24 de janeiro de 2014

Booking Through Thursday: Igualdade e odiei

Ena pá! Há tanto tempo que já não respondia a isto. Não sei o que é que aconteceu para deixar de responder, se perdi o interesse nas perguntas ou simplesmente passei a ignorá-las porque o tempo ou a paciência para responder não abundavam. Por isso esta semana trago duas perguntas, era para ter respondido na semana passada mas depois esqueci-me e respondo à desta semana porque faz sentido responder às coisas em tempo útil. :P

A pergunta da semana passada foi...
All other things (writing quality, story, etc), which would you rather read?
1. Something written by a man or a woman?
2. Something with a male or female protagonist?
3. Something funny or something tragic?
4. Something short or something long with many parts?
5. Something simple or something layered?
1. Até agora nunca pensei seriamente no género dos autores que leio, mas como tenho lido tanta coisa sobre o tema, este ano estou a tentar manter um registo para perceber se leio mais coisas escritas por homens ou mulheres. E nunca pensei porque sinceramente não me interessa quem escreve, interessa-me sobretudo a história que contam, apesar de acreditar que o autor realmente passa muito dos seus ideais e da sua filosofia de vida para a escrita e que isso pode ter algum impacto no leitor a diferentes níveis. Interessa-me uma boa história. Quando penso em autores favoritos vêm-me à cabeça sobretudo mulheres e talvez preferisse um livro escrito por uma por achar que seja algo com que me relacione mais.

2. É a mesma coisa que no ponto 1 mas não estou a manter nenhum registo. Talvez devesse... Aqui quando penso em personagens com as histórias mais marcantes penso em personagens masculinos, Harry Potter e Frodo vieram-me rapidamente à cabeça, mas também há muita gaja rija por aí, como a Hermione ou a Yelena. :D Aqui sem dúvida que preferia ler um livro com uma protagonista feminina, mas em algo que não fosse romance, ou se num romance que ela não fosse uma damsel in distress.

3. Neste exacto momento, alguma coisa cómica. Preciso de rir e de boa disposição.

4. Algo curto. Adoro sagas mas e o prazer de ler todo um livro onde fica tudo resolvido e as pontas todas atadas? É tão bom chegar ao fim e suspirar porque tudo deu certo, que os pombinhos ficaram juntos ou que o bem venceu o mal. :P

5. Simples. Neste momento não há espaço para grandes complicações.

E a pergunta desta semana é...
If there was one book you could make sure nobody ever read again … what would it be? And why?
Não aconselho o Blood and Chocolate nem Confessions of a Jane Austen Addict, e por este blog fora devem encontrar outros. O porquê? Fizeram-me revirar tantas vezes os olhinhos com situações e , sobretudo, personagens estúpidas que cheguei a temer ficar a olhar para o meu cérebro tanto *massive eye roll* que causaram.

23 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (12.1)

E porque sou estúpida esqueci-me completamente de dizer que ando a vandalizar livros! Quer dizer, ando a escrever a caneta o número e a data de registo, ando a escrever a lápis a cota do livro ou outras informações pertinentes! Ando a quebrar a lombada porque para copiar algumas das informações o raio do livro não fica aberto! E sou tão feliz a fazer tudo isto! :D 

Mas sou sobretudo feliz a carimbar livros. Sim, é algo completamente idiota mas lembra-me uma das minhas cenas preferidas, de um dos meus filmes favoritos e que tanto contribuiu para onde estou hoje. E a cena é esta:



É impossível não me lembrar desta cena e dou sempre por mim a rir-me sozinha, não só porque a cena tem piada mas porque me recordo que na primeira vez que vi o filme, há muito muito tempo, pensei "qualquer dia vou fazer aquilo" e aqui estou eu hoje, a fazer um pouco das duas coisas que sempre me fascinaram. :)

22 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (12)

Ora bem vindos a mais um olhar para trás nesta rubrica, mais propriamente a este "episódio", para dar conta dos desenvolvimentos. :) Não que tenham algum interesse mas deixai-me, às vezes gosto de falar para as paredes.

Já tive então oportunidade de dizer que, desde há um ano, trabalho numa biblioteca. Sim, quando não estou a ler ando a mexer em livros. Dream job, certo?! Nem por isso. Cheguei à biblioteca numa altura pouco habitual, em processo de reestruturação, e os primeiros meses, e mesmo alguns dos seguintes, foram passados a montar e desmontar estantes, a carregar e a descarregar livros. Sim, perdi 5 kilos com este exercício físico (YAY!) e mexer em livros é sempre um divertimento para mim, mas cheguei a ficar saturada de livros. Se tinha dúvidas quanto à necessidade de e-books e e-readers, perdi-as completamente ao ter de mover quilos de livros escadas acima e escadas abaixo, de um lado da prateleira para o outro, de uma estante para a próxima... E a arrumação? Porque não podem ser todos do mesmo tamanho, mesmo dentro da própria série?! Já para nem falar na alfabetização dos títulos, pois houve alturas em que já não sabia se o "P" vinha depois ou antes do "M". Cheguei a usar uma cábula, pelo amor de Deus! *hangs head in shame*

