19 de janeiro de 2014

Projecto 365 - #68-73

O descalabro! Praticamente só tirei fotos no fim-de-semana e vá lá que já tinha colocado uma foto extra. *hangs head in shame* É certo que esta semana andei um pouco mais ocupada e o tempo também não ajudou mas tenho de me comportar melhor. Sair faça chuva ou sol, andar com a máquina atrás mesmo que pareça turista.

#68
#68
Andei ocupada com isto...

#69
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E isto...

#70
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Consegui terminar isto e ver bastantes filmes...

#71
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Ainda que tenha estado muito tempo à frente disto ou semelhante...

#72
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Mas como não pode ser só trabalho o domingo foi passado fora de portas...

#73
#73
E dentro de outras. Ok, esta foto é do meu irmão mas porque não queria usar o flash da máquina e a foto ficou tremida e o meu telemóvel não é grande coisa.

As You Like It

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - comédia
Editora: Wordsworth Classics | Ano: originalmente publicado em 1603(?) | Formato: livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: até aqui tinha lido as obras em e-book, já que no ano passado fiz download das obras completas no site do Project Gutenberg, mas entretanto comprei as Complete Works e foi então o livro físico, que é como que a reprodução do First Folio, que li. Não coloco por isso as páginas.

Quando e porque peguei nele: 5 de janeiro de 2014. Era para pegar no Richard II mas soube que ia ser representado e como queria ir ver achei melhor lê-la primeiro. Conta para a Temporada William Shakespeare - Acto III e faz parte de uma antologia, como tenho de ler para o meu desafio anual (tenho de lhe dar um nome :/ ).


Opinião: Coisas que aprendo com Shakespeare: ter cuidado com os irmãos *olha desconfiadamente para o seu* e tios, ter muito cuidado com os tios.

Mais uma vez senti que a leitura das peças deve perder algo para a representação, mas não é por isso que deixo de a achar boa. No entanto, para uma comédia não achei tanta piada como isso. Quer dizer, há situações engraçadas mas não fiquei perdida de riso. Sei que o mal é meu, não devo ler uma peça como um livro pois até a estrutura é diferente e não há a informação de como certas frases são ditas, não há nenhum "disse ela pensativamente" ou coisa do género. Há todo um trabalho por trás, de conhecimento da personagem que o ator ou atriz tem de fazer mas que eu, como mera leitora, geralmente não faço. É o texto, a descrição das suas ações, pensamentos e relações que desenvolve com outros, que me leva a fazer uma análise, coisa que em peças é um pouco mais difícil de fazer.

Mas como disse, é uma boa peça, ou melhor um bom texto, com bons momentos e diálogos (o tão conhecido "All the world's a stage"). Apesar de tudo gostei da Rosalind, que me pareceu muito feminista para a sua época, ainda que precise de se disfarçar de homem. Gostei de como critica o amor cortês, sobretudo a imagem da mulher colocada num pedestal (já no soneto 130 o Shakespeare desafia a convenção e sim, isto foi apenas uma desculpa para andar à procura de um áudio do Tom Hiddleston), mas não é por isso que deixa de sentir amor por Orlando e tentar ajudá-lo a conquistar uma mulher, ainda que seja ela. :D

Achei um pouco estranho como a floresta muda tão rapidamente as pessoas. Se no caso do irmão do Orlando até é compreensível, devido à experiência de quase morte, digamos assim, e de ser salvo pelo irmão, não o achei tanto assim como o Duque Frederick. Mas penso que seja um tema da época, como a Natureza pode subjugar e repor a natural ordem das coisas, assim como dá alguma liberdade que a vida em sociedade (ou na corte) não permite e oferece uma vida mais honesta, mesmo que de trabalho.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Apesar de tudo gostei bastante, continuo a preferir as tragédias, mas é por darem mais que pensar e serem tão dramáticas (e eu adoro um bom drama :D). Resta agora ver a peça.

