12 de abril de 2014

True Detective

Criador: Nic Pizzolatto
Atores: Matthew McConaughey, Woody Harrelson, Michelle Monaghan

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira. Parece que foi renovada para uma segunda e que se vai centrar noutro caso, com outras personagens.

Opinião: É complicado escrever sobre uma série que nos apanha desprevenidos, seja porque a história não era o que pensávamos e porque nunca pensámos que os atores pudessem ser assim tão bons. Estava cética, assumo, pois uma série com o Matthew McConaughey, que geralmente via a fazer papéis em comédias românticas, e com o Woody Harrelson, que conhecia de comédias que costumo achar algo disparatadas, não era coisa que me chamasse a atenção; mas a Telma e um colega de trabalho insistiram e por isso lhes estou grata. Esta é das melhores séries policiais que vi nos últimos tempos, o que é dizer muito depois de ter adorado coisas como "Wallander" e "Forbrydelsen" (o "The Killing" original, proveniente da Dinamarca e cuja 3ª temporada me encontro a ver e a gostar bastante, como não poderia deixar de ser).

Para começar, a química entre os dois atores principais é notável. Depois, o que cada um dos dois confere à personagem que interpreta também é digno de nota, nomeadamente McConaughey como Rust Cohle. As personagens, mesmo a de Michelle Monaghan que aparece pouco mas com força, são tridimensionais, moralmente cinzentas e com ações que, apesar de condenáveis, nem por isso sou capaz de dizer que, perante a mesma situação, atuaria de modo diferente. É por isso interessante seguir a sua jornada através dos vários anos, já que a história começa a meio ou muito perto do seu desenlace.

Quase 20 anos depois de um primeiro caso em que Cohle e Marty foram chamados a resolver, vêem-se interrogados sobre a resolução do mesmo, parecendo que um serial killer está de volta ao ativo. Deste modo, através do inquérito a que ambos vão sendo submetidos, temos a possibilidade de ver a relação destes cimentar e azedar, percebendo o que os trouxe até ao momento presente e o que os move agora. Cohle parece um homem quebrado, que olhou para o abismo e que viu o abismo a olhar de volta. Marty, que se intitulava homem de família, parece que agora não a tem...

E sinto que perdi o raciocínio... A sério, já vos aconteceu querer falar sobre um monte de coisas e não conseguirem? Como a complexidade das personagens e como seguem um caminho, não para uma redenção ou salvação que não me parece possível, mas para uma aceitação de como são, do que os move e lhes dá força para viver. Cohle, que viu a sua filha morrer e que o terá atirado para uma espécie de depressão, parece incapaz de sair do lugar sombrio em que vivia para no final achar "que a luz está a ganhar", para ver uma luz no que o rodeia, em amigos (como Marty) que o acompanham. Marty parece perceber o quanto realmente precisa da família, quando antes talvez julgasse que o contrário é que era verdade. E sinto que não estou a conseguir fazer justiça ao caminho que estas personagens percorrem! *atira mãos ao ar* Talvez se falar antes da história...

A história em si também vai apresentando diferentes níveis e camadas, diferentes géneros. Se o título faz alusão a uma série policial, rapidamente vemos elementos que parecem sobrenaturais a aparecer, correntes filosóficas como o nihilismo, teorias sobre o espaço-tempo, simbolismos... Só os monólogos de Cohle parecem dar um enxerto de porrada, deixando uma pessoa extenuada e mesmo confusa, ponderando sobre o sentido da vida. A história vai-se desenrolando algo que lentamente, há um build-up tal que a certa altura sabemos que dali não pode vir nada de bom. Espera-se um grande BANG! e chegado o momento parece que a montanha pare um rato. Encontramo-nos de repente a meio do último episódio e a pensar "foi  isto?!" E então Cohle e Marty conversam e realmente percebemos que é assim, nem sempre se consegue todas as respostas, nem sempre há um grande bang!, nem sempre todos os "maus" são apanhados, só podemos fazer a nossa parte por muito pequena que seja.

Se o final parece que soube a pouco depois daquele build-up sobrenatural? Sim, mas nem por isso deixa de ser bom e, sobretudo, realista. Talvez o espectador, como Cohle e penso que como qualquer ser humano, tenha sido apanhado por teorias da conspiração, ligando sinais e coisas que não tinham nada haver com o assunto, ou não tinham o peso, a importância, que colocámos nelas, porque queremos que haja algum sentido que só nós vemos para justificar algo que pode, simplesmente, não ter explicação.

E mais uma vez sinto que me perdi no raciocínio. Um mês depois e a única coisa que posso dizer sem parecer tontinha é "opá vejam!" 

Veredito: Para ter na estante. Há coisas sobre as quais não dá para falar de forma coerente, há coisas sobre as quais não consigo  falar de forma coerente. Esta é uma dessas coisas. Vejam e avaliem por vocês mesmos.

11 de abril de 2014

10 de abril de 2014

Booking Through Thursday: Reduções de preço

A pergunta desta semana é...
Does the price of a book affect your decision about buying it? Do you wait for cheaper editions of books you want?
De momento posso dizer que o preço de um livro não afeta a minha decisão em comprar ou não, apesar de, claro está, preferir encontrar os livros a preços baixos. No entanto, agora sou capaz de pensar mais em "vou lê-lo já-já? Ou só o vou comprar para juntar aos outros livros por ler na estante e ganhar pó? Preciso mesmo de o comprar? Não será melhor pedir emprestado ou esperar um pouco a ver se a curiosidade continua?" Mas livros há que compro assim que saiam, não importa o preço, porque é de um autor preferido e sei que o vou ler logo de seguida, pelo que (raramente) dou o dinheiro por mal empregue.

