15 de fevereiro de 2014

Falling for You

Autor: Jill Mansell
Ficção | Género: chick-lit
Editora: Headline Book Publishing | Ano: 2004 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 448 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: através do BookMooch em 2010.

Quando e porque peguei nele: apetecia-me alguma coisa leve e que estivesse "há muito tempo na estante", assim contando para o desafio anual (também conhecido agora por desafio mini-pilha, porque -> mini-pilha :P).

Opinião: Não sou a maior apreciadora de romances contemporâneos, prefiro os meus romances com elegantes vestidos de época, espartilhos e com um conjunto de regras de etiqueta, mas se há uma autora que gosto de ler num género que pouco ou nada me diz é Jill Mansell. Apesar de ainda só ter lido um livro dela, e o final não me ter impressionado por aí além, achei-o divertido e muito bem escrito, de tal modo que fui a correr pedir mais livros seus no Bookmooch. É certo que demorei a pegar em mais um, mas também com tantos livros por ler que tenho em casa só podia acontecer uma coisa assim, mas lá peguei neste e mais uma vez não dei o meu tempo por mal empregue.

Já sabia que a autora não se centra num único casal, já em The Only One You Want acabamos por seguir três pares, e aqui ainda bem que assim foi pois Maddy e Kerr acabam por ser um par aborrecido, apesar da aparente parecença com a história de Romeu e Julieta como a sinopse faz alusão, já que as suas personalidades apenas brilham em determinados momentos e muitos desses momentos só acontecem quando estão juntos. As restantes personagens acabam por ser muito mais interessantes, nem que seja pelo facto de terem realmente dramas, para além dos amorosos, que valem a pena seguir. Gostei de Nuala, bastante bem disposta e que acaba por descobrir que tem algum valor, e sobretudo de Kate que tem o arco mais bem conseguido de todos, na minha opinião.

Sim, é um livro previsível e, mais uma vez, não dá para deixar de pensar que as diversas situações podiam ter sido resolvidas antes sem deixar tudo para o final. A sério, a partir de certa parte as diversas pontas começam a atar-se tão bem que até chateia. É uma sucessão de coisas boas a acontecer! Devia ser "mau-bom-mau-bom", mas enfim é o único mal que aponto aos livros desta autora.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Apesar de tudo é um bom livro, que entretém e sempre tem um final melhor, ou pelo menos com mais pés e cabeça, que o outro que li da autora.

14 de fevereiro de 2014

Inspira-me (7)

Do blog Inspira-me:
Um filme que gostaria de voltar a ver numa sala de cinema.
O ano passado tive a oportunidade de ver um filme que adoraria ver numa sala de cinema e não tinha tido oportunidade. Vi o "Jurassic Park", ainda por cima em 3D no Imax. *gritinhos* O que gostaria de rever é, sem dúvida, "O Rei Leão". Foi o primeiro filme que alguma vez vi numa sala de cinema (e cuja experiência melhor recordo, outras idas ao cinema não tiveram o mesmo impacto que esta), já revi imensas vezes em VHS, DVD e Blu-Ray, e pagava novamente para o ir ver ao cinema. É dos meus filmes preferidos, sei quase todo o filme de cor e salteado (morro para responder a alguém "ele dava um ótimo tapete"), e também sei as músicas em inglês. Obsess much? :D

13 de fevereiro de 2014

O Forte

Autor: Bernard Cornwell
Ficção | Género: ficção histórica
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2010) | Formato: livro | Nº de páginas: 400 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprado em novembro de 2013, aproveitando um promoção da editora e da revista Sábado.

Quando e porque peguei nele: entre 8 e 18 de janeiro de 2014. Porque sim! :P Estou a tentar domar a pilha e nada melhor que começar por ler as últimas aquisições que tenho feito. Assim conta para o desafio anual (também conhecido agora por desafio mini-pilha, porque -> mini-pilha :P) na categoria "nova compra".


