente tenho de o fazer! São histórias belíssimas que ainda hoje me acompanham, sobretudo a cena nas Casas de Sarar. <3 É todo um mundo que se encontra naquelas páginas, que nasce e se desvanece. É óbvio que tenho de voltar à Terra Média, e descobrir outras histórias que também ali estão;
  • segundo volume do Outlander em português e a novela gráfica The Exile - parece que a tradução é atroz, mas a série está aí à porta e além disso tenho os restantes para ler, pois fiquei no quarto volume de, até agora, 8 livros e ainda há os da série Lord John Grey. Há personagens que sinceramente não quero reencontrar, basta ter de as seguir nos restantes livros, mas há também pormenores que já se foram da minha cabeça e, sinceramente, não há outra série que me faça viajar no tempo (percebem?! xD) como esta;
  • 2 volumes de Iron Seas - acho que nunca consegui escrever nada sobre a série, e sinto que devia pois é muito boa, e tenho também o terceiro livro para ler. Acresce que o quarto anda a sair aos bocados;
  • a trilogia (original) Sevenwaters - também nunca escrevi sobre ela, pois li antes de ter o blog e numa altura em que se escrevia no ficheiro Word, há muito que ele desapareceu no meio dos meus 2 casos de fritar o disco. *sad panda* Foi uma das primeiras recomendações internéticas que li, no seguimento do meu fascínio por Harry Potter e descoberta de fóruns dedicado ao fandom, assim como julgo ter sido também o primeiro que li com protagonistas femininas fortes, autênticos role model;
  • 3 volumes da saga Téméraire - dragões! A serem usados nas Guerras Napoleónicas! Estou cansada de estar à espera que a Presença se digne a publicar os que 5 que faltam, pois saíram até agora 8, e por isso andei a juntar as versões originais ao longo destes anos. Começa a estar na hora de ler tudo, pois o próximo parece ser o derradeiro, e convém refrescar a memória;
  • Possession - nem a propósito a Célia partilhou um artigo que descasca no livro, mas já era para o ter relido o ano passado para tentar acompanhar um read-a-long mas não foi a melhor altura. Sim, concordo com os pontos do artigo da Célia, pois apesar de o adorar e me ter arrependido de ter dado a versão que inicialmente e cuja capa mostrava o quadro "Beguiling of Merlin" (quem me manda ser parva?), consigo entender os seus defeitos e o porquê de não agradar a todos. Mas quero voltar a perder-me no romance daqueles dois autores fictícios;
  • Fantasma da Ópera - adoro a história, adoro o musical ainda que seja diferente, adoro romances epistolares, adoro o Persa. Tenho de voltar a ficar de coração partido com aquele final;
  • A Corte do Ar - sabem aqueles livros em que são largados sem perceber o mundo em que entram? Foi o que aconteceu neste e sinto que não desfrutei tanto do livro, das histórias e personagens, por querer tentar entender aquele mundo. Parecia que tudo se passava rapidamente e ao tentar focar-me numa coisa, havia outra a acontecer por trás e a passar-me despercebida;
  • os volumes 3 e 4 de As Crónicas de Gelo e Fogo - parei há tempos porque os volumes seguintes ainda não tinham saído em português, depois era o Martin que nunca mais acabava de escrever... enfim, fui adiando e agora há uma, perdão... duas cenas que jamais terão o impacto tivesse eu lido pela primeira vez, antes de as ver na série. Mas tal não há-de voltar a acontecer, espero;
  • As Crónicas de Nárnia - reli 5 livros o ano passado, faltam os restantes para voltar a acabar a série.
Eis os livros que estão na calha para as releituras. Felizmente vou conseguindo resistir ao seu chamamento, mas em alguns, porque fazem partes de séries que quero mesmo ler, vou ter realmente de pegar (mais cedo ou mais tarde) sob pena de não entender os volumes que se seguem. Triste a vida de um leitor, com livros novos a saírem todos os dias (ultimamente, e felizmente, nem tanto do meu agrado porque o hype começa a enjoar e acabam por não corresponder às minhas expetativas) e já tão boas coisas publicadas, que uma pessoa nem se sabe para onde se virar.

15 de abril de 2014

Só Ler Não Basta #15.1 - Leituras de Abril


Novo mês, nova primeira parte do SLNB, onde falamos de artigos que nos chamaram a atenção e dos livros que nos encontramos a ler. Lançamos também o tema que será discutido na segunda parte, em princípio no dia 26 de abril, e que se debruçará sobre personagens favoritas. Aquelas que, para nós, transcendem os livros em que aparecem.


Artigos interessantes:

Leituras:
Carla: Far and Away, de Sonja Massie
Diana: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, de Stieg Larsson 
Telma: A Marca de Kushiel, de Jacqueline Carey 


Podem dar a vossa opinião sobre o tema no nosso grupo do Goodreads. Podem encontrar um índice da conversação no Youtube, seguir-nos no Google+ e, caso prefiram ouvir em vez de assistir ao vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

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