Acho que já há algum tempo que não fazíamos um vídeo tão grande! Mas justifica-se, afinal falamos de sagas e séries literárias que também se prolongam no tempo. :D Estivemos à conversa com a Sónia do The Book Wielding Harpie que é tão ou ainda mais "seriólica" que nós as três. Aviso à navegação, são mencionadas várias séries... mas é que são mesmo muitas, podem encontrar referência a todas aqui, assim como aos posts e sites referidos.
27 de janeiro de 2014
25 de janeiro de 2014
Inspira-me (5)
Do blog Inspira-me:
Inspirados neste post, faça o seu "top das chatices".
O post original tem um ponto com que concordo, o ponto 4 e não é só no Multibanco, chateia-me quase todo o tipo de filas. No supermercado é porque demoram a fazer o pagamento ou lembram-se que ainda têm de "ir buscar depressinha uma coisa que me esqueci", no trânsito é porque não andam mesmo que o carro da frente esteja a 5 metros de distância... enfim, eu sei que não posso controlar os outros e é tudo uma questão de expectativa e perspectiva mas.... *respira fundo*
Outras coisas que me chateiam:
- pessoas com bom humor logo pela manhã cedo e que parece que em vez de falarem gritam, como se isso contagiasse as outras pessoas com "boa disposição";
- pessoas que não assumem responsabilidade pelos seus atos;
- quando saio preparada para a chuva e 5 minutos depois vem um sol desgraçado;
- quando saio toda lampeira para o sol e 5 minutos depois parece que o céu cai em cima de mim.
E porque se fala muito sobre livros por aqui:
- livros com uma sinopse completamente diferente da verdadeira história do livro;
- personagens com atitudes idiotas;
- quando o volume seguinte de uma série ainda não está publicado;
- quando o volume finalmente sai e é uma desilusão;
- não poder reler uma história que adoro como se fosse a primeira vez.
24 de janeiro de 2014
Sherlock (3)
Criado por: Mark Gatiss, Steven Moffat
Atores: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman
Mais informação técnica no IMDb.
Opinião: Isto de esperar dois anos por uma temporada de uma série que começa e acaba num abrir e fechar de olhos é um pouco frustrante. Ainda assim, não trocava estes três episódios desta fantástica série por nenhuma outra.
O primeiro episódio foi giro, com as várias teorias sobre como o Sherlock teria sobrevivido, tal como "Manny Happy Returns" prometia, a suscitarem a maior parte das gargalhadas. O segundo também foi engraçado, com Sherlock num papel que jamais teria imaginado. xD E o terceiro foi genial. O pior foi mesmo os casos que não achei tão bem conseguidos como outros. O do primeiro episódio fez-me lembrar "V de Vingança" (por momentos esperei que o Old Bailey fosse pelo ar ao som de 1812 Ouverture); no segundo adivinhei quem era o culpado, quem seria a vítima e o porquê antes do Sherlock (aliás, o meu problema com este detective é exactamente o de conseguir descobrir o culpado, ao contrário do Poirot), só me faltou o como; o terceiro episódio foi genial. Já o tinha dito? É só para verem o quanto gostei, foi o único que me surpreendeu verdadeiramente e passou directamente para o Top 3, suplantado apenas pelo "Scandal in Belgravia" porque esse sim é fantástico a todos os níveis e eu quero que a Irene Adler (a.k.a The Woman) volte de uma vez por todas e tenha muitos filhinhos com o Sherlock chamados John Hamish Watson!
Ora, se os casos não são assim tão bons porque é que eu acho que é uma excelente série e temporada, em que o pior dos episódios é ainda assim muito melhor que o melhor episódio de outras séries? Tudo se resume à relação entre Sherlock e Watson. Minha gente, não há nada melhor que ver a sociopatia funcional do Sherlock a interagir com a lealdade e a bondade inerentes a Watson. E nesta temporada a relação é explorada como nunca de uma maneira magnífica, sendo colocada à prova não só pelo logro, digamos, de Sherlock mas pela nova mulher na vida de Watson que veio, aparentemente, para ficar por muitos e longos anos. Pelo menos assim espero eu, e penso que todas as outras pessoas, porque Mary é sem dúvida, apesar dos seus defeitos, ou melhor apesar do mistério sobre o seu passado, a companheira ideal não só para Watson como para Sherlock porque, convenhamos, quem casa com o Watson casa também com o detective. :D Mary foi uma lufada de ar fresco numa série que provavelmente não o precisava, mas que ainda bem que o fez porque só a eleva a outro patamar.
Mas não foi só Mary, nem mesmo Mycroft (se o Sherlock é um sociopata funcional, pergunto-me o que será Mycroft e que raio fez ele a outro irmão? *medo, muito medo, mas também respeito, quero ser como o Mycroft quando for grande*) cuja relação com Sherlock é também explorada de forma maravilhosa, dando-nos a conhecer melhor como as duas personagens se relacionam e como terão crescido, a elevarem ainda mais a série. Também o fez o vilão que, sinceramente, já deixa saudades até a mim que sou fã do Moriarty (já agora... *guinchinhos*). Charles Ausgustus Magnusson, veio, viu e (con)venceu-me e tenho pena que não volte pois ver mais alguém a usar o mind palace para além do Sherlock foi fenomenal e acaba por o tornar mais humano, já que não é assim tão infalível e único como julgaria ser, e era coisa para render mais episódios, digo eu.
