11 de fevereiro de 2014

Só Ler Não Basta #13.1 - Leituras de Fevereiro

Estamos de volta para mais uma sessão em que falamos das nossas leituras do mês. Está claro que sendo (provavelmente) a mais demente das 3, na medida em que tem ataques de coração e ansiedade quando falam em personagens de que gosta, e uma (orgulhosa) Potterhead, tinha de trazer à baila o tema da Rowling e as suas dúvidas em termos de relacionamento de personagens. Ela pregou-me um grande susto, mas felizmente a entrevista lá saiu e podem lê-la aqui, bem como outros artigo sobre o assunto aqui e aqui e sobre a entrevista aqui.

A Diana e a Telma trazem também questões pertinentes, para qualquer bookaholic, e engraçadas, para qualquer fã de romances assim mais para o quente. xD



Artigos interessantes:
Carla: J. K. Rowling on Ron & Hermione Relationship
Telma: 10 Things I Hate About Sex Scenes
Diana: Throw Away Your TBR List: A Radical Reading

Leituras:
Carla: O Meu Programa de Governo, de José Gomes Ferreira
Telma: A Canticle for Leibowitz, de  Walter M. Miller Jr.
Diana: Life of Pi, de Yann Martel

Outros livros mencionados:
Uma Bruxa em Apuros, de Kim Harrison
The Year of the Flood, de Margaret Atwood
Oryx and Crake, de Margaret Atwood
Por Favor Não Matem a Cotovia, de Harper Lee

Já sabem que podem ver o índice, comentar e ver outros vídeos no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

9 de fevereiro de 2014

Projecto 365 - #88-94

A última semana em imagens.

Booking Through Thursday: A melhor parte

A pergunta desta semana é...
What is it that you like best about reading? What is it that you love?
Quem diria que duas perguntas tão pequeninas fossem tão difíceis de responder? Ora bem, a melhor parte da leitura, o que eu realmente gosto quando estou a ler, é de me perder nas palavras dos escritores, que constroem assim mundos e histórias, dão vida a sentimentos e acabam por alargar a minha própria experiência de vida. Cada livro que leio é uma nova oportunidade de viver aventuras da mais diversa natureza. Também me permite escapar a alguns problemas, para encontrar por vezes outros, é certo, mas que de alguma maneira contribuem para eu mesma acabar por pegar no boi pelos cornos e seguir em frente no dia-a-dia.

Talvez não faça sentido, mas é o que eu adoro na leitura.

7 de fevereiro de 2014

Don Jon

Diretor: Joseph Gordon-Levitt
Escritor: Joseph Gordon-Levitt
Atores: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Depois de ter visto o "50/50" apeteceu-me ver outro filme com o Joseph Gordon-Lewitt e pareceu-me que este seria o mais indicado. Já sabia que é um ótimo ator, estou curiosa com o seu projeto hitRECord, mas que ainda tenho de explorar melhor, e já agora recomendo este pequeno vídeo (ou a versão interrompida) com outro dos meus atores preferidos, pelo que queria ver como se comportava como escritor e por detrás da câmara. Se este filme servir de indicador, parece-me que terá futuro em tudo o que se dedicar a fazer em cinema.

O que mais me surpreendeu neste filme não foi tanto as atuações, já conhecia os atores e por isso sabia que podia esperar boas performances, mas antes a questão que parece colocar. Sim, Jon é viciado em filmes pornográficos, o que faz com que não consiga ter uma relação saudável com uma jovem da sua idade, porque para ele a relação ideal parece ser a que esses filmes apresentam, nomeadamente em satisfação sexual. Ele tenta emular esse ideal, basicamente ele parece querer viver um filme porno, e ao não o conseguir, apesar de ter estado aparentemente perto, volta a cair na adição.

Mas agora pergunto, não seria também Bárbara viciada em chick-flicks e não estaria também a tentar viver um? É essa adição mais saudável do que a de Jon? Não quer dizer que o vício de Jon seja legítimo por isto, ou a sua mentira, mas parece que ambos procuram relações em que recebem mais do que propriamente dão, seja a nível sexual ou emocional. As relações acabam por se centrar mais em ideais e expetativas que se tem em relação à outra pessoa, devido aos exemplos que vêem, havendo alguma frustração quando não atingidas. Além disso, num mundo de gratificação rápida, tudo o que demore mais tempo, exija trabalho e algo de nós em troca, parece não ter qualquer encanto. Achei curioso ele perceber o que estava a perder, por assim dizer, numa relação com uma mulher mais velha, alguém que cresceu noutro tempo, com outra experiência no que toca a relações humanas. Não sei se me faço entender.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei bastante e recomendo. Pode não ser um filme para todos os públicos e pela primeira vez fiquei ciente das pessoas com que estava a ver o filme, mais uma vez não sei se me faço entender. Vi-o com o meu irmão e senti-me algo desconfortável em algumas partes, mas acho que me sentiria muito pior se o tivesse visto com outras pessoas. :/