13 de janeiro de 2014

Projecto 365 - #60-67

Esta semana, a primeira de volta em força ao trabalho, fez com que não tirasse fotos em dois dos dias, mas mais uma vez tentei compensar pelo que acho que já trago uma foto extra. :P

Noto que dou comigo mais vezes a pensar "isto dava uma ótima fotografia" mas geralmente não tenho a máquina comigo, nem o telemóvel. Quando tenho, falta o talento. Sinto que são pálidas captações de momentos que com outros dariam fotos excecionais, mas está a ser um projecto engraçada e tem sido giro experimentar o que a máquina pode fazer.

#60
#60
O pequeno almoço, num dia em que cheguei cedo ao trabalho.

#61
#61
Uma das leituras da semana.

#62
#62
A outra leitura e o filme da semana.

#63
#63
A mãe trouxe-me esta capa linda! O tecido é muito bonito, com imagens da minha adorada cidade. Está claro que a coloquei logo a uso, até porque tem um marcador e assim não tenho de estar à procura do meu que, de vez em quando, é algo esquivo.

#64
#64
Acho incrível a quantidade de gaivotas com que me deparo. Deve de haver muita tempestade no mar, nestes últimos anos.

#65
#65
Eu ia jurar que costumava existir um monumento ali. :P Adoro nevoeiro, sinto-me como se estivesse num sonho. Mas passava bem era sem a humidade excessiva.

#66
#66
Primeira tentativa para fazer suspiros, não ficaram muito maus, talvez sejam um pouco doces demais para quem anda a cortar no açúcar, mas comem-se. :D

#67
#67
Esta devia ter sido antes da dos suspiros, mas enganei-me a fazer o upload. Chuvinha boa, sobretudo quando se está dentro de casa. :D

12 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (11)

Na verdade devia ser (5.1) porque é uma espécie de follow-up a este "episódio" da rubrica, em que falei de como estava a fazer uma agenda, o meu primeiro (e até agora único) projeto DIY, que juntaria planos semanais e journal num só. Fiz pesquisas, fiz templates e o resultado foi este:

Agenda 2013Agenda 2013Agenda concluída

Mas acabou por surgir um problema, não o usei tanto como estava à espera. Talvez tenha começado logo mal com a escolha de um dossier que tem argolas pequenas o que fez que não tivesse tantas folhas como queria ou precisava, ou tinha em maior quantidade as do planner onde nem escrevia tanto como isso. Além disso, as argolas rasgavam as folhas o que fazia com que ficassem "feias" (para além dos imensos rabiscos característicos da minha escrita) e chegassem a cair do dossier.

Andava a desanimar quando encontrei isto, fui investigar melhor e percebi o óbvio, o melhor sistema acaba por ser o mais simples e é ok tirar diferentes ideias, experimentar diferentes coisas até se encontrar o sistema perfeito. Parece que o encontrei agora, desde setembro que o uso com relativo sucesso e digo relativo porque mesmo assim encontrei um percalço ou outro.

Sempre pensei que precisava apenas de, como a Telma diz, "um caderno para todos dominar" e até tinha sido isso a razão para fazer a tal agenda, mas descobri que trabalho e coisas pessoais no mesmo sítio não dá certo: ou perco as notas das reuniões, pois apesar do índice tenho que andar para a frente, para trás e ver se não tenho outros apontamentos na parte "mensal" digamos assim; ou tenho medo de emprestar as notas por causa dos textos mais pessoais. Quer dizer, não é propriamente um diário e a maior parte do que escrevo até vem parar aqui porque se trata de opiniões ou ideias e notas para o SLNB, mas mesmo assim... *medo*

Mas apesar do percalço, resolvido com um outro notebook para trabalho, o sistema está a agradar-me e resolve um dos grandes problemas que me chateia em agendas convencionais que é não usar as folhas todas ou esgotar as folhas de uma parte, geralmente a das "Notas", enquanto o resto, "Contactos" e "Plano" permanecem em branco. Assim uso as que preciso e as que ficam em branco (já que geralmente deixo 4 spreads, como lhe chamam no vídeo, em branco para cada novo mês, quase um por semana mas já percebi que 3 talvez seja o suficiente) podem vir a ser utilizadas depois, já que o índice ajuda a navegar pelos apontamentos (sim, também me perco de vez em quando, mas é menos grave do que perder informação para uma reunião porque apontámos uma ideia num dia qualquer e não na folha dos tópicos a discutir :P).