Basicamente, compro menos mas são compras pensadas e de qualidade (em termos subjectivos está claro, ao meu gosto) pelo que não tendo a olhar ao preço.

9 de abril de 2014

Temporada Ficção Pós-Apocalíptica 2014 - o balanço final


Acho tão engraçado escrever "balanço final" quando... não li NADA! xD O meu plano era ler Oryx and Crake de Margaret Atwood em março mas a vida meteu-se pela frente e ler, qualquer livro que fosse, está quieto. Ainda assim planeio ler o livro, está na minha nova mini-pilha, mas não contará para este mês temático que acabou no passado domingo. Talvez para a próxima seja de vez. Third time's a charm, right?

8 de abril de 2014

Neverwhere [áudio-livro]

Autor: Neil Gaiman | Vozes: James McAvoy, Natalie Dormer, Benedict Cumberbatch
Ficção | Género: fantasia
Editora: BBC | Ano: 2013 (originalmente publicado em 1996) | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: a 24 de fevereiro, porque estava de folga e com um monte de tarefas por fazer em casa.

Opinião: Será possível eu gostar de um autor, das suas ideias e sentido de humor, mesmo das suas histórias até que aparentemente chegam a um ponto em que parece que falta algo para realmente as adorar, mas não gostar de o ler? É que o que tenho lido não me tem agradado por aí além, mas dêem-me filmes ou versões áudio, completas ou adaptações como neste caso, e parece que adoro! Ok, o American Gods tenho realmente de ler porque sinto que tendo ouvido a espaços houve coisas que perdi, mas começo a ter algum receio de pegar na edição física deste.

Como disse, esta versão trata-se de uma adaptação, por Dirk Maggs, e acompanhamos Richard Mayhew, com a fantástica voz do James McAvoy *suspiro*, que se vê arrastado para uma Londres alternativa. É interessante descobrir aquela London Below e apesar de, mais uma vez, a história não ter assim um rumo tão surpreendente, o (neste caso) ouvinte não consegue deixar de se sentir deslocado, como o protagonista, quando regressa ao mundo dito normal e ao seu dia-a-dia e a ansiar pelo que foi deixado para trás, naquele mundo estranho e com modos estranhos, mas que por momentos foi a coisa mais real que existiu.

A adaptação pareceu-me bem conseguida, ainda que algo apressada, e é sobretudo por isto que quero (e temo) ler o livro. Quero voltar a perder-me e conhecer ainda mais aquele mundo entre lacunas(?) da realidade, por onde desaparecem tantos outros. Mas e o medo de não tornar a ficar fascinada? A sério Gaiman, qual é o nosso problema?! De qualquer modo, dizia que pareceu-me bem conseguida e gostei muito da prestação dos diversos autores que deram voz às personagens, sobretudo de Natalie Dormer. Sinceramente, não vou à bola com a cara de enjoadinha dela (a Ana é que a descreve bem, mas de momento esqueci-me da expressão), irrita-me mesmo de maneira a pensar que realmente ela está bem para o Joffrey e o perder a cabeça como Ana Bolena foi mais que merecido, mas aqui a sua performance surpreendeu-me pela positiva. Conclusão, penso que o mal é mesmo a cara da moça. :D

E acho que é isto. Eu bem tento tirar as teimas com o Gaiman, mas a coisa está complicada. Gosto ou não gosto? Entusiasma ou aborrece?... Acho que nunca tive uma relação assim com um autor. :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

7 de abril de 2014

Porque música é poesia (31)

Sei que ando a passar demasiado tempo com o meu irmão quando ele está sempre a ouvir ou a trautear a mesma música e ela agora não me sai da cabeça. E eu nem conheço assim tão bem a banda, tirando uma cover que eles fizeram e que o meu irmão também fez, e ainda vai fazendo, questão de andar a ouvir e trautear sem conta...



Arctic Monkeys - Do I Wanna Know?

Have you got colour in your cheeks?
Do you ever get the fear that you can't shift the type that sticks around like summat in your teeth?
Are there some aces up your sleeve?
Have you no idea that you're in deep?
I dreamt about you nearly every night this week
How many secrets can you keep?
'Cause there's this tune I found that makes me think of you somehow and I play it on repeat
Until I fall asleep
Spilling drinks on my settee

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Was sort of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Crawlin' back to you
Ever thought of calling when you've had a few?
'Cause I always do
Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawlin' back to you

So have you got the guts?
Been wondering if your heart's still open
And if so I wanna know what time it shuts
Simmer down and pucker up
I'm sorry to interrupt
It's just I'm constantly on the cusp
Of trying to kiss you
I don't know if you feel the same as I do
But we could be together if you wanted to

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Was sort of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Crawlin' back to you (crawling back to you)
Ever thought of calling when you've had a few? (you've had a few?)
'Cause I always do ('cause I always do)
Maybe I'm too (maybe I'm too busy) busy being yours to fall for somebody new
Now I've thought it through
Crawling back to you

(Do I wanna know?)
If this feeling flows both ways?
(Sad to see you go)
Was sort of hoping that you'd stay
(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

(Do I wanna know?)
Too busy being yours to fall
(Sad to see you go)
Ever thought of calling, darling?
(Do I wanna know?)
Do you want me crawling back to you?

6 de abril de 2014

Projecto 365 - #144-150

Woohoo! Cheguei aos 150 dias! A poucos dias dos 5 meses! *\o/* Vamos então passar às imagens da última semana...

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