E lá volta a espera... mas compensa, oh se compensa.
Veredito: Para ter na estante. Caso não tenham percebido adorei, mesmo que os casos não fizessem nada por mim, mas já é hábito nas histórias com este detective. Mas se os casos são menos bons, a relação entre Sherlock e os que o rodeiam é explorada de forma fenomenal e só por isso valerá sempre a pena ver e rever.
Booking Through Thursday: Igualdade e odiei
Ena pá! Há tanto tempo que já não respondia a isto. Não sei o que é que aconteceu para deixar de responder, se perdi o interesse nas perguntas ou simplesmente passei a ignorá-las porque o tempo ou a paciência para responder não abundavam. Por isso esta semana trago duas perguntas, era para ter respondido na semana passada mas depois esqueci-me e respondo à desta semana porque faz sentido responder às coisas em tempo útil. :P
All other things (writing quality, story, etc), which would you rather read?
1. Something written by a man or a woman?
2. Something with a male or female protagonist?
3. Something funny or something tragic?
4. Something short or something long with many parts?
5. Something simple or something layered?
1. Até agora nunca pensei seriamente no género dos autores que leio, mas como tenho lido tanta coisa sobre o tema, este ano estou a tentar manter um registo para perceber se leio mais coisas escritas por homens ou mulheres. E nunca pensei porque sinceramente não me interessa quem escreve, interessa-me sobretudo a história que contam, apesar de acreditar que o autor realmente passa muito dos seus ideais e da sua filosofia de vida para a escrita e que isso pode ter algum impacto no leitor a diferentes níveis. Interessa-me uma boa história. Quando penso em autores favoritos vêm-me à cabeça sobretudo mulheres e talvez preferisse um livro escrito por uma por achar que seja algo com que me relacione mais.
2. É a mesma coisa que no ponto 1 mas não estou a manter nenhum registo. Talvez devesse... Aqui quando penso em personagens com as histórias mais marcantes penso em personagens masculinos, Harry Potter e Frodo vieram-me rapidamente à cabeça, mas também há muita gaja rija por aí, como a Hermione ou a Yelena. :D Aqui sem dúvida que preferia ler um livro com uma protagonista feminina, mas em algo que não fosse romance, ou se num romance que ela não fosse uma damsel in distress.
3. Neste exacto momento, alguma coisa cómica. Preciso de rir e de boa disposição.
4. Algo curto. Adoro sagas mas e o prazer de ler todo um livro onde fica tudo resolvido e as pontas todas atadas? É tão bom chegar ao fim e suspirar porque tudo deu certo, que os pombinhos ficaram juntos ou que o bem venceu o mal. :P
5. Simples. Neste momento não há espaço para grandes complicações.
If there was one book you could make sure nobody ever read again … what would it be? And why?
Não aconselho o Blood and Chocolate nem Confessions of a Jane Austen Addict, e por este blog fora devem encontrar outros. O porquê? Fizeram-me revirar tantas vezes os olhinhos com situações e , sobretudo, personagens estúpidas que cheguei a temer ficar a olhar para o meu cérebro tanto *massive eye roll* que causaram.
23 de janeiro de 2014
Quando não estou a ler (12.1)
E porque sou estúpida esqueci-me completamente de dizer que ando a vandalizar livros! Quer dizer, ando a escrever a caneta o número e a data de registo, ando a escrever a lápis a cota do livro ou outras informações pertinentes! Ando a quebrar a lombada porque para copiar algumas das informações o raio do livro não fica aberto! E sou tão feliz a fazer tudo isto! :D
Mas sou sobretudo feliz a carimbar livros. Sim, é algo completamente idiota mas lembra-me uma das minhas cenas preferidas, de um dos meus filmes favoritos e que tanto contribuiu para onde estou hoje. E a cena é esta:
É impossível não me lembrar desta cena e dou sempre por mim a rir-me sozinha, não só porque a cena tem piada mas porque me recordo que na primeira vez que vi o filme, há muito muito tempo, pensei "qualquer dia vou fazer aquilo" e aqui estou eu hoje, a fazer um pouco das duas coisas que sempre me fascinaram. :)
22 de janeiro de 2014
Quando não estou a ler (12)
Ora bem vindos a mais um olhar para trás nesta rubrica, mais propriamente a este "episódio", para dar conta dos desenvolvimentos. :) Não que tenham algum interesse mas deixai-me, às vezes gosto de falar para as paredes.