Ainda há algumas arestas por limar e nada garante que daqui a mais algum tempo também não pense que este sistema deixou de ser para mim, mas pronto há sempre um constante busca pela perfeição.

Agenda e notebook

E para quem pensa "mas porque raio está ela a falar disto neste espaço?" Bem, eu passo algum do tempo que não estou a ler a pensar em como posso tornar a minha vida mais fácil com uma agenda, para além de que me estava a apetecer procrastinar um pouco e nada melhor que escrever sobre coisas que não interessam nem ao Menino Jesus. :D

11 de janeiro de 2014

450 anos de Shakespeare ou a comemoração em que eu devia ter reparado

É verdade, ando eu toda armada em esperta a fazer temporadas temáticas e não reparo, mesmo tendo nomeado duas peças que se podiam muito bem inserir no Shakespeare Anniversary, que o senhor comemoraria 450 anos. Já não o pode fazer, mas atingiu a imortalidade que só grandes obras dão a quem as escreve e tal, geralmente, só acontece a quem consegue permanecer atual (outro artigo aqui) mesmo tendo passado séculos desde a sua existência.

É o caso de Shakespeare e não espanta por isso, que neste ano, tantas produções subam ao palco, em Lisboa e no resto do país:
Foi o que encontrei até agora. Vamos a ver se consigo ir a algumas. :)

Edit: Foi acrescentado um link e mais uma peça.

9 de janeiro de 2014

O Corcunda de Notre Dame

Diretor: Gary Trousdale, Kirk Wise
Baseado no livro Nossa Senhora de Paris de Victor Hugo por Tab Murphy, Irene Mecchi, Bob Tzudiker, Noni White e Jonathan Roberts
Atores: Tom Hulce, Demi Moore, Tony Jay, Kevin Kline

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 5 de janeiro, em casa já que uma colega emprestou-me o DVD. Vi a versão original porque, apesar de achar que as edições portuguesas são magníficas, agora prefiro ver no original porque se perde sempre algo com a tradução. Em alguns casos ganha-se, continuo a preferir a piada do enxofre do "Shrek" ao original, mas geralmente perde-se. Mas claro que a ver alguns dos meus preferidos de infância, é sempre em português. Primeiro amor e tal. <3 Conta para o desafio Disney Movie Challenge.

Opinião: Talvez seja incrível mas nunca vi este filme. Na verdade, e apesar de ser fã da Disney, quase sempre revi a mesma dezena de filmes que tinha por casa em VHS. Só de vez em quando consegui ver outros, que os meus tios alugavam em videoclubes, pois darem filmes de animação na TV era coisa impensável. Mesmo assim, este nunca vi, nem sequer tinha curiosidade em ver, pois pensava que seria uma outra espécie de "A Bela e o Monstro", mas sem a grandiosidade e a piada daquele, nem Monstro fofinho. :P Mas o facto é que, até pode não ser tão bom como "A Bela e o Monstro", mas vai daí sou parcial, o que não quer dizer que não seja um muito bom filme.

Tenho de começar por dizer que o desenho das personagens não me apelou tanto (pode ser impressão minha mas houve alturas em que os personagens me pareceram estranhos, que as feições não eram semelhantes) mas em termos de cenários é belíssimo, sobretudo no que à Catedral diz respeito, pois é simplesmente magnífica. Mas se o desenho não me convenceu, fê-lo o carácter das personagens, sobretudo Esmeralda que é fantástica. Eis um exemplo a seguir! Talvez tirando a parte do "varão"... :P Uma personagem feminina forte, que se sabe defender e desenrascar sozinha, ajudando também quem precisa. Sai um pouco do cânone e só ganha com isso.