Opinião: Bernard Cornwell... há quanto tempo não lia um livro teu? Provavelmente desde os tempos em que andava na faculdade e atirei-me que nem doida aos áudios do Sharpe. *suspira* Bons tempos esses, tirando a parte do ter de estudar e tal... :P Mas o certo é que já tinha saudades da descrição das batalhas, dos desmembramentos e do cheiro acre dos canhões pela manhã. :D Há momentos em que uma moça tem de ler livros românticos e fofos, há outros em que tem de ler sobre como um homem é despedaçado por um canhão.

Havia lido o excerto disponibilizado pela editora quando o livro foi publicado por cá, e apesar de ter gostado, várias circun$tâncias impossibilitaram que o lesse até agora, e foi de facto uma boa maneira de começar o ano pois não desapontou, ainda que esperasse um bocadinho mais. Não achei a história tão interessante como as do Sharpe e demora um pouco a construir a história, porque sim, eu só leio Cornwell pela ação e a descrição sangrenta e realista do campo de batalha. Também gosto de ver explorada a tática, afinal até foi com os seus livros que comecei a perceber de táticas militares, mas a indecisão das personagens deste livro é tão grande que tornou a leitura, em alguns momentos, aborrecida. No entanto, parece que a indecisão é verídica, e terá custado a vitória aos americanos, pelo que a Cornwell não se lhe pode apontar nada a não ser uma excelente pesquisa.

Li há tempos, já não sei onde, alguém que dizia algo como "se as aulas de História fossem como os livros do Cornwell, seriam bem mais interessantes!" e eu só posso concordar. Claro que não quer dizer que as coisas se tenham desenrolado realmente da maneira que ele conta, mas a forma como apresenta os acontecimentos é suficientemente realista para pensar que sim. O que achei mais curioso foi o facto de apresentar bastantes personagens arrogantes (ou não fosse uma das partes americana, ahah! :P), das quais há que destacar Paul Revere, o único nome que reconhecia e que sabia ter tido alguma importância durante a Guerra da Independência Americana. Mas aparentemente fui enganada, como outros, por um poema e Revere não terá sido assim um herói americano tão digno como isso e esta "desmistificação" relembra então que a imagem que fica para História pode não ser a mais correta, e que aquela é uma ciência falível (como quase todas, aliás, pelo menos ciências sociais) em que o resultado depende sempre do ponto de vista.

É portanto um bom livro, que se lê bem, sobretudo para quem gosta de História ou se interesse pelo tema. Pouco ou nada sei sobre este período da História Americana, na verdade sei muito pouco sobre a mesma, pelo que esta leitura acabou por se tornar proveitosa dando-me a conhecer uma batalha da qual nada sabia e um lado de um herói que também desconhecia. Além disso, e porque talvez ande mais pensativa (e depressiva), apesar de gostar de sangue não deixa de incomodar que realmente guerras deste tipo (e tantas que aconteceram ao longo do tempo) tenham acontecido e tomado a vida de tantos jovens, muitas vezes em erros de cálculo por parte de comandantes inexperientes ou vacilantes. Não que generais experientes e conscientes sejam melhores, simplesmente este tipo de coisa não devia existir.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Como qualquer livro do autor, aposto. :P É ficção histórica no seu melhor.

11 de fevereiro de 2014

Só Ler Não Basta #13.1 - Leituras de Fevereiro

Estamos de volta para mais uma sessão em que falamos das nossas leituras do mês. Está claro que sendo (provavelmente) a mais demente das 3, na medida em que tem ataques de coração e ansiedade quando falam em personagens de que gosta, e uma (orgulhosa) Potterhead, tinha de trazer à baila o tema da Rowling e as suas dúvidas em termos de relacionamento de personagens. Ela pregou-me um grande susto, mas felizmente a entrevista lá saiu e podem lê-la aqui, bem como outros artigo sobre o assunto aqui e aqui e sobre a entrevista aqui.