5 de fevereiro de 2014

Inspira-me (6)

Do blog Inspira-me:
Uma resolução de ano novo que já tenha conseguido pôr em marcha.
Posso dizer que tenho conseguido pôr em marcha mais do que uma! \o/ Ando a tentar mudar um hábito por mês, em janeiro foi passar a beber café sem açúcar. Sucesso! Ainda não me habituei completamente, segundo os meus colegas faço caras estranhas a beber o café, mas com o tempo lá chegarei. Tenho conseguido manter-me a par dos desafios a que me propus - tenho lido livros da mini-pilha, tenho visto alguns filmes para o desafio Disney, tenho conseguido poupar algum dinheiro - mas ainda tenho várias resoluções para arrancar e outras em que tenho de fazer melhor. :)

3 de fevereiro de 2014

Porquê, J.K.? Porquê?

Ou "porque estás a estragar a história do Harry Potter para mim?"

A sério, eu entendo que olhando para trás haja imensas coisas que os autores gostariam de alterar, afinal de contas a nossa perspectiva vai mudando e surgem outras ideias de como poderia ter sido. E entendo também que num mundo de hoje se sinta necessidade, ou seja mesmo interessante (eu mesma o acho! e em relação aos livros do Harry Potter), de saber o que está por detrás das motivações de quem escreve ou realiza, ainda para mais se a obra em questão tomou o mundo de assalto por ter constituído um novo paradigma no espectro cultural em que se insere. Mas é mesmo necessário dizer "oh, se fosse agora tinha posto a Hermione com o Harry?" *chora*

Quando vi a notícia, não queria acreditar. Está claro que já suscitou protestos, inclusivé este meu! Porquê? *lança as mãos ao ar* Sempre fui adepta do ship Ron/Hermione, porque convenhamos, tanta turra só podia dar em amor, certo? Se o Ron é perfeito? Não, mas é mesmo isso que o torna ideal para a Hermy! E a Ginny é a moça perfeita para o Harry (que continuo a dizer que devia ter morrido, mas ok, até concordo que o tenhas deixado viver J.K., eu entendo a pressão...). Se não o Ron, ao menos o Neville mas nunca o Harry. *chora*

Não reescrevas a história, por favor. Eu sei que os Harmonians ficariam satisfeitos, mas não reescrevas uma história que me fez a leitora que sou hoje. Por favor... Parece que tão longe vão os tempos em que achava que estávamos tão em sintonia (as minhas teorias! elas concretizaram-se!)... *vai chorar para o canto enquanto espera pelo dia 7 para ver se o seu coraçãozinho se quebra completamente ao ler o que realmente a J.K. diz*

Edit: Claro que tinha de me esquecer do link mais importante... *head desk*

Quando não estou a ler (13)

Como Queiram
Isto de conhecer pessoal com a mesma pancada que nós é engraçado, de tal maneira que quando uma vê peças de Shakespeare é quase certo que as outras respondem "hell yeah!" Depois de Shakespeare in the Park, foi a vez de Shakespeare in the theatre e num dia destes lá rumámos ao Teatro São Luiz para assistir à peça "Como Queiram".

Se já antes (na Regaleira) tinha ficado impressionada com atores que andam de saltos pela gravilha fora, agora ainda mais impressionada fiquei com quem tem de trocar de roupas num ápice! Imagino que haja um imenso trabalho por detrás de uma atuação e admiro, não só pelas razões estúpidas referidas, mas por serem capazes de fixarem longos textos (não deverá bastar saber as suas linhas, afinal de contas há diálogos, têm de saber quando intervir) assim como por serem capazes de representar todos os sentimentos, todas as alterações pelas quais uma personagem passa. É algo que cada vez mais venho a dar valor e entendo que não é para todos.

Como já tinha referido, ver as peças tem realmente uma outra piada. Houve partes hilariantes, sobretudo proporcionadas por Tocaspartes (Luísa Cruz) e Jacques (Bruno Nogueira), mas Rosalinda (Carla Maciel) e Orlando (Nuno Lopes) destacaram-se para mim. Adorei os seus diálogos quando Rosalinda, disfarçada de Ganimedes, tenta "curar" Orlando e das reações de Célia/Aliena (Sara Carinhas) às críticas que a prima faz ao seu próprio sexo. Convenhamos, há ali alguma verdade.

O resto do ensemble estava bem nos seus (variados) papéis, e apesar do realizador Marco Martins ter uma enorme presença em palco pareceu-me o elemento mais fraco, ainda assim bastante bem sobretudo como Duque Frederico.

De acordo com o meu irmão, podia ter menos cantoria. Se calhar deveria tê-lo avisado do facto, assim como de ter 3h... Eu gostei bastante (aliás, a única coisa de mal que tenho a apontar não é à produção mas aos espetadores, e tanto no teatro como no cinema) e aconselho. Venham mais peças!

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