Mas finalmente veio a parte que, sinceramente, é a mais gira para mim... a catalogação! *\o/* A sério, dêem-me um monte de livros e é ver-me catalogar com gosto. Preencher todos aqueles campos, ler um pouco do livro para perceber quais os assuntos mais relevantes e pelos quais podem ser pesquisados. Já me vieram parar às mãos coisas interessantes, que conto ler quando tiver disponibilidade ou até necessidade, e algumas surpresas. Já me passaram vários tipos de documentos pelas mãos com os mais diversos modos de catalogação, tal como periódicos ou formatos digitais. Passei a dar ainda mais valor a apresentações e a índices. Nunca vos falei do meu fascínio por índices? Pois agora é muito maior. :D

No entanto, nem tudo são rosas, pois agora o que me dá cabo da paciência, mas sobretudo da cabeça, é mesmo as línguas e os alfabetos que não o latino. 

Começando pelas línguas, as de raiz latina ainda vá: o espanhol/castelhano não é mau, assim como o catalão e o galego, já o basco é mais complicado mas geralmente os livros que me têm chegado também têm indicações em castelhano; o francês até que nem é mau, pensei que soubesse menos apesar dos 5 anos de estudo dos quais talvez só se aproveitem 2 ou 3; o italiano também se entende bem. O inglês é praticamente a minha segunda língua, até posso dar erros a escrever e meter dó a falar mas percebo o que estou a ler como se estivesse a ler em português. Por incrível que pareça começo a perceber um pouco (muito pouco mesmo mas bem mais do que percebia há um ano atrás, o que não é muito difícil dado que não percebia nada) de alemão, pelo menos já reconheço palavras e começo a tirar algum sentido de uma frase ou outra, pelo que tento primeiro ler antes de ir ao tradutor do Google. Agora o alfabeto cirílico e as línguas de países de leste é que me tramam. Assim como o hebraico e o árabe. Sim, já apanhei livros em línguas muito diferentes e com alfabetos completamente diferentes. Ok, até é giro, mas passado alguns livros, um número considerável de livros no mesmo dia, é demasiado para a minha cabeça.

O tradutor do Google tem sido fundamental para, pelo menos, entender o tema fundamental do livro e, apesar das várias falhas inerentes a uma ferramenta informática, adoro-o. A internet tem sido outra ferramenta fantástica, sobretudo para temas sobre os quais pouco ou nada sei (palinologia? pedologia?), para saber onde ficam alguns locais que são o foco de alguns títulos e às vezes para completar mesmo a informação bibliográfica.

Apesar de por vezes sair ao fim do dia com a cabeça num nó, de odiar livros e todo o conceito de linguagem, é engraçado ver como passei a adorar ainda mais tudo isso. :D É giro ver como já sei onde estão alguns livros e quais podem interessar ao utilizador, consoante o tema que pesquise. Ainda não tenho, nem me parece que venha a ter, toda a biblioteca na cabeça como a minha colega (a sério, toda a minha admiração vai para ela) mas não deixa de ser giro saber o que está por detrás da concepção temática, perceber o porquê de algumas escolhas e onde se vai buscar informação.

Há toda uma ciência por detrás do livro, por detrás da gestão e armazenamento da informação que não fazia ideia, e descobrir esse mundo tem os seus momentos menos bons é verdade, sobretudo quando uma pessoa anda mais cansada, mas no computo geral sinto que estou no meu meio. :)

21 de janeiro de 2014

Só Ler Não Basta #12.1 - Leituras de Janeiro


Eis o primeiro SLNB deste ano! \o/ Voltamos, nesta primeira parte do SLNB, com alguns dos artigos que têm chamado a nossa atenção assim como com os livros que nos encontramos a ler. Já sabem que podem acompanhar-nos no grupo do Goodreads e no Google+. Voltaremos em breve com a segunda parte, em que falaremos de Sagas Literárias.



Artigos interessantes:

Leituras:
Telma: O Senhor da Guerra dos Céus de Michael Moorcock e Contos Completos Irmãos Grimm de Jacob Grimm
Carla: O Forte de Bernard Cornwell
Diana: To Sir Phillip With Love da Julia Quinn

Outros livros mencionados:
Grendel de John Gardner
Eurico, o Presbítero de Alexandre Herculano
As You Like It de William Shakespeare
Nada tenho de meu de João Paulo Cuenca, Miguel Gonçalves Mendes e Tatyana Salem Levy

Facebook de Nada Tenho de Meu

Já sabem que podem ver o índice, comentar e ver outros vídeos no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

19 de janeiro de 2014

Projecto 365 - #68-73

O descalabro! Praticamente só tirei fotos no fim-de-semana e vá lá que já tinha colocado uma foto extra. *hangs head in shame* É certo que esta semana andei um pouco mais ocupada e o tempo também não ajudou mas tenho de me comportar melhor. Sair faça chuva ou sol, andar com a máquina atrás mesmo que pareça turista.

#68
#68
Andei ocupada com isto...

#69
#69
E isto...

#70
#70
Consegui terminar isto e ver bastantes filmes...