A Diana e a Telma trazem também questões pertinentes, para qualquer bookaholic, e engraçadas, para qualquer fã de romances assim mais para o quente. xD



Artigos interessantes:
Carla: J. K. Rowling on Ron & Hermione Relationship
Telma: 10 Things I Hate About Sex Scenes
Diana: Throw Away Your TBR List: A Radical Reading

Leituras:
Carla: O Meu Programa de Governo, de José Gomes Ferreira
Telma: A Canticle for Leibowitz, de  Walter M. Miller Jr.
Diana: Life of Pi, de Yann Martel

Outros livros mencionados:
Uma Bruxa em Apuros, de Kim Harrison
The Year of the Flood, de Margaret Atwood
Oryx and Crake, de Margaret Atwood
Por Favor Não Matem a Cotovia, de Harper Lee

Já sabem que podem ver o índice, comentar e ver outros vídeos no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

9 de fevereiro de 2014

Projecto 365 - #88-94

A última semana em imagens.

Booking Through Thursday: A melhor parte

A pergunta desta semana é...
What is it that you like best about reading? What is it that you love?
Quem diria que duas perguntas tão pequeninas fossem tão difíceis de responder? Ora bem, a melhor parte da leitura, o que eu realmente gosto quando estou a ler, é de me perder nas palavras dos escritores, que constroem assim mundos e histórias, dão vida a sentimentos e acabam por alargar a minha própria experiência de vida. Cada livro que leio é uma nova oportunidade de viver aventuras da mais diversa natureza. Também me permite escapar a alguns problemas, para encontrar por vezes outros, é certo, mas que de alguma maneira contribuem para eu mesma acabar por pegar no boi pelos cornos e seguir em frente no dia-a-dia.

Talvez não faça sentido, mas é o que eu adoro na leitura.

7 de fevereiro de 2014

Don Jon

Diretor: Joseph Gordon-Levitt
Escritor: Joseph Gordon-Levitt
Atores: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Depois de ter visto o "50/50" apeteceu-me ver outro filme com o Joseph Gordon-Lewitt e pareceu-me que este seria o mais indicado. Já sabia que é um ótimo ator, estou curiosa com o seu projeto hitRECord, mas que ainda tenho de explorar melhor, e já agora recomendo este pequeno vídeo (ou a versão interrompida) com outro dos meus atores preferidos, pelo que queria ver como se comportava como escritor e por detrás da câmara. Se este filme servir de indicador, parece-me que terá futuro em tudo o que se dedicar a fazer em cinema.

O que mais me surpreendeu neste filme não foi tanto as atuações, já conhecia os atores e por isso sabia que podia esperar boas performances, mas antes a questão que parece colocar. Sim, Jon é viciado em filmes pornográficos, o que faz com que não consiga ter uma relação saudável com uma jovem da sua idade, porque para ele a relação ideal parece ser a que esses filmes apresentam, nomeadamente em satisfação sexual. Ele tenta emular esse ideal, basicamente ele parece querer viver um filme porno, e ao não o conseguir, apesar de ter estado aparentemente perto, volta a cair na adição.

Mas agora pergunto, não seria também Bárbara viciada em chick-flicks e não estaria também a tentar viver um? É essa adição mais saudável do que a de Jon? Não quer dizer que o vício de Jon seja legítimo por isto, ou a sua mentira, mas parece que ambos procuram relações em que recebem mais do que propriamente dão, seja a nível sexual ou emocional. As relações acabam por se centrar mais em ideais e expetativas que se tem em relação à outra pessoa, devido aos exemplos que vêem, havendo alguma frustração quando não atingidas. Além disso, num mundo de gratificação rápida, tudo o que demore mais tempo, exija trabalho e algo de nós em troca, parece não ter qualquer encanto. Achei curioso ele perceber o que estava a perder, por assim dizer, numa relação com uma mulher mais velha, alguém que cresceu noutro tempo, com outra experiência no que toca a relações humanas. Não sei se me faço entender.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei bastante e recomendo. Pode não ser um filme para todos os públicos e pela primeira vez fiquei ciente das pessoas com que estava a ver o filme, mais uma vez não sei se me faço entender. Vi-o com o meu irmão e senti-me algo desconfortável em algumas partes, mas acho que me sentiria muito pior se o tivesse visto com outras pessoas. :/

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