30 de janeiro de 2014

Booking Through Thursday: Multitasking

A pergunta desta semana é...
Do you do other things while you read? Watch TV? Cook? Brush your teeth? Knit?

(For the record, I’m guilty of all of the above.)

Or is it a quicker question to ask when you DON’T read? (Please tell me you don’t read while you’re driving.)
O termo não será bem vejo, mas oiço TV. Não é sempre, se estiver a dar um filme, por exemplo, acabo por me distrair, mas se for notícias, jogos de futebol, sim não há grandes problemas desde que esteja confortavelmente sentada, o que nem sempre é o caso. Também sou capaz de ouvir aúdio-livros enquanto faço tarefas domésticas ou me dedico ao corte, costura, ponto de cruz e malha, não que agora faça muito dessas coisas... e mesmo a passar a ferro tenho preferido ver séries e filmes. Às vezes leio enquanto almoço, sobretudo se ando a ler no Kindle. Não leio enquanto conduzo porque não sou eu que levo o volante nas mãos, mas diga-se que já li mais no carro.

Aliás, já li mais em todo o lado, em diferentes situações e a fazer várias coisas.

29 de janeiro de 2014

Projecto 365 - #74-83

Tenho-me portado bem a tirar fotos, ainda que algumas sejam repetidas mas em diferentes situações. :P E porque estes posts ficam muito grandes na página principal do blog, deixa cá ver se consigo usar a cena do "ler mais"...

50/50

Diretor: Jonathan Levine
Escritor: Will Reiser
Atores: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Já não me lembro o que é que o meu irmão me tinha dito sobre este filme para que eu o quisesse ver, mas diga-se que o tema interessava-me, já que os casos de cancro em pessoas que conheço ou que me chegam aos ouvidos estão, infelizmente, a aumentar e a atingir pessoas cada vez mais jovens (cheguei a fazer alguns trabalhos com o meu antigo serviço, em parceria com a Fundação do Gil, no IPO e deixem-me que vos diga que quebra o coração ver crianças com tal doença, todos os problemas que possamos ter são pequenos, ou mesmo ridículos, quando comparados com aquilo que aquelas crianças e pais sofrem).

É sem dúvida um filme muito bom, que explora não só a convivência do protagonista com tal doença após o seu diagnóstico, mas também da sua psicóloga, que começa a ter de perceber como lidar com a coisa para poder ajudá-lo e a outros, assim como dos seus familiares e amigos. Acaba por ser, talvez, uma situação e história cliché, com personagens clichés mas que resulta, pois preocupamo-nos de facto com as personagens, sobretudo se se conhecer casos semelhantes. Mas, e talvez já seja o meu pessimismo (que se tem acentuado nos últimos tempos) a falar, achei o final demasiado feliz.

Eu sei que é mau da minha parte, quem é que no seu perfeito juízo gostaria de ver uma personagem a morrer com tal doença, quando é muito mais bonito e interessante bater a estatística? Porque é a isso que o título se refere, ele tinha 50% de hipóteses de sobreviver ou não. Acreditem, fico imensamente feliz quando alguém consegue superar e vencer o raio da doença, mas eu sei que a estatística sucks (para não andar a dizer asneiras) e que a morte está sempre à espreita. Sei que há quem por muito que lute, que vença sucessivas batalhas numa muito longa guerra para apenas a perder.

Talvez seja estúpido pedir isto num filme mas, sim, esperava algo diferente. Nem digo algo mais realista mas não, não queria sentir a ponta de esperança que o final do filme deixa. Queria ser esmagada pelo sentimento de fatalidade que o filme tinha, até porque dei por mim a pensar "isto não vai acabar bem". Queria ser esmagada pela realidade de todos aqueles que não conseguem vencer. Porque nem todos os finais são felizes.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. É um filme muito bom, quer dizer nem o Seth Rogen me irritou e achei que estava bem no seu papel (!), mas o final como que estragou o filme para mim. Eu é que sou parva, deveria querer finais felizes mas não, há finais que estão a deixar de funcionar comigo.

28 de janeiro de 2014

Curtas: Robin Hood, A Diva da Moda

Título: Robin Hood
Diretor: Wolfgang Reitherman
Baseado na lenda do Robin dos Bosques por Larry Clemmons e Ken Anderson
Atores: Brian Bedford, Peter Ustinov, Phil Harris

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: a 12 de janeiro, cortesia de uma colega que me emprestou o DVD. 