#71
#71
Ainda que tenha estado muito tempo à frente disto ou semelhante...

#72
#72
Mas como não pode ser só trabalho o domingo foi passado fora de portas...

#73
#73
E dentro de outras. Ok, esta foto é do meu irmão mas porque não queria usar o flash da máquina e a foto ficou tremida e o meu telemóvel não é grande coisa.

As You Like It

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - comédia
Editora: Wordsworth Classics | Ano: originalmente publicado em 1603(?) | Formato: livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: até aqui tinha lido as obras em e-book, já que no ano passado fiz download das obras completas no site do Project Gutenberg, mas entretanto comprei as Complete Works e foi então o livro físico, que é como que a reprodução do First Folio, que li. Não coloco por isso as páginas.

Quando e porque peguei nele: 5 de janeiro de 2014. Era para pegar no Richard II mas soube que ia ser representado e como queria ir ver achei melhor lê-la primeiro. Conta para a Temporada William Shakespeare - Acto III e faz parte de uma antologia, como tenho de ler para o meu desafio anual (tenho de lhe dar um nome :/ ).


Opinião: Coisas que aprendo com Shakespeare: ter cuidado com os irmãos *olha desconfiadamente para o seu* e tios, ter muito cuidado com os tios.

Mais uma vez senti que a leitura das peças deve perder algo para a representação, mas não é por isso que deixo de a achar boa. No entanto, para uma comédia não achei tanta piada como isso. Quer dizer, há situações engraçadas mas não fiquei perdida de riso. Sei que o mal é meu, não devo ler uma peça como um livro pois até a estrutura é diferente e não há a informação de como certas frases são ditas, não há nenhum "disse ela pensativamente" ou coisa do género. Há todo um trabalho por trás, de conhecimento da personagem que o ator ou atriz tem de fazer mas que eu, como mera leitora, geralmente não faço. É o texto, a descrição das suas ações, pensamentos e relações que desenvolve com outros, que me leva a fazer uma análise, coisa que em peças é um pouco mais difícil de fazer.

Mas como disse, é uma boa peça, ou melhor um bom texto, com bons momentos e diálogos (o tão conhecido "All the world's a stage"). Apesar de tudo gostei da Rosalind, que me pareceu muito feminista para a sua época, ainda que precise de se disfarçar de homem. Gostei de como critica o amor cortês, sobretudo a imagem da mulher colocada num pedestal (já no soneto 130 o Shakespeare desafia a convenção e sim, isto foi apenas uma desculpa para andar à procura de um áudio do Tom Hiddleston), mas não é por isso que deixa de sentir amor por Orlando e tentar ajudá-lo a conquistar uma mulher, ainda que seja ela. :D

Achei um pouco estranho como a floresta muda tão rapidamente as pessoas. Se no caso do irmão do Orlando até é compreensível, devido à experiência de quase morte, digamos assim, e de ser salvo pelo irmão, não o achei tanto assim como o Duque Frederick. Mas penso que seja um tema da época, como a Natureza pode subjugar e repor a natural ordem das coisas, assim como dá alguma liberdade que a vida em sociedade (ou na corte) não permite e oferece uma vida mais honesta, mesmo que de trabalho.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Apesar de tudo gostei bastante, continuo a preferir as tragédias, mas é por darem mais que pensar e serem tão dramáticas (e eu adoro um bom drama :D). Resta agora ver a peça.

13 de janeiro de 2014

Projecto 365 - #60-67

Esta semana, a primeira de volta em força ao trabalho, fez com que não tirasse fotos em dois dos dias, mas mais uma vez tentei compensar pelo que acho que já trago uma foto extra. :P

Noto que dou comigo mais vezes a pensar "isto dava uma ótima fotografia" mas geralmente não tenho a máquina comigo, nem o telemóvel. Quando tenho, falta o talento. Sinto que são pálidas captações de momentos que com outros dariam fotos excecionais, mas está a ser um projecto engraçada e tem sido giro experimentar o que a máquina pode fazer.

#60
#60
O pequeno almoço, num dia em que cheguei cedo ao trabalho.

#61
#61
Uma das leituras da semana.

#62
#62
A outra leitura e o filme da semana.

#63
#63
A mãe trouxe-me esta capa linda! O tecido é muito bonito, com imagens da minha adorada cidade. Está claro que a coloquei logo a uso, até porque tem um marcador e assim não tenho de estar à procura do meu que, de vez em quando, é algo esquivo.

#64
#64
Acho incrível a quantidade de gaivotas com que me deparo. Deve de haver muita tempestade no mar, nestes últimos anos.

#65
#65
Eu ia jurar que costumava existir um monumento ali. :P Adoro nevoeiro, sinto-me como se estivesse num sonho. Mas passava bem era sem a humidade excessiva.

#66
#66
Primeira tentativa para fazer suspiros, não ficaram muito maus, talvez sejam um pouco doces demais para quem anda a cortar no açúcar, mas comem-se. :D

#67
#67
Esta devia ter sido antes da dos suspiros, mas enganei-me a fazer o upload. Chuvinha boa, sobretudo quando se está dentro de casa. :D

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