Já tive então oportunidade de dizer que, desde há um ano, trabalho numa biblioteca. Sim, quando não estou a ler ando a mexer em livros. Dream job, certo?! Nem por isso. Cheguei à biblioteca numa altura pouco habitual, em processo de reestruturação, e os primeiros meses, e mesmo alguns dos seguintes, foram passados a montar e desmontar estantes, a carregar e a descarregar livros. Sim, perdi 5 kilos com este exercício físico (YAY!) e mexer em livros é sempre um divertimento para mim, mas cheguei a ficar saturada de livros. Se tinha dúvidas quanto à necessidade de e-books e e-readers, perdi-as completamente ao ter de mover quilos de livros escadas acima e escadas abaixo, de um lado da prateleira para o outro, de uma estante para a próxima... E a arrumação? Porque não podem ser todos do mesmo tamanho, mesmo dentro da própria série?! Já para nem falar na alfabetização dos títulos, pois houve alturas em que já não sabia se o "P" vinha depois ou antes do "M". Cheguei a usar uma cábula, pelo amor de Deus! *hangs head in shame*
Mas finalmente veio a parte que, sinceramente, é a mais gira para mim... a catalogação! *\o/* A sério, dêem-me um monte de livros e é ver-me catalogar com gosto. Preencher todos aqueles campos, ler um pouco do livro para perceber quais os assuntos mais relevantes e pelos quais podem ser pesquisados. Já me vieram parar às mãos coisas interessantes, que conto ler quando tiver disponibilidade ou até necessidade, e algumas surpresas. Já me passaram vários tipos de documentos pelas mãos com os mais diversos modos de catalogação, tal como periódicos ou formatos digitais. Passei a dar ainda mais valor a apresentações e a índices. Nunca vos falei do meu fascínio por índices? Pois agora é muito maior. :D
No entanto, nem tudo são rosas, pois agora o que me dá cabo da paciência, mas sobretudo da cabeça, é mesmo as línguas e os alfabetos que não o latino.
Começando pelas línguas, as de raiz latina ainda vá: o espanhol/castelhano não é mau, assim como o catalão e o galego, já o basco é mais complicado mas geralmente os livros que me têm chegado também têm indicações em castelhano; o francês até que nem é mau, pensei que soubesse menos apesar dos 5 anos de estudo dos quais talvez só se aproveitem 2 ou 3; o italiano também se entende bem. O inglês é praticamente a minha segunda língua, até posso dar erros a escrever e meter dó a falar mas percebo o que estou a ler como se estivesse a ler em português. Por incrível que pareça começo a perceber um pouco (muito pouco mesmo mas bem mais do que percebia há um ano atrás, o que não é muito difícil dado que não percebia nada) de alemão, pelo menos já reconheço palavras e começo a tirar algum sentido de uma frase ou outra, pelo que tento primeiro ler antes de ir ao tradutor do Google. Agora o alfabeto cirílico e as línguas de países de leste é que me tramam. Assim como o hebraico e o árabe. Sim, já apanhei livros em línguas muito diferentes e com alfabetos completamente diferentes. Ok, até é giro, mas passado alguns livros, um número considerável de livros no mesmo dia, é demasiado para a minha cabeça.
O tradutor do Google tem sido fundamental para, pelo menos, entender o tema fundamental do livro e, apesar das várias falhas inerentes a uma ferramenta informática, adoro-o. A internet tem sido outra ferramenta fantástica, sobretudo para temas sobre os quais pouco ou nada sei (palinologia? pedologia?), para saber onde ficam alguns locais que são o foco de alguns títulos e às vezes para completar mesmo a informação bibliográfica.
Apesar de por vezes sair ao fim do dia com a cabeça num nó, de odiar livros e todo o conceito de linguagem, é engraçado ver como passei a adorar ainda mais tudo isso. :D É giro ver como já sei onde estão alguns livros e quais podem interessar ao utilizador, consoante o tema que pesquise. Ainda não tenho, nem me parece que venha a ter, toda a biblioteca na cabeça como a minha colega (a sério, toda a minha admiração vai para ela) mas não deixa de ser giro saber o que está por detrás da concepção temática, perceber o porquê de algumas escolhas e onde se vai buscar informação.
Há toda uma ciência por detrás do livro, por detrás da gestão e armazenamento da informação que não fazia ideia, e descobrir esse mundo tem os seus momentos menos bons é verdade, sobretudo quando uma pessoa anda mais cansada, mas no computo geral sinto que estou no meu meio. :)
21 de janeiro de 2014
Só Ler Não Basta #12.1 - Leituras de Janeiro
Eis o primeiro SLNB deste ano! \o/ Voltamos, nesta primeira parte do SLNB, com alguns dos artigos que têm chamado a nossa atenção assim como com os livros que nos encontramos a ler. Já sabem que podem acompanhar-nos no grupo do Goodreads e no Google+. Voltaremos em breve com a segunda parte, em que falaremos de Sagas Literárias.
Artigos interessantes:
Leituras:
Telma: O Senhor da Guerra dos Céus de Michael Moorcock e Contos Completos Irmãos Grimm de Jacob Grimm
Carla: O Forte de Bernard Cornwell
Diana: To Sir Phillip With Love da Julia Quinn
Outros livros mencionados:
Grendel de John Gardner
Eurico, o Presbítero de Alexandre Herculano
As You Like It de William Shakespeare
Nada tenho de meu de João Paulo Cuenca, Miguel Gonçalves Mendes e Tatyana Salem Levy
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