O tom do filme também me pareceu mais sombrio. Tom em termos de conteúdo, pois a cidade de Paris e a Catedral acabam por ter imensa luz e vida. Apesar de aparentemente leve, o tema da descriminação não passa despercebido assim como a luxúria. Sim, eu vi um filme da Disney com referências sexuais?! Ok, n'"O Rei Leão" a Nala faz "olhos de cama" *momento solene pela perda da inocência característica da infância*, mas aqui o Frollo fala em fogo (do género "que arde sem se ver"), ficar fora de controlo ao ver Esmeralda dançar, diz "this fire in my skin, this burning, desire, is turning me to sin". Mas está claro que a culpa não é dele, é a bruxa que o enfeitiça... *revira os olhinhos* Não me admiraria de ver uma cena de violação, se não fosse de um filme de animação que estivesse a falar, e de tal servir de desculpa (e deixem-me já dizer que não é desculpa, não há desculpas para violações). Toda a música "Hellfire" é brilhante no ardor e urgência que transmite sobre o desejo sexual/carnal e não deixa de ser interessante como, apesar do ato de contrição por trás e referências à "Beata Maria", esta cena assemelha-se ao de alguém a fazer um pacto com o Demónio. É sem dúvida das melhores cenas que já vi.

Mas aquela não é a única música que se destaca, também gostei de "God Help the Outcasts", que me fez pensar na numa questão que me tinha surgido durante a leitura de The Handmaid's Tale, e claro "Someday" que não sabia pertencer a este filme! A sério, conheço-a e adoro-a há anos (ANOS!), desde que a ouvi pela primeira vez na voz de Chloë Agnew das Celtic Woman, e não sabia de onde era originária! Eu bem achei estranho algumas melodias durante o filme me lembrarem a música, ia mesmo cantando-a para mim, até que começam a rolar os créditos e eis que ela toca, numa versão que apesar de tudo não gostei por aí além (é a tal coisa do primeiro amor :P) mas que nem por isso me deixou de fazer parecer uma Madalena arrependida. *lágrimas* A letra da música mexe comigo, que posso dizer?

O humor não é nada de especial, as gárgulas são engraçadas mas é só isso. Achei o Febo um bocado chato, o típico gajo que conquista a moça. Eu até entendo porque ficou com ele e não vou dizer que ele estar ou não estar é a mesma coisa, porque ele tem impacto na história, mas sinceramente não via grande necessidade de um interesse amoroso. Mas isto sou eu que quero heroínas que mostrem que casar e ter filhos não é tudo o que há na vida para uma mulher. Entendo que sou eu que peço demais, ou peço finais que me agradem (apesar de ler romances em que fico toda "OMD eles ficaram juntos no fim!", sim sou a contradição em pessoa), mas que há que obedecer a certas regras e, afinal de contas, trata-se da adaptação de um clássico da literatura e na época a condição da mulher era diferente.

Posto isto, se ainda não viram não sejam parvos como eu e adiem o visionamento deste filme. A sério, às vezes só me apetece dar porrada no meu "eu" passado, mais ao menos como o Marshall faz num episódio de "HIMYM".

Veredito: Vale o dinheiro gasto. É um filme que me imagino a rever, não tanto por toda a história mas há bons momentos. Além disso quero ler o livro em que se baseia. Na verdade já ando para ler o livro desde que fui a Paris, onde visitei e apaixonei-me pela Catedral e a sua vista. Cheguei a dizer que odiava a cidade, jamais queria ir a Paris, e que vim de lá a adorá-la e a querer voltar? Só mais uma prova do quanto os meus juízos de valor podem estar, e geralmente estão, redondamente enganados. :P

7 de janeiro de 2014

Oh Meu Deus!

O dia começou cedo, cinzento e com chuva, o humor não era dos melhores, mas depois vi isto...


... e a fangirl em mim endoideceu. :D 

Minha gente, É O LIVRO DO COLIN E DA PENELOPE!!! Falta ainda saber a data mas já estou em pulgas porque estava a ver que nunca mais! Ia temendo que não publicassem mais livros. Mais informações devem ser dadas a seu tempo no blog Chocolate para a Alma.

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