Opinião: Já tinha visto este filme há muito tempo, ainda era eu pequenina, pelo que só me lembrava de algumas partes (nem sequer falas me lembrava) e da sensação geral de que havia gostado. É realmente um filme agradável ainda que lhe falte algum contexto histórico, mas também num filme animado quem é que quer saber das Cruzadas?

Vi, desta feita, em inglês (tinha visto antes a versão brasileira mas como disse pouco me recordo) e as músicas são engraçadas mas tirando o assobio pouco memoráveis. Achei a história demasiado feliz, mesmo que as personagens passassem dificuldades (e como me fez lembrar o estado em que está o país) e tal vê-se, sobretudo no final onde ninguém, nem sequer o Robin, fica ferido! (O_o) O DVD traz um final alternativo de que gostei mais, não só porque realmente alguém fica ferido mas sobretudo porque dá alguma coisa para a Maid Marian fazer, de outro modo para pouco serve a personagem para além de beijar o herói, o que convenhamos por muito fofo que possa ser é pouco útil, digo eu. Além disso, mostra o regresso do Ricardo Coração de Leão, que na versão do filme aparece do lado suscitando um "mas que raio?!"

Não é mau, parece ser um produto da época mas ainda se vê muito bem. Acaba por haver alguma inocência, digamos assim, que faz regressar à infância. Pelo menos foi o que senti. :)

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: A Diva da Moda
Diretor: Andy Tennant
Escritor: C. Jay Cox, Douglas J. Eboch
Atores: Reese Witherspoon, Josh Lucas, Patrick Dempsey

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: a 17 de janeiro, num dos canais Fox, penso que o Movies. 

Opinião: Sabem aqueles filmes que fazem uma pessoa sentir-se bem e por isso vemos vezes sem conta, sempre que passam na televisão? Este é um deles para a minha pessoa. Okay, não digo que veja sempre-sempre, mas sempre que estou para aí virada. :P

Sim, tem clichés, afinal de contas é uma comédia romântica, e então? Como diria o Marshall de HIMYM, os clichés são-no porque funcionam e, neste caso, a história usa-os bem. O elenco também é competente, com Reese Witherspoon muito bem como Melanie e a relacionar-se de forma convincente com todos os que "abandonou" para seguir o seu sonho e vencer em Nova Iorque. E vá lá, qualquer filme em que trocam o Dempsey por outro gajo é bom de ser visto.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

27 de janeiro de 2014

Só Ler Não Basta #12.2 - Sagas literárias

Acho que já há algum tempo que não fazíamos um vídeo tão grande! Mas justifica-se, afinal falamos de sagas e séries literárias que também se prolongam no tempo. :D Estivemos à conversa com a Sónia do The Book Wielding Harpie que é tão ou ainda mais "seriólica" que nós as três. Aviso à navegação, são mencionadas várias séries... mas é que são mesmo muitas, podem encontrar referência a todas aqui, assim como aos posts e sites referidos.


Podem visitar-nos no Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de assistir ao vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

25 de janeiro de 2014

Inspira-me (5)

Do blog Inspira-me:
Inspirados neste post, faça o seu "top das chatices".
O post original tem um ponto com que concordo, o ponto 4 e não é só no Multibanco, chateia-me quase todo o tipo de filas. No supermercado é porque demoram a fazer o pagamento ou lembram-se que ainda têm de "ir buscar depressinha uma coisa que me esqueci", no trânsito é porque não andam mesmo que o carro da frente esteja a 5 metros de distância... enfim, eu sei que não posso controlar os outros e é tudo uma questão de expectativa e perspectiva mas.... *respira fundo*

Outras coisas que me chateiam:
  • pessoas com bom humor logo pela manhã cedo e que parece que em vez de falarem gritam, como se isso contagiasse as outras pessoas com "boa disposição";
  • pessoas que não assumem responsabilidade pelos seus atos;
  • quando saio preparada para a chuva e 5 minutos depois vem um sol desgraçado;
  • quando saio toda lampeira para o sol e 5 minutos depois parece que o céu cai em cima de mim.

E porque se fala muito sobre livros por aqui:
  • livros com uma sinopse completamente diferente da verdadeira história do livro;
  • personagens com atitudes idiotas;
  • quando o volume seguinte de uma série ainda não está publicado;
  • quando o volume finalmente sai e é uma desilusão;
  • não poder reler uma história que adoro como se fosse a primeira vez.

24 de janeiro de 2014

Sherlock (3)

Criado por: Mark Gatiss, Steven Moffat
Atores: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: Terceira. Crítica às anteriores aqui e aqui.

Opinião: Isto de esperar dois anos por uma temporada de uma série que começa e acaba num abrir e fechar de olhos é um pouco frustrante. Ainda assim, não trocava estes três episódios desta fantástica série por nenhuma outra.

O primeiro episódio foi giro, com as várias teorias sobre como o Sherlock teria sobrevivido, tal como "Manny Happy Returns" prometia, a suscitarem a maior parte das gargalhadas. O segundo também foi engraçado, com Sherlock num papel que jamais teria imaginado. xD E o terceiro foi genial. O pior foi mesmo os casos que não achei tão bem conseguidos como outros. O do primeiro episódio fez-me lembrar "V de Vingança" (por momentos esperei que o Old Bailey fosse pelo ar ao som de 1812 Ouverture); no segundo adivinhei quem era o culpado, quem seria a vítima e o porquê antes do Sherlock (aliás, o meu problema com este detective é exactamente o de conseguir descobrir o culpado, ao contrário do Poirot), só me faltou o como; o terceiro episódio foi genial. Já o tinha dito? É só para verem o quanto gostei, foi o único que me surpreendeu verdadeiramente e passou directamente para o Top 3, suplantado apenas pelo "Scandal in Belgravia" porque esse sim é fantástico a todos os níveis e eu quero que a Irene Adler (a.k.a The Woman) volte de uma vez por todas e tenha muitos filhinhos com o Sherlock chamados John Hamish Watson!

Ora, se os casos não são assim tão bons porque é que eu acho que é uma excelente série e temporada, em que o pior dos episódios é ainda assim muito melhor que o melhor episódio de outras séries? Tudo se resume à relação entre Sherlock e Watson. Minha gente, não há nada melhor que ver a sociopatia funcional do Sherlock a interagir com a lealdade e a bondade inerentes a Watson. E nesta temporada a relação é explorada como nunca de uma maneira magnífica, sendo colocada à prova não só pelo logro, digamos, de Sherlock mas pela nova mulher na vida de Watson que veio, aparentemente, para ficar por muitos e longos anos. Pelo menos assim espero eu, e penso que todas as outras pessoas, porque Mary é sem dúvida, apesar dos seus defeitos, ou melhor apesar do mistério sobre o seu passado, a companheira ideal não só para Watson como para Sherlock porque, convenhamos, quem casa com o Watson casa também com o detective. :D Mary foi uma lufada de ar fresco numa série que provavelmente não o precisava, mas que ainda bem que o fez porque só a eleva a outro patamar.

Mas não foi só Mary, nem mesmo Mycroft (se o Sherlock é um sociopata funcional, pergunto-me o que será Mycroft e que raio fez ele a outro irmão? *medo, muito medo, mas também respeito, quero ser como o Mycroft quando for grande*) cuja relação com Sherlock é também explorada de forma maravilhosa, dando-nos a conhecer melhor como as duas personagens se relacionam e como terão crescido, a elevarem ainda mais a série. Também o fez o vilão que, sinceramente, já deixa saudades até a mim que sou fã do Moriarty (já agora... *guinchinhos*). Charles Ausgustus Magnusson, veio, viu e (con)venceu-me e tenho pena que não volte pois ver mais alguém a usar o mind palace para além do Sherlock foi fenomenal e acaba por o tornar mais humano, já que não é assim tão infalível e único como julgaria ser, e era coisa para render mais episódios, digo eu.

E lá volta a espera... mas compensa, oh se compensa.

Veredito: Para ter na estante. Caso não tenham percebido adorei, mesmo que os casos não fizessem nada por mim, mas já é hábito nas histórias com este detective. Mas se os casos são menos bons, a relação entre Sherlock e os que o rodeiam é explorada de forma fenomenal e só por isso valerá sempre a pena ver e